domingo, 22 de julho de 2007

AS FERRAMENTAS DO GRAU DE COMPANHEIRO

AS FERRAMENTAS DO GRAU DE COMPANHEIRO
NAS VIAGENS DA ELEVAÇÃO





Introdução


O Aprendiz, ao completar seus três anos de trabalho, é de se supor que tenha aprendido o significado da posição vertical ou perpendicular, ou seja, a reta que ascende para o reino dos céus, e portanto aproxima-se daquele ser humano hígido, de pé e ativo.
A perpendicular tem sua representação no prumo, que é a jóia do segundo vigilante e é a medida de retidão. Estar a prumo significa estar de forma correta e precisa em qualquer posição na vida, quer familiar, quer profissional ou ainda fraternal.
Nessas condições, o Aprendiz deverá passar ao nível, se comprovadamente tais propósitos foram cumpridos, ou seja, se ele se considera um, homem hígido, de pé e ativo. Pois o nível, simbolicamente, nos ensina que devemos pautar nossa vida dentro do equilíbrio, a fim de que nossas ações se ajustem à perfeição do desejo, dando o equilíbrio necessário para que nossa obra seja permanente e estável, na medida justa e satisfatória. Assim, o nível e o prumo formam o dualismo perfeito e conduzem à sabedoria.
No ritual de elevação, o candidato é informado pelo Venerável que irá passar do número três ao número cinco e, para tal, deverá realizar cinco viagens.


Desenvolvimento

Síntese da Cerimônia de Elevação:

1 - O Exp.:, chegando à porta do templo e conduzindo o candidato, bate à porta como no 1º grau. O Cobr.: Int.: comunica ao Ven.: e este manda verificar quem bate. Por sua vez, o Cobr.: Int.: informa que é o Exp.: conduzindo um
Ap.: que deseja passar da Perpendicular ao Nível.
À ordem do Ven:., o candidato entra como Apr.:, coloca-se entre colunas, à direita do Exp.:, faz a saudação às
Luzes e permanece à ordem e com a régua ( não graduada) na mão esquerda (apoiada no ombro esquerdo que é o símbolo da Lei da Ordem e da Inteligência, que deve nortear as atividades dos Maçons e os estudos do Companheiro. Ressalte-se que a Sessão foi aberta ritualisticamente.

2 - A seguir, o Ven.: explica, ao candidato, que ele irá passar do número TRÊS ao número CINCO e que deverá realizar cinco viagens, em alusão aos cinco anos de trabalhos e de estudos, que era, primitivamente, a exigência para que os obreiros aspirassem à ascensão dentro da Ordem. Hoje não se trata de uma graça especial o fato de serdes elevado após um estágio simbólico, o que contudo não é feito indistintamente.Por isso, aquele que é privilegiado, deve tornar-se digno de tal graça, trabalhando com todo zelo.

O próprio Ven.: ou o Orad.: explica, a seguir, o significado da Régua de 24 polegadas que o candidato leva no ombro. - Todos os sinais maçônicos devem ser feitos com a mão e jamais com instrumento de trabalho como: malhetes, bastões, espadas, sacolas.


A RÉGUA DAS 24 POLEGADAS.

A polegada é uma medida antiga que se afastou do sistema métrico francês; contudo, ainda é usada, posto que esporadicamente, é utilizada por nós brasileiros.
A Maçonaria a adota porque simboliza o dia com as suas 24 horas.
Assim, a régua maçônica mede 0,66 (sessenta e seis centímetros - a polegada é a 12ª parte do pé, ou, 0,0275).
O tamanho da régua já sugere que é um instrumento destinado à construção.
Filosoficamente, o maçom deve pautar a sua vida dentro de uma determinada medida, ou seja, deve programá-la corretamente e não se afastar dela.


3- A Primeira viagem; antes, a uma ordem do Ven.:, o Exp.: substitui, na mão esquerda do Aprendiz, a Régua pelo
Maço e pelo Cinzel.
Depois disso ele toma a mão direita do candidato, do Norte e do Sul, mas só no espaço entre as Colunas do Norte para o Sul, passando-se, depois, entre colunas e à ordem, sem fazer qualquer sinal, a não ser inclinar ligeiramente a cabeça em sinal de respeito ao Venerável. É comunicado que foi concluída a primeira viagem.
O Ven.: então fala sobre o significado dessa viagem e sobre o Simbolismo do Maço e do Cinzel - É mister que ressaltar que todos os Irmãos, ao adentrarem o templo, durante a sessão, devem fazê-lo com as devidas formalidades, ou seja: deverá entrar com a marcha do grau
Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Meu Ir.: , esta primeira viagem simboliza o período de um ano, que o Comp.: deve empregar em aperfeiçoar-se na prática de cortar e lavrar a P.: B.: que aprendeu a desbastar, quando Apr.:, com o maço e o Cinzel. Por muito perfeito que seja o Apr.: lembrai-vos que sozinho não pode terminar a sua obra, visto como os molhes (paredão, que se constrói nos portos de mar em forma de cais, para protege-lo da violência das águas; quebra-mar) de pedras do Templo que se eleva a Glória do Gr.: Arq.: do Univ.: exigem, um duro e penoso trabalho no Maço, e da firme e aplicada direção do Cinzel, não se desviando do que pelos Mestres lhe foi traçado (pequena pausa).
Dai-me o Sin.: de Apr.:

Simbolismo do Maço e Cinzel

Maço - O maço é uma espécie de martelo, de maiores proporções, servindo para construir ou para destruir.
Maçonicamente, o maço é a ampliação do malhete, instrumento empunhado pelo Venerável Mestre e pelos Vigilante, representando a força e vigor
O maço sugere duas situações, uma ativa, outra passiva; a ativa é quando bate, e passiva quando o objeto batido sofre o choque.
O que nos lembra o maço, senão que o usamos na iniciação apenas uma vez, dando três pancadas na pedra bruta?
Podemos tirar uma boa lição desse instrumento tão contundente, usando-o em nós mesmos para retirar as arestas de nossa pedra bruta, objetivado o auto aprimoramento.
A maçonaria é uma escola, mas há viabilidade de uma auto-educação, pois, ao invés de esperarmos que alguém nos bata para aparar nossas arestas, podemos fazer isso nós mesmos, em uma atitude mais suave e precisa.
Reconhecer os próprios erros já é uma prática de desbastamento do espirito, ainda embrutecido da inteligência humana.

Cinzel - Instrumento do grau de Aprendiz, que, com o malho, serve para desbastar simbolicamente a pedra bruta, esta um emblema da personalidade não educada e polida. Representa o intelecto.


4 - A Segunda Viagem - Inicia-se pela substituição do Maço e o Cinzel, pelo Compasse e pela Régua de 24
Polegadas. O trajeto é o mesmo da primeira, terminando entre colunas, ficando, o candidato, à direita do Exp.:. Depois da comunicação do término da viagem, o Vem.: explica o significado dela e o do Compasso e da Régua de 24 polegadas - Arrastar os pés no chão, para as delegações de Lojas.

Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Meu Ir.:, esta Segunda viagem nada mais é do que o símbolo
do segundo ano, no qual o Apr.: deve adquirir os elementos práticos da Maçonaria, isto é, a arte de traçar linhas sobre materiais desbastados e aplainados, o que só se consegue com a Régua e o Compasso. (pequena pausa)
Vem.: - Meu Ir.: , daí o sinal do Toq.: de Apr.: ao Ir.: 2º Vig.:.

Simbolismo do Compasso
O Compasso Filosoficamente, o homem constrói a si próprio, e para que resulte um templo apropriado a glorificar o
grande arquiteto do universo torna-se indispensável saber usar cada um dos principais instrumentos da construção.
Dos alicerces ao teto, todos eles são indispensáveis, e quando surgir em nosso caminho algo com aparência de incontornável, lançamos mão da alavanca. Removido o obstáculo, teremos uma edificação gloriosa que nos honrará.
O compasso mede os mínimos valores até completar ao circunferência e o círculo onde fixamos uma das hastes do compasso e, girando sobre nós próprios, executaremos com facilidade o projeto perfeito.
O entrelaçamento do compasso com o esquadro será o distintivo permanente da maçonaria. Nossa vida é uma prancheta onde grafamos os projetos que, estudados, calculados os seus valores resultará no caminho completo para a construção de nosso ideal.

5 - A Terceira viagem; para isso, é substituído, na mão esquerda do candidato, o Compasso pela Alavanca,
continuando a Régua de 24 polegadas. A viagem é igual às anteriores e, no final o Vem.: dá as explicações sobre ela e sobre a Alavanca. - Trata-se do terceiro ano de estudos. A alavanca é o símbolo da Força , servindo para erguer os mais pesadas fardos; moralmente, ela representa a firmeza de caráter, a coragem indomável do homem independente e o poder do amor à Liberdade.

Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Meu Ir.: , esta terceira viagem simboliza o terceiro ano, no qual se
confia ao Apr.: a direção, transporte, colocação dos materiais trabalhados, o que se alcança com a Régua e a Alavanca.

A Alavanca, em lugar do Compasso, é o emblema do poder que, junto às nossas forças individuais, multiplica a potência do esforço e possibilita o desempenho de grandes tarefas.

Simbolismo da Alavanca
A Alavanca - Trata-se de um instrumento utilizado que representa simbolicamente a força. Seu formato, de per si,
sugere essa referida força; basta-lhe um ponto de apoio para erguer um peso enorme sob a simples pressão muscular de um braço.
Arquimedes dizia: " Dai-me um ponto de apoio que erguerei o mundo" , manifestação filosófica no sentido de valorizar o " ponto de apoio" .
Em nossa vida quando no deparamos com algum obstáculo a ser removido e que exp0ressa um esforço impossível, o maçom deve evocar a alavanca e buscar esse "ponto de apoio".
Às vezes , a solução está perto de nós e não visualizamos porque nossa atenção está voltada para o grande obstáculo.
A lição da alavanca é que não há peso que não possa ser removido e, assim, os obstáculos serão removidos, embora ultrapassados , pois a alavanca apenas suspende e, desequilibrando o peso, faz com que este se mova.
Existindo o problema, ao lado estará a solução, basta encontrá-la, o que não é tarefa ingente.
O) "!ponto de apoio" é quem suporta todo o peso do obstáculo e, assim, revela-se a parte mais importante.
Numa fraternidade, cada irmão constitui um "ponto de apoio", que unidos representa a alavanca, devemos aprender a usar esse poder que só a maçonaria propicia.

6 - A Quarta Viagem - Inicia-se com a substituição da alavanca pelo Esquadro, continuando a Régua de 24 Polegadas.
O trajeto é o mesmo das viagens anteriores e , no final da viagem., o Vem.: dá a explicação sobre os símbolos. - Esta viagem representa o estudo da Natureza, cujo conhecimento nos leva construção do edifício na direção de seu todo, simboliza ainda . S Explicação do Vem.: ao Candidato:
- Meu Ir. , nos tempos primitivos da nossa Ordem era mister que o Apr.: trabalhasse, sem interrupção durante cinco anos, para ser Elevado à Comp.: . Não quero, com isso, dizer que seja uma graça especial o fato de serdes Elevado hoje, após um estágio simbólico, o que , contudo , não é feito indistintamente.
] dizendo pelas ciências.

Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Esta quarta viagem, meu Ir.:, simboliza o quarto ano de um Apr.:, no
qual ele deve ocupar-se, principalmente, na construção do edifício, na direção de seu todo, verificando a colocação dos materiais reunidos dando continuidade da obra do Grande Arquiteto do Universo . Esse conhecimento nos traduz que com a aplicação do zelo e da inteligência mostrado no trabalho constante, comedido e aprimorado pode nos permitir orientar nossos IIr.: menos instruídos.:
- Meu Ir. , nos tempos primitivos da nossa Ordem era mister que o Apr.: trabalhasse, sem interrupção durante cinco anos, para ser Elevado à Comp.: . Não quero, com isso, dizer que seja uma graça especial o fato de serdes Elevado hoje, após um estágio simbólico, o que , contudo , não é feito indistintamente.


Simbolismo do Esquadro
O Esquadro - Somente quem souber esquadrejar poderá transformar a pedra bruta em pedra angular e devidamente
desbastada, visando - num trabalho - poli-la e burila-la parta ser transformada em pedra de adorno na construção.
O Esquadro que forma um ângulo reto nos ensina a retidão de nossas ações; o maçom em sua linguagem simbólica diz que pauta a sua vida "dentro do esquadro"
Tudo está na dependência da retidão , tanto na horizontalidade como na verticalidade.
Seguindo-se as hastes do esquadro, teremos dois caminhos que vão se afastando, quando mais distantes seguirem; isso nos ensinará que se nossa vida se pautada de forma correta, encontraremos o caminha da verticalidade espiritual e o da horizontalidade material..
Esse instrumento é imprescindível na construção; caso não for usado, teremos uma obra torcida, sem equilíbrio e pronta para ruir.


7 - A Quinta Viagem - O Exp.: retira o Esquadro e a Régua da mão do candidato, pois, nesta viagem, ele nada leva. O
Exp.:, então encosta a ponta de uma espada sobre o peto ( lado esquerdo, região cordial) do Aprendiz, que com o polegar e o indicador da mão direita, segurará a ponta da arma, fixando-as. E assim é feita a circulação. - A Quinta viagem significa que, tendo, o candidato terminado a sua aprendizagem material, representada pelas quatro viagens, em que ele conduziu instrumento de trabalho, ele pode aspirar a alguma coisa além do que pode ser percebido no plano físico do Aprendiz. Ou seja, ele está pronto para a transição do plano físico ao plano espiritual, ou plano cósmico.

Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Terminada, o Vem.: transmitirá o seu significado.
Esta quinta viagem mostra que o Apr.: suficientemente instruído nas práticas manuais, deve, durante o quinto e último ano, aplicar-se ao estudo teórico.
Meu Ir.:, não basta estar no caminho da Virtude, para nela nos conservamos; parta chegarmos a Perfeição, são necessários muitos esforços. Segui, pois o objetivo traçado e tornai-vos digno de conhecer os altos trabalhos maçônicos.







8 - Considerações finais

Observando-se o painel do grau de companheiro vê-se as 09 seguintes ferramentas::

Alavanca, Cinzel; Compasso, Esquadro, Maço, Nível, Prumo, Régua, e a Trolha

O que tem haver 6 destas 9 ferramentas quanto ao desejo do candidato passar da Perpendicular ao nível ?
A perpendicular representa o ser humano hígido, de pé e ativo, é a reta que ascende para o reino dos céus; é a escada de Jacó que na sua verticalidade rompe as nuvens do firmamento.
Observa-se ainda outros dísticos, porem não é o caso a ser discutido no momento.
Assim das ferramentas enumeradas, apenas :
O maço, o cinzel, o compasso, a régua, a alavanca e o esquadro serão utilizados na cerimonia de elevação.,
Embora, use-se também a espada na 5ª viagem, esta não é ferramenta do grau de companheiro, mas representa a proteção do sigilo que o agora companheiro deverá conservar consigo, ou partilhar com irmãos do mesmo grau ou superior.

Concluindo, de todo os conhecimentos transmitidos, entedemos, que não basta estar-mos no caminho da virtude, e nela nos conservar-mos,; para chegarmos à perfeição, são necessários ainda muitos esforços. estudo e pesquisas.

A atuação do maçom não se restringe a loja, pois é seu dever é exercer a verdadeira postura maçônica no mundo profano, agindo com tolerância, prudência e respeito pelo ser humano.




Bibliografia:

Ritual - Rito Escocês Antigo e Aceito - 2º Grau - Companheiro - Grande Oriente do Brasil - 2001

CAMINO, R - Breviário Maçônico - Para o dia-a-dia do Maçom - Madras Editora Ltda. São Paulo,
1999.

CASTEZLLANI, J. Liturgia e Ritualística do Grau de Companheiro Maçom ( em todos os Ritos)
A Gazeta Maçônica. S Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Paulo ,1987.

FIGUEREDO, J.G. - Dicionário de Maçonaria - Seus mistério, Seus ritos, Sua filosofia , Sua história. Editora
Pensamento Ltda, São Paulo, 1996-97-98.

15 comentários:

dpa disse...

Caro Ir.∙., como deve ser do conhecimento do Ir.∙., na Maçonaria tudo tem um propósito. Entretanto não vejo nesse Blog nada que justifique a exposição dos nossos usos e costumes para o mundo profano. Lembrai-vos dos nossos Land Marques e de nossos jur.∙. quanto tudo o que foi visto e dito em nossa reuniões, e refleti a cerca da segunda inst.∙. de Comp.∙.. Obs: Retire esse blog para G.∙.D.∙.G.∙.A.∙.D.∙.U.∙..

Euclides disse...

No que tange às instruções e significados de nossas cerimônias, este blog deveria ser, no mínimo, protegido por senha !!!!!!!

Marcelo Kraüss disse...

Segredos são S., T. e PP. ... não vejo alarde para tanto. O verdadeiro significado, aquele que transcende o campo material só é adquirido pela experiência da Iniciação. Para o profano, o texto acima é um monte de bobagens ....

Saavedra Valentim disse...

Desculpe-me mas acho o seu propósito muito válido como instruções para nossos IIr:. CComp:., mas totalmente sem propósito jogar assim na internet que você deveria defender com sua honra, uma vez que jurou sobre o livro sagrado manter o segredo do que se passa em loja. Um tremendo absurdo. Você está profanando nossa Ordem, não é merecedor de fazer parte dela.
Concordo com Euclides, deveria estar protegido por senha e com o reconhecimento por grau. Talvez fazendo a pergunta sobre a Pal:. Sag:. do Gr:.. Lhe dou o mesmo conselho do dpa: Retire esse blog pela G.∙.D.∙.G.∙.A.∙.D.∙.U.∙., se é que, pelo menos, por Ele você respeito.
Saavedra

Adriano Sant' Anna "Microsoft Specialist" disse...

Prezados, IIR.´.primeiramente gostaria de agradecer pelo trabalho porém, poderia restringir ao publico, por senha ou pelo grau.

Lembre-se do juramento.

Adriano Carvalho.´.

Adriano Sant' Anna "Microsoft Specialist" disse...

Prezados, IIR.´.primeiramente gostaria de agradecer pelo trabalho porém, poderia restringir ao publico, por senha ou pelo grau.

Lembre-se do juramento.

Adriano Carvalho.´.

pedrinha disse...

M.˙. Q.˙. I.˙. , como Aprendiz acho este texto revelador, mas será que obtenho algum benefício em descobrir desta forma aquilo que tem um momento e um espaço próprios para acontecer? Se entendes que ao profano nada disto faz sentido, então não há razão para o expores aos profanos. Por outro lado, deves pensar no que significa para um Aprendiz recém-chegado à nossa A.˙. O.˙. , que ainda vai dando os seus primeiros passos e depara com a revelação de uma cerimónia que respeita à recta final da sua caminhada de Aprendiz. Será isso proveitoso? Ora, se não é útil para o Aprendiz, também não é ele o destinatário deste texto. Serão destinatários os demais IIr.˙. em graus superiores? Para quê, se eles já conhecem tudo isto?
O que aqui revelas é, como muitos outras etapas da nossa longa caminhada, algo que só para ti faz sentido. Só para cada um de nós, vivido pessoalmente, faz sentido. Não há, pois, razão nem utilidade alguma em divulgar esta experiência que viveste e que, espero, tenha sido rica e repleta de beleza.
Finalmente, o facto de muitos dos segredos ritualísticos, e outros, estarem já divulgados pela Internet não justifica que procedas também desse modo. O erro cometido por outros não deve ser exemplo para nós. Reconhecerás nisto um dos grandes ensinamentos da Maçon.˙.


Que a Luz te ilumine a razão.
Um sincero T.˙. A.˙. F.˙.
desde Portugal

LUIZ disse...

Não estás sendo um verdadeiro maçom revelando o que está escrito em nossos rituais, que entre tantos prejuízos, está em revelar ao mundo profando, e também desorientar aqueles que ainda são aprendizes. Lembre-se: a vaidade é um grande vício que o verdadeiro maçom deve combater.
Esperamos que sua consciencia maçonica, se é que a possuis as credenciais atualmente, prevaleça e retire do ar este blog.

Luiz,

Grandes Lojas, Brasil

Nunezino disse...

Violação de juramento.

Peregrino disse...

Desnecessário!

Luis Santos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luis Santos disse...

Meu Ir:. siga a voz da razão e sabedoria, proteja seu blog por senha referente ao grau, pois alem do juramento que fez existe a ética. cada coisa tem seu tempo e maneira de ser decifrada.
Um fruto amadurecido a força ou colhido antes não vai ser tão doce.
Um T:.F:.A:.

Luis Santos disse...

Luis Santos.
Meu Ir:. ouça a voz da razão e sabedoria, coloque uma senha referente ao grau, pois alem do juramento que fizeste, sabes bem que tudo tem seu tempo para descobrir.
Um fruto colhido antes do tempo ou amadurecido a força jamais tera um sabor igual aquele que teve a maturação no seu tempo.
Um T:.F:.A:.

Unknown disse...

Preocupa-me realmente , ver que nem a Maçonaria está livre dos excessos da Internet;expondo essa sublime Ordem à
especulação pública e profana.
Nada contra os profanos que afinal, são de uma alguma forma nossos irmãos,mas isso não quer dizer que devemos ir falando e mostrando tudo aos mesmos. Há que haver discrição.
Podemos e devemos auxiliar o mundo à nossa volta , praticando as virtudes que adquirimos em nossos ensinamentos sagrados , mas temos que manter para isso, a disciplina interna e o bom senso.Lançar sementes em solo árido é falta de discerniento .

Hermes Borges disse...

Eu vejo Ir.'. dizendo que é desnecessário retirar o texto pois um Profano não entenderia o que está escrito. Pois bem, se isso cai na mão de um AP.'. a mística da ritualística perde a lógica na passagem de grau. Como eu digo e cada vez estou mais convicto da afirmação que 85% da Ordem não sabe o verdadeiro sentido de nosso confraria. A obra só é perfeita depois que a pedra lapidada é assentada corretamente. Aqui a obra foi as palavras e o assentamento foi no terreno da internet. Uma pena.