<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870</id><updated>2012-02-16T05:24:32.730-08:00</updated><title type='text'>Cidade Maçonica</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>47</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-492348390488954935</id><published>2007-07-22T04:40:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T04:46:21.001-07:00</updated><title type='text'>Poema do Telhamento</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqNCxYWU-TI/AAAAAAAAABk/rPwh0ZGpZF0/s1600-h/colunas-markus-imagens-maconaria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqNCxYWU-TI/AAAAAAAAABk/rPwh0ZGpZF0/s320/colunas-markus-imagens-maconaria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089985419975915826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Ir\ Saly Mamede)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sois membro de uma Irmandade?&lt;br /&gt;Como tal, eu tenho sido.&lt;br /&gt;Com toda sinceridade,&lt;br /&gt;Amado e reconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dondes vindes afinal?&lt;br /&gt;Meu lar tem nome de um Santo,&lt;br /&gt;Do justo é casa ideal&lt;br /&gt;E perfeito o meu recanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que trazeis meu caro amigo?&lt;br /&gt;A mais perfeita amizade,&lt;br /&gt;Aos que se encontram comigo,&lt;br /&gt;Trago paz, prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazeis, também, algo mais?&lt;br /&gt;Do dono da minha casa,&lt;br /&gt;Três abraços fraternais&lt;br /&gt;Calorosos como brasa.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqNDIoWU-UI/AAAAAAAAABs/_HbgF9TpNSU/s1600-h/Mason-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqNDIoWU-UI/AAAAAAAAABs/_HbgF9TpNSU/s320/Mason-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089985819407874370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que se faz em vossa terra?&lt;br /&gt;Para o bem, templo colosso;&lt;br /&gt;Para o mal, nós temos guerra;&lt;br /&gt;Para o vício, calabouço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vindes então fazer?&lt;br /&gt;Sendo pedra embrutecida,&lt;br /&gt;Venho estudar, aprender,&lt;br /&gt;Progredir, mudar de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que quereis de nós, varão?&lt;br /&gt;Um lugar neste recinto,&lt;br /&gt;Pois trago no coração&lt;br /&gt;O amor que por vós sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentai-vos querido Irmão,&lt;br /&gt;Nesta augusta casa nossa&lt;br /&gt;E sabeis que esta mansão&lt;br /&gt;Também é morada vossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqNDZ4WU-VI/AAAAAAAAAB0/MomAae8l-ec/s1600-h/grande+eliat+israel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqNDZ4WU-VI/AAAAAAAAAB0/MomAae8l-ec/s320/grande+eliat+israel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089986115760617810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-492348390488954935?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/492348390488954935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=492348390488954935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/492348390488954935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/492348390488954935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/poema-do-telhamento.html' title='Poema do Telhamento'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqNCxYWU-TI/AAAAAAAAABk/rPwh0ZGpZF0/s72-c/colunas-markus-imagens-maconaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-1098360763849769685</id><published>2007-07-22T03:53:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:53:51.243-07:00</updated><title type='text'>TOLERÂNCIA</title><content type='html'>A tolerância sendo uma virtude é, portanto, um valor. Valores, como é sabido, não podem ser definidos, entretanto, podem ser descritos e analisados de acordo com comportamento dos integrantes de uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de tolerância somente pode ser analisada, com certa precisão, se estiver interada socialmente, pois está indissoluvelmente atrelada ao agir das pessoas nesta mesma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para abordar esse tema tão subjetivo por se tratar de uma virtude e também, sendo um dos valores da nossa Ordem, deixo duas perguntas para a nossa reflexão: "Julgar que há coisas intoleráveis é dar provas de intolerância?" Ou, de outra forma: "Ser tolerante é tolerar tudo?" Em ambos os casos a resposta, evidentemente é não, pelo menos se queremos que a tolerância seja uma virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo da afirmação que Filosofar é pensar sem provas, somente espero não ter indo longe demais nas minhas divagações filosóficas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No opúsculo O que é Maçonaria, temos a seguinte frase: “A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição acima aborda a tolerância maçônica no seu aspecto religioso e político que, sendo um valor é muito mais abrangente, discutível e contestável do que os apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tolera a violação, a tortura, o assassinato deveria ser considerado virtuoso? Quem admite o ilícito com tolerância tem um comportamento louvável? Mas se a resposta não pode ser negativa, a argumentação não deixa de levantar um certo número de problemas, que são definições e limitações. Nem tão pouco podemos deixar de considerar às questões sobre o sentido da vida, a existência do G\A\D\U\e o valor dos nossos valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolerar é aceitar aquilo que se poderia condenar, é deixar fazer o que se poderia impedir ou combater? É, portanto, renunciar a uma parte do nosso poder, desejo e força! Mas só há virtude na medida em que a chamamos para nós e que ultrapassamos os nossos interesses e a nossa impaciência. A tolerância vale apenas contra si e a favor de outrem. Não existe tolerância quando nada temos a perder e menos ainda quando temos tudo a ganhar, suportando e nada fazendo. Tolerar o sofrimento dos outros, a injustiça de que não somos vítimas, o horror que nos poupa não é tolerância, mas sim egoísmo e indiferença. Tolerar Hitler é tornar-se cúmplice dele, pelo menos por omissão, por abandono e esta tolerância já é colaboração. Antes o ódio, a fúria, a violência, do que esta passividade diante do horror e a aceitação vergonhosa do pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que Karl Popper denomina como "o paradoxo da tolerância": “Se formos de uma tolerância absoluta, mesmo com os intolerantes e não defendermos a sociedade tolerante contra os seus assaltos, os tolerantes serão aniquilados e com eles a tolerância”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma virtude não pode ocultar-se atrás de posturas condenáveis e contestáveis: aquele que só com os justos é justo, só com os generosos é generoso, só com os misericordiosos é misericordioso, não é nem justo, nem generoso e nem misericordioso. Tão pouco é tolerante aquele que o é apenas com os tolerantes. Se a tolerância é uma virtude, como creio e de um modo geral, ela vale, portanto por si mesma, inclusive para os que não a praticam. É verdade que os intolerantes não poderiam queixar-se, se fôssemos intolerantes com eles. O justo deve ser guiado "pelos princípios da justiça e não pelo fato de o injusto poder queixar-se". Assim como o tolerante, pelos princípios da tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deve determinar a tolerabilidade deste ou daquele indivíduo, grupo ou comportamento, não é a tolerância de que dão provas, mas o perigo efetivo que implicam: uma ação intolerante, um grupo intolerante, etc., devem ser interditos se, e só se, ameaçam efetivamente a liberdade ou, em geral, as condições de possibilidade da tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa República forte e estável, uma manifestação contra a democracia, contra a tolerância ou contra a liberdade não basta para a pôr em perigo: não há, portanto, motivos para a proibir e faltar com tolerância. Mas se as instituições se encontram fragilizadas, se uma guerra civil ameaça, se grupos pretendem tomar o poder, a mesma manifestação pode tornar-se um perigo: pode então vir a ser necessário proibi-la ou impedi-la, mesmo à força e seria uma falta de prudência recusar-se a considerar esta possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estando diante de mais um paradoxo sobre a tolerância, para entende-la entramos por um caminho não muito claro e como não poderia deixar de ser exato, Karl Popper acrescenta: “Não quero com isto dizer que seja sempre necessário impedir a expressão de teorias intolerantes. Enquanto for possível contrariá-las à força de argumentos lógicos e contê-las com a ajuda da opinião pública, seria um erro proibi-las. Mas é necessário reivindicar o direito de fazê-lo, mesmo à força, caso se torne necessário, porque pode muito bem acontecer que os defensores destas teorias se recusem a qualquer discussão lógica e respondam aos argumentos pela violência. Haveria então de considerar que, ao fazê-lo, eles se colocam fora da lei e que a incitação à intolerância é tão criminosa como, por exemplo, a incitação ao assassínio. Democracia não é fraqueza. Tolerância não é passividade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral e politicamente condenáveis, a tolerância universal não seria, nem virtuosa e nem viável. Ou por outras palavras: existe, de fato, coisas intoleráveis, mesmo para o tolerante! Moralmente condenado é o sofrimento de outrem, a injustiça, a opressão, quando poderiam ser impedidos ou combatidos por um mal menor. Politicamente é tudo o que ameaça efetivamente a liberdade, a paz ou a sobrevivência de uma sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos, o problema da tolerância só se põe em questões de opinião. Ora, o que vem a ser uma opinião senão uma crença incerta. O católico bem pode estar subjetivamente certo da verdade do catolicismo. Mas, se for intelectualmente honesto (se amar mais a verdade do que a certeza), deverá reconhecer que é incapaz de convencer um protestante, ateu ou muçulmano, mesmo cultos, inteligentes e de boa-fé. Por mais convencido que possa estar de ter razão, cada qual deve, pois, admitir que não pode prová-lo, permanecendo assim no mesmo plano que os seus adversários, tão convencidos como ele e igualmente incapazes de convencê-lo. A tolerância, como virtude, fundamenta-se na nossa fraqueza teórica, ou seja, na incapacidade de atingir o absoluto. “Devemos tolerar-nos mutuamente, porque somos todos fracos, inconseqüentes, sujeitos à variação e ao erro. Humildade e misericórdia andam juntas e levam à tolerância”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto a ser considerado prende-se mais com a conduta política do que com a moral, mais com os limites do Estado do que com os do conhecimento. Ainda que tivesse acesso ao absoluto, o soberano seria incapaz de impô-lo a quem quer que fosse, porque não se pode forçar um indivíduo a pensar de maneira diferente daquela como pensa, nem a acreditar que é verdadeiro o que lhe parece falso. Pode impedir-se um indivíduo de exprimir aquilo em que acredita, mas não de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem reconhece que valor e verdade constituem duas ordens diferentes, existe, pelo contrário, nesta disjunção uma razão suplementar para ser tolerante: ainda que tivéssemos acesso a uma verdade absoluta, isso não obrigaria a todos a respeitar os mesmos valores, ou a viverem da mesma maneira. A verdade impõe-se a todos, mas não impõe coisa alguma. A verdade é a mesma para todos, mas não o desejo e a vontade. Esta convergência dos desejos, das vontades e da aproximação das civilizações, não resulta de um conhecimento: é um fato da história e do desejo dessas civilizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos perguntar, finalmente, se a palavra tolerância é, de fato, a que convém. Tolerar as opiniões dos outros não é considerá-las como inferiores ou faltosas? Temos então um outro paradoxo da tolerância, que parece invalidar tudo que vimos anteriormente. Se as liberdades de crença, de opinião, de expressão e de culto são liberdades de direito, então não precisam ser toleradas, mas simplesmente respeitadas, protegidas e celebradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra tolerância implica muitas vezes, na nossa língua, na idéia de polidez, de piedade ou ainda de indiferença. Em rigor, não se pode tolerar senão o que se tem o direito de impedir, de condenar e de proibir. Mas acontece que este direito que não possuímos nos inspira no sentimento de possuí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos razão de pensar o que pensamos? E, se temos razão, os outros não estariam errados? E como poderia a verdade aceitar - senão, de fato, por tolerância - a existência ou a continuação do erro? Por isso damos o nome de tolerância àquilo que, se fôssemos mais lúcidos, mais generosos, mais justos, deveria chamar-se de respeito, simpatia ou de amor. Se, contudo, a palavra tolerância se impôs, foi certamente porque nos sentimos muito pouco capazes de amar ou de respeitar quando se tratam dos nossos adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Enquanto não desponta o belo dia em que a tolerância se tornará amável", conclui Jankélévitch, "diremos que a tolerância, a prosaica tolerância é o que de melhor podemos fazer! A tolerância é, pois uma solução sofrível; até que os homens possam amar, ou simplesmente conhecer-se e compreender-se, podemos dar-nos por felizes por começarem a suportar-se”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tolerância, portanto, é um momento provisório. Que este provisório está para durar, é bem claro e, se cessasse, seria de temer que lhe sucedesse a barbárie e não o amor! É apenas um começo, mas já é algum. Sem contar que é por vezes necessário tolerar o que não queremos nem respeitar e nem amar. Existem, como vimos, coisas intoleráveis que temos de combater. Mas também coisas toleráveis que são, no entanto, desprezíveis e detestáveis. A tolerância diz tudo isto, ou pelo menos autoriza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a simplicidade é a virtude dos sábios e a sabedoria a dos santos, a tolerância é sabedoria e virtude para aqueles - todos nós - que não são nem uma nem outra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opúsculo - O que é a Maçonaria&lt;br /&gt;A Tolerância e a Ordem Normativa - Ir\ Luciano Ferreira Leite&lt;br /&gt;Sponville, André - Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. Lisboa: Ed. Presença, 1995.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-1098360763849769685?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/1098360763849769685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=1098360763849769685' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1098360763849769685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1098360763849769685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/tolerncia.html' title='TOLERÂNCIA'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-8297438962184293358</id><published>2007-07-22T03:51:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:53:04.100-07:00</updated><title type='text'>SER MAÇOM E ESTAR MAÇOM</title><content type='html'>VENERABILÍSSIMO MESTRE, RESPEITABILÍSSIMOS IRMÃOS PRIMEIRO E SEGUNDO VIGILANTES, QUE SÃO AS LUZES MÓVEIS QUE SUSTENTAM ESTE AUGUSTO TEMPO DE SALOMÃO,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RESPEITÁVEIS AUTORIDADES QUE ENRIQUECEM O ORIENTE,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ESTIMADOS E RESPEITABILÍSSIMOS IRMÃOS,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                    Gostaria de agradecer o convite por parte do venerabilíssimo mestre, para fazer uso da palavra nesta sessão. Esse auspicioso fato gera, para mim, duplo sentimento, pois me sento sobremaneira honrado, e, ao mesmo tempo, por demais preocupado, diante da plêiade                                                    de veneráveis irmãos presentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                     inicialmente, quero confessar ao venerabilíssimo mestre, às respeitáveis autoridades que ornam o oriente deste augusto templo, e aos estimados e respeitabilissimos irmãos presentes a esta sessão, a minha confissão de fé nos postulados da maçonaria e o respeito às autoridades legalmente constituídas, como embasamento e sustentáculos de minha crença nos princípios que me ensinaram, os quais procuro cultuar, obeceder e transmitir aos mais novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível, que no curso de minha fala, venha abordar problemas internos de nossa sublime ordem, que existem por obra e graça da conduta de alguns irmãos, e que precisam, de alguma forma, ser resolvidos.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso ocorrer, antecipo, com todas as forças de meus sentimentos, minhas desculpas, deixando claro que não se trata, absolutamente, de nada existente no plano do relacionamento pessoal, reafirmando que seria unica e exclusivamente,  para justificar a minha passagem, não apenas pelos templos que tenho frequentado, mas, principalmente, pela obediência ao cerimonial de nossa iniciação.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;                o tema sobre o qual vou discorrer, “ser maçom e estar maçom”, é, ao mesmo tempo, de fácil exposição, como, também, de expressiva complexidade, gerando, sem dúvida, preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                deixando de declinar o nome da loja e dos irmãos, tenho conhecimento de um acomtecimento real e verdadeiro, em que o candidato foi regularmente sindicado, foi iniciado, elevado e exaltado, satisfazendo a todas as exigências, frequência, metais, visitas e trabalhos. Passado algum tempo de sua exaltação, abordou um irmão do quadro, indagando que já estava participando da loja há mais de três anos. Já era mestre, e, no entanto, ninguém falava na sua parte. Que parte? Perguntou o irmão. Ora, disse ele, eu sei que a maçonaria é rica e ajuda os irmãos, e eu quero saber quando vou recebeu a minha parte. O irmão, atônito, procurou explicar o que era a maçonaria, e o interesseiro nunca mais voltou à loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                esse irmão era maçom ou simplesmente estava maçom, esperando a oportunidade para se locupletar, para tirar proveito da maçonaria, da loja ou dos irmãos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                muito a propósito, meus irmãos, e fica, aqui, registrado o alerta, existe nas ruas de são paulo uma pessoa, que ao passar por um possível maçom, diz: “tudo justo e perfeito”?. Alguns irmãos já foram abordados. Alega ser do interior e pede ajuda financeira. Quando o irmão abordado faz o telhamento, ele acompanha com sinais e toques até o grau de mestre. Aprofundando-se na identificação, entretanto, ao atingir o grau de companheiro, ele foge repentinamente.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                quantos participam do universo da nossa sublime ordem,  e, por certo, os irmãos presentes conhecem ou conheceram, aqueles que estão ou estavam maçons, a espera, simplesmente, de uma oportunidade para tirar proveto, para se locupletar da maçonaria ou dos irmãos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                eis, meus irmãos, a importância da sindicância e a grande responsabilidade de cada sindicante ao entrevistar um candidato. Em minha caminhada maçônica, de quase três décadas, já ouví dizer que candidatos foram entrevistados por telefone, estando em outro oriente, e que candidatos foram entrevistados por apenas um dos três sindicantes, limitando-se os dois outros a copiarem os dados colhidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                não basta, para ser maçom, ser sindicado, iniciado, elevado ou exaltado. Nem os graus recebidos pelo irmão, de aprendiz, de companheiro ou de mestre, e nem o avental e o colar, fazem de um irmão um maçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                já foi dito que “não é a púrpura e o arminho que fazem o juiz. É a integridade, é o saber. É o amor à virtude, o zêlo da justiça.” Assim, também, pode-se dizer, que não é o avental, nem o colar e nem o grau que fazem o maçom. É a sua conduta, o seu caráter, o seu procedimento dentro e fora do templo. É a exteriorização das luzes que emanam do seu templo interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                a constituição do grande oriente do brasil, em seu artigo 1º, ao tratar dos princípios gerais da maçonaria, apresenta dez incisos, como postulados da conduta do maçom, dentre os quais, peço vênia para mencionar os de número iii e vi, que estabelecem, respectivamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“iii – proclama que os homens são livres e iguais em direitos e que a tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas, para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“vi – considera irmãos todos os maçons, quaisquer que sejam suas raças, nacionalidades, convicções ou crenças.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                mas não é só!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                quando de nossa iniciação, no curso das viagens, explica o irmão orador: “se desejais tornar-vos um verdadeiro maçom, deveis primeiro morrer para o vício, para os erros, para os preconceitos vulgares e nascer de novo para a virtude, para a honra e para a sabedoria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                façamos uma auto-indagação. Perguntemos a nós mesmos, se conseguimos alcançar essa meta, ou seja, se conseguimos morrer para o vício, para os erros e para os preconceitos vulgares, e se nascemos de novo, para a virtude, para a honra e para a sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                se a minha resposta. Se a sua resposta, se a nossa resposta for afirmativa, com certeza, somos maçons. Se, entretanto, duvidosa ou negativa for a resposta, certamente, não somos maçons, mas estamos maçons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;                mais adiante, o irmão orador explica ao iniciando os deveres do maçom, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “o segundo dos vossos deveres e o que faz que a maçonaria seja o mais sagrado dos bens, além de ser a mais nobre e a mais respeitável das instituições, é o de vencer as paixões ignóbeis, que desonram o homem e o tornam desgraçado; praticar, continuamente, a beneficência, socorrer os seus irmãos, prevenir as suas necessidades, minorar os seus infortúnios, assistí-los com os seus conselhos e as suas luzes. Toda ocasião que ele perde de ser útil é uma infidelidade; todo socorro que recusa é um perjúrio; ...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                para aprovarmos o ingresso de um candidato aos nossos sublimes mistérios, exigimos que seja livre e de bons costumes, e é o que afirma o irmão experto, ao apresentá-lo ao templo, para receber a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;                ser maçom, meus irmãos, é cumprir o sagrado compromisso assumido por ocasião de nossa iniciação. É investir tempo, sentimento, dedicação sem limites, na construção do nosso templo interior. É perquirir e buscar o aprimoramento de nosso caráter, de modo a nos posicionarmos perante a sociedade, como homens diferenciados, e sejamos reconhecidos como homens livres das pressões maléficas, de conduta ilibada e de bons princípios e costumes salutares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                chegou às minhas mãos, há alguns anos, um trecho extraído do discurso proferido pelo grande orador, por ocasião da inauguração do templo da grande loja de valparaiso, chile, em 30 de novembro de 1872, quando disse o irmão, com rara felicidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“a profissão do maçom é a mais difícil de ser exercida, porque toda ela é praticar virtudes, vencer dificuldades, semear o bem nas terras do porvir e tornar a semear o bem que se colhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhemos, eduquemos, cultivemos com solicitude e esmero as inteligências e os corações; exerçamos nossa profissão iniciando as novas gerações, realizando o progresso nas que hoje existem; e ao pisar estes umbrais do templo, ao inclinar nossas frontes ante a grandeza dos nossos símbolos, possamos estender os braços, louvar nossa missão e exaltar com o lábio agradecido, nossas doutrinas e nossas convicções ao supremo criador dos mundos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                o maçom deve estar sempre alerta e vigilante, atento para não ser surpreendido pelo envolvimento de suas próprias imperfeições intrínsecas, porque, como ser humano, não está livre nem isento da falibilidade, do orgulho e da vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;Mazzini, filósofo da unificação do povo italiano, grande maçom, considerado o apóstolo dos humildes, quando lutava pela reivindicação dos tabalhadores, seus compatriotas, procurava orientar o povo, ensinando e advertindo que a única maneira que os homens têm para fazer vitoriosos os seus direitos, é ter perfeita compreensão do cumprimento de seus deveres para com deus, para com a humanidade e para consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                nesse mesmo sentido, devemos lembrar o presidente kennedy, tão cedo e tão drasticamente tragado pela força do mal que impera e campeia no mundo profano, quando falou, certa vez, para os jovens soldados americanos, em que exortava, em outras palavras, que o importante não era saber o que a nação poderia oferecê-los, mas, sim, o que eles poderiam oferecer para a nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                parafraseando, meus irmãos, esse saudoso mártir, podemos, igualmente, exortar, que não basta perquirirmos o que a maçonaria pode fazer por nós, mas sim, reafirmar a indagação, perguntando o que nós podemos fazer pela maçonaria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                para sermos maçons, devemos procurar, com todas forças que o grande arquiteto do universo nos concede, observar, cumprir e obedecer o decálogo da maçonaria, que mefoi passado, na loja roma, por ocasião de minha iniciação, no dia 11 de dezembro de 1976, que peço permissão para apresentá-lo, pois, certamente, os irmãos mais novos dele não tenham tido conhecimento, e aos antigos, uma oportunidade de recordá-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“deus é a sabedoria eterna, onipotente e imutável: suprema inteligência e inestinguível amor. Deves o adorar, reverenciar e amar. Praticando as virtudes, muito o honrarás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua religião consiste em fazer o bem, por ser um prazer para ti, e não unicamente, um dever. Constitui-te um amigo do homem sábio e obedece seus preceitos. Tua alma é imortal. Nada farás que a degrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combaterás incessantemente o vício. Não farás a outrem o que não quizeres que te façam. Deverás ser submisso ao teu destino e conservar vivo o fogo da sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honrarás teus pais. Respeitarás e tributarás homenagens aos anciãos. Instruirás os jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sustentarás tua mulher e filhos. Amarás tua pátria e obedecerás suas leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu amigo será para ti tua própria imagem. O infortúnio não te afastará de seu lado e farás por sua memória o que farias por ele em vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evitarás e fugirás de amigos falsos, assim como, quando possível, os excessos. Temerás ser a causa duma mancha em tua memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não permitirás que as paixões te dominem. Serás indulgente com o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvirás muito, falarás pouco e obrarás bem. Olvidarás as injúrias. Darás o bem em troca do mal. Não abusarás de tua força ou superioridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudarás o conhecimento dos homens. Buscarás sempre a virtude. Serás justo. Evitarás a ociosidade.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comparecimento dos irmãos às sessões de sua loja, com efetiva participação nos trabalhos desenvolvidos é indispensável. O irmão deve contribuir diretamente com sua ação, para que o venerável mestre, juntamente com sua administração, possa conduzir a loja de modo dinâmico e empreendedor, num ambiente de harmonia e fraternidade, para que os irmãos do quadro tenham satisfação e alegria em comparecer às sessões, fazendo lembrar as palavras do salmista, quando disse: “alegrei-me quando me disseram vamos à casa do senhor”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                não é certo que o irmão faltoso, por cerca de dois ou três meses, ao chegar à loja, em vez de procurar por uma visão paronâmica dos trabalhos e dos irmãos do quadro, pergunte apenas ao irmão tesoureiro: quanto devo? Ou qual é o meu débito? Tais indagações, poderiam gerar uma resposta, em forma de pergunta, qual débito meu irmão, débido para com a loja, com os irmãos ou com a maçonaria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não basta a contribuição material. Estar em dia com o irmão chancelar e com o irmão tesoureiro, pouco significa, porque decorre unicamente, de uma pequena parte do conjunto das obrigações assumidas. “sois maçom? A resposta não pode ser: “meus irmãos como contribuinte me reconhecem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; nosso irmão gióia júnior, numa de suas campanhas, distribuiu um soneto de sua autoria, intitulado “ser maçom”, que diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ser maçom é querer tudo puro e correto,&lt;br /&gt;É ter limpos os pés e ter limpas as mãos,&lt;br /&gt;É querer habitar entre muitos irmãos&lt;br /&gt;E louvar o poder do supremo arquiteto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser maçom é ser bom e generoso e reto&lt;br /&gt;E os enfermos buscar para torná-los sãos&lt;br /&gt;E os pobres procurar para dar-lhes o teto, e os órfãos socorrer – e amparar os anciãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser maçom é ser forte e enfrentar a procela, é amar a existência e fazê-la mais bela,&lt;br /&gt;É buscar a justiça, a igualdade, o direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, ser maçom é buscar a verdade,&lt;br /&gt;Ser maçom é lutar em prol da liberdade,&lt;br /&gt;Ser maçom é querer tudo justo e perfeito!.”&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                registra o livro da lei, que geová destriu as cidades de sodoma e gomorra, em consequência da extrema perversidade do seu povo. Registra, também, que o patriarca abraão procurou interceder em favor dos moradores de sodoma, pergundanto, se ali houvesse cinquenta justos, ainda, assim, a cidade seria destruída? Se achar cinquenta justos, não a destruirei, disse o senhor. Insistindo, perguntou o patriarca, se somente quarenta e cinco justos forem encontrados? Não a destruirei, foi a resposta. E se apenas quarenta? Também não a destruirem. Se forem encontrados apenas trinta? Pouparei a cidade. Se ali forem encontrados apenas vinte?, insistia o patriarca. Não a destruirei, por amor aos vinte. Finalmente, abraão faz a última pergunta, e se forem encontrados somente dez justos? A resposta de geová foi a mesma: não destruirei a cidade, se encontrar apenas dez justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                e nem mesmo dez justos foram encontrados naquela cidade, que acabou por ser destruída.                  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                 elevemos, pois, caríssimos irmãos, os nossos pensamentos ao sup\ arq\ do universo, e senhor dos mundos, ele, que é onipresente, onisciente e onipotente, em preces ungidas de fé, para que a cadeia da fraternidade una os nossos corações, os nossos sentimentos e os nossos ideais e assim possamos alcançar o objetivo visado, para maior grandeza de nossa sublime e sempre gloriosa  instituição, e que, num diálogo, como aquele acima mencionado, possa o grande arquiteto encontrar na maçonaria, número inferior a dez, não de maçons, mas de antimaçons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos maçons, obreiros livres e de bons costumes, cada um, com o coração limpo e puro, e todos irmanados nos princípios basilares de liberdade, igualdade e fratrenidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                e assim, somente assim, seremos maçõns e não estaremos maçons!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve a maçonaria !&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-8297438962184293358?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/8297438962184293358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=8297438962184293358' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8297438962184293358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8297438962184293358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/ser-maom-e-estar-maom.html' title='SER MAÇOM E ESTAR MAÇOM'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-1101368604094464086</id><published>2007-07-22T03:50:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:51:24.264-07:00</updated><title type='text'>O Templo Maçônico</title><content type='html'>INTRODUÇÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A humanidade seria muito mais feliz se todos fossem maçons “.&lt;br /&gt;O que esta frase tem haver com templo maçônico?&lt;br /&gt;Bem, o templo maçônico, lugar propositalmente fechado, isolado completamente do mundo exterior, é onde se reúnem os homens livres e de bons costumes com o objetivo firme de divulgar e praticar a igualdade, liberdade e fraternidade com justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo maçônico, em todos os ritos, segue, bem de perto, a orientação e a decoração do templo de Jerusalém e do tabernáculo.&lt;br /&gt;De acordo com o texto bíblico, Moisés, seguindo as instruções recebidas no Sinai, mandou construir o Tabernáculo (em hebraico, suká: tenda), para os ofícios religiosos, durante a vida nômade do deserto, desde a saída do Egito, e para a guarda do Torá, conjuntos de textos sagrados hebraicos, conhecidos como o Pentateuco (Gênese, Êxodo, Números, Deuteronômio e Levítico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estaremos dissertando neste trabalho os diversos pontos importantes sobre o templo tais como: As Colunas, J B e as Romãs; Os 12 signos; Pavimento Mosaico e a orla dentada; A corda de 81 nos; Altar dos Juramentos; O Delta luminoso, sol, lua, O trono do venerável, as 7 luzes e o Painel da loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS COLUNAS DO TEMPLO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, em Templos Maçônicos, encontramos na entrada as 2 colunas&lt;br /&gt;“B” e “J”, estando “B” a esquerda de quem entra  e  “J” a direita; de cada lado do Templo visualizamos 6 Colunas e, sobre os tronos, 3 colunas menores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra “coluna” se origina do latim e seu significado refere-se ao sustentáculo vertical. Com exceção das colunas “B” e “J” , muitos autores não vêem, para as demais colunas, nenhum significado simbólico, a não ser o de representarem o sustentáculo do Templo. Outros autores citam que as colunas representam os principais oficiais da Loja, sendo cada coluna ornamentada por um signo do zodíaco. Desta maneira temos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venerável Mestre:   Sol&lt;br /&gt;1º Vigilante:              Netuno&lt;br /&gt;2º Vigilante               Urano&lt;br /&gt;1º Experto                 Saturno&lt;br /&gt;Orador                      Mercúrio&lt;br /&gt;Secretário                 Vênus&lt;br /&gt;Tesoureiro                 Marte&lt;br /&gt;M\ de Cerimônias    Lua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quatro demais colunas são normalmente distribuídas ao Hospitaleiro, ao Porta Estandarte e aos Diáconos. Por outro lado e independentemente da determinação acima, cada um de nós é Coluna de seu próprio Templo e, portanto, sustentáculo espiritual da Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, no entanto, existem diferenças relativas a importância dada as12 Colunas, tal não se dá em relação as Colunas “J” e “B”. Estas têm significado histórico e possuem forte representação Simbólica. A presença delas protegeria aquele que recebesse de Jeová a consagração de ser Rei ou Sacerdote. A presença de uma dessas colunas simboliza, portanto, a presença do próprio Senhor.&lt;br /&gt;Sobre elas iremos tecer alguns comentários:&lt;br /&gt;As Duas Colunas: (1º Livro dos Reis, Cap. VII - Bíblia).&lt;br /&gt;O Rei Salomão trouxe de Tiro, um artesão  de nome Hiram Abif, israelita por parte de pai e nephtali, por parte de mãe. Esse homem foi quem executou todos os ornatos do Templo de Salomão, incluindo, portanto, as 2 colunas construídas em bronze. Simbolicamente essas  representavam as 2 colunas de homens que Moisés dirigiu quando da saída dos Hebreus do Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No alto das duas colunas, ele colocou um ”capitel “ fundido em forma de lírio. Ao redor deste, uma rede trançada de palmas em bronze, que envolviam os lírios. Desta rede, pendiam em 2 fileiras de 200 romãs. À coluna da direita foi dado o nome de J e à da esquerda, B. Atribui-se a cor vermelha – ativo, Sol -- à coluna J\ e a cor branca ou preta – passivo, Lua – à coluna B\. O Vermelho significa inteligência, força e glória; O Branco, beleza, sabedoria e vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há quem esclareça que as colunas se destinariam a guarda dos instrumentos e ferramentas dos operários e que junto a elas, seria o local onde os operários receberiam seus pagamentos pelos serviços prestados. Nestas colunas estariam, portanto, guardados as espécies e o ouro com o que os operários eram pagos. No entanto, pelo tamanho das colunas fornecido pela Bíblia, seria impossível, em tão pequeno espaço, caberem todas as ferramentas e instrumentos alem do ouro e espécies. Também, em nenhum momento a Bíblia cita as colunas como local possuidor de portas de armários.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AS ROMÃS, OS LÍRIOS E AS CORRENTES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Lírios simbolizam a pureza e a virgindade: a beleza feminina. Representam a chama pura e fecundante: o calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Romãs simbolizam a virilidade masculina. Romã é um fruto possuidor de sementes avermelhadas unidas e de sabor agridoce. O vinho proveniente do cultivo da Romãzeira – utilizado desde os primórdios de Israel – possui propriedades afrodisíacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande número de grãos que a Romã possui e sua propriedade afrodisíaca, fez com que a mesma fosse considerada, na Simbologia popular, como sendo a representante da fecundidade e da riqueza. Este, talvez, seja o significado mais correto para as Romãs colocadas sobre as colunas de Salomão. No entanto, também, são simbolizadas como sendo a força impulsionadora para o trabalho e dispêndio de energia.&lt;br /&gt;Na Maçonaria, os grãos da Romã, mergulhados numa polpa transparente, simbolizam os maçons unidos com energia e força para realizarem o trabalho.&lt;br /&gt;Sete voltas de Correntes envolvem o capitel das colunas. Entre os antigos, as correntes representavam o cativeiro, mas, o verdadeiro significado dessas correntes nas colunas é obscuro. Para a Maçonaria representam, por um lado, os laços que acorrentam os profanos e por outro, a união dos maçons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PAVIMENTO DE MOSAICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estendido no centro do templo, o Pavimento Mosaico é um tapete retangular, que evoca o quadro da loja. É representado por uma série de quadrados alternadamente brancos e pretos, que lembram o tabuleiro de xadrez, jogo de origens sagradas, e de relevantes significados simbólicos.&lt;br /&gt;Os quadrados brancos e pretos simbolizam respectivamente a luz e as trevas, ou o dia e a noite, e em geral, congregam todas as dualidades cósmicas surgidas da reflexão bipolar da Unidade ou Ser Universal. Esta dualidade, é encontrada também na simbologia oriental do YIN-YANG. Onde YIN, representado pela cor preta simboliza a energia negativa, e o YANG ao contrário simboliza a energia positiva.&lt;br /&gt;Segundo os orientais, a harmonia cósmica é obtida através da perfeita combinação YIN-YANG, que encontrados em todos os fenômenos da natureza, se complementam, proporcionando um perfeito equilíbrio em todas as atividades do universo. Sendo assim, a cor branca simboliza as energias ativas, masculinas, é o Sol, enquanto a cor preta simboliza as energias passivas, femininas e terrestres. Ambas se complementam, e determinam em sua perfeita interação o desenvolvimento e a própria estrutura da vida cósmica e humana. Essa estrutura, é gerada pela confluência de um eixo vertical (celeste) e outro horizontal (terrestre), que no mosaico formam uma trama quadriculada, que reflete as tensões e equilíbrios a que está submetida a ordem da Criação. Podendo equiparar-se também ao tempo (eixo vertical) e espaço (eixo horizontal), as duas coordenadas que estabelecem a existência de nosso mundo e de todas as coisas nele incluídas. O significado do Pavimento Mosaico aplica-se perfeitamente à loja Maçônica, recinto sagrado onde cada uma das partes ou seu conjunto constituem uma síntese simbólica da harmonia universal. Comparado a mandala, o pavimento mosaico é uma imagem simbólica da Ordem, onde o iniciado tem de se integrar plenamente, conciliando todas as influências procedentes do céu e da terra, que lhes permitirão recuperar a unidade de seu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ORLA DENTADA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simboliza a união dos Maçons. Os dentes representam os planetas que giram no Cosmos. Cada dente tem o formato de um triângulo. O Triângulo expressa  a espiritualização dos Maçons que partindo da individualidade unem-se de forma indissolúvel, em torno de um ideal. Fisicamente dentro do Templo existem 2 Orlas Dentadas: uma ao redor do Pavimento dos Mosaicos; a 2ª contorna no Ocidente o pavimento da Loja.&lt;br /&gt;O ALTAR DOS JURAMENTOS.&lt;br /&gt;O Altar dos Juramentos é a parte mais sagrada de uma Loja. Este Altar derivou-se do Altar dos holocaustos, construído por Moisés, sob as ordens diretas de Deus.Na Maçonaria este altar que é simbólico, representa um altar de sacrifícios eis que ali o Neófito deixará, quando de seu juramento, todos os seus vícios e as suas paixões em holocaustos ao grande Arquiteto do Universo.&lt;br /&gt;A posição do Altar dos Juramentos no Rito Escocês determina que seja ele colocado no eixo da Loja sobre a metade superior do Pavimento do Mosaicos, isto atendendo as considerações de ordem histórica e filosófica. O Altar dos Juramentos simboliza a Beleza do Caráter e constituindo-se no pilar principal. Há que se entender que o sistema filosófico da Maçonaria gira em torno de um ideal representado pelo Altar da Loja como fulcro de toda filosofia Maçônica. Sobre o Altar dos Juramentos encontra-se o Livro da Lei, um Esquadro com seus ramos voltados para o Oriente e um Compasso aberto com as pontas voltadas para o Ocidente e colocadas sobre o Esquadro.&lt;br /&gt;Painel da Loja – Por Painel entende-se o Quadro que a Loja apresenta por ocasião da abertura dos trabalhos. Três são os quadros de uma Loja: Painel da Loja de Aprendiz; de Companheiro e de Mestre. Nos graus filosóficos normalmente não se usa a denominação Painel, mas, Emblema ou Escudo correspondente ao grau.                                      &lt;br /&gt;No Painel estão desenhados todos os símbolos maçônicos, necessários ao desenvolvimento dos trabalhos de seu respectivo grau. A sua colocação na Loja indica que continua viva toda a simbologia que orienta os trabalhos.&lt;br /&gt; A colocação do Painel idealiza também, que nenhum trabalho seja iniciado sem que antes tenha havido um planejamento das atividades, ou seja, todos os participantes, ao adentrarem ao Templo e olharem para o Painel, estarão cientes do grau em que os trabalhos serão realizados. No inicio, os símbolos do grau eram desenhados, com giz, no chão, transformando o local num Templo. Posteriormente passaram a ser pintados ou bordados sobre panos ou tapetes. Em 1820, John Harris desenhou os Painéis que, salvo pequenas modificações, se encontram em uso até o presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRONO DE SALOMÃO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ao Trono de Salomão somente poderão estar assentados o V.: M.: e, quando for o caso, a mais Alta Autoridade Maçônica do Simbolismo presente na sessão, à direita do V.: M.: . O ex-Venerável não mais ocupa lugar no Trono de Salomão à esquerda do V.: M.: . Quando da Circ.: do Tronc.: de Benef.: e da Bolsa de PProp.: e IInf.:, o Ir.: M.: de CCer.: e o Ir.: Hosp.: deverá (sic) colher a Pr.: e o Óbolo de todos que estiverem assentados ao Trono de Salomão".&lt;br /&gt;Peço vênia, apesar do respeito pelos autores, para discordar, veementemente. do texto, antes que ele influencie maçons novos e inexperientes:&lt;br /&gt;Trono de Salomão só existe na cerimônia de Instalação de Veneráveis, a qual é encenada como tendo sido realizada no palácio de Salomão, onde existia, realmente, o Trono ; no templo não havia esse Trono. O assento que se encontra no Oriente, sob o dossel, no REAA, é, simplesmente, o Trono, e mais nada. Não é de Salomão e nem do Venerável.&lt;br /&gt;Outra coisa: Trono é uma só cadeira. Como é que podem estar sentados no Trono (e não ao Trono), ao Altar, o Venerável e a mais alta autoridade do Simbolismo? Ocupam a mesma cadeira? E. se o ex-Venerável ainda ali tivesse assento, seriam três no mesmo lugar? Da mesma maneira, como podem, o Mestre de Cerimônias e o Hospitaleiro colher pranchas e óbolos de todos que estiverem assentados ao Trono "de Salomão", se o Trono é um lugar único?&lt;br /&gt;O correto é dizer que, sentados ao Altar, ficam, o Venerável, no Trono, e a mais alta autoridade do Simbolismo, num lugar á direita do Venerável, o qual é exclusivo. Essa, inclusive, foi uma concessão do novo ritual do Grande Oriente do Brasil à vaidade de alguns maçons "notoriedades", porque, na realidade, esse lugar é privativo do Grão-Mestre, ou de seu Adjunto (Deputado Grão-Mestre), em qualquer lugar em que a Maçonaria seja praticada seriamente e não para servir a pavões. O ritual original, feito pela Grande Secretaria Geral de Orientação Ritualística, preconizava isso, mas, depois de tantas “luminares" mexerem nele, inclusive um Grão-Mestre estadual, que é do Rito Moderno, deu no que deu: ele continua deturpado, porque mexer todo mundo quer mexer, mas mexer com base, com pesquisa e com autoridade, poucos fazem e poucos podem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SOL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol é o vitalizador essencial, possuidor de uma generosa fecundidade. Sem ele não existiríamos.&lt;br /&gt;O Sol, sendo entendido como fonte de vida, passa a ser, automaticamente, a majestade, a luz principal, a fonte de todo o conhecimento e saber, o símbolo da espiritualidade, o ponto central de todas as coisas.&lt;br /&gt;O Sol pode ser associado ao Irmão Orador, pois, este deve emanar a Luz como guarda da lei maçônica.&lt;br /&gt;No Templo, o Sol fica no oriente, atrás do Venerável Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A LUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Lua, é o reflexo do sol. Representa tanto quanto o sol, a saúde, pois, recebe e reflete os raios do sol.&lt;br /&gt;A Lua é associada  ao Irmão Secretário. Tradicionalmente, o Irmão Secretário, apenas registra as palavras do Irmão Orador (Sol), daí, sua associação com a Lua que reflete, simplesmente, a luz recebida do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DELTA LUMINOSO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Delta Luminoso está localizado no Oriente, entre o Sol e a Lua, alteando o trono do Venerável Mestre. Simboliza a principal luz da loja, da qual saem os raios vivificadores que iluminam e aquecem todos os irmãos, em igual forma e intensidade. É o símbolo do Ser e da Vida, uma figura com 3 lados e 3 ângulos que se mostra indivisível. No centro deste triângulo eqüilátero encontra-se um olho humano, representando o “olho divino” simbolizando o Poder Supremo com a sua principal característica, a Onisciência, na qualidade de principal entendimento divino que o povo traduz na frase: “Deus vê tudo...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CORDA DE 81 NÓS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corresponde a uma corda formando de distância em distância nós emblemáticos, chamados laços de amor, em número de 81 que percorrem toda parte superior dos Templos Maçônicos terminando suas extremidades diante das Colunas B e J onde pende uma borla de cada lado, indicando que os laços de fraternidade devem se estender para fora do templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estão também representadas no painel do Grau de Aprendiz e indicam os laços de a união e a fraternidade que deve abranger a todos os Maçons do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A corda de 81 nós também tem relação com outros símbolos do templo, são eles :  a Orla Dentada , o Pavimento Mosaico , a Cadeia de União e as Romãs, símbolos estes que relembram a todos os Maçons espalhados pela superfície   do globo, que formam entre si  uma única família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIGNOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinal, símbolo. 2.Cada uma das 12 constelações que se localizam na faixa do Zodíaco que corresponde 1/12 desta faixa da esfera celeste, tendo, assim, 30º de extensão. E cada signo está representado por uma forma e ligado a um anjo a  saber:Áries/Shamael, Touro/Hanniel, Gêmeos/Raphael, Câncer/Gabriel, Leão/Mikhael, Virgem/Raphael, Libra/Hanniel, Escorpião/Shamael, Sagitário/Zadkiel, Capricórnio/Orifiel, Aquário/Orifiel, Peixes/Zadkiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como as doze colunas  da Loja indicam os doze signos do zodíaco, dentro do corpo físico se acham doze partes, doze faculdades influenciadas por aqueles signos e repartidas em redor do sol espiritual no homem,representar um ideal mais esotérico. Semelhante ao sol colocado entre os signos, assim e o verdadeiro  homem; está dentro do corpo físico, está suspenso entre duas decisões donde vai nascer seu futuro espiritual, depois de haver nascido seu ser físico. Obs.: Algumas Lojas as doze colunas são representadas pelos doze quadros dos signos.&lt;br /&gt;O ano tem 12 meses; Jacob teve doze filhos; Jesus doze Apóstolos, e o homem, como contraparte de lei cósmica, tem doze faculdades de espírito em si. Durante o ano, o sol visita seus doze filhos do Zodíaco; o Sol Cristo, no homem, também vivifica durante o ano as doze faculdades representadas  pelos filhos de Jacob ou apóstolos de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos das grandes influências exercidas por maçons, em fatos históricos em todo o mundo. No Brasil especificamente, o cidadão comum, desde que possuidor de um nível cultural razoável, sabe o quanto foi decisiva, para fatos relevantes de nossa história, a participação da maçonaria. É claro que os tempos mudaram. No entanto, ninguém pode apagar a história e estes fatos, podem se constituir na grande arma de que                                                                                                     dispõe a maçonaria, para fortalecer o seu exército, trazendo para suas fileiras um número maior de seguidores. Homens de conduta também exemplar, preferencialmente cultos e com capacidade de desenvolver liderança e formar opinião. Já existe uma movimentação maçônica neste sentido, nas universidades. Serão os maçons do futuro, e que certamente ocuparão lugar de destaque em nossa sociedade.&lt;br /&gt;Em síntese, poderíamos admitir como verdade, que a humanidade seria muito mais feliz, se todos os homens fossem maçons. Esta seria uma situação ideal, apenas teórica. Mas considerar que todos os homens gostariam de viver a prática dos princípios maçônicos é real e perfeitamente possível. Estaríamos vivendo em uma sociedade, onde o próprio homem exerceria uma permanente vigilância sobre si mesmo, sem oportunismos, egoísmos e vaidades pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;01) Boucher, J. - "A Simbólica Maçônica"&lt;br /&gt;02) Camino, R. da – "Dicionário Filosófico de Maçonaria"&lt;br /&gt;03) Castellani, J. - "Cartilha do Aprendiz" e "Dicionário Etimológico Maçônico"&lt;br /&gt;04) Charlier, R. J. – "Pequeno Ensaio Simbólica Maç nos Ritos Escoceses"&lt;br /&gt;05) Christian J. – "A Franco-Maçonaria"&lt;br /&gt;06) Figueiredo, J. G. – "Dicionário de Maçonaria"&lt;br /&gt;07) Moreira, A. P. – "Chave dos Mestres"&lt;br /&gt;08) Prado, Luiz – "Roteiro Maçônico para o Quarto de Hora de Estudos"&lt;br /&gt;09) Pusch, J. – "ABC do Aprendiz"&lt;br /&gt;10) Santos, S. D. – "Dicionário Ilustrado de Maçonaria"&lt;br /&gt;11) Tourret, F. – "Chaves da Franco-Maçonaria"&lt;br /&gt;12) "Ritual do Simbolismo – Aprendiz Maçom"&lt;br /&gt;13) Comentários ao Ritual de Aprendiz de Nicola Aslan - Editora Maçônica.&lt;br /&gt;14) Maçonaria Mística de Rizzardo Da Camino - Editora Aurora&lt;br /&gt;15) Assis Carvalho - Caderno de estudos maçônicos (O Aprendiz Maç Grau1)&lt;br /&gt;16) José Castellani - Maçonaria e Astrologia&lt;br /&gt;17) José Castellani - O Grau de Aprendiz Maçom&lt;br /&gt;18) Rizzardo da Camino - O Aprendiz Maçom&lt;br /&gt;19) Edição 1999 - Ritual do Grau de Aprendiz&lt;br /&gt;20) Aslan, N. – "Comentários ao Ritual de Aprendiz Vade – Mécum Iniciático"&lt;br /&gt;21) José Castellani - A Maçonaria Moderna&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-1101368604094464086?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/1101368604094464086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=1101368604094464086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1101368604094464086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1101368604094464086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/o-templo-manico.html' title='O Templo Maçônico'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-8203480468630605576</id><published>2007-07-22T03:49:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:50:10.488-07:00</updated><title type='text'>O QUE É A MAÇONARIA</title><content type='html'>I -Introdução:&lt;br /&gt;    A presente monografia tem como objetivo apresentar idéias adquiridas por meio de pesquisa bibliográfica sobre assunto no qual o autor é um simples neófito. Esse neófito que vos escreve interessou-se pelo estudo metódico sobre a ordem desde 1997 da EV quando seu paciente, então Grão-Mestre Geral (Soberano) Francisco Murilo Pinto convidou-o a uma sessão branca. Muitas perguntas surgiram, como se subitamente despertasse para um mundo que ali sempre esteve, porém velado. Encontrei e observei muitos maçons nesse caminho. Acredito que nada seja por acaso e tudo tem seu tempo certo, minha pesquisa incessante tem respondido apenas a apenas algumas dessas dúvidas. Porém nada se comparou à experiência surgida após a iniciação no ano de 2002 da EV, proporcionada pelo convite irrecusável de um irmão de caráter, idoneidade e retidão ímpar. Os caminhos que se abriram após a iniciação são inúmeros e tendem ao infinito como retas paralelas. Nasci para um mundo novo, evolui para nova dimensão do conhecimento, mas o caminho é longo. Certamente meu entendimento sobre a Ordem melhorou, mas ainda é escasso. Tento apresentar o que aprendi até então, porém como um recém-nascido, que não consegue distinguir muito bem o universo que o cerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II-Desenvolvimento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se depreender muito da Constituição do Grande Oriente do Brasil em seu Título I: Da Maçonaria e seus Princípios, Capítulo I Dos princípios gerais da Maçonaria e dos postulados universais da Instituição. Em seu artigo primeiro declara ser instituição iniciática, filosófica, filantrópica, progressista e evolucionista. Pelo exposto nesse item pode-se inferir que a Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens livres e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os homens. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto pode ser relacionado a perseguições, intolerância e falta de&lt;br /&gt;liberdade demonstrada pelos regimes reinantes em diversas épocas da Humanidade. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo.  &lt;br /&gt;Ainda no artigo primeiro, parágrafo I: condena a exploração do Homem, os privilégios e regalias, enaltecendo, porém o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviços à Ordem, à Pátria, e à Humanidade. Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por&lt;br /&gt;convite expresso e integrados à irmandade universal por uma cerimônia denominada "iniciação". Essa forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade. O neófito ingressa na Ordem no grau de Aprendiz. Ao receber instruções e ensinamentos, galga ao grau de Companheiro e após período de estudos, chega ao grau máximo do Simbolismo, ou seja, o Grau de Mestre Maçom.&lt;br /&gt;Não há dados que marquem com precisão a origem da Maçonaria, existem muitas versões, histórias e lendas a respeito do começo da sociedade maçônica. Há quem afirme que é uma inspiração transmitida por intuição ao homem, vinda da Fonte inesgotável de sabedoria (RIBEIRO, 2000).&lt;br /&gt;Os outros dez parágrafos do artigo primeiro são também muito importantes como o segundo sobre a incompatibilidade do sectarismo político, religioso ou racial com o espírito maçônico; o terceiro sobre a liberdade, igualdade de direitos e tolerância; o quarto sobre a liberdade de expressão; o quinto sobre o trabalho como dever social e direito inalienável; o sexto sobre a fraternidade entre maçons independente de raças, nacionalidades, convicções ou crenças; o sétimo sobre o dever do maçom quanto ao amor á família, fidelidade e devotamento à Pátria e obediência à lei; o oitavo determinando liberalização dos laços fraternais para todos os homens; o nono recomendando divulgação da doutrina somente pelo exemplo e palavra e décimo adotando sinais e emblemas utilizados nas oficinas de trabalho.&lt;br /&gt;Do artigo segundo e seus nove parágrafos depreende-se que os Maçons reúnem-se em um local ao qual denominam de Loja e dentro dela praticam seus rituais. Estes são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, denominado Grande Arquiteto do Universo. Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo. Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos mestres construtores de catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro. Devido a esse fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos usados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos. Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas&lt;br /&gt;mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.&lt;br /&gt;A Maçonaria não é religião, pois o objetivo fundamental de toda sociedade religiosa é o culto à divindade. Porém, parece ser objetivo da Ordem Maçônica&lt;br /&gt;aproximar o Homem de Deus e servi-Lo como seu instrumento na terra. Cada Loja possui independência em relação às outras Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de "potência". Essa é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas"Landmarks", são comuns a todos os Maçons.  Um dos Landmarks básicos da Ordem é que o homem, para ser aceito, deve acreditar em princípio criador, independente de sua religião. Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil a grande maioria dos brasileiros são cristãos, adota-se a Bíblia.&lt;br /&gt;Há, no entanto, um outro Templo que a Maçonaria se propõe construir, que não o material acima citado, mas filosófico, que é o Templo à Virtude. A virtude aqui colocada como um hábito de proceder bem, ou moralidade, como as faculdades de inteligência e vontade. A moralidade por sua vez tem uma ordem natural e outra sobrenatural. As virtudes de ordem natural, ou cardeais são: Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança. As outras giram em torno dessas quatro. As sobrenaturais ou teologais são: a fé, esperança e caridade. Parece ser essa a seara maçônica, ao postular o trabalho na pedra bruta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III- Conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a iniciação nasci para um mundo novo, recebi a luz! Nas noites que se seguiram, até hoje, medito sobre o real significado de ser maçom, suas responsabilidades com o grupo, instituição e humanidade. Aprendi a confiar na mão do Irmão que me guiou na Iniciação, fundamento desses meus primeiros passos, como no salmo 133. A Maçonaria é projeto sublime realizado por homens. É impossível separar espírito humano de seus defeitos. Mesmo realizada por mãos imperfeitas a obra tem sido excelente ao longo dos séculos. Espero poder estar à altura de ajudar a polir e assentar mais uma pedra a essa obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o nosso G\A\D\U\ a todos ilumine e guarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV- Bibliografia Consultada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BACELAR, M.L. Os 33 graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, Ed. Mandarino, 1980.&lt;br /&gt;CASTELLANI, J. Cartilha do Aprendiz, Ed. Maç A Trolha, 2001.&lt;br /&gt;CASTELLANI, J. Dicionário Etimológico Maçônico, Ed. Maç A Trolha, 1993&lt;br /&gt;CASTELLET, A.V. O que é a Maçonaria, Ed. Madras, 1997.&lt;br /&gt;COCUZZA, F. A Maçonaria na Evolução da Humanidade, Ícone Ed., 1994.&lt;br /&gt;CORTEZ, J.R.P. Fundamentos da Maçonaria, Ed. Madras, 2001.&lt;br /&gt;Constituição do Grande Oriente do Brasil, 2001.&lt;br /&gt;FONTAINE, P. A Verdade sobre a Maçonaria Ed Mandala, 1995.&lt;br /&gt;IMBRAPEM Encontro Nacional, volume 2, Ed. Maç A Trolha, 2001.&lt;br /&gt;LEADBEATER, C.W. Pequena História da Maçonaria, Ed. Pensamento, 1997&lt;br /&gt;PIRES, J.S. Um Estudo Ritualístico de Primeiro Grau, Ed. Maç A Trolha, 2003.&lt;br /&gt;RIBEIRO, W. Maçonaria para Leigos e Maçons, Ed. Master Book, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sites consultados:&lt;br /&gt;www.maconariadobrasil.org.br/Default/o_que_e_maconaria/oque_maconaria_principal.htm, em 22/3/2003.&lt;br /&gt;www.glmasons-mass.org/Grand_Lodge/library/library.htm, em 20/3/2003.&lt;br /&gt;www.zen-it.com, em 19/3/2003.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-8203480468630605576?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/8203480468630605576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=8203480468630605576' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8203480468630605576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8203480468630605576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/o-que-maonaria.html' title='O QUE É A MAÇONARIA'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-7906745713474762478</id><published>2007-07-22T03:47:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:49:03.021-07:00</updated><title type='text'>O PAINEL SIMBÓLICO DO GRAU DE COMP.`.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;“Daí não sabemos o porquê de se colocar Três Painéis num Ritual do Rito Escocês, do Segundo Grau, se não se ensina nada sobre eles – com a agravante ainda maior, quase não se faz Sessões no Grau de Companheiro”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Assis Carvalho (04/10/1934 – 03/11/2002)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;I. CONSIDERAÇÕES INICIAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A ausência de um Painel entapetado no centro do piso mosaico torna incompleta uma L.'. M.`.. A sua presença é indispensável durante a realização da Reunião. Não é para menos, porquanto o Painel representa um estandarte, ou insígnia, no qual os símbolos apropriados ao respectivo Grau estão gravados para serem estimados, compreendidos e respeitados. É, pois, ritual inevitável estendê-lo no início da sessão e enrolá-lo no final dos trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Esta preocupação provém dos idos tempos da Mac.`.. A bem da verdade, quiça nesta época, a representatividade do Painel fosse ainda mais significativa, pois os primitivos maçons desenhavam os símbolos do Painel no chão, vivificando-os a cada início do encontro e ocultando-os, para sua preservação, ao final. Isto porque, nesta ocasião, inexistiam os Templos M.`., assim 1º Experto era obrigado a riscar no centro dos Varandões dos canteiros de obras, a giz ou a carvão, o desenho das ferramentas dos MM.'. Operativos e das Colunas e Pórtico encontrados nas ruínas do Templo do Rei Salomão. Paulatinamente, estes Símbolos foram sendo desenhados, pintados ou bordados permanentemente em um pedaço de pano, lona e tapetes que receberam o nome de Painel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Há 262 anos, de acordo com fontes históricas confiáveis, pôde-se, pela primeira vez, ver impresso nos livros do Abade Gabriel Luiz Calabre Perau (1700-1767) o mais antigo Painel Maçônico. Este guardava características peculiares, porquanto reunia símbolos e ferramentas tanto de Aprendiz, como de Companheiro. Por este motivo, era identificado como Painel Misto (Aprendiz-Companheiro) ou conjugado, tal como publicado no Livro de Revelações (Exposures): primeiro, com o título de “Les Secretes des Francs-Maçons” (Os Segredos dos Franco Maçons, 1742 - 1a. Edição, Amsterdã) e, em 1745, numa 2a  Edição do mesmo livro, com o título de “L’Ordre des Francs-Maçons Trahi” (A Ordem dos Franco Maçons Traída). Este Painel já contava com a presença de: Est.'. Flam.'., Letra “G”, Trolha, Globo, Pedra de Afiar, Luminárias (Sol e Lua) e as Letras J e B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    É certo que o Grau de Comp.`. conta com o maior número de Painéis, comparado com os demais Graus. Apenas a título de exemplo, além do Simbólico do 2o Grau que é objeto deste trabalho, podemos mencionar ainda outros dois: Painel de Harris (Alegórico), no qual observa-se a Fonte de Água Corrente e a Espiga, as Duas CCol.'. Vestibulares, a Escada em Caracol e a Câmara do Meio; e Painel da Loja de Com.'., no qual estão representadas as Sete Artes, as Ciências Liberais e as Cinco Nobres Ordens de Arquitetura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No entanto, optamos por elaborar um estudo comparativo entre o Painel Conjugado e o Simbólico do Grau de Comp.`. atualmente praticado em nossa Ordem. Objetivamos com isto confrontar o passado com o presente, na tentativa de produzir efeitos instrutivos relevantes com elevado conteúdo explicativo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. ANÁLISE COMPARATIVA&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Assim, comparando os Painéis Misto e Simbólico do 2º. Grau, é possível traçar o seguinte quadro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Painel Simbólico, consta uma orla denteada que contorna todo o retângulo que o constitui, presente também no Painel Conjugado. Esta orla simboliza a união fraterna que deve existir entre os homens. No ponto médio de cada uma de suas faces, encontramos as marcas dos quatro pontos cardeais. Em suas junções, também observamos uma Trolha – vista no interior tanto do Painel Misto, como do Painel Simbólico; porém, neste na Col.'. do N.'. e naquele na Col.'. do S.'., simbolizando a indulgência e o perdão;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parte superior do retângulo que compõe ambos os Paineis, há representação de uma corda com três (ao invés de cinco) nós, terminada por uma borla. Somente na Maç.'. Especulativa é que apresenta significado, como, por exemplo, os “três laços de amor” ou a imagem da união fraterna entre IIr.'.;&lt;br /&gt;As Sete estrelas, que representam as sete Ciências Liberais, são representadas apenas no Painel Simbólico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na parte superior e à direita do Painel Simbólico, há o desenho da Prancheta de traçar ou Prancheta da L.'., que constitui uma das três jóias fixas da L.'. de M.`.. Diferentemente, no Painel Conjugado, não a observamos representada da mesma maneira que a anterior, isto é, pelas cruzes quadruplas e de Santo André;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas luminárias (Sol e Lua) estão representadas de forma semelhante nos dois Painéis. Ou seja, o Sol à esquerda e Lua à direta (como no R.'. E.'. A.'. A.'.). Entretanto, pode haver Painel que os representem posicionados de forma diferente. Isto quer dizer que há Painéis diferentes para Ritos distintos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Painel Misto, o Esquadro está presente na parte inferior do retângulo e o Compasso na parte superior; portanto, não sobrepostos. No Painel atual do grau de companheiro e no nosso rito os vemos entrelaçados com a haste esquerda livre direcionada à Col.'. do S.'.. Outra diferença é a presença, no Conjugado, da letra “G” em destaque, no centro do retângulo e distanciada da Est.'. Flam.'.; ao passo que, hoje, em nosso Ritual, estão representadas formando um único conjunto;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado direito, na parte superior, média e inferior do retângulo que compõe o Painel Misto observamos três janelas: uma entre o Comp.'. e a Est.'., outra abaixo do Pórtico e acima do Esq.'. Ambas alinhadas medial e longitudinalmente. A terceira janela é observada na Col.'. do S.'. (no seu ponto médio). De forma um pouco diferente, no Painel Simbólico, uma das três janelas se encontra na parte superior do retângulo, alinhada com a Col.'. do S.'.. As duas outra são vistas, uma na parte média desta Col.'.   e outra na parte inferior do retângulo. Simbolicamente temos qu a luz forte qu vem do o Oc.'.(acima do quinto degrau). De forma pouco diferente, no Painel Simbólico, a terceira janela está no início da Col.'. do S.'.. Simbolicamente temos que a Luz forte  que vem do Or.'. é fraca na Col.'. do S.'. e escassa no Oc.'.,  mas ausente a luminosidade solar na Col.'. do N.'., onde estão os AApr.'.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na Col.'. do S.'. do Painel Simbólico vemos uma espada simbolizando a 5a viagem. Ferramenta não encontrada no Painel Conjugado. Observa-se, ainda neste último, superior e inferiormente, três tocheiros ou candelabros: dois na parte inferior direita e esquerda do retângulo e um terceiro em sua parte superior direita;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inferiormente, delimitando o Pórtico do T.'. no Painel Misto, encontramos duas CCol.'. com as letras “J” e “B” externamente ao lado. No Painel Simbólico, ao contrário, estas letras se encontram grafadas nas CCol.'. e de forma invertida, isto é, “B” à esquerda e “J” à direita;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os Painéis vê-se o Pórtico do T.`. ao fundo e entre as CCol.'.. Entretanto, no Painel Misto, esta representação se dá de forma um pouco diferente, ou seja, em uma linha central do retângulo inferiormente à letra “G”, centralizada e abaixo de um triângulo suspenso por quatro CCol.'. Curiosamente, aqui também se encontra a representação de três portas: uma logo acima dos sete degraus, outra no ponto médio da borda lateral do retângulo e ainda uma no ponto médio da linha superior desse retângulo à frente do trono do V.'. M.'. ;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na extremidade inferior do retângulo, vemos a representação sobre o chão da L.'., reproduzida pelo Pav.'. Mos.'., ao lado de cada uma das CCol.'., da P.'.B.'. e da P.'.C.'.. Estas P.`. são observadas no Painel Conjugado alinhadas na Col.'. do N.'., sendo que a P.'.B.'. está superior e a P.'.C.'. inferior;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maço (Malho) e o Cinzel (Escopro) são representados em uma peça única quando se observa o Painel Misto, posicionados inferiormente junto e medialmente à Col.'. do N.'. Diferentemente, no Painel Simbólico, os vemos como peças individuais, mas postados entre si de forma cruzada, e posicionados inferior e lateralmente à Col.'. do N.'.;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Nível e o Prumo encontram-se representados, respectivamente, nas CCol.'. do N.'. e do S.'. do Painel Misto. Já, no Painel Simbólico, os vemos no centro do Painel, mas com a mesma correspondência; ou seja, Nível à direita e Prumo à esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os Painéis, o chão da L.'. está representado por um Pav.'. Mos.'. em diagonal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma Alavanca entrecruzada com uma Régua é representada na Col.'. do N.'.. Não sendo observada, assim como a Régua, no Painel Conjugado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Painel Misto, podemos ver a representação de uma Esfera medialmente alinhada com outros símbolos. Entretanto, no Painel Simbólico, encontramos duas Esferas posicionadas no topo de cada uma das CCol.'. “J” e “B”: uma, representando a Terra (Col.'. “B”) e a outra representando o Céu (Col.'. “J”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na parte inferior de ambos os Painéis estão representados os degraus: cinco no Painel Simbólico e sete no Painel Misto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. CONSIDERAÇÕES FINAIS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eis essencialmente as comparações possíveis de se formular entre o Painel Misto e o Simbólico, dos quais nota-se pontos de contato e diferenças. Procuramos esta linha de pesquisa, pois sabíamos que surtiriam efeitos pretendidos; e, de fato, surtiram. A contribuição proporcionada por este trabalho comparativo à nossa cultura maçônica foi significativa, já que alcançamos algumas conclusões de suma relevância. Sem esgotar todas, três nos parece importantes para, por ora, nos atermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A primeira delas nos ensina a evolução dos símbolos sem desconciliar-se com a tradição. Do Painel Misto ao Simbólico, nota-se claramente o enriquecimento simbólico, tanto assim é que houve a desvinculação dos Graus. Os AAp.`. e os CComp.`. conquistaram seu próprio Painel; por conseguinte, os respectivos símbolos tornaram-se mais ricos e detalhados, sem, contudo, perder a essência da tradição simbólica destes Graus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Notamos ainda o poder de criação do homem para ampliar as representatividades do Painel. No Misto, inexistem, por exemplo, as sete estrelas. No entanto, quão os M.`. se desenvolvem no estudo deste símbolo? É imensurável; e hoje, no Painel Simbólico, temos à disposição o poder desta imensidão de significados. Por meio destes símbolos, podemos estudar a representação das Ciências Liberais, com toda sua extensão de valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Este ensinamento nos leva a outro, tão ou mais relevante: “Símbolo estático é símbolo superado na Maçonaria” (Trolha, 2002, p.45). De fato, a simbologia é rica em significados, e são estes que, a nosso ver, influem diretamente na necessária vivacidade dos símbolos, propulsando a evolução, com o cuidado - a se ter sempre - de não romper com as tradições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASLAN, Nicola.  Grande Dicionário de Maçonaria e Simbologia. Londrina/PR, Ed. A Trolha,  1996,  4v.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELTRÃO, Carlos Alberto Baleeiro.  As Abreviaturas na Maçonaria. São Paulo: Madras Editora,  1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, Assis. Companheiro Maçom, 2a ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha,  1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, Assis.  Símbolos Maçônicos e Suas Origens. Londrina/PR, Ed. A Trolha,  1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, Assis.  Instruções para Loja de Companheiro: REAA. 4a ed., Londrina/PR, Ed.  A Trolha, 2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTELLANI, José e RODRIGUES, Raimundo.  Cartilha do Companheiro, 2a ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha,  2002.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRANDE ORIENTE do BRASIL  Ritual – 2o  Grau – Companheiro. Brasília, DF,  2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-7906745713474762478?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/7906745713474762478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=7906745713474762478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7906745713474762478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7906745713474762478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/o-painel-simblico-do-grau-de-comp.html' title='O PAINEL SIMBÓLICO DO GRAU DE COMP.`.'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-4734905595628911949</id><published>2007-07-22T03:45:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:47:48.254-07:00</updated><title type='text'>O MAÇOM NA POLÍTICA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;UM POUCO DO PASSADO NA HISTÓRIA; UMA VISÃO CRÍTICA DO PRESENTE  E PERSPECTIVAS  SOBRE O FUTURO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;03 de abril de 2004&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Índice:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I –INTRODUÇÃO  - 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II –ALGUNS EPISÓDIOS DA HISTÓRIA - 4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;  II.a) Inconfidência Mineira - 4&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                II.b) Conjuração Baiana - 5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;         II.c) A Revolução Pernambucana - 5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;            II.d) A Independência - 6&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                II.e) A Guerra do Farrapos - 7&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                    II.f)  A Abolição da Escravatura - 8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;                       II.g) A Proclamação da República - 8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III – UMA VISÃO CRÍTICA DO PRESENTE - 9&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IV - UM BREVE ARRAZOADO SOBRE POLITICA E SOBRE MAÇOM NA POLÍTICA - 11&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;V – PERSPECTIVAS SOBRE O FUTURO –&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;       UM CAPÍTULO À PARTE SOBRE O MAÇOM DAS LOJAS UNIVERSITÁRIAS &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;       NA POLÍTICA – 13&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VI – CONCLUSÃO – 15&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BIBLIOGRAFIA - 17&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O MAÇOM NA POLÍTICA: UM POUCO DO PASSADO NA HISTÓRIA; UMA VISÃO CRÍTICA DO PRESENTE  E PERSPECTIVAS  SOBRE O FUTURO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;I - INTRODUÇÃO:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inobstante a imperfeição ser uma característica inata do ser humano, uma caminhada pelo passado sempre produz lições para repetir e aprimorar os acertos e as virtudes nas ações do presente e nas planejadas para o futuro, contribuindo, sobremaneira, para que erros, se ocorridos, sejam evitados ou, pelo menos,  minimizados a tal ponto que não se sobreponham às conquistas alcançadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maçom,  buscando de forma incessante o conhecimento, e assim agindo como um átomo da humanidade e com a visão sempre voltada para a universalidade, tem a vantagem de superar-se constantemente e a capacidade de repartir os frutos benfazejos dessa superação e do aprendizado maçônico, com os membros de sua família, com os Irmãos de sua Fraternidade, com a sua comunidade, com seu País e, não duvidem, com o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito desse ensaio, apresentar uma opinião sobre o papel do Maçom no exercício da Política, entendendo-se esta como aplicação na prática da nobre ciência da conversa, do entendimento e da arte de viver um em boa comunhão com o outro, passa inevitavelmente por lances históricos do País que tiveram, de algum modo, a interferência de pensamentos e atitudes maçônicas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esse passeio pela história não tem a pretensão, nem poderia e não seria esse o sentido do trabalho, de esgotar a descrição dos fatos que aconteceram ao longo dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não pretende tomar partido, apontar quem estava certo ou errado, se deveria ter sido daquela maneira ou se seria melhor ter acontecido de outra. Apenas quer lembrar e elencar alguns episódios, para tentar demonstrar que o Maçom, como homem e cidadão, teve participação, muitas vezes decisiva, em fatos históricos importantes que compuseram a vida do Brasil e de seu povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E daí, usando a plataforma do passado, procurar lançar perspectivas para o futuro, em termos de idéias sobre como deve ser a participação do Maçom na Política e que destaque deve ter, nesse contexto, o jovem Maçom formado no seio das Lojas Acadêmicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II – ALGUNS EPISÓDIOS DA HISTÓRIA:   &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O descontentamento dos brasileiros com o domínio da Colônia Portuguesa tomou força com o movimento intelectual do final do século XVIII que, aliado aos movimentos europeus, notadamente na França e Inglaterra, cresceu de maneira a criar o próprio levante dos brasileiros contra a tirania. Todos estes movimentos, seja na Europa ou até mesmo nos países das Américas, tiveram um vetor primordial, a Maçonaria, engajada profundamente através da luta de seus membros pela liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a partir de 1786, surgiram os primeiros movimentos influenciados pela bandeira da Maçonaria, principalmente a francesa, com José Álvares Maciel e outros como responsáveis pelo surgimento dos primórdios da Maçonaria no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Inconfidência Mineira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primórdios do movimento de libertação nascido em Minas Gerais tiveram a participação ativa de José Joaquim da Maia, estudante da Universidade de Montpelier, um grande Centro Maçônico na França, e de José Álvares Maciel, que juraram empregar todos os recursos possíveis para alcançar a independência do Brasil. O Alferes da Cavalaria, Joaquim José da Silva Xavier, Maçom iniciado na Bahia e agregado ao movimento, viajava por toda a província e conhecia de perto a miséria do povo e a tirania dos governantes. Esses, e muitos outros, eram chamados de “maçons adeptos da República” e integrantes do grupo de inconfidentes mineiros, sob a orientação dos poetas Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga e Inácio Alvarenga Peixoto.&lt;br /&gt;Os esforços dos conjurados, notadamente os de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, frustraram-se em 15 de Março de 1789, em virtude da denúncia do também conjurado Joaquim Silvério dos Reis, tendo sido praticamente todos levados à execução ou ao degredo, em 1792, com o realce da morte de Tiradentes por enforcamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) A Conjuração Baiana (1799)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os conjurados baianos, imbuídos dos ideais da Revolução Francesa, desejaram implementar a República. Idealistas autênticos, seguiram um programa de ação claramente de origem maçônica, pois lutaram pela liberdade de pensamento e religião, abolição da escravatura, e instalação de um regime democrático baseado na igualdade geral de direitos.&lt;br /&gt;Não houve indulto algum aos trinta e quatro réus julgados (o movimento envolveu mais de seiscentas pessoas), e o menor castigo cominado foi o degredo.&lt;br /&gt;Em 05 de novembro de 1799, eram condenados Lucas Dantas de Amorim Torres, João de Deus Nascimento, Manoel Faustino dos Santos, e Luis Gonzaga das Virgens, tendo todos sido executados por enforcamento na manhã do dia 08 do mesmo mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) A Revolução Pernambucana (1817)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mais uma vez os ideais republicanos tomam conta do coração de maçons brasileiros. A revolução iniciou-se com um incidente em um quartel da artilharia, quando o capitão José de Barros Lima mata um brigadeiro português e liberta os presos políticos. No dia seguinte, 07 de março, constitui-se um governo provisório, composto do padre João Ribeiro de Melo Montenegro, capitães Domingos Teotônio, Jorge Martins Pessoa, João Luis de Mendonça, coronel Corrêa de Araújo e Domingos José Martins e o padre Miguelinho, todos maçons.&lt;br /&gt;Medidas liberais foram decretadas, como a adoção de uma bandeira republicana e a elaboração de um projeto de Constituição, na qual se incluía a tolerância religiosa e a emancipação da escravidão.&lt;br /&gt;Mais uma vez a rebelião foi reprimida e seus conjurados executados, sobrepondo-se novamente o regime monárquico.&lt;br /&gt;Um outro nome de proa nesse movimento, além dos maçons mencionados, foi o de Antonio Carlos de Andrada e Silva, irmão de José Bonifácio de Andrada e Silva, levado preso para a Bahia, longe do palco da insurreição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;d) A Independência (1822)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Independência do Brasil foi realizada à sombra da acácia, cujas raízes prepararam o terreno para isso..."&lt;br /&gt;(História Secreta da Maçonaria - Cristiano Barroso)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A independência do Brasil começou a ser desenhada com a volta de Dom João VI a Portugal, deixando seu filho, Pedro de Âlcantara, como príncipe regente.&lt;br /&gt;O príncipe Dom Pedro, jovem e voluntarioso que aqui permanece, foi envolvido por homens de bem, maçons que constituíam a elite pensante e econômica da época.&lt;br /&gt;Em 09 de janeiro 1822, o maçom José Clemente Pereira pronuncia um eloqüente discurso pedindo ao príncipe que não volte a Portugal. Dom Pedro concorda e fica, tornando-se essa data conhecida como o "Dia do Fico".&lt;br /&gt;No dia 13 de maio de 1822, os maçons fluminenses, sob a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo, por proposta do brigadeiro Domingos Aires Barreto, outorgam ao príncipe o título de Defensor Perpétuo do Brasil, oferecido pela Maçonaria e pelo Senado. Ainda em maio, no dia 22, aconselhado pelo maçom José Bonifácio de Andrada e Silva, Dom Pedro assina o "Decreto do Cumpra-se", no qual nenhum decreto português valeria no Brasil sem o seu “cumpra-se”.&lt;br /&gt;Em 02 de junho de 1822, Dom Pedro ouve dos maçons Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, o clamor por uma Constituição brasileira. Dom Pedro expõe a seu pai, Dom João VI, já em Portugal,  que o Brasil deveria ter sua Côrte, convocando assim a Assembléia Constituinte, passo de suma importância para a Independência do Brasil.&lt;br /&gt;A Loja Maçônica Comércio e Artes, em sessão memorável de 17 de junho de 1822, resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro de obreiros, surgindo as Lojas "Esperança de Niterói" e "União e Tranqüilidade", constituindo-se três lojas e possibilitando a criação do Grande Oriente Brasileiro, o qual depois viria a ser denominado Grande Oriente do Brasil. José Bonifácio é eleito o primeiro Grão Mestre, tendo Joaquim Gonçalves Ledo como Primeiro Vigilante e o padre Januário Cintra Barbosa como grande orador. Dom Pedro é iniciado na Loja Comércio e Artes, em 02 de agosto de 1822, tendo como padrinho José Bonifácio. Apenas três dias depois, em 05 de agosto, é aprovada a exaltação de Dom Pedro ao grau de mestre, em uma manobra política de Ledo, que ocupava a presidência dos trabalhos, possibilitando-se que, em 04 de outubro do mesmo ano, o imperador fosse eleito e empossado no cargo de grão mestre do Grande Oriente do Brasil.&lt;br /&gt;Em 07 de setembro, assim reza a mais conhecida história, voltando de Santos para São Paulo, junto a uma pequena comitiva, encontrava-se Dom Pedro nas colinas do Ipiranga, às margens de um riacho, quando recebeu o correio da Côrte, que lhe trazia notícias urgentes de José Bonifácio. Após tomar conhecimento do conteúdo, declarou: "As cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero do Governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal".&lt;br /&gt;No dia 04 de outubro de 1822, dia em que Dom Pedro tomou posse do cargo de Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, Joaquim Gonçalves Ledo redigiu uma nota patriótica ao povo brasileiro: "Cidadãos! A liberdade identificou-se; a natureza nos grita independência, a razão nos insinua; a Justiça o determina; a glória o pede; resistir-lhe é crime, hesitar é dos covardes, somos homens, somos brasileiros. Independência ou morte!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e) A Guerra do Farrapos(1835)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um período regencial, marcado por agitações internas,  ocorreu em 1835 a Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos, na Província do Rio Grande do Sul. Largamente influenciada pela Maçonaria, nela se destacou o nome do General Bento Gonçalves da Silva, chefe militar do movimento e uma das figuras mais representativas da província. Também de grande influência e participação nesse levante, o nome do revolucionário maçom Giuseppe Garibaldi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;f) A Abolição da Escravatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Maçonaria prega a abolição da escravatura negra, criando Lojas e difundindo os ideais abolicionistas, mas encontrando, todavia, dificuldades junto aos senhores de escravos.&lt;br /&gt;Em 1881, a Maçonaria faz uma grande conquista: a Lei do Ventre Livre, na qual os nascidos no Brasil ficavam livres. Em 25 de março de 1884, são redimidos os negros sexagenários. Nesse mesmo dia,  no Ceará, o Governador da Província, o Maçom Sátiro Dias, foi o primeiro a emancipar seus escravos.&lt;br /&gt;Nesse processo abolicionista, criado por Maçons, destacaram-se, dentre outros, grandes figuras, como Rui Barbosa, Rodrigues Alves, Joaquim Nabuco, Castro Alves, Afonso Pena, Francisco Glicério, Bernardino de Campos (Patrono da Loja que leva seu nome e à qual pertencem os autores deste ensaio).&lt;br /&gt;No mesmo ano de 1884, aos 17 dias de maio, o jornal gaúcho "A Federação" publicou que os Irmãos da Loja Maçônica Luz e Ordem estavam promovendo a libertação dos seus escravos.&lt;br /&gt;Finalmente, a 08 de maio de 1888, o ministro da agricultura, o Maçom Rodrigo Silva, apresenta o projeto de abolição, sancionado pela Princesa Isabel, filha do Imperador Dom Pedro II, em 13 de treze de maio do mesmo ano, declarando-se assim extinta a escravidão negra no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;g) A Proclamação da República (1889)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimentos anteriores, como a Inconfidência Mineira e a Revolução Pernambucana, já visavam o regime republicano para o Brasil.&lt;br /&gt; Em 1870 foi criado um clube republicano e três anos mais tarde, em São Paulo, criado o Partido Republicano que, embora não empolgasse muito a sociedade, elegeu três deputados para a Assembléia, em 1875.&lt;br /&gt;Posteriormente, os republicanos convencem Deodoro da Fonseca a chefiar a revolução, enquanto a imprensa ataca fervorosamente a Monarquia.&lt;br /&gt;Na tarde de 14 de novembro de 1889, é propagada a falsa notícia de que Deodoro da Fonseca, Benjamin Constant e outros oficiais seriam presos. Diante disso, o movimento se acelera e o governo tenta se defender com as tropas julgadas fiéis.&lt;br /&gt;Na madrugada do dia 15, no Rio de Janeiro, Deodoro e Benjamin, frente às tropas, reúnem-se e tomam posição ante o Quartel General.&lt;br /&gt;Floriano Peixoto não cumpre as ordens do Visconde de Ouro Preto, para atacar os republicanos. Os portões foram abertos e o ministério de Ouro Preto é deposto.&lt;br /&gt; Foi uma atitude decisiva, afirmando Deodoro da Fonseca que "outro ministério seria logo organizado e de acordo com as indicações que ele próprio levaria ao Imperador".&lt;br /&gt;Estas indicações foram levadas ao Imperador, às três horas da tarde do 15 de novembro, no Paço da cidade. No mesmo dia, o Imperador deposto resolveu que voltaria para a Europa com toda sua família, transformando-se o antigo Império Brasileiro em República dos Estados Unidos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é de fácil percepção no breve resumo histórico apresentado, a Maçonaria influiu politicamente nos mais importantes movimentos revolucionários e libertários brasileiros. É claro que contribuíram para isso, toda uma ideologia e um clima revolucionários da época, não apenas no Brasil, nos quais ela estava bastante envolvida, principalmente por causa de seus ideais de liberdade. Mas foi de fundamental importância, entretanto, o papel catalisador da Maçonaria na congregação das idéias, dando-se a oportunidade para a reunião, o desenvolvimento e a aplicação das ideologias nos movimentos. Uma concepção, infelizmente, bastante esquecida atualmente, realidade que leva a repensar os objetivos da Maçonaria, no que tange ao seu papel, e de seus membros, como agentes participantes da Política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;III – UMA VISÃO CRÍTICA DO PRESENTE: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de todos sabido que a Maçonaria tem com um dos princípios basilares a universalidade, não se cingindo o papel dela, como instituição, e a do Maçom, como seu integrante, a perímetros limitados de atuação.&lt;br /&gt;Mas estaria a Maçonaria, e por consequência, os Maçons, representando um papel que tão bem representaram no passado? Mais ainda se pergunta: (i) como o mundo sofreu mudanças brutais; (ii) como a população cresceu e as relações geopolíticas se transformaram assustadoramente; (iii) como um ingrediente novo, a informática, tomou de assalto praticamente todas as atividades desenvolvidas pelo ser humano, estaria a Maçonaria, e os Maçons, representando, ou pelo menos, se preparando para representar um papel de destaque no mundo político dos Tempos de Globalização?&lt;br /&gt;Em sua obra “Maçons e Maçonaria – Uma Análise”, da Ed. A Trolha, o autor, Irmão Frederico Guilherme Costa, questiona se a Maçonaria brasileira tem uma posição frente ao processo de globalização, considerando que ela, por excelência, é  parte de um todo que é uma instituição universal com uma doutrina de paz, prosperidade, solidariedade, justiça e igualdade; considerando que ela há muito se assenta no trinômio Liberdade, Igualdade e Fraternidade e há muito propugna por uma sociedade justa e perfeita.&lt;br /&gt;Se pairar a dúvida, isto é, se pensar-se que Maçonaria, mais ainda a brasileira,  não está engajada e nem está preparada para a globalização, não estaria ela  contradizendo seu nobre princípio de universalidade?&lt;br /&gt;Parece ser consensual que nem a Maçonaria hoje, e nem seus integrantes, os Maçons, estariam tendo participação efetiva e decisiva nos caminhos da história, e portanto, da Política, como aconteceu no passado. Pelos menos não estariam tendo essa participação com os ideais maçônicos, levados das colunas da Loja para fora, para o mundo físico e político. Parece consensual que a Maçonaria já teve fases mais produtivas, tanto politicamente, como socialmente.&lt;br /&gt;O Irmão Frederico Guilherme Costa, na obra acima mencionada, de uma forma um tanto quanto inflamada, lança que “A verdade é que não basta a retórica pura e simples, muitas vezes brilhante, ouvida nas Lojas ou nas proclamações canhestras que não colocarão a Maçonaria brasileira no lugar de destaque que ela sempre teve no passado. É preciso muito mais e este muito mais significa trabalhos cooperativos com a sociedade como um todo. Não é a Maçonaria que precisa fazer, mas são os Maçons que precisam colaborar dentro das suas múltiplas especificidades”.&lt;br /&gt;E essa visão crítica do papel político do Maçom, atualmente, com destaque para o Maçom brasileiro, é que se põe em discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;IV – UM BREVE ARRAZOADO SOBRE POLITICA E SOBRE MAÇOM NA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;POLÍTICA:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante as várias definições acerca do termo Política, o que se extrai, fundamentalmente, é a idéia de promoção do bem estar e do progresso da sociedade, através de quaisquer tipos de ações tendentes a tanto. Imagina-se, até por certo comodismo, que fazer política seja tão somente a ocupação de cargos eletivos no Poder Legislativo e Executivo, sendo essa ocupação apenas uma  parcela da referida atuação. Como se mencionou acima, fazer política pode ser muito mais abrangente do que isso, cabendo ao Maçom decidir sobre sua participação na sociedade, principalmente com o uso das ferramentas de sua profissão e de seus conhecimentos específicos.&lt;br /&gt;Viver em sociedade é participar dela, atuando politicamente no seu desenvolvimento. Aquele que se omite, na verdade, está, de forma leviana, querendo se isentar dos deveres de cidadão. Especialmente o Maçom, como microcosmo, possui em si mesmo a capacidade de ajudar a criar e desenvolver um mundo melhor para todos, um mundo de justiça e equilíbrio, de entrosamento e ajustamento de contrastes e contradições, um mundo destacado pelo amor e pela fraternidade humana.&lt;br /&gt;Destarte, torna-se evidente e necessária a intervenção do Maçom na sociedade, através da atuação política, já que esta tem por função defender e harmonizar o convívio social. “A proposta maçônica de melhorar a condição humana  através do trabalho eticamente reconhecido, é uma condição política, sem dúvida.” (citação do Irmão Frederico Guilherme Costa). E poderia acrescentar-se a essa assertiva que cabe ao Irmão Maçom levar essa proposta para a sua comunidade, para a sua cidade, para o seu País, e, porque não, para o mundo.  Obviamente, em perfeita sintonia com o raciocínio de o candidato entrar na Maçonaria; a Maçonaria entrar no iniciado e, por conseguinte, ele levar a Maçonaria, não como Instituição, mas como um conjunto de princípios a ela inerentes, para o mundo político.&lt;br /&gt;Portanto, o verdadeiro Maçom, mesmo que não aspire a cargos eletivos, e realmente não pode apenas almejar a tanto, deve cumprir com o seu papel na sociedade, atuando politicamente, mediante ações sociais com a intenção de promover o bem-estar a todos, melhorando a qualidade de vida das pessoas em condições sociais desfavorecidas. Assim, participação nos mais variados quadros da Administração Pública, bem como intervenções em outras frentes paraestatais, tais como associações comunitárias, clubes de serviços, entidades filantrópicas diversas, ONGs, e outros, também são uma forma de atuação política, com o objetivo de trazer bem estar às pessoas que receberão este tipo de ajuda.&lt;br /&gt;Desenvolvendo um pouco mais sobre a participação do Maçom na vida pública nacional, a ocupação de cargos no Poder Público, tal como no Poder Judiciário, proporcionarão ao Maçom, desejoso de Justiça, e efetivo defensor da liberdade, a oportunidade de distribuir a justiça com coerência e promover a igualdade entre partes diferentes, já que esse é o norte dos que atuam nos ramos diversos do Direito, o que não deixa de ser, de alguma forma, uma atuação política e uma importância para o cenário político de nosso país.&lt;br /&gt;Além disso, muitos outros quadros da Nação que não possuem tão grande visibilidade, requerem e precisam de bons ocupantes. O Maçom, com habilidades e conhecimentos nas mais diversas áreas, deve-se sentir compelido a ingressar em tais atividades. São inúmeras as instituições e órgãos executivos de apoio ao país, tais como, instituições financeiras de fomento regionais, órgãos ambientais, empresas estatais, entre outras.&lt;br /&gt;Como se observa, são diversas as possibilidades de atuação política para quais o Maçom pode contribuir, sendo que o esperado e o ideal seria manter os iniciados em diversas frentes, atuando conforme os princípios maçônicos, contribuindo de maneira contundente para o aprimoramento de toda a sociedade, atitude essencial para atingir-se o objetivo de a Maçonaria voltar a ter destaque na cena política do país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;V - PERSPECTIVAS SOBRE O FUTURO –&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;      UM CAPÍTULO À PARTE SOBRE O MAÇOM DAS LOJAS UNIVERSITÁRIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;       NA POLÍTICA -&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Com o surgimento dos partidos políticos, isso em meados do século XIX, a Maçonaria deixou de ser, em grande parte, aquele canal através do qual as reivindicações sociais se materializavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso não impede que um Maçom, se desejar, através de um partido político, se habilite a um cargo na vida política, sendo que essa atitude tem até mesmo o apoio da Constituição do Grande Oriente do Brasil que, em seu artigo 33, inciso XIV, estabelece como um dos direitos do Maçom, a possibilidade dele  “solicitar apoio dos Irmãos quando candidato eletivo no mundo profano.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não se permita, sob qualquer hipótese, até por impedimento legal, o patrocínio de candidatos pela Ordem, e pela Loja, é claro, nada impede que o candidato, na qualidade de Maçom, solicite apoio aos Irmãos da Loja, mas sempre na qualidade de candidato profano em pleno gozo de seus direitos civis e políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perspectiva é que Maçons, através dos mecanismos próprios, que não a Maçonaria, lancem-se como candidatos nas diversas esferas da vida pública, mas carregando nessa empreitada, para aplicar firmemente na carreira ou cargo abraçados, os princípios da Maçonaria. Que eles tenham a clara e convicta responsabilidade acerca desses princípios e que os apliquem com a mais sincera dignidade em prol do desenvolvimento das pessoas para as quais seus trabalhos serão dirigidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui cabe um capítulo à parte para as Fraternidades Acadêmicas, cujo surgimento propiciou à Maçonaria tradicional dar um grande e fundamental passo para a sua existência futura. A iniciação de jovens em idade acadêmica, como nos áureos tempos onde jovens recém formados eram iniciados (Rui Barbosa e outros), é de extrema importância para a Ordem em geral, e mais ainda para a sociedade.&lt;br /&gt;    Hoje a Maçonaria participa da formação de centenas de jovens iniciados nas Lojas Fraternidades Acadêmicas. O que se espera desses jovens no futuro próximo? Se, como visto, a Maçonaria já foi berço de grandes homens, a grande maioria em tenra idade, que ajudaram a escrever a história do País, dela tomando parte através de grandes feitos, poderiam as Fraternidades Acadêmicas contribuir para a Ordem voltar a ocupar posição de destaque no cenário político?&lt;br /&gt;Nas palavras do saudoso Irmão Rubens Barbosa de Mattos, “longe de criar “maçons modelos” para substituir velhos cansados, já que, definitivamente, não foi esse o intuito da criação dessas Fraternidades, o que se pretende com as Acadêmicas é a criação de um vínculo entre jovens que, espera-se, estarão em breve dirigindo o Brasil  e com mais tempo de Maçonaria para se dedicarem ao progresso da humanidade.”  (in FRATERNIDADE ACADÊMICA – DO SONHO À REALIDADE, trabalho do Irmão Rubens Barbosa de Mattos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na verdade, ressentia-se a falta de jovens educados com a moral maçônica, formados pela Maçonaria e com capacidade de participar ativamente do cotidiano político da Pátria. O jovem iniciado na Lojas Acadêmicas, certamente crescerá norteado pelos princípios e pela filosofia maçônica, aliados com um atualizado aprendizado universitário, fazendo com que o seu desenvolvimento venha a florescer com a ajuda providencial da Maçonaria, acarretando, por certo, a participação de muitos desses jovens na vida política. A Ordem verá, dessa maneira, um integrante de seus quadros aplicando seus princípios, enquanto a sociedade será agraciada com um representante de extremo valor, com o senso de dever aguçado pela filosofia maçônica que cresce em seu interior. E, como conseqüência, formar-se-á o maçom-político de integridade moral e caráter que o tornarão exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita-se, fielmente, que o advento das Lojas Acadêmicas foi um passo importantíssimo para a consecução dessas perspectivas para o futuro, isto é, de materialização da participação do Maçom na Política, mas sempre com a responsabilidade da aplicação dos ensinamentos maçônicos na arte do exercício político.&lt;br /&gt;    No entanto, esse não é um objetivo que será alcançado a curto prazo, já que as Lojas acadêmicas não possuem muito tempo de existência, embora já com 26 (vinte e seis) Lojas constituídas (dados do GOSP, março de 2004), o que torna as Lojas Acadêmicas uma realidade que aos poucos tem mostrado seu valor, através da qualidade de seus membros.&lt;br /&gt;    Não é ambição alguma, dentro de um prazo médio, existirem Maçons iniciados nas Lojas Acadêmicas atuando em posições de destaque na vida pública, inclusive nos cargos eletivos.&lt;br /&gt;    Cabe aos iniciados nas Lojas Acadêmicas, que tiveram e terão a oportunidade de ingressar tão jovens na Ordem Maçônica, a responsabilidade de tornarem esse sonho uma realidade, atuando na política de forma consistente e promissora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Lojas Acadêmicas, na visão de futuro do irmão Rubens Barbosa de Mattos, e de outros que também colaboraram para esse projeto, serão em breve referência de formação de homens de excelência, berço de líderes e além de cumprir o objetivo de tornar a maçonaria atrativa aos jovens, que no entender do referido irmão Rubens era o principal objetivo, já que o jovem não encontrava ambiente apropriado aos seus anseios nas lojas tradicionais, serão também um importante vetor de destaque à Augusta Ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;VI – CONCLUSÃO –&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre importante registrar que a Maçonaria não é uma agremiação política e que ela não deve patrocinar candidatos. Que uma Loja Acadêmica não é um grêmio estudantil e muito menos uma célula de um partido político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Maçom que deve, pelos canais legais próprios, que não uma Loja, lançar-se e atuar na Política, e não a Maçonaria como Instituição.  A importância da Maçonaria, na participação política ativa de seus membros, está na transmissão de seus valores para o iniciado que deles deverá saber fazer uso, enquanto no exercício de um cargo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ao Maçom, zeloso que é pelos rumos do país, discutir e analisar as questões que assolam a Pátria, e preferencialmente, propor melhorias. Deve-se garantir que tais confrontos de idéias sejam sempre realizados pelos Irmãos e, sem dúvida,  tal participação ganha especial vulto nas Lojas Acadêmicas.&lt;br /&gt;O estudo dos rituais, da simbologia, é essencial, já que, através deles, o Maçom recebe e entende os nobres valores que a Maçonaria busca perpetuar. Contudo, não deve ser apenas este o objetivo de uma Loja, muito menos de uma Acadêmica. Nos momentos adequados, tais como no importantíssimo Copo d’água e mesmo em outros que não coincidam com dias da Loja Regular, é apreciável a discussão saudável sobre temas políticos. O exercício da política não pode prescindir do confronto de idéias, bem como não pode ser visto com algo estático. A Política está sempre em movimento, em evolução.&lt;br /&gt;Dentro desta concepção de fazer política, para que as visões se propaguem, é interessante que o Maçom, quando sentir que elas estejam amadurecidas, as exponha. Para tanto, mister se faz que o Maçom as reproduza, principalmente através de textos, jornais, o que estimulará cada vez mais o confronto de idéias, bem como seu alcance e eventualmente o contato entre os Irmãos dos mais variados locais.  Obviamente que o faça, sempre como um cidadão, imbuído de espírito maçônico, mas sem expor a Maçonaria, enquanto instituição.&lt;br /&gt;         Tal disposição em sempre discutir a política ensejará a formação de novos lideres e esse papel é esperado das Lojas Acadêmicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Enfim, lembrando mais uma vez o Irmão Rubens Barbosa de Mattos, não se trata de fazer uma revolução na Maçonaria. Quer-se apenas resgatar esse lado, mesmo que parcialmente, de participação ativa de membros da Ordem nos rumos do País. Para tanto, têm as Acadêmicas papel primordial, justamente por propiciar desde cedo uma formação aos jovens imbuída dos valores maçônicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ritual do Primeiro Grau – Aprendiz – GOB;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;GOMES M. A Maçonaria na História do Brasil, Editora Aurora, Rio de Janeiro – RJ , 1975;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;CASTELLANI, José. Os Maçons Que Fizeram a História do Brasil, A Gazeta Maçônica, São Paulo – SP;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;BANDECCHI, Brasil. A Bucha, A Maçonaria e o Espírito Liberal, Livraria Teixeira, São Paulo – SP, 1978;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Constituição do GOB;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;COSTA, Frederico Guilherme. A Maçonaria na Universidade, São Paulo – SP;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;MATTOS, Rubens Barbosa de. Fraternidades Acadêmicas: Sonho à Realidade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;FERREIRA, Tito Lívio. A Maçonaria na Independência do Brasil, Volumes I e II, Segunda Edição, Editora Biblos, São Paulo – SP, 1992;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;ASLAN, Nicola, Bibliografia de Grandes Maçons, Editora MAÇÔNICA, Rio de Janeiro– RJ, 1973;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;COSTA,Frederico Guilherme – Maçons e Maçonaria – Uma análise – Ed. A Trolha.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-4734905595628911949?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/4734905595628911949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=4734905595628911949' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/4734905595628911949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/4734905595628911949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/o-maom-na-poltica.html' title='O MAÇOM NA POLÍTICA'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-386677799333317834</id><published>2007-07-22T03:44:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:45:41.787-07:00</updated><title type='text'>O AVENTAL</title><content type='html'>À   G:.D:.G:.A:.D:.U:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRANDE ORIENTE DE SÃO PAULO - GOSP&lt;br /&gt;Federado ao Grande Oriente do Brasil - GOB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho do Gr:. de Aprendiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O AVENTAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a cerimônia de iniciação, o Venerável Mestre entrega o Avental ao Mestre de Cerimônias, para com ele revestir o neófito. O agora Maçom, só poderá entrar no Templo de sua Loja, ou de qualquer outra, vestindo o Avental. Tal insígnia maçônica, nas palavras do Irmão Assis Carvalho, “é o principal Símbolo que compõe a Indumentária Maçônica.” O Avental, para o citado autor, possui uma característica especial que o diferencia de outras insígnias: está presente desde os remotos tempos Operativos. O famoso escritor francês Jules Boucher define o Avental como: “essencial adorno do Maçom”. Por mais celeuma que possa ocasionar essa palavra “adorno”, pois o sentido de adornar é enfeitar, decorar, e, obviamente, não é esse o principal sentido simbólico dessa indumetária, tomaremos essa definição como ponto de partida para um estudo mais aprofundado do Avental e sua função para os Maçons, tendo em vista as opiniões conflitantes muito comuns, em se tratando deste objeto de estudo. Para compreendermos melhor sua função e o porquê de suas diferentes formas, utilizaremo-nos de uma análise histórica do Avental. Contudo, ressalte-se, concentraremos nossos esforços em uma análise histórica e funcional, tendo em vista o Grau de Aprendiz, já que sabidamente, muitos dos símbolos que são ostentados em Aventais de Graus mais elevados ainda fogem e devem mesmo fugir de nossa compreensão de Aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes propriamente dessa linha evolutiva, gostaríamos de estabelecer uma conexão com as palavras do Irmão francês apresentadas anteriormente. Para tanto, lembremo-nos de uma passagem inicial muito significativa e ainda muito viva nas mentes dos Aprendizes: ao entregar o avental, o Venerável Mestre diz ao neófito: “- Ele (o Avental) vos lembrará que um Maçom deve ter sempre uma vida ativa e laboriosa.” Além dessa forte simbologia relacionada com o trabalho, quase unânime entre os grandes Mestres e escritores Maçons, o Avental é objeto de várias interpretações, tendo em vista especialmente sua configuração e apresentação. O Avental do Aprendiz, com a Abeta levantada formando um triângulo sobre um retângulo, significa para alguns o quaternário sendo sobreposto pelo ternário. Outros ainda interpretam o triângulo sobreposto como a alma flutuando sobre o corpo. No 1º Grau (Aprendiz), a alma estaria acima do corpo, ainda desligada, e a partir do 2º Grau (Companheiro Maçom), a alma já estaria dentro do corpo, fazendo desse seu instrumento e domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente para entendermos um pouco melhor a função e o simbolismo que o Avental carrega em si e ao cobrir o corpo físico do Maçom, mister se faz uma análise histórica do Avental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns escritores, a origem do Avental está ligada a tempos muito remotos, como o Paraíso Terrestre. Alguns irmãos vêem Adão como o inventor do Avental, representado na folha de parreira, a qual cobria seus órgãos genitais. Quanto a esta origem, as objeções são muito grandes, tendo em vista que a base cientifica ou mesmo filosófica para tal tipo de análise se mostrar praticamente inexistente. Se é verdade que a Maçonaria não se pretende ser apenas um sociedade cientifica e filosófica, é fato que toma como base dados científicos para justificar muita de suas concepções. Ao fazer uma análise de tal porte, deveria-se esperar uma explanação um pouco mais exaustiva, tendo em vista a originalidade da idéia. Contudo, pelas bases às quais tivemos acesso, tal assertiva se mostra não muito consistente.   O Irmão Assis Carvalho, inclusive, demonstra uma certa ironia ao comentar tal fato, classificando como “uma fantasia, um afã criativo” enfim, conotando que a origem do Avental não está, em hipótese alguma, ligada à figura religiosa de Adão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros também vêem uma origem mais que milenar para o surgimento do Avental, tendo como base os Mistérios Egípcios, Persas, Indus, entre outros. Nesse ponto, descreveremos uma das possíveis formas de tal Avental egípcio: era triangular, com a cúspide para cima e com vários adornos diversos dos hoje existentes. Alem disso, a faixa ao redor do corpo que o sustentava não tinha apenas este propósito, mas estava intensamente magnetizada com o corpo. Há também, acerca deste possível Avental, descrições mais pormenorizadas sobre o Avental dos Mestres, o que, como já se afirmou, não se mostra pertinente com a proposta deste trabalho. Contudo, vale ressaltar que se faziam presentes as rosetas e uma cor azul pálida, simbolizando a inocência branca sendo substituída pelo conhecimento, o céu azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, as objeções a esta possível origem da insígnia sob análise neste singelo trabalho são muitas. Um dos mais respeitados autores Maçons, o Irmão José Castellani, é absolutamente claro em classificar tal proposição como fantasia. Um dos pontos mais significativos de sua critica se refere ao cingidor, sobre o qual o Irmão afirma: “Quanto ao simbolismo do cingidor, ou seja, dos cordéis que prendem o Avental à cintura, não há comentários a fazer, pois se trata de elucubração de ocultistas...” Tais objetos egípcios são vistos, por este mesmo autor, como uma proteção para as vestimentas da antiga aristocracia, ou no máximo, um protetor genital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra corrente associa o surgimento do Avental às Guildas e corporações Medievais. Tais associações, que deram origem à Maçonaria Operária, tinham por hábito distribuir entre seus Membros, aventais para o exercício do ofício ao qual estavam ligados. Esses aventais, portanto, apresentavam entre si leves diferenças com base nos diferentes trabalhos e conhecimento acerca do ofício em questão, tais como Sapateiro, Ferreiro Açougueiro, entre outros. O Avental dos antigos operários da Maçonaria Operativa estava ligado à idéia de trabalho, era um instrumento do próprio. O Avental era feito predominantemente de couro de carneiro, um couro espesso, com vistas a proteger os obreiros de labutas muitas vezes perigosas para o corpo humano. Enfim, o Avental era uma proteção para o corpo dos maçons primitivos, cobrindo, em linhas gerais, desde o pescoço até o abdômen, sendo que o do aprendiz cobria uma parte maior do corpo do que o avental do Companheiro e do Mestre, pois como o aprendiz não possuia ainda a habilidade necessária com as ferramentas, além de iniciar o trabalho na Pedra Bruta, estava sujeito a fazer um uso maior do avental do que os mestres. Uso maior não em  tempo, e sim, stricto sensu, de aproveitar o avental conforme sua destinação de proteger o corpo e a roupa de quem o usa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a transição da Maçonaria Primitiva para a Maçonaria Especulativa, processo histórico que, tal como qualquer outro, quiçá mais ainda, não ocorreu de forma instantânea, a figura e a função do Avental foram paulatinamente se alterando. Ressaltamos mais uma vez que, por um considerável tempo, tanto a Especulativa quanto a Operativa conviveram, especialmente pelos relatos que se tem da Inglaterra no século XVIII.&lt;br /&gt;Como exteriorização dessa relativa dicotomia entre Especulativa e Operativa, temos na Inglaterra a existência de duas grandes potências justamente nesse século de transição. Note-se que não se trata de uma correspondência absoluta entre ambas as dicotomias, embora ambas guardem uma não desprezível ligação. De um lado havia as Grandes Lojas dos Antigos, formadas principalmente por Maçons mais tradicionais, mais “conservadores”, nas quais não ocorreram grandes mudanças em relação ao Avental, predominando, exceto pelo couro de ovelha que passou a ser o material mais utilizado, uma relativa padronização e simplicidade nos Aventais de todos os Graus, tendo em vista que os próprios eram adquiridos, em sua maioria, pelas próprias Lojas e concedidos aos Irmãos. Do outro, as Grandes Lojas dos Modernos, de natureza teoricamente mais democrática, mais aberta, as mudanças mais significativas ocorreram em relação ao Avental. A concepção do simbolismo do Avental decorre justamente do entendimento que a Maçonaria Especulativa passou a conceder ao Avental. O Avental passou a ser visto como um emblema da dignidade, da honra, do trabalho material ou intelectual, trabalho esse que era desprezado. Naturalmente, numa sociedade marcada anteriormente pelos senhores da terra, apenas a propriedade era vista como algo dignificante. A Maçonaria Especulativa alçou o Avental como símbolo do trabalho, da labuta, ao qual o Maçom está ligado ao adentrar na Ordem, dignificando o próprio, o trabalho, perante os olhos da sociedade. Esse é o grande significado do Avental, enquanto instrumento fundamental do Maçom. Esta é a grande razão simbólica pela qual um Aprendiz Maçom não deve adentrar em uma Loja sem estar coberto por essa indumentária. Tal insígnia não nos deixa esquecermos que a labuta é uma constante na vida do Maçom, seja em Loja ou fora dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ao mesmo tempo em que as Grandes Lojas Antigas alçaram o Avental como símbolo, e, conseqüentemente, modificaram sua forma, passando a utilizar tecidos mais leves tal como o cetim, o brim e o linho, a vaidade, algumas vezes exagerada de alguns Irmãos, provocaram uma verdadeira revolução no Avental. Verdadeiras obras de arte, pinturas, foram realizadas nos Aventais das Grandes Lojas dos Modernos. Novos símbolos, tal como roseiras, fitas, bordados, foram introduzidos nos Aventais, especialmente dos Graus de Mestre. Enquanto nas Grandes Lojas Antigas predominavam a simplicidade destes instrumentos Maçônicos tão preciosos, principalmente no Grau de Aprendiz, sendo o branco predominante, até pelo material utilizado, o couro de ovelha, nas Grandes Lojas Modernas houve uma radical transformação exteriorizada nas pinturas das Abetas, na criação de laços, pinturas de novos símbolos, entre outros. Quanto maior o Grau, maiores as “sofisticações” encontradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a esta sofisticação dos Aventais, e esta nova função de certa forma “decorativa”,   dois comentários se mostram muito pertinentes. O primeiro, tendo como base assertivas de Assis Carvalho, tendo como objeto o Cavaleiro Miguel André de Ramsay, codificador do Rito Escocês. Buscando negar a origem Operativa da Maçonaria, e afirmar uma origem Nobre, como sucessores dos Templários, de Jacques De Moley, o Irmão Ramsay  impulsionou a criação de Graus e nomes pomposos na Maçonaria e, conseqüentemente, os mais belos e ricos Aventais foram sendo também criados. Além disso, cabe agora relembrarmos a definição introduzida no começo de nosso trabalho, atribuída a Jules Boucher: “o Avental constitui-se no essencial adorno do Maçom.” Raimundo Rodrigues explica que a palavra adorno tem o sentido de enfeite, decoração. Conclui ele na imprecisão de sintaxe no uso de tal palavra, já que a função fundamental ou essencial do Avental seria simbolizar o trabalho ao qual os Maçons devem se entregar. Contudo, fazendo uma outra análise, podemos compreender a utilização de tal vocábulo, visto que, para muitos Irmãos, a utilização do Avental ficou muito ligada à idéia de enfeitar-se para quando da participação em Loja. Aliás, conforme relata Assis de Carvalho, eram comuns os Maçons das Grandes Lojas Modernas saírem das sessões e caminharem por Londres devidamente trajados, felizes na utilização de seus Aventais, enquanto os Maçons das Grandes Lojas Antigas, por estarem acostumados a utilizar o Avental quando em oficio, visto que muitos ainda eram Operários, utilizarem apenas os simples Aventais quando em Loja ou justamente no local de labuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1813, com a unificação das duas grandes Potências Inglesas, houve também a edição de um normativo regulamentando e padronizando os Aventais, de forma a coibir os inúmeros abusos. Logicamente, alguns símbolos introduzidos ao longo do tempo foram consolidados, mas os exageros cessaram, e, até hoje, pelo que afirma Assis Carvalho, não houve grandes mudanças nos Aventais Ingleses, caracterizados pelo rito York.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar também o Congresso Mundial dos Supremos Conselhos em Lausane, datado de 1875. Nesse encontro, decidiu-se também por uma padronização dos Aventais utilizados pelos seguidores do Rito Escocês Antigo e Aceito. Nesse ponto, o autor Assis de Carvalho faz uma critica expressa aos seguidores de tal rito no Brasil, tendo em vista as seguidas mudanças do Avental aqui ocorridas nas últimas décadas, levando em conta que o R:.E:.A:.A:.  não assistiu a grandes mudanças em outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como último ponto a se destacar do Avental Maçônico, gostaríamos de nos focar na Abeta. Muitos estudiosos Maçons procuram dar significados à sua posição em relação ao Avental. Outros, entretanto, apooiando-se na experiência histórica e mesmo em fotografias antigas, têm demosntrado que a Abeta não tem um sentido simbólico, pelo menos em sua origem. Antony Sayer, primeiro Grão Mestre da Loja da Inglaterra (1717), está caracterizado em fotos com uma Abeta levantada. Ressalte-se que ele era Mestre e que sua Abeta estava levantada. A utilização da Abeta para baixo ou para cima está, segundo esses autores, mais ligada, originalmente, à praticidade do que a qualquer simbolismo. A Abeta era utilizada pelos Irmãos Operativos para prender o Avental à camisa, tendo propositalmente um espaço próprio para este botão. Alguns irmãos baixavam a Abeta como forma de esconder imprecisões, desgastes da alguns Aventais. Alem disso, a forma triangular ou oval não apresentava também qualquer significado. Atualmente, se admite a diferença no posicionamento para se caracterizar o Grau, o que pode ser considerado muito válido. Contudo, originalmente, pela análise histórica da Abeta, há autores que defendem a inexistência de um simbolismo próprio. Além disso, como já se afirmou anteriormente, as correias que prendiam as Abetas ao corpo dos Maçons Operativos, tanto no pescoço como na cintura, nada tinham de especial. Eram apenas correias, sem nenhum magnetismo ou coisa do tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando, o Avental simboliza, em uma primeira impressão, ainda no cerimonial de Iniciação, trabalho, labor, labuta. O que podemos aprender com significado de trabalho do Avental? Que todo Maçom deve dedicar- se ao trabalho diariamente, e, quando ele está em Loja, ou, mais propriamente ao tema, quando ele está na Oficina,  o trabalho é simbolizado pelo uso do Avental.&lt;br /&gt;Mesmo havendo posicionamentos diferentes com relação ao simbolismo do avental ou ao seu uso prático, não há como deixar de mencionar-se a interpretação mais aceita e oportuna com relação a essa indumentária. Ao desbastar a Pedra Bruta com o maço e o cinzel, o avental protege o Aprendiz contra a poeira e os estilhaçoes provenientes de seu ofício. Cumpre o papel que sempre cumpriu, a saber, o de servir como uma peça extra de proteção no manuseio, por exemplo, da pedra e até mesmo como um meio de transporte de pedras (e outros materiais) de um lugar para outro. O avental, dessa forma, está protegendo o Irmão das consequências do seu trabalho de aprimoramento constante e da eliminação de seus defeitos. Graças à proteção do avental, a roupa do Irmão, como se fosse sua reputação, está a salvo da sujeira representada pela poeira e os resquícios dos defeitos inerentes a todos nós, seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumpre, sobretudo, o Avental, o seu papel de um dos mais importantes Símbolos da Maçonaria e de elo entre aqueles que o portam, como Irmãos Maçons, unidos, através dessa indumetária, pela fraternal amizade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritual do R:.E:.A:.A:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, Assis. O Avental Maçônico e outros Estudos, 2a ed., Londrina: Ed. Maçonica “A Trolha”, 1997;&lt;br /&gt;CARVALHO, Assis. Ritos &amp; Rituais, 1a ed., Londrina: Ed. Maçonica “A Trolha”, 2001;&lt;br /&gt;CASTELHANI, José. Manias e Crendices em Nome da Maçonaria, 1a ed., Londrina: Ed. Maçonica “A Trolha”, 2002;&lt;br /&gt;RODRIGUES, Raimundo. Visão Filosófica da Arte Real, 1a ed., Londrina: Ed. Maçonica “A Trolha”, 2002;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-386677799333317834?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/386677799333317834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=386677799333317834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/386677799333317834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/386677799333317834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/o-avental.html' title='O AVENTAL'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-6796561519375000594</id><published>2007-07-22T03:43:00.002-07:00</published><updated>2007-07-22T03:44:47.838-07:00</updated><title type='text'>A CORDA DE OITENTA E UM NÓS</title><content type='html'>“A corda de oitenta e um nós”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À Glória do Grande Arquiteto do Universo&lt;br /&gt;A CORDA DE OITENTA E UM NÓS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciaremos nossa pesquisa neste dia, exortando que a Maçonaria é uma Instituição filosófica, filantrópica dotada de um esoterismo místico e uma natural simbologia que nos conduzem a uma reflexão profunda através de simples utensílios profanos. Dessa feita atribuir um significado próprio aos símbolos é de sublime importância para os aprendizes, pois é neles que nos apoiamos e com eles que trabalhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade em geral aprendeu e evoluiu consoante a utilização de símbolos, hoje são utilizados certamente em todas as áreas do conhecimento, e até mesmo na dicção de uma simples palavra, que por uma convenção arbitrária atribuímos às letras, palavras e idiomas sons distintos; sujeitos a uma determinada interpretação. Na vida maçônica esta regra ocupa um lugar de destaque, senão vejamos, assim que adentramos ao Templo nossos olhos são guiados espontaneamente a todos os símbolos presentes e dispostos harmoniosamente, assim, de modo a obter um profícuo esclarecimento, buscamos o início, o significado da própria palavra símbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurélio Buarque de Holanda Ferreira – “Símbolo.  [Do gr. Symbolon, pelo lat. Symbolu] S. m 1. Aquilo que por um princípio de analogia representa ou substitui outra coisa; 2 Aquilo que por sua forma e natureza evoca, representa e substitui, num determinado contexto, algo abstrato ou ausente; 3 Aquilo que tem valor evocativo, mágico ou místico; 4 Objeto material que, por convenção arbitrária, representa ou designa uma realidade complexa...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim a “corda de oitenta e um nós” é um símbolo presente nos Templos maçônicos, e é encontrada no alto das paredes, junto ao teto e acima das colunas Zodiacais, conforme estatuído no R\E\A\A\. A corda será preferencialmente de sisal, sua disposição inicia-se com a colocação e a observação do “nó” central dessa corda que deve estar acima do Trono de Salomão (cadeira do V\M\) e acima do dossel, se ele for baixo; ou abaixo dele e acima do Delta, se o dossel for alto, sua significação representa o número UM, unidade, indivisibilidade, sagrando-se por representar ainda o Criador, princípio e fundamento do Universo. Dessa forma a corda conta ainda com quarenta “nós”, eqüidistantes,  de cada lado que se estendem pelo Norte e pelo Sul; os extremos da corda terminam, em ambos os lados da porta ocidental de entrada, em duas borlas, representando a Justiça (ou Eqüidade) e a Prudência (ou Moderação), muito embora existam Templos na França que apresentam cordas com doze “nós” representando os signos do Zodíaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora alguns exegetas afirmem que a abertura da corda, em torno da porta de entrada do templo, com a formação das borlas, simboliza o fato de estar, a Maçonaria, sempre aberta para acolher novos membros, novos candidatos que desejem receber a Luz Maçônica, porém a interpretação, segundo a maioria dos pesquisadores, é que essa abertura significa que a Ordem Maçônica é dinâmica e progressista, estando, portanto, sempre aberta às novas idéias, que possam contribuir para a evolução do Homem e para o progresso racional da humanidade, já que não pode ser Maçom aquele que rejeita as idéias novas, em benefício de um conservadorismo rançoso, muitas vezes dogmático e, por isso mesmo, altamente deletério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca do significado esperado, remontemos no tempo... na Grécia antiga os cabelos longos das mulheres eram usados para  fazerem as cordas necessárias para a utilização na defesa das cidades. Já os agrimensores egípcios usavam a cordas com “nós” para declinarem os terrenos a serem edificados, sendo que os “nós” demarcavam os pontos específicos das construções, onde deveriam ser necessárias aplicações de travas, colunas, encaixes, representando, portanto, os pontos de sustentação. Também fora utilizada, na Idade Média, como instrumento para medir e demonstrar dimensões e proporções da cúpula que se desejava construir através da sombra sabiamente provocada por uma luz. Incontestavelmente ela é um elemento que pode ser composto pelos mais diferentes materiais e que tem a finalidade de prender, separar, demarcar ou em nosso caso “unir”. Sua origem mais remota parece estar nos antigos canteiros trabalhadores em cantaria, ou seja, no esquadrejamento da pedra informe medieval, que cercava o seu local de trabalho com estacas, às quais eram presos anéis de ferro, que, por sua vez, ligavam-se, uns aos outros, através de elos, havendo uma abertura apenas na entrada do local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das possíveis origens da “corda de 81 nós”, ocorre quando em 23 de agosto de 1773, por ocasião da palavra semestral em cadeia da união na casa "Folie-Titon" em Paris, tomava posse Louis Phillipe de Orleans, como Grão-Mestre da Ordem Maçônica, na França, onde estavam presentes 81 irmãos em união fraterna, e a decoração da abóbada celeste apresentava 81 estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo encontramos ainda, na Sociedade dos Construtores (Maçonaria Operativa), que foi o embrião na Maçonaria como conhecemos hoje, a herança da “corda” que era desenhada no chão com giz ou carvão, fazendo parte alegoricamente parte de um Painel representativo dos instrumentos utilizados pelos Pedreiros Livres. Agora nas reuniões maçônicas, seguindo o ritual, é pedido ao Irmão Guarda do Templo que verifique se o Templo está "coberto" em sua parte externa, das indiscrições profanas, somente iniciando os trabalhos após sua confirmação. Seguindo a isto a protetora Corda Maçônica saiu do chão e elevou-se aos tetos dos Templos, significando a elevação espiritual dos Irmãos, que deixaram de trabalhar no chão com o cimento e passaram a trabalhar no plano superior com o cimento místico que é a argamassa da Espiritualidade. Esta corda é que oferece-nos proteção através da irradiação de energias pela "Emanação Fluídica" que abriga e sustenta a "Egrégora" (corpo místico) formada durante os trabalhos em Templo através da concentração mental dos Irmãos, evitando que ondas de energia negativa desçam sobre os presentes na reunião. As borlas separadas na entrada do Templo funcionam como captores da energia pesada dos Irmãos que entram, devolvendo-lhes esta energia sob forma leve e sutil quando de sua saída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura dos “nós” (melhor denominados “laços”)  representa o símbolo do infinito –¥– e a da perpetuação da espécie, simbolizando na penetração macho/fêmea, determinando que a obra da renovação é duradoura e infinita. Este é um dos motivos pelos quais os laços são chamados "Laços de Amor", por demonstrar a dinâmica Universal do Amor na continuidade da vida. Os átomos detêm toda a sabedoria do Mundo, porque ele gera e cria novas propostas para a evolução humana. A Corda de 81 laços representa a laçada como um "8" deitado, lembrando ao Maçom que é preciso tomar muito cuidado para não puxá-la transformando-a em nó o que significaria a interrupção e o estrangulamento da fraternidade que deve existir entre os Irmãos. Os 81 laços são apresentados nos Templos Escoceses do Brasil e Paraguai, cuja Maçonaria foi originada da nossa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de analisada a natureza dos símbolos, a disposição simbólica da “corda de oitenta e um laços” no Templo, assim como sua origem nesta sublime Instituição passemos a uma retida análise consoante ao número 81, representado através dos laços eqüidistantes, senão vejamos: Esotericamente, a “corda de oitenta e um laços” simboliza a união fraternal e espiritual, que deve existir, entre todos os Maçons do mundo; representa, também, a comunhão de idéias e objetivos da Maçonaria, que evidentemente, devem ser os mesmos, em qualquer parte do planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para que um símbolo se torne de fato um símbolo são necessárias várias interpretações, justificativas e significados” já lecionavam carinhosamente os “velhinhos” da A\R\L\S\“Barão de Ramalho”, e é dessa maneira que a máxima se justifica, vez que mais uma vez encontramos várias teorias acerca do tema proposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, inicialmente abstrairemos o laço central que é a representação G\A\D\U\ entre seu passado e o seu futuro, representa o número um, a unidade indivisível, o símbolo de Deus, princípio e fundamento do Universo; o número um, desta maneira, é considerado um número sagrado. Destarte passemos às laterais com 40 laços, e lembramos que este número marca a realização de um ciclo que leva a mudanças radicais. A Quaresma dura 40 dias. Ainda hoje temos o hábito medicinal de colocar pessoas ou locais sob "quarentena" como se nela estivesse a purificação dos males antes existentes. Jesus levou 40 dias em jejum e tentações. Os Hebreus vagaram 40 anos no deserto. Quarenta foram os dias que durou o dilúvio (Gênese, 7-4). Quarenta dias passou Moisés no monte Horeb, no Sinai (Êxodo, 34-28). Os 40 laços representam os 40 dias que Jesus usou para preparar-se para a morte terrestre e os 40 dias que ficou entre nós após a ressurreição, preparando-se para a Eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ato contínuo analisemos as justificativas simbólicas no próprio número 81 que segue os princípios místicos da Cabala, senão vejamos: o número 81 é o quadrado de 9, que, por sua vez, é o quadrado de 3, número Perfeito, bastante estudado em Escolas Esotéricas e de alto valor místico, para todas as antigas civilizações; Três eram os filhos de Noé; Três os varões que apareceram a Abraão; Três os dias de jejum dos judeus desterrados; Três as negações de Pedro; Três as virtudes teolegais (Fé; Esperança e Amor). Além disso, as tríades divinas sempre existiram, em todas as religiões: Shamash, Sin e Ichtar, dos Sumérios - Osiris, Isis, Horus, dos Egípcios - Brahma, Vishnu e Siva, dos Hindus - Yang, Ying e Tao, do Taoismo - Pai; Filho e Espírito Santo, da Trindade Cristã. Também não poderíamos deixar de citar a tríplice argamassa das oficinas Liberdade, Igualdade e Fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, os comportamentos humanos tem valores numéricos, de acordo com as letras de seus nomes. As letras são divididas em três grupos de 9 letras, cada letra com 3 chaves, a saber: o valor numérico que lhe é próprio; o som que lhe é próprio; e a figura que a caracteriza. Como temos nove variações comportamentais segundo a Psicologia, teremos 81 variações de comportamento. Podemos, então dizer em estudo livre, que esta corda mostra também os 81 comportamentos que uma pessoa pode ter em uma existência, sendo então a representação do indivíduo e suas mudanças humorais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ritual do Grau 20 do Supremo Conselho do Grau 33 do Paraná encontramos uma explicação para os 81 laços; na página 35, ao perguntar-se o porquê dos 81 laços, responde-se que Hiram Abiff tinha 81 anos quando foi assassinado. Também encontramos no Artigo II da Constituição dos Princípios do Real Segredo para os Orientes de Paris e Berlim, edição de 1762; para se chegar ao Grau 25, naquela época, eram necessários 81 meses de atividades maçônicas. A Cosmogonia dos Druídas, resumidas nas Tríades dos Bardos antigos, eram em número de 81 (as Tríades) e os três círculos fundamentais de que trata esta doutrina, tem como valor numérico o 9, o 27 e o 81, todos múltiplos de 3. Ragon, em seu livro "A Maçonaria Hermética", no rodapé da página 37, diz em uma nota, que segundo o Escocês Trinitário, o 81 é o número misterioso de adoração dos anjos. Assim, segundo Oswaldo Ortega, da Loja Guartimozim de São Paulo, à luz do Esoterismo, ele cita que os 81 laços que estão no teto, portanto, próximos do céu, tem ligação com os 81 anjos que visitam diariamente a Terra, com mostram as Clavículas de Salomão, e se baseiam nos 72 pontos existenciais (os 72 nomes de Deus), da Cabala Hebraica modificada. A cada 20 minutos, um anjo desce à Terra e dá sua mensagem aos homens. São 72 visitas no curso do dia, se levarmos em conta que a cada hora teremos 3 anjos, em 24 horas, teremos 72 anjos. Agora, somando 72 anjos aos nove planetas que nos influenciam diariamente chegamos ao número 81. Sabemos que estes anjos podem nos ajudar se os chamarmos pelos nomes no espaço de tempo que nos visitam. E eles estão representados no teto do Templo, através dos 81 laços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontofinalizando encontramos ainda outra denominação à “corda”, ou seja, “Borda Dentada”, traduzida pela corda de nós (laços de amor) que rodeia o “Quadro de Aprendiz” (3 ou 7 laços), assim como o “Quadro de Companheiro” (5 ou 9 laços) terminada com uma borla em cada extremidade e que per si mereceria um estudo próprio. Não obstante ao explicitado, a lição primordial que nos resta é que a corda é a imagem da união fraterna que liga, por uma cadeia indissolúvel, todos os Maçons, simbolizando o segredo que deve rodear nossos augustos mistérios, assim como representa a Cadeia de União permanente pela busca da proclamada Fraternidade,  tão bem explicitada no Salmo 133.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os deuses não concedem nunca aos mortais qualquer bem autêntico, sem esforço e sem uma luta séria para obter.  – Sócrates&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTELLANI, José. “O Rito Escocês Antigo e Aceito - História, Doutrina e Prática”. 2. Ed. São Paulo: A Trolha, 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. “Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa”. 2. ed. 30. Impr. Rio de Janeiro: Ed. Nova Fronteira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-6796561519375000594?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/6796561519375000594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=6796561519375000594' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/6796561519375000594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/6796561519375000594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/corda-de-oitenta-e-um-ns.html' title='A CORDA DE OITENTA E UM NÓS'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-8264437729597244824</id><published>2007-07-22T03:43:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:43:34.571-07:00</updated><title type='text'>LEALDADE</title><content type='html'>VIRTUDES MAÇÔNICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LEALDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste terceiro trabalho, posso dizer que encontrei certa dificuldade em elabora-lo, pois falar sobre virtudes, para mim, não é tão simples assim, pelo fato de estarmos descrevendo princípios de vida, atitude e índole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscando diferentes definições sobre a palavra Lealdade, encontrei no dicionário Aurélio o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lealdade - Qualidade, ação ou procedimento de quem é leal”.&lt;br /&gt;“Leal - do latin legale, cuja raiz é lex, ou seja, lei. Sincero, franco e honesto. Fiel aos seus compromissos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contesto os adjetivos empregados acima, pois essas qualidades necessariamente não estão intrínsecas em uma pessoa leal. Tomando como exemplo a afirmação do escritor de que uma pessoa leal é honesta, creio que primeiro será necessário se perguntar o que é uma pessoa honesta, pois se considerarmos que um traficante de drogas é leal aos seus comparsas e hierarquia, podemos concluir que é uma pessoa honesta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, sendo menos radical nas minhas interpretações do dicionário profano, podemos dizer que o escritor tenha tido a intenção de dar uma conotação de ação para com alguém ou naquilo que se crê, porém não deixando isso claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação “fiel aos seus compromissos”, também não tem a minha integral concordância, pois a fidelidade, no meu ponto de vista, sempre será com alguém ou em que se acredita e que vai muito além de compromissos. Possui um significado muito diferente de comprometimento, que creio eu, talvez seja a palavra mais indicada para esta definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisando no Dicionário Maçônico é dito que:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A lealdade é um atributo maçônico virtuoso exigido pelo grupo. A tolerância decorre da lealdade. Será leal o observador dos preceitos maçônicos. Os juramentos maçônicos nada mais são que incentivos à lealdade, tanto para com os IIr\, como para consigo mesmo, para com o Criador, para com a Pátria, para com a família e com todos os seus semelhantes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A lealdade arrasta muitas outras virtudes. Desperta-as e as fortalece, como a sinceridade, a fidelidade, o amor, o carinho e a piedade, enfim, enfeixa um universo de bons propósitos e, o homem torna-se um ser útil à humanidade, a sociedade e a família”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na expectativa de interpretar o texto contido no Dicionário Maçônico, vejo que, nas reuniões e encontros que ocorrem em nossa Loja, se torna mais fácil à compreensão desta virtude, pois nela sempre acontecem fatos que não podem ser explicados e que trazem o ideal da fraternidade para mais perto dos acontecimentos da nossa conduta diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem pode ser bom, isto é, pode ser amoroso, caridoso, de bons costumes, etc, pertencendo a qualquer religião, entidade, associação ou na verdade a nenhuma. Um homem é leal, não pelo que está escrito ou que lhe ensinam, mas sim, naquilo que está em seu próprio ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A convivência e os ensinamentos irão auxiliar o homem a despertar as virtudes latentes que nele existem. No entanto, o homem pode também chegar a origem dessas virtudes por si próprio, se simplesmente atender as determinações internas de sua alma e mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então podemos dizer que a lealdade está dentro de todos nós e que, o convívio com os IIr\, somados a aquisição de conhecimentos maçônicos, faz com esta virtude seja despertada do centro do nosso ser, na sua mais pura essência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo sobre o entendimento que a Maçonaria possui sobre a virtude, temos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.......“A virtude não retrocede nem ante o sacrifício, nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando o texto acima e procurando sintetizar minhas interpretações, faço analogia a virtude, concluindo que: A lealdade decorre da crença em alguém e a algo que se tem como referencial de vida, doando-nos sem se medir esforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;Rizzardo da Camino - Dicionário Maçônico - Madras Editora&lt;br /&gt;Opúsculo - O que é a Maçonaria&lt;br /&gt;Revista 7º Milênio - Artigo os Ideais da Maçonaria - C. Jinarajadasa&lt;br /&gt;Dicionário Aurélio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-8264437729597244824?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/8264437729597244824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=8264437729597244824' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8264437729597244824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8264437729597244824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/lealdade.html' title='LEALDADE'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-7156748968701470603</id><published>2007-07-22T03:40:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:42:53.891-07:00</updated><title type='text'>Justo e Perfeito</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqM0kIWU-SI/AAAAAAAAABc/xqjwIyVg_yo/s1600-h/simbolosvarios.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqM0kIWU-SI/AAAAAAAAABc/xqjwIyVg_yo/s320/simbolosvarios.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089969799179860258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   “A ponte entre o humano e o divino: - o justo e perfeito.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           “...há um encontro entre o divino e o humano.  Assim como em A      &lt;br /&gt;           criação de Adão, os dedos dos homens tocam os dedos de Deus...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Durante a abertura ritualística da sessão em grau de aprendiz, o 1o. Diácono sobe os degraus do trono, pelo norte, com passos normais e coloca-se em frente ao Venerável Mestre, fazendo a saudação.  O Venerável Mestre dá-lhe , ao ouvido direito, a Palavra Sagrada, letra por letra. O 1o. Diácono dirige-se ao 1o. Vigilante, transmite-lhe a Palavra Sagrada da forma que recebeu e volta ao seu lugar.  O 1o. Vigilante a envia ao 2o. Vigilante, do mesmo modo, por intermédio do 2o. Diácono, que volta a seguir ao seu lugar. Então, o 2o. Vigilante, após um golpe de malhete, assegura:  tudo está justo e perfeito na Coluna do meio-dia, Irmão 1o. Vigilante, ao tempo em que este último, também acionando o malhete, registra: tudo está justo e perfeito em ambas as Colunas, Venerável Mestre.&lt;br /&gt;           Imagine-se que, neste passo da Sessão, o Venerável Mestre, após ouvir a assertiva de que tudo está justo e perfeito em ambas as colunas, indagasse ao Irmão 1o. Vigilante:  por que, meu Irmão ?  A partir dessa hipotética pergunta – por que justo e perfeito ? – passamos à elaboração deste trabalho, como se fosse uma resposta a tal indagação.&lt;br /&gt;           Segundo o Pod:. Irm:. José Castellani, em seu Dicionário de Termos Maçônicos, trata-se de “um termo originariamente usado, entre Maçons, para significar que tudo está em ordem e correndo bem, que não há problemas. Posteriormente, registra o Autor que tal prática se tornou usual, a expressão passou a ser utilizada para o reconhecimento entre Maçons: um diz, casualmente, durante uma conversa, ‘tudo justo’; se o interlocutor for Maçom, afirmará que está ‘tudo justo e perfeito’, podendo acrescentar, como muitos fazem, ‘em amb:. as ccol:.’.&lt;br /&gt;           E prossegue o Autor, em sua obra referida, afirmando “que a expressão tem origem nas associações de artesãos construtores, hoje englobadas sob o título de Maçonaria de Ofício, ou Maçonaria Operativa, para distingui-la da Maçonaria dos Aceitos, associação maçônica, sem laços profissionais de união”.&lt;br /&gt;           “Desde remotos tempos, os construtores sempre verificaram a exatidão das construções com o prumo, ou Perpendicular, e com o Nível, proclamando, ao constatar essa exatidão, que “tudo está justo e perfeito”. É por isso que, no Rito Escocês Antigo e Aceito, que tem a transmissão da Palavra Sagrada, com o Prumo (instrumento do 2o. Vigilante) e com o Nível (instrumento do 1o. Vigilante), declaram, ao Venerável Mestre, o chefe da construção, que tudo está justo e perfeito em ambas as colunas.”&lt;br /&gt;            Vê-se, pois, que a expressão ‘tudo está justo e perfeito’ veio de épocas pretéritas, originária da chamada Maçonaria de Ofício, possuindo à época a finalidade de atestar a exatidão da obra, após verificações empreendidas com o Prumo e o Nível, instrumentos de ambos os Vigilantes, respectivamente, em informação que era transmitida ao Venerável Mestre, Chefe da obra.&lt;br /&gt;           Transformando-se a Maçonaria, de Operativa em Especulativa, por não mais agregar apenas construtores de profissão, mas construtores no sentido simbólico, do templo moral e social da humanidade, segundo o atual conceito da Instituição, é intuitivo que a expressão teria deixado de possuir aquele significado, uma vez que não mais estamos construindo edifícios ou catedrais. O nível hoje é símbolo da igualdade e, juntamente com o prumo, formam uma esquadria.&lt;br /&gt;           Recorrendo-se à língua portuguesa, quase nada há de interessante, onde o vocábulo ‘justo’ significa ‘conforme à justiça, à equidade, à razão; ou ainda, imparcial, íntegro ou exato e preciso. De qualquer forma, ‘justo’ é um adjetivo e como tal pode ser usado, por exemplo, para se dizer ‘homem justo’, nunca se dirá, em português, tudo justo, como também não se diria ‘tudo virtuoso’. Já o ‘perfeito’ exprime um tempo de verbo, passado, e é também um adjetivo a indicar a reunião “de todas as qualidades concebíveis, ou a superação do mais alto grau numa escala de valores”. Igualmente soa estranho dizer-se “está tudo perfeito”, uma vez que também é adjetivo, servindo para modificar um substantivo,  como ‘objeto perfeito’, ‘jóia perfeita’, ‘obra de arte perfeita’, no sentido de que nestes não se observa nenhum defeito. Certo é, todavia, que a expressão “tudo justo e perfeito”, por estas razões, aparenta não estar correta segundo a língua portuguesa, faltando-lhe um ou dois substantivos como, v.g., ‘aquele homem justo construiu uma obra perfeita’.&lt;br /&gt;           Na linguagem jurídica, a expressão ‘justo’, que ‘é derivada do latim ‘justus’, entende-se o que é conforme o direito e a justiça. É o que é legítimo, próprio, adequado, eqüitativo.” Já o ‘perfeito’, ‘do latim perfectus , é empregado na terminologia jurídica, precisamente no sentido literal ou de origem: quer exprimir o que está concluído, segundo as regras legais, para que produza os efeitos desejados’, é utilizado na expressão ‘ato jurídico perfeito e acabado’.&lt;br /&gt;           Abandonando tais conceitos, poucos esclarecedores para os nossos objetivos maçônicos, surge-nos a perspectiva de partir para a análise do tema, por intermédio de conceitos filosóficos de ‘justiça’ e ‘perfeição’, em busca oblíqua das bases da nossa expressão ‘justo e perfeito’.&lt;br /&gt;           Nesta área, tem-se que ARISTÓTELES, ‘a partir da concepção realística, finalista e teleológica do mundo, vê a justiça como uma virtude. Ele é o filósofo que levou a análise do conceito de justiça mais longe, até hoje, tendo influenciado todo o pensamento ocidental sobre esse tema’. O filósofo, fundador da ética como ciência, em meio à crise ética grega, examina a justiça como uma excelência moral fundamental, a maior das virtudes, na Ética a Nicômaco, Livro V, partindo do comportamento justo e do injusto, proclama a justiça distributiva e corretiva, dentre outras distinções e conceitos.&lt;br /&gt;           ARISTÓTELES (384-322 aC), relembrando, nasceu em Estagira, cidade macedônica de população grega. Discípulo de PLATÃO (497-347 aC) na Academia, em Atenas, foi, depois, mestre de Alexandre da Macedônia. Retornando a Atenas, em 335 aC, fundou o Liceu.&lt;br /&gt;           Como novo centro filosófico, o Liceu foi o marco da independência doutrinal de Aristóteles, frente aos ensinamentos de Platão. Embora não totalmente opositor de seu mestre – cuja filosofia se acha impregnada por um idealismo ético intransigente – posto que muitos dos elementos característicos do platonismo são encontrados no pensamento do estagirita, Aristóteles preferiu o caminho do ‘realismo de um moderado termo médio e um espírito analítico apegado aos fatos – divergência que se tornou lugar comum entre os estudiosos do pensamento dos referidos filósofos.&lt;br /&gt;           O primeiro conceito filosófico de justiça foi produzido pelos pitagóricos. Esse conceito, embora não expresse a verdade integral, dá ênfase à igualdade, ou seja, justiça é, antes de tudo, igualdade, quer dizer, equivalência entre termos contrapostos. É, também, reciprocidade, posto que ‘pode se assemelhar ao número quadrado, isto é, ao igual multiplicado pelo igual, eis que ela devolve o mesmo pelo mesmo.  &lt;br /&gt;           Na “Ética a Nicômano”, Aristóteles, para formular a teoria da justiça, não parece se afastar da idéia tradicional de que ela é uma virtude ética por excelência, tal como vista por Platão, e procura os diversos sentidos possíveis da palavra, notadamente legitimidade (significando sintonia com as leis) e igualdade.&lt;br /&gt;           Deve-se observar, que de modo diverso do visto na “República’ de Platão, a justiça de Aristóteles é exposta tendo em conta uma distinção entre justiça completa e justiça particular. A primeira consistiria da virtude perfeita, voltada para proveito do próximo. A justiça particular, por seu turno, tem uma acepção mais restrita, que considera o princípio da igualdade, de sorte que  a que se defina “como justo o que é conforme à igualdade, sendo o injusto a desigualdade; cada um recebe o que lhe é devido.&lt;br /&gt;              As virtudes são classificadas em virtudes dianoéticas ou intelectuais e virtudes éticas ou morais. Nesse contexto, a justiça se enquadra entre as virtudes éticas. E, como valor ético, a justiça é virtude essencialmente social, que se realiza na comunidade.&lt;br /&gt;               A questão que inicia o problema da justiça, em “Ética a Nicômano”, é a investigação a respeito de que espécie de ações se ocupam, precisamente, a justiça e a injustiça; em que sentido a justiça é a observância de um meio-termo: e quais são os extremos entre os quais o justo é um meio termo.&lt;br /&gt;                Nessa busca, a justiça é retratada como ‘a disposição da alma graças à qual as pessoas se dispõem a fazer o que é justo, a agir justamente e a desejar o que é justo. Injustiça, então, é a disposição da alma graças à qual elas agem injustamente e desejam o que é injusto.&lt;br /&gt;                  O preceito geral de comedimento, tendo-se a justiça como modo de tratar os homens, traduz-se pela ‘idéia de que a conduta reta consiste em não enxergar para um demais ou para um demenos, em manter, portanto, o doirado meio-termo. Na sua análise da ética, Aristóteles, valendo-se do método matemático-geométrico, logra, cientificamente, determinar as virtudes a perquirir o que seja moralmente bom. Tem-se, então, que a virtude se situa entre dois extremos, ou dois vícios, um por excesso e outro por defeito.   Conseqüentemente, exemplificando-se, ‘a virtude da coragem é o meio termo entre o defeito da covardia (um por demenos de ânimo) e o defeito da temeridade (um por demais de ânimo). Daí a famosa teoria de mesotes, que na prática, para explicar a virtude da justiça, pressupõe-se que conduta reta é o meio-termo entre o agir injustamente e o ser tratado injustamente. A ética dessa teoria, no entanto, apenas aparenta resolver o problema, como observa Kelsen, posto que se limita a ‘confirmar que é bom o que, segundo a ordem social existente, é bom’, mantendo-se a ordem social estabelecida, deixando sem resposta o que é injustiça.&lt;br /&gt;               A justiça é uma virtude que induz a que se dê a cada um o que é seu, seja pela autoridade (justiça distributiva), seja nas relações privadas (justiça comutativa). Nisso repousa a sua dimensão particular.&lt;br /&gt;               A primeira classe de justiça é a distributiva. Ela é explicada, na Ética a Nicômano, como a justiça que se aplica na repartição das honras e dos bens, e tem em vista que cada um dos associados receba, de tais honras e bens, uma porção adequada a seu mérito.&lt;br /&gt;                                               Aristóteles, reafirmando o princípio da igualdade, enfatiza que, se as pessoas não são iguais não poderão ter coisas iguais. A justiça distributiva, consiste, assim, de uma relação não proporcional, a qual o filósofo, artificialmente, assevera tratar-se de uma proporção geométrica.          &lt;br /&gt;                Já no tocante ao vocábulo perfeição, curiosas ponderações vêm de Platão, na obra ‘O Banquete’, ele põe-nos perante uma conversa entre um companheiro de Apolodoro e o filósofo. Apolodoro ouvira anteriormente a Aristodemo uma narrativa em que relatava um convívio no qual este último estivera presente e que decorrera em casa de Ágaton por ocasião das celebrações de vitória da tragédia deste e sua conseqüente ‘coroação’. Propondo-se satisfazer a curiosidade do companheiro de Aristodemo relativamente ao convívio, relata-lhe o que o próprio Aristodemo dissera ter visto e ouvido. Entre outros tinham participado nesse festim Ágaton, Sócrates, Alcibíades e ainda Aristófanes..&lt;br /&gt;               Durante o convívio é proposto por Erixímico, em nome de Fedro, a execução de elogios ao Amor. Aceito por todos torna-se este o tema central do festim.&lt;br /&gt;               Proferido em seguida ao de Erixímaco, o discurso de Aristófanes faz-nos penetrar numa atmosfera de sonho e de idealidade onde a dynamis, ‘poder’, do amor se liberta de todas as suas implicações sociais ou cosmológicas, para encontrar na physis a sua origem remota e verdadeira. Exprime-se assim a definição de amor como ‘saudade de um antigo estado’, símbolo de PERFEIÇÃO, que os seres atuais, reduzidos a metades, em vão tentam recuperar.&lt;br /&gt;               Aristófanes começa o seu discurso dando a conhecer a natureza humana e as suas mutações. Pois a nossa antiga natureza não era tal como a de hoje e sim diversa, apresentando-nos desta forma o mito do Andrógino, símbolo da perfeição.&lt;br /&gt;               Este ser, um dos três gêneros da espécie humana, partilhava das características de ambos... macho e fêmea e encontra-se agora desaparecido. O Andrógino era dotado de uma forma ‘inteira e globular’, com membros e órgãos duplicados em relação a homens e mulheres. Os seres constituintes deste gênero caminhavam erectos e, se fosse esse o seu desejo, em dois sentidos. Caso quisessem correr a toda a brida ‘apoiados nos seus membros, que eram então oito, poderiam faze-lo velozmente em círculo”.&lt;br /&gt;               Também em relação à sua origem o Andrógino apresenta-se como ser perfeito, visto que ‘o macho foi inicialmente um rebento do Sol; a fêmea da Terra; e da Lua; a espécie que reunia as características dos outros dois, dado que também a Lua partilha da natureza do Sol e da Terra’.&lt;br /&gt;               Dotados ainda de uma terrível força e resistência e, além disso, de uma imensa ambição(...) começaram a conspirar contra os deuses’. A solução encontrada por Zeus foi a de dividi-los ao meio, retirando-lhes a sua antiga forma perfeita, o que levou a que ‘cada metade’, com saudades da sua própria metade não mais aspirasse do que a fundir-se num só ser”.&lt;br /&gt;               Aristófanes afirma então que ‘dessa época longínqua data, sem dúvida alguma, a implantação do amor entre os homens – o amor que restabelece o nosso estado original (PERFEITO) e procura fazer de dois um só, curando assim a natureza humana.&lt;br /&gt;               Aos amantes que encontram a metade da qual tinham sido separados é dada esperança através de uma especulação. O autor do elogio afirma que, por exemplo, Hefesto, ao observa-los tão unidos seria capaz de ‘fundi-los e solda-los numa só peça, de tal modo que passassem a ser um só’, solucionando desta forma o anseio provocado pela nossa antiga natureza constituída por um todo. Apresenta-se assim a ‘veneração’ dos deuses como auxílio em busca da forma uma e perfeita anteriormente tida.&lt;br /&gt;               Em seguida, há menção a um discurso pelo qual Platão faz a ponte entre o ser humano e o amor, enquanto desejo de algo ausente que, à partida, não permite completar o ser: “...ao falarmos do amor, não deixaste de concordar que era a privação do Bem e do Belo que o faziam desejar essas mesmas qualidades que lhe faltavam...” O Amor, enquanto operador de junção do que está separado, é ‘um gênio poderoso... intermediário entre o humano e o divino, cujas atribuições são ‘as de um intérprete e mensageiro dos homens junto dos deuses e dos deuses junto dos homens preenchendo por inteiro o espaço entre uns e outros, permitindo que o Todo se encontre unido consigo mesmo.&lt;br /&gt;               No final da argumentação conclui-se que, ‘em resumo: o amor é o desejo de possuir o Bem para sempre’ e que o ‘alvo do Amor não é de fato o Belo, mas Gerar e criar no Belo’.   Ao homem que contempla ‘o Belo pelos meios que o tornam visível, será dado gerar, não já imagens de virtude, pois não é já  a imagens que se apega, mas a virtude verdadeira’, o que faz com que, caso haja alguém de entre os homens que possa tornar-se imortal, esse alguém seja precisamente ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   C O N C L U S Õ E S&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               Na busca da assimilação da inteireza e significado de tais valores – justiça e perfeição – justo e perfeito, vê-se a necessidade de examina-los sob a ótica da filosofia, ‘para ampliar a compreensão da realidade’&lt;br /&gt;               Fiquemos com a ótica de Aristóteles quanto à justiça, como uma ‘excelência moral fundamental’, um fim social tal qual a igualdade, a liberdade e a fraternidade, esta última substituindo a alusão do filósofo à ‘democracia e o bem-estar’.&lt;br /&gt;               No que concerne à perfeição (e ao perfeito), autores de épocas distintas, discorrem sobre o amor, sobre o belo estético, e a idéia, perfeita em si mesma (Platão),  dando azo ao sublime*: ‘faculdade originária de conceber pensamentos elevados, numa riqueza espiritual interior que ultrapassa os limites do usual, diretamente relacionada com o êxtase.’&lt;br /&gt;               Os filósofos ao prescrutar o sentido de tais expressões, sentem que elas, em seus significados mais elevados, muitas vezes escapam à compreensão humana e aí porque a menção e o paralelo com a justiça e a perfeição divinas e a busca de comparações em decorrência da dificuldade de se estabelecer conceitos precisos. &lt;br /&gt;                Certamente que ao afirmarem, Vigilantes e Venerável Mestre, que tudo está ‘justo e perfeito’, não se referem ao justo da função jurisdicional e nem ao perfeito da obra arquitetônica – prumo e nível, mas sim a valores ainda mais elevados, como as virtudes dos códigos morais e éticos, o perdão, a lealdade, a fidelidade supremas e, bem assim, a perfeição que o Maçom busca e que dá à sua Instituição o título de Sublime Ordem, e isto no contexto das dimensões simbólicas do templo, que representa o próprio Universo.&lt;br /&gt;                                               No aprofundamento destes temas, observará o Irm:. uma verdadeira ponte entre valores do humano e do plano divino, como observou o filósofo Platão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* do latim sublimis, composto de sub-limen: ‘o que está suspenso na arquitrave da porta’, o lintel entre duas colunas (OED), origem na arquitetura, o que está acima da cabeça do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho O CONCEITO ARISTOTÉLICO DE JUSTIÇA – Evanna Soares – Doutoranda em Direito (UMSA); - colhido via internet.&lt;br /&gt;Artigo O TEMPO DE VIEIRA: O ESPIRITUAL E O HUMANO NO V IMPÉRIO&lt;br /&gt;Luis Filipe Silvério Lima – Apresentado no Simpósio Sujeito na História – PUC/SP&lt;br /&gt;O CONCEITO DE ‘PERFEIÇÃO’: Platão, Edmund Burke e Jorge de Sena - &lt;br /&gt;Trabalho de Emanuel Morgado – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Estudos Alemães;&lt;br /&gt;BREVE CONSIDERAÇÕES SOBRE A JUSTIÇA NO PENSAMENTO DE&lt;br /&gt;ARISTÓTELES E KANT – Firly Nascimento Filho – Mestre em Direito – PUC/RIO;&lt;br /&gt;O SUBLIME E O BELO – de Longino a Edmund Burke – Helena Barbas –&lt;br /&gt;SERMÃO DO MANDATO (1643) – de Padre Antonio Vieira –&lt;br /&gt;BOBBIO, Norberto et all. Dicionário de Política, p. 662&lt;br /&gt;MONCADA, L. Cabral de . Filosofia do Direito e do Estado, p. 28&lt;br /&gt;DE PLACIDO E SILVA – Vocabulário Jurídico – Editora Forense.&lt;br /&gt;KELSEN, Hans. A Justiça e o Direito Natural.&lt;br /&gt;CASTELLANI, JOSÉ – Dicionário de Termos Maçônicos –&lt;br /&gt;Textos de 1 a 6 obtidos em Texto Fonte: Editoração Eletrônica – via internet.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-7156748968701470603?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/7156748968701470603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=7156748968701470603' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7156748968701470603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7156748968701470603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/justo-e-perfeito.html' title='Justo e Perfeito'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqM0kIWU-SI/AAAAAAAAABc/xqjwIyVg_yo/s72-c/simbolosvarios.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-1503816379553570201</id><published>2007-07-22T03:39:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:40:36.335-07:00</updated><title type='text'>TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE APRENDIZ</title><content type='html'>À   G:. D:. G:. A:. D:. U:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GRANDE ORIENTE DE SÃO PAULO - GOSP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federado ao Grande Oriente do Brasil - GOB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho do Gr:. de Aprendiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE APRENDIZ&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“omnia sunt per allegorian dicta” (Aureliur Augustinus) (Tudo é dito através da alegoria, mas, para entendê-la, é preciso vê-la pelos olhos do espírito – In Guimarães, João Nery - A Maçonaria e a Liturgia: uma Poliantéia Maçônica - Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1998, 2ºv. p32)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        I. Preâmbulo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A Maçonaria trata dos Títulos dos cargos da Administração da Loja e das Jóias, de forma indissociável. Cada Título se vincula a uma Jóia que o representa, e a união de ambos origina uma unidade simbólica, através da qual a Loja Maçônica se organiza administrativamente e transmite os princípios que perfilha.       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ao Presidente da Loja Maçônica é conferido o único Título Especial: o de Venerável-Mestre. Este, juntamente com o 1o. e 2o. Vigilantes, respectivamente o 1º. e 2º. Vice-Presidentes, constituem as Luzes da Loja que, ao lado do Orador, do Secretário e do Chanceler, compõem as Dignidades da Loja, representativas de cargos eletivos, conforme o artigo 88, parágrafo 2o., do Regulamento Geral da Federação – RGF.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Além das Dignidades, compõem o corpo administrativo das Lojas os assim titulados, OFICIAIS, nomeados pelo Venerável-Mestre, aos quais é reservada a missão, ou o ofício (daí o nome de Oficial), de auxiliar nos trabalhos de qualquer Sessão. Em seu artigo 101, o Regulamento Geral da Federação discrimina os Oficiais que poderão ser indicados pela Loja e nomeados pelo Venerável, a saber: o Mestre de Cerimônias, o Hospitaleiro, o Arquiteto, o Mestre de Harmonia, os Cobridores (2) e os Expertos (2). Porém, esse mesmo dispositivo deixa claro que o rol de Oficiais não é taxativo, porquanto, além daqueles expressamente previstos, também devem ser considerados outros previstos no Rito respectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                        O Rito Escocês Antigo e Aceito estabelece 22 cargos na Administração, sendo possível a indicação de Adjuntos para cada um deles, exceto para as Luzes da Loja, sendo que alguns desses Oficiais trabalham somente em Sessões especiais. Além das Dignidades da Loja e dos demais Oficiais acima, o Rito Escocês Antigo e Aceito fixa os cargos de: Diáconos (2), Porta-Bandeira, Porta-Espada, Porta-Estandarte, Mestre de Banquetes e Bibliotecário.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        As Jóias distintivas dos cargos, estampadas em metal,  encontram-se presas à extremidade dos Colares ou Fitas que se adaptam ao pescoço das Dignidades e Oficiais. As Jóias das Luzes da Loja são conhecidas como superiores e móveis, porquanto são entregues aos sucessores no dia de posse da nova administração. Existem ainda as Jóias fixas, que são a Pedra Bruta, a Pedra Cúbica e a Prancheta, que representam respectivamente os graus de Aprendiz, de Companheiro e de Mestre. Essas Jóias dos graus não serão abordadas neste trabalho, já que, nesta oportunidade, a dedicação concentrar-se-á em traçar breves considerações acerca dos Títulos dos Cargos e suas respectivas Jóias, mormente no Grau de Aprendiz.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        II. Títulos DOS CARGos e suas respectivas Jóias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1a. Dignidade: Venerável-Mestre – Esquadro com ramos desiguais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Venerável-Mestre é a autoridade máxima no Templo, detentora do único Título Especial. Ele representa a Natureza em todas as suas manifestações. Deve, pois, presidir os trabalhos com absoluta justiça e retidão, agindo de acordo com a Lei e de forma imparcial. Assim, deve traduzir a expressão dos sentidos de justiça, equidade e igualdade, ao abrir e presidir os trabalhos em Loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Sentado no eixo da Loja, o Venerável-Mestre é neutro, mas ativo no sentido de promover a sociabilidade. Afinal, ele sabe que somente com o Esquadro é que se consegue controlar a talha das pedras que se ajustarão entre si na construção da Grande Obra. Nessa tarefa, cabe a verdade sob o controle da autoridade conquistada pelas virtudes, coragem e competência, bases de sua Sabedoria.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A Jóia confiada ao Venerável-Mestre é o Esquadro com ramos desiguais. Este artefato é formado pela junção da horizontal com a vertical formando um ângulo de 90o. graus, que representa a quarta parte do círculo. Apresenta dois lados desiguais, como os dois lados do triângulo retângulo dos pitagóricos. É utilizado para traçar ângulos retos ou perpendiculares. Sobre o peito do Venerável-Mestre, o ramo mais longo fica do lado direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Esquadro constitui em emblema dos mais expressivos em defesa da inteligência e melhoramento moral da raça humana. Representa a retidão de ação e de caráter. Determina a moralidade da conduta humana, demonstrando que é a linha e a régua maçônicas que indicam o caminho da virtude a que devemos trilhar na vida (profana ou maçônica), por meio de retos e harmoniosos pensamentos, ações e palavras que nos tornarão dignos do Ser Supremo. Esse poder de representação abarca dois sentidos, pois, de um lado, incide sobre a ação do Homem sobre a Matéria e, de outro, sobre a ação do Homem sobre si mesmo. Porém, inclina-se para um único objetivo: vontade de praticar o bem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Constitui um artefato de capital importância para o processo de transformação da Pedra Bruta em Pedra Cúbica. Por tal motivo, deve ser confiado aquele que tem a missão de criar Maçons perfeitos – o Venerável-Mestre, que tem a obrigação de ser o Maçom mais reto e justo da Loja por ele presidida.          .     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2a. Dignidade: 1o. Vigilante - Nível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O 1o. Vigilante é o assessor direto do Venerável-Mestre, a quem solicita a palavra diretamente por um golpe de malhete e a recebe de igual modo. Tem o dever de dirigir e orientar a Coluna dos Companheiros, cabendo ao 2º. Vigilante a orientação dos Aprendizes. Essa ordem, porém, por razões ainda, segundo os autores, não plenamente compreendida e que talvez mereçam um estudo apartado, não é seguida por todas as Lojas, sendo que muitas delas a invertem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A Jóia reservada ao 1o. Vigilante é o Nível. Essa ferramenta é formada por um esquadro justo, com ângulo no ápice de 90o, utilizada tanto para traçar linhas paralelas na horizontal, como para se verificar a horizontalidade de um plano É um instrumento menos completo que o Esquadro, porém mais que o Prumo, e por tal razão é conferido ao 1o Vigilante, aquele que naturalmente pode assumir o lugar do Venerável-Mestre, em caso de sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Objetivamente o Nível é o instrumento destinado a determinar a horizontalidade de um plano. Ao inserí-lo na ordem simbólica, provoca a reflexão acerca da igualdade, base do direito natural. Não permite aos Maçons deixar esquecer que todos somos irmãos – filhos da mesma Natureza –, e que devemos nos interagir com igualdade fraterna. Todos são dignos de igual respeito e carinho, seja aquele que ocupa o mais elevado grau da Ordem, seja o que se acha iniciando sua vida maçônica.  O Nível lembra que ninguém deve dominar os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A exemplo da morte – que é a maior e inevitável niveladora de todas as efêmeras grandezas humanas, reduzindo todos ao mesmo estado –, o Nível nos faz lembrar que a fraternidade deve ser praticada entre os irmãos com igualdade, sem distinções, ainda que estas existam dentro da organização hierárquica da Ordem.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3a. Dignidade: 2o. Vigilante - Prumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O 2o. Vigilante é a Dignidade responsável pela direção e orientação da Coluna de Aprendiz, assim como é encarregado de substituir o 1o. Vigilante em sua ausência e de transmitir as ordens do Venerável-Mestre em sua Coluna por intermedição do 1o. Vigilante. Cabem aqui as advertências já feitas a respeito das inversões de ordem feitas por muitas Lojas quanto ao papel dos Vigilantes na direção e orientação de Aprendizes e Companheiros e que, por cento, merecem um estudo à parte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A Jóia confiada ao 2o. Vigilante é o Prumo. Este instrumento é composto de um peso, geralmente de chumbo, suspenso por um barbante que forma a perpendicular. Serve para se verificar a verticalidade de objetos. Na Maçonaria, é fixado no centro de um arco de abóbada.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Este artefato simboliza a profundidade do Conhecimento e da retidão da conduta humana, segundo o critério da moral e da verdade. Incita o espírito a subir e a descer, já que leva à introspecção que nos permite descobrir nossos próprios defeitos, e nos eleva acima do caráter ordinário. Com isso, ensina-nos a marchar com firmeza, sem desviar da estrada da virtude, condenando e não deixando se dominar pela avareza, injustiça, inveja e perversidade e valorizando a retidão do julgamento e a tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                       É considerado como o emblema da estabilidade da Ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4a. Dignidade: Orador – Livro aberto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Orador é investido no dever de zelar e fiscalizar o cumprimento rigoroso das Leis Maçônicas e dos Rituais. Daí ser a única Dignidade que, na ordem administrativa da Loja Maçônica, não compõe o Poder Executivo, sendo um Membro do Ministério Público (artigo 96 do RGF). A atribuição desse Título implica no conhecimento profundo das leis, regulamentos e dos particulares do ofício, e, como assessor do Venerável-Mestre, pode a este solicitar diretamente a palavra. Como Guarda da Lei e tendo como uma de suas atribuições trazer luzes para uma dúvida de ordem legal, não é sem razão que o Sol, simbolicamente, está do lado do Orador. O Livro Aberto é a sua Jóia, que nos faz lembrar de que nada estará escondido ou em dúvida. Simboliza o conhecedor da tradição do espírito maçônico, o guardião da Lei Magna Maçônica, dos Regulamentos e dos Ritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5a. Dignidade: Secretário – Duas penas cruzadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Secretário, auxiliar direto do Venerável Mestre, é o responsável pelos registros dos trabalhos em Loja, para assegurar que serão passadas à posteridade todas as ocorrências; daí lhe ser confiado o dever de lavrar as atas das sessões da Loja nos respectivos livros, manter atualizados os arquivos, além de outras atribuições próprias do cargo, que são em grande número. Assim como a Lua, um símbolo desse cargo, deverá refletir o que ocorre em Loja. A Jóia do Secretário é representada por Duas Penas Cruzadas, sabendo todos da utilidade antiga da pena como instrumento de escrita e, sendo duas penas cruzadas, asseguram que haja a ligação do passado com o presente, a tradição que registrará a “memória” da Loja para a posteridade.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6a. Dignidade: Tesoureiro – Duas chaves cruzadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Cabe ao Tesoureiro praticar todos os atos inerentes à vida financeira e contábil da Loja, tais como: arrecadar toda a receita da Loja e pagar todas as despesas; cobrar contribuição em atraso, zelar pelo numerário pertencente à Loja, apresentar orçamento, balancetes e balanço geral da Loja, e organizar a escrituração contábil. A sua Jóia é representada por duas Chaves Cruzadas, símbolo maior da sua atribuição de zelar pelo numerário da Loja, obedecendo o que lhe disse seu Instalador quando de sua posse: “Essa Jóia deve lembrar-vos que vosso dever é zelar pela perfeita arrecadação das contribuições dos Obreiros e de outra receitas, bem como zelar pela exata execução das despesas da Loja.”&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;7a. Dignidade: Chanceler – Timbre da Loja&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ao Chanceler é confiada a condição de depositário do Timbre e do Selo da Loja, motivo pelo qual assume a obrigação principal de timbrar e selar os papéis e documentos expedidos pela Loja, dentre outras atribuições, tais como: zelar pelo livro de presença da Loja, emitir certificados de presença a irmãos visitantes, manter em dia o controle de presenças da Loja, para fins de votações, guardar o Livro Negro e o Livro Amarelo e manter manutenção dos arquivos com os dados necessários à perfeita qualificação dos Membros e seus cônjuges e dependentes. A Jóia fixada em sua fita é o Timbre da Loja ou Chancela, a representar seu papel de Guarda-Selo da Loja. Este artefato não possui nenhum significado esotérico, representando apenas o símbolo alusivo ao título.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Oficial: Mestre de Cerimônias - Régua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Mestre de Cerimônias deve ser o encarregado por todo cerimonial da Loja, devendo, portanto, ser um profundo conhecedor da ritualística. A perfeição dos trabalhos em Loja, tendo como consequência e Paz e a Harmonia, depende muito de uma boa atuação do Mestre de Cerimônias. É confiada a ele a Jóia representada por uma Régua Graduada, símbolo do aperfeiçoamento moral, da retidão, do método, da Lei e com uma gama de simbologia que bem merece um trabalho à parte sobre essa ferramenta.&lt;br /&gt;                    &lt;br /&gt;                      Vale lembrar também que o Mestre de Cerimônia empunha com a mão direita um Bastão (sucedâneo da Espada) encimado por um Triângulo que nos faz recordar do cajado dos primeiros pastores.&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;Oficial: Hospitaleiro - Bolsa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Hospitaleiro recebe atribuições diretamente relacionadas à organização dos atos de beneficência e solidariedade maçônicas em defesa dos menos favorecidos, passando desde a obrigação de fazer circular o Tronco de Beneficência durante as sessões até presidir a Comissão de Beneficência. Concretiza o verdadeiro símbolo do mensageiro do amor fraterno, sendo-lhe confiada a Jóia representada por uma Bolsa, artefato que bem representa o ato de coleta dos óbolos da Beneficência.  &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Oficiais: Diáconos (2) - Pomba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A palavra Diácono deriva do grego e significa servidor. Os Diáconos, em número de dois no Rito Escocês Antigo e Aceito, exercem a função de verdadeiros mensageiros. O 1o. Diácono é encarregado de transmitir as ordens do Venerável-Mestre ao 1o. Vigilante e a todas as Dignidades e Oficiais, de sorte que os trabalhos se executem com ordem e perfeição; já o 2o. Diácono deve executar a mesma tarefa, sendo que as ordens partirão do 1o. Vigilante e serão transmitidas ao 2o. Vigilante, zelando para que os Irmãos se conservem nas Colunas com respeito, disciplina e ordem. A Jóia confiada aos Diáconos é a Pomba, uma alusão à simbologia de mensageira inerente a essa ave. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Oficiais: Expertos (2) - Punhal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Esses Oficiais são encarregados, dentre outras funções, de proceder ao Telhamento dos visitantes antes de ingressarem no Templo, e, como “Irmão Terrível”, de acompanhar e preparar os candidatos à Iniciação, inclusive durante as provas às quais são submetidos. Durante a Sessão, são substitutos eventuais dos vigilantes (artigo 109, do Regulamento Geral da Federação), em caso de ausência. O Punhal é a sua respectiva Jóia, e simboliza o castigo e o arrependimento reservados aos perjuros. Também representa uma arma a ser usada na defesa da liberdade de expressão, tendo, ao invés do tradicional significado de traição, uma simbologia ligada à fortaleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficial: Porta-Bandeira - Bandeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Porta-Bandeira abraça o dever de portar o Pavilhão Nacional segundo o protocolo de recepção da Loja, com o propósito precípuo de representar a Pátria, zelando pelo mais alto sentimento patriótico.  Assim, como não poderia ser diferente, lhe é confiada a Jóia representada por uma Bandeira, que reproduz em forma diminuta o Pavilhão Nacional.  .    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficial: Porta-Estandarte - Estandarte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Compete ao Porta-Estandarte guardar e transportar o Estandarte da Loja e suas condecorações, fazendo-os presentes em eventos como convenções, solenidades, congressos, encontros e reuniões maçônicas. A Jóia a ele confiada é o Estandarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficial: Porta-Espada - Espada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Porta-Espada tem, como Jóia, uma Espada, mais especificamente a Flamejante (de fogo) com suas doze ondulações ou curvas, tida como a espada dos guardiães angélicos. Com este desenho estilizado de raio, lembra a “Espada de fogo” dos “Querubins” (Gen. 2:24) – símbolo do poder criador ou da vida. É apresentada nas Sessões Magnas de Iniciação, pelo Porta-Espada ao Venerável-Mestre, quando da Sagração do neófito. Somente nessas ocasiões, e também nas Sessões Magnas de Elevação e Exaltação, é que este Oficial deixa seu assento no Oriente, à esquerda do Venerável-Mestre para exercer seu ofício. Como somente um Mestre Instalado pode tocar na Espada Flamejante, esse artefato é entregue ao Venerável sobre uma almofada, para que o Venerável possa pegá-la e empunha-la com a mão esquerda, para o ato de Consagração.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficiais: Cobridores (2) -  Duas espadas cruzadas (Cobridor Interno)&lt;br /&gt;                                            Alfange (Cobridor Externo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Os Cobridores, tanto o Externo como o Interno, possuem obrigações bem específicas. O Cobridor Interno deve guardar e vigiar a entrada do Templo, zelando pela plena segurança dos trabalhos da Loja e controlando a entrada e a saída de Obreiros. É o responsável, portanto, direto pela proteção contra o mundo externo e pela regularidade ritualística no acesso ao Templo. Ele carrega em seu colar Duas Espadas Cruzadas, que é o símbolo do combate franco e leal e da vigilância. Em guarda para o combate, as duas espadas cruzadas nos ensinam a nos pormos em defesa contra os maus pensamentos e a ordenarmos moralmente nossas ações. São as armas da vigilância e de proteção contra o mundo profano.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A seu turno, o Cobridor Externo é o contato entre o mundo externo e o interior da Loja, garantindo o rigoroso silêncio nas cercanias do Templo e zelando para que não haja evasão sonora durante a realização dos trabalhos em Loja. Assim, esse Oficial deve permanecer no vestíbulo do Templo, como seu Guardião, cobrindo-o, telhando-o (ou fazendo o Telhamento) para que não haja Goteira. A sua Jóia é a Alfanje, que consiste em um sabre de folha curta e larga. A literatura não tráz maiores explicações sobre esta Jóia, mas como o sabre é uma espécie de espada, permite-se deduzir que o seu sentido simbólico é semelhante ao da Jóia do Cobridor Interno, isto é, o de defesa, no caso externa, contra qualquer violação contra o templo. Esse cargo, infelizmente, está sendo relegado e abandonado pelas Lojas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficial: Mestre de Harmonia - Lira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        É conferido ao Mestre de Harmonia o dever de selecionar e executar belas peças musicais, pertinentes a cada sessão, em seqüência apropriada à luz do Ritual, bem como fazer soar, nos momentos oportunos, o Hino Maçônico, o Hino Nacional Brasileiro e o Hino à Bandeira Nacional. A Jóia que lhe é confiada é a Lira – instrumento musical dos mais antigos de que se tem notícia, considerado símbolo da música universal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficial: Arquiteto - Trolha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Ao Arquiteto são conferidas as tarefas de garantir tudo quanto pertencer às decorações, ornatos e cerimoniais do Templo, segundo cada sessão, além de assumir a guarda e responsabilidade dos materiais usados e inventariá-los. A verificação das condições de uso dos utensílios e móveis, providenciando eventuais reparos e substituições, também é inerente à sua função do Arquiteto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Este Oficial carrega, como Jóia, uma Trolha, que simboliza a indulgência, o perdão, a tolerância, a equidade e a união. Trata-se de um artefato usual dos pedreiros, aqueles que manipulam a argamassa da União Fraterna, cimentando as pedras do Edifício na busca da Unidade. A Trolha tem a função de reunir, misturar e unificar, constituindo-se no símbolo do amor fraterno que deve unir todos os Maçons.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficial: Mestre de Banquete - Cornucópia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Mestre de Banquete está incumbido de organizar os Banquetes, Coquetéis e Ágapes fraternais de sua Loja. Este Oficial usa como Jóia uma Cornucópia, que simboliza a abundância, a fartura, às vezes cercada por flores e frutas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oficial: Bibliotecário – Livro fechado cruzado por uma caneta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O Bibliotecário é o responsável pela Biblioteca da Loja. Cabe a ele organizar e coordenar a utilização dos livros pertencentes à Loja. A Jóia confiada a este Oficial é o Livro fechado cruzado por uma caneta, símbolo auto-explicativo para as atribuições desse cargo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        III. Conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        A despeito de serem breves as considerações formuladas, há de se reconhecer sobeja importância dos Títulos dos cargos e suas respectivas Jóias no universo maçônico. Em primeiro plano, gozam de relevante papel na administração de uma Loja Maçônica, porquanto distinguem os cargos e elevam os seus ocupantes à honorificência, o que certamente contribui para a seriedade e disciplina dos trabalhos desenvolvidos no dia-a-dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Já no plano litúrgico, os Títulos e Jóias também merecem deferência. A Maçonaria se expressa através de Símbolos. A ampla compreensão e o pleno exercício dos ideais e deveres maçônicos estão indissoluvelmente condicionados ao desafio de desvendar justamente as alusões do simbolismo maçônico. Afinal, já dizia A. Micha (Le   Temple de la Verité ou la Francmaçonnerie Dans la veritable doctrine, 2a. ed., Anvers, p. 63, In: Guimarães, João Nery. A Maçonaria e a Liturgia: Uma Poliantéia Maçônica. Londrina, Trolha, 1998, p. 29), “se a verdade sobre a natureza essencial do ser e da vida universal é tão alta e tão sublime que nenhuma ciência vulgar ou profana não pode chegar a descobrir, o simbolismo é, por sua vez, como uma espécie de revestimento, de meio de conservação ideal dessa verdade e uma linguagem ideográfica que a Iniciação entrega à nossa meditação, e que só os Iniciados podem traduzir sem deformar-lhe o sentido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        E, certamente, os Títulos e a Jóias constituem ricos e valiosos símbolos a serem cada vez mais refletidos, com vistas a libertar o pensamento universal, evoluir e se aproximar do Grande Arquiteto do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RITUAL DE APRENDIZ: Rito Escocês Antigo e Aceito – GOB – Edição 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASLAN, Nicola. Comentários ao Ritual de Aprendiz: Vade-Mecum Iniciático. Londrina/PR,&lt;br /&gt;       Ed. A Trolha, 1995, v.2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASLAN, Nicola. Grande Dicionário de Maçonaria e Simbologia. Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1996, 4v.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BELTRÃO, Carlos Alberto Baleeiro. As Abreviaturas na Maçonaria. São Paulo/SP, Ed. Masdras, 1999, 166p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARVALHO, Assis. Cargos em Loja. 7. ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1998, 201p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIGUEIREDO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria: Seus Mistérios, Seus&lt;br /&gt;       Ritos, sua Filosofia, sua História. São Paulo/SP, Ed. Pensamento, 2000, 550p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUIMARÃES, João Nery. A Maçonaria e a Liturgia: Uma Poliantéia Maçônica. Londrina/PR,&lt;br /&gt;       Ed. A Trolha, 1998, v. 1, p. 38-41&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PACHECO Jr., Walter. Entre o Esquadro e o Compasso. 2 ed., Londrina/PR, Ed. A Trolha, 1997, 213p.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-1503816379553570201?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/1503816379553570201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=1503816379553570201' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1503816379553570201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1503816379553570201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/ttulos-e-joas-nos-cargos-da-administrao.html' title='TÍTULOS E JOÍAS NOS CARGOS DA ADMINISTRAÇÃO DA LOJA DE APRENDIZ'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-7862082177690876389</id><published>2007-07-22T03:37:00.002-07:00</published><updated>2007-07-22T03:39:26.642-07:00</updated><title type='text'>Intuição e esoterismo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqMzzYWU-RI/AAAAAAAAABU/aVQygTPS-yE/s1600-h/Mason-3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqMzzYWU-RI/AAAAAAAAABU/aVQygTPS-yE/s320/Mason-3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089968961661237522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A\ G\ D\ G\ A\ D\ U\&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   “Esoterismo” designa o ensinamento reservado, no interior de um grupo, para discípulos escolhidos.&lt;br /&gt;   Onde constam duas espécies de doutrinas assim denominadas:- uma exotérica, que pode ser comunicada aos estranhos, e a outra esotérica ou secreta, que era reservada aos membros da iluminadora fraternidade, isto é, revelada aos iniciados no mistério.&lt;br /&gt;   Os dois adjetivos “exotérikos” e “esotérikos” que pertencem ao vocabulário filosófico da Grécia antiga; designam, e ao mesmo tempo distinguem, os aspectos exteriores e interiores de um mesmo ensinamento, proposto de acordo com o grau de adiantamento dos aprendizes.&lt;br /&gt;   O conhecimento intuitivo é o um discernimento claro e imediato, é a visão das coisas no seu proceder divino, é um ver luminoso que não tem necessidade de julgamento ou passagens demonstrativas. É o perceber instantâneo de um objeto cuja realidade pode ser material ou espiritual. Talvez pudéssemos melhor dizer que é uma ligação entre duas essências.&lt;br /&gt;   Porém, este primoroso e íntimo saber apreendido pela intuição não é transmissível pela palavra, não se faz por meio de um mediador e, portanto, não pode ser ensinado por um professor. Isso, porém, não significa que esta faculdade não esteja à inteira disposição de todos nós.&lt;br /&gt;   Esta faculdade não é uma privilégio de alguns poucos iluminados, mas é uma capacidade natural e comum a todas as pessoas. Todos somos gênios em potencial.&lt;br /&gt;   É dessa encantadora faculdade de conhecer algo sem meditação e na sua plenitude que nasce em nós a comunicação do Bem, do Belo e do Amor a Deus. É a espécie de conhecimento mais precisa de que é capaz a fragilidade humana. A Intuição conhece o sentido da vida, pertence à Ciência Sagrada.&lt;br /&gt;   É por esta razão que os mestres nos ensinam que as premissas só podem ser conhecidas por si mesmas, sem intermediários, através da visão direta de nossa alma.&lt;br /&gt;   Desta mesma forma é que nos ocorre as premonições, que experimentamos a clarividência, que intuímos o amor, o belo, o bem e as verdades primeiras, inclusive as famosas descobertas das ciências, como o átomo, os antibióticos, os múltiplos universos...&lt;br /&gt;   Podemos agora entender melhor o quão difícil é para aqueles que pretendem comunicar conhecimentos sobre a fé, sobre uma visão ou sobre um êxtase experimentado por um artista, a noção da harmonia, um axioma cientifico, os mistérios acromáticos e enfim, sobre verdades transcendentes à razão.&lt;br /&gt;   Nas instituições de ensinamentos reservados aos seus discípulos, um conhecimento é dito secreto não é necessariamente porque foi alguém que proibiu sua divulgação, mas porque somente será aprendido pelo olho interno do aprendiz, e este pode ainda não ter atingido o nível necessário de percepção.&lt;br /&gt;   O máximo que se pode fazer relativamente aos conhecimentos obtidos através da Intuição é indicar ao aprendiz quais os métodos ou caminhos que o levariam a atingir um determinado conhecimento, fornecendo-lhe um quadro de orientações e não um conjunto de definições, visto que é um conhecimento íntimo, pessoal, pois a participação isolada , de quem aprende é indispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia: Intuição &amp; Maçonaria de Fernando César Gregório (Editora “A Trolha”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhos para termos uma intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos de ter alguns princípios em mente, para continuarmos; Nas antigas escolas de mistérios era de conhecimento esotérico que “Tempo e espaço não existem”, “Todos nós somos uma única pessoa, somos como lâmpadas, que embora separadas recebem uma só Energia (Cósmica)”.&lt;br /&gt;Como “Tempo e espaço não existem” pode-se dizer que o passado, o presente e o futuro estão acontecendo agora, pois “Todos nós somos uma única pessoa” então podemos dizer que para ter uma intuição basta o individuo estar harmonizado com esta “Energia (Cósmica)” que esta dentro de si, assim obterá quaisquer resposta às suas perguntas do passado ou do futuro.&lt;br /&gt;Os ensinamentos esotéricos acima só poderiam ser revelados aos verdadeiros iniciados, para que não se houve discussão do tipo “como tempo não existe?”, “como espaço não existe?”, pois não se conseguia provar, mas tinham a intuição que as premissas eram verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como entrar dentro de si? Basta o individuo ser um autêntico Maçom, Rosa-Cruz, Cristão, Judeu, Muçulmano, Budista ou seguir qualquer filosofia do bem.&lt;br /&gt;É por isso que a Maçonaria que não é uma religião, sendo considerada como a mãe de todas as religiões, pois ela aceita tudo de bom em todas as religiões, e é por isso é que somos livres e de bons costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto para termos uma boa Intuição, temos de ter uma predisposição vinda da alma, em sermos bons, devendo cavar masmorras ao vício, ter uma vida equilibrada em todos os aspectos, tanto físico como mental.&lt;br /&gt;Fazer alguns exercícios mentais ajuda a aumentar e melhorar a intuição, por exemplo, procure em sua meditação matinal intuir sobre o seu dia, e na meditação noturna verifique quais das intuições deram certo no decorrer do dia, fazendo este exercício você aprenderá a entender quando a intuição é verdadeira ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações:-&lt;br /&gt;Pode alguém ter uma intuição no meio do barulho?&lt;br /&gt;Pode alguém ter uma intuição com o físico doente?&lt;br /&gt;Pode alguém ter uma intuição com a mente perturbada?&lt;br /&gt;Resposta:- Até pode ter uma intuição, mas é muito mais difícil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, é pela Intuição que chegamos à “Deus” e tudo aquilo que não conseguimos ver, entender ou ate mesmo acreditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-7862082177690876389?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/7862082177690876389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=7862082177690876389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7862082177690876389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7862082177690876389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/intuio-e-esoterismo.html' title='Intuição e esoterismo'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqMzzYWU-RI/AAAAAAAAABU/aVQygTPS-yE/s72-c/Mason-3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-7366417084297536360</id><published>2007-07-22T03:37:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:37:48.579-07:00</updated><title type='text'>INTUIÇÃO E AS ARTES</title><content type='html'>Para abordarmos a interrelação entre intuição e arte vamos entrar num campo polêmico que é o confronto entre aquilo que podemos ver , sentir, comprovar, medir e registrar, e aquilo que acreditamos existir através de experiências pessoais, porém nem sempre fácil de explicar e demonstrar.&lt;br /&gt;Nosso intuito não é radicalizar nem polarizar o assunto, mas tão somente, dentro do espírito deste seminário e do tempo disponível, mostrar rapidamente alguns fatores e definições que nos ajudem a tecer um raciocínio a respeito.&lt;br /&gt;O conceito de intuição nos vem à mente de forma natural e expontânea, e na maioria das vezes não respaldada por critérios científicos.&lt;br /&gt;Assim, vamos recordar algumas palavras relacionadas com o tema e que pertencem, ora ao vocabulário comum, ora ao glossário da psicologia. Iremos também apresentar alguns exemplos práticos para induzir a questionamentos à medida que formos desenvolvendo o assunto.&lt;br /&gt;Iniciemos pela própria palavra tema deste trabalho:&lt;br /&gt;Intuição (do lat. intuere)&lt;br /&gt;Contemplação , sensação ou sentimento pelos quais se atinge ou se apreende em toda a sua plenitude uma verdade de ordem diversa (mas nem sempre) daquela que se atinge pela razão ou pelo conhecimento discursivo ou analítico.&lt;br /&gt;De intuir : ver prontamente com o intelecto sem necessidade de racionalização ou prova.&lt;br /&gt;Não devemos confundir com intuicionismo que é a doutrina filosófica segundo a qual somente a intuição permite apreender a realidade absoluta.&lt;br /&gt;Imaginação (do lat. imaginatione)&lt;br /&gt;Faculdade que tem o espírito de representar imagens&lt;br /&gt;Faculdade de evocar imagens de objetos que já foram percebidos&lt;br /&gt;Faculdade de formar imagens de objetos que não foram percebidos, ou de realizar novas combinações de imagens.  (Posso nunca ter visto um elefante ,mas posso imagina-lo baseado em leituras, imagens gráficas ou simplesmente ter ouvido a respeito).&lt;br /&gt;Faculdade de criar mediante a combinação de idéias.&lt;br /&gt;Inspiração (do lat. inspiratione)&lt;br /&gt;Ato de inspirar-se ou de ser inspirado, Resultado de uma atividade inspiradora, Pessoa ou coisa que inspira, Entusiasmo poético, Estro, engenho poético, imaginação criadora, talento&lt;br /&gt;Criação (do lat. creatione)&lt;br /&gt;Ato ou efeito de criar, o conjunto dos seres criados, obra, invento, produção.&lt;br /&gt;Criatividade&lt;br /&gt;Qualidade de criativo, capacidade criadora, engenho, inventividade&lt;br /&gt;Premonição (do lat. praemonitione)&lt;br /&gt;Sensação ou advertência antecipada do que vai acontecer, pressentimento&lt;br /&gt;Circunstância ou fato que deve ser tomado como aviso; presságio.&lt;br /&gt;Vale aqui lembrar do verbo Monir (do lat. monere), existente em português significando avisar para vir depor sobre matéria de uma monitória (que é um aviso com que se convida o público a ir dizer o que souber acerca de um crime).&lt;br /&gt;Advertir, admoestar. Assim, pré-monição é um aviso prévio do que vai acontecer.&lt;br /&gt;Cognição (do lat. cognitione)&lt;br /&gt;Todas as atividades mentais associadas com o pensamento, conhecimento e recordação.&lt;br /&gt;Aquisição de um conhecimento. Conhecimento, percepção.&lt;br /&gt;A atividade mental associada com o processamento, compreensão e comunicação de informação.&lt;br /&gt;Consciência (do lat. conscientia)&lt;br /&gt;Atributo altamente desenvolvido na espécie humana por meio do qual o homem se percebe interagindo entre si e com seu ambiente.&lt;br /&gt;A percepção de nós mesmos e do nosso ambiente.&lt;br /&gt;Pressentimento.&lt;br /&gt;Ato ou efeito de pressentir&lt;br /&gt;Sentimento intuitivo e alheio a uma causa conhecida, que permite a previsão de acontecimentos futuros.&lt;br /&gt;Intuição, palpite, presságio.&lt;br /&gt;Percepção (do lat. perceptione)&lt;br /&gt;Ato efeito ou faculdade de perceber.&lt;br /&gt;Perceber (do lat. percepire)&lt;br /&gt;Adquirir conhecimento de algo , por meio dos sentidos.&lt;br /&gt;Formar a idéia de alguma coisa, abranger com a inteligência, entender, compreender.&lt;br /&gt;Ver ao longe, divisar, enxergar.&lt;br /&gt;Psicometria é o registro e medida dos fenômenos psíquicos por meio de métodos experimentais padronizados.&lt;br /&gt;Percepção extrasensorial PES)&lt;br /&gt;É a percepção sem o uso dos sentidos e os fenômenos por ela tratados são denominados de “paranormais”.&lt;br /&gt;As alegações de fenômenos paranormais incluem as previsões astrológicas, a cura psíquica, a reencarnação, a comunicação com os mortos, as viagens freqüentes para fora do corpo.&lt;br /&gt;Destas, as consideradas mais “respeitáveis” no meio científico, testáveis e relevantes para o estudo sobre PES, são as seguintes :&lt;br /&gt;Telepatia - ou comunicação mente a mente, uma pessoa enviando pensamentos para outra ou percebendo os pensamentos de outra.&lt;br /&gt;Clarividência - ou seja, perceber eventos remotos, como sentir que a casa de um amigo está em chamas.&lt;br /&gt;Pré-cognição - ou perceber eventos futuros, como a morte de um político ou o resultado de uma competição esportiva.&lt;br /&gt;Ligadas a essas temos a “psicocinese”, ou o domínio da mente sobre a matéria, como fazer levitar uma mesa ou influenciar o lançamento de dados.&lt;br /&gt;Alguns dados são expostos a seguir não com o objetivo de negar a intuição em si, mas para dizer da importância de se realizarem estudos que possam levar a conclusões  embasadas em fatos comprováveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As análises de visões psíquicas oferecidas aos deptos de polícia dos E.U.A revelam que elas não são mais acuradas do que os palpites dados por outras pessoas (Reiser, 1982 citado por Myers,David 1999).&lt;br /&gt;96%  dos cientistas da National Academy of Science são céticos em relação `a ocorrência desses fenômenos.&lt;br /&gt;O mágico James Randi, ofereceu US$ 10.000 a qualquer pessoa que pudesse demonstrar “ qualquer capacidade paranormal” diante de um grupo de especialistas. Essa soma foi elevada em 1996 para US$1 Milhão  para qualquer que provar possuir um poder psíquico genuíno  sob condições apropriadas de observação. Esse desafio é feito há 35 anos sem que ninguém tenha conseguido resultados comprovados.&lt;br /&gt;Assim, para haver credibilidade o fenômeno deve ser reproduzível e ter uma teoria para explicá-lo. Esse mesmo mágico, nesta semana que passou, submeteu especialistas em Homeopatia a testes de laboratório e estatísticos visando provar a eficácia constante dessa prática médica, que é muito difundida e tem inúmeros defensores e seguidores. No final, o prêmio não pode ser pago mais uma vez, em vista dos resultados negativos.  &lt;br /&gt;O fenômeno da Intuição , assim, é muito polêmico e as partes continuam cada uma a pesquisar e a apresentar suas razões.&lt;br /&gt;A intuição ou a percepção, no entanto, nem sempre nos são fieis, como podemos ver nas duas situações seguintes:&lt;br /&gt;Imagine alguém dobrar 100 vezes, sucessivamente, uma mesma folha de papel que tenha 0,1mm de espessura . Qual seria sua espessura final ? A resposta é o número 1 seguido de 30 zeros, equivalente a 800 trilhões de vezes a distância entre a Terra e o Sol.&lt;br /&gt;O tabuleiro de xadrez possui 64 casas entre brancas e pretas.Se colocarmos 1 grão de trigo na primeira casa, o dobro desta na segunda, o triplo desta última na terçeira e assim sucessivamente, quantos grãos teremos na última casa? A resposta é o número 9 com 17 zeros à sua direita&lt;br /&gt;Muitos consideram a intuição como um evento externo quase que sobrenatural, em que alguém passa a ter uma compreensão repentina sobre algo, de forma que esse alguém não tenha nenhuma interferência sobre o ato.&lt;br /&gt;Porém os psicólogos em geral apontam dois fenômenos que ocorrem freqüentemente e que podem ser registrados e acompanhados:&lt;br /&gt;A distorção denominada tendenciosidade da racionalização a posteriori. É como se disséssemos: “Já sabíamos desde o início”. Como exemplo podemos citar os economistas que via de regra acomodam suas análises àquilo que efetivamente ocorreu na economia.&lt;br /&gt;O excesso de confiança no julgamento. Como exemplo, ao serem colocadas para decifrarem um anagrama (que são palavras com letras embaralhadas), as pessoas se comportam de duas maneiras distintas:&lt;br /&gt;Quando já sabem a palavra chave, ao serem perguntadas dizem que solucionariam o problema em torno de 10 segundos.&lt;br /&gt;Sem saberem antecipadamente a palavra chave, a média das pessoas resolve o problema em 3 minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já falamos um pouco sobre a intuição e processos correlatos, vamos ver sua interrelação com a arte.&lt;br /&gt;A origem da palavra Arte pode ser constatada na seguinte frase de Machiavel em sua obra “ História de Florença”: “Estes, assim que se reuniram, dividiram a cidade toda em Artes, e perante cada uma delas colocaram um magistrado que administrasse justiça aos seus integrantes; além disso, a cada Arte deram uma bandeira para que cada homem ali acudisse armado quando a cidade necessitasse”. &lt;br /&gt;Arti, plural de Arte, eram,pois organizações juramentadas de pessoas da mesma profissão, em geral ligados ao artezanato que teriam surgido para defendê-los de um patriciado comercial então existente. Estabeleciam vários controles, entre os quais preços, salários, pesos e medidas e a qualidade dos produtos. &lt;br /&gt;A Arte no sentido mais comum pode ser entendida como a criação humana de valores estéticos, tais como beleza, equilíbrio, harmonia, revolta, que sintetizam as suas emoções, sua história, seus sentimentos e sua cultura.&lt;br /&gt;Cabe lembrar aqui a lenda mitológica de Mnemósyne, mulher de Titan, a filha do primitivo Deus do Céu, Uranus com a deusa Terra, Ge. Seu nome significa memória. Zeus, Deus supremo que residia no monte Olimpo, faz amor com ela por nove vezes consecutivas e ela dá à luz nove musas, que se tornam as deusas das finas artes, da música e da literatura.  &lt;br /&gt;Mas desde muito tempo antes da civilização grega o ser humano vem manipulando cores, formas, gestos, espaços, sons, silêncios, superfícies, movimentos e luzes com a intenção de dar sentido a algo, de comunicar-se com os outros.  Para isso ele se utiliza de símbolos ou signos. A metáfora, assim formada com esses símbolos possibilita a criação representacional da idéia artística. A metáfora significa transposição, translação; consiste no uso de alguma coisa no lugar de outra. Exemplos:&lt;br /&gt;Cruz por cristianismo&lt;br /&gt;A cor vermelha significando pare (no trânsito)&lt;br /&gt;O desenho de uma pegada, significando a passagem de alguém ou relativo a pedestre. &lt;br /&gt;A arte abrange todas as atividades e aspectos de uma cultura em que se trabalha o sensível e o imaginário, com o objetivo de alcançar o prazer e representar ou desenvolver a identidade de um povo ou de uma classe social, seja mantendo a visão comum, seja apresentando uma imagem transformadora. &lt;br /&gt;As produções artísticas são ficções reveladoras, criadas pelos sentidos, imaginação, percepção, sentimento, pensamento e a memória simbólica do ser humano. Assim, a liberdade de expressão é relativa, pois somos livres dentro de nossos próprios limites, condições e contexto, de forma consciente ou inconsciente.&lt;br /&gt;Sabe-se hoje que o sentido da visão não depende somente do olho e do objeto focado. Depende também de toda a memória existente no cérebro humano. Esta matéria foi transmitida meses atrás pelo programa Fantástico da Rede Globo, através do Dr. Dráusio Varela.&lt;br /&gt;E assim se dá com os nossos demais sentidos.&lt;br /&gt;Mais do que a reprodução de animais selvagens reais , os desenhos e pinturas da arte rupestre nos falam da sensibilidade e da capacidade de abstração do homem pré-histórico. São imagens poéticas que expressam a sua percepção daquele mundo orientada pela imaginação.&lt;br /&gt;E para efetivar sua representação do que está em sua imaginação, o ser humano utiliza-se  de símbolos ou signos traduzidos em várias formas de linguagem para saber, compreender, produzir conhecimento e mostrar sua percepção do mundo.&lt;br /&gt;Essas linguagens, verbais e não verbais,  podem ser:&lt;br /&gt;Oral, Gráfica, Tátil, Auditiva, Gustativa,&lt;br /&gt;Artísticas tais como&lt;br /&gt;Cênicas-    Teatro,dança&lt;br /&gt;Musical-    Música, canto&lt;br /&gt;Visual-     Desenho, pintura,escultura,&lt;br /&gt;                fotografia,cinema&lt;br /&gt;Temos a Literatura, a Arquitetura e o Artezanato. E não devemos nos esquecer da Arte eletrônica.&lt;br /&gt;Como mencionamos no início a faculdade de percepção, e arte envolve  percepção, vamos abordar o que se chama de adaptação perceptiva do ser humano.&lt;br /&gt;Quando usamos óculos novos normais nos sentimos um pouco incomodados, porém dentro de pouco tempo nos adaptamos ao novo grau.&lt;br /&gt;O que ocorrerá no entanto se usarmos óculos alterados de forma a transferir a localização dos objetos, por exemplo, para 40 graus à direita ?&lt;br /&gt;Se estivermos jogando bola, faremos os lançamentos bem para a direita.&lt;br /&gt;Os pintos de galinha nessas condições não se adaptam e, ao se alimentarem,  continuam a bicar onde os grãos parecem estar&lt;br /&gt;O ser humano ao contrário em bem pouco tempo se habitua e passa a jogar a bola na direção correta.&lt;br /&gt;O que aconteceria se efetuássemos uma alteração ainda maior, como por exemplo fazer com que o chão ficasse em cima e o céu em baixo? Peixes, rãs e salamandras não conseguem se adaptar. No entanto gatos, macacos e humanos podem adaptar-se a um mundo invertido. Em 1896 o psicólogo George Stratton inventou e usou por 8 dias um equipamento ótico que transferia a esquerda para a direita e a parte de cima para baixo. Tornou-se assim, a primeira pessoa a experimentar uma imagem invertida quando estava de pé. Passou por dias de desconforto e náuseas, mas no oitavo dia já conseguia estender a mão para pegar alguma coisa na direção correta.&lt;br /&gt;E para terminar, deixo aqui , para reflexão, algumas frases que ligam as coisas etéreas à  razão, à arte e em particular à matemática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOLTAIRE (1694 - 1778) – “Nota-se entre os matemáticos uma imaginação assombrosa... Repetimos: havia mais imaginação na cabeça de Arquimedes do que na de Homero”&lt;br /&gt;SANTO AGOSTINHO (354 - 430) – “Sem a matemática não nos seria possível compreender muitas passagens das Santas Escrituras”.&lt;br /&gt;SÃO JERÔNIMO (342 - 420) – “Possui a matemática uma força maravilhosa capaz de nos fazer compreender muitos mistérios de nossa fé”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, muitos são os fenômenos que ainda não compreendemos inteiramente e que aguçam nossa curiosidade, servindo ao mesmo tempo como motivação para continuarmos a pesquisar, rumo ao nosso destino traçado pelo G\A\D\U\&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E termino com a frase de MÁXIMO GORKI:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “A ciência é a razão do mundo. A arte é sua alma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*********************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;Intuição e Maçonaria (pág.73, Intuição e as Artes)&lt;br /&gt;Gregório, Fernando César&lt;br /&gt;Editora Maçônica A Trolha Ltda - Londrina/PR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Língua no Mundo-Ensino de Arte&lt;br /&gt;Martins, Miriam Celeste&lt;br /&gt;Picosque, Gisa&lt;br /&gt;Guerra, M.Terezinha Telles Guerra&lt;br /&gt;Editora FTD S.A - São Paulo/SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução à Psicologia Geral&lt;br /&gt;Myers, David&lt;br /&gt;LTC-Livros Técnicos e Científicos EdItora S.A&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa&lt;br /&gt;2ª Edição 36ª impressão   &lt;br /&gt;Holanda Ferreira, Aurélio Buarque&lt;br /&gt;Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro/RJ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizionario etimológico della lingua italiana&lt;br /&gt;Ristampa 1998&lt;br /&gt;Cortelazzo, Manlio e Zolli, Paolo&lt;br /&gt;Zanichelli, Bologna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem que Calculava&lt;br /&gt;Than, Malba 44ª Edição&lt;br /&gt;Editora Record – RJ /SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      História de Florença&lt;br /&gt;Nicolo Machiavelli&lt;br /&gt;Tradução de Nelson Canabarro&lt;br /&gt;Musa Editora Ltda&lt;br /&gt;São Paulo/SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Who’s Who in Classical Mythology&lt;br /&gt;Jessica Hodge&lt;br /&gt;Smithmark,Publishers Inc&lt;br /&gt;USA/New York&lt;br /&gt;Printed in Hong Kong&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Web Site www.históriadaarte.com.br &lt;br /&gt;por Simone R.Martins/Margaret H. Imbroisi&lt;br /&gt;e Márcio Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-7366417084297536360?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/7366417084297536360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=7366417084297536360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7366417084297536360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7366417084297536360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/intuio-e-as-artes.html' title='INTUIÇÃO E AS ARTES'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-2101482411504202223</id><published>2007-07-22T03:35:00.002-07:00</published><updated>2007-07-22T03:37:07.673-07:00</updated><title type='text'>A Maçonaria e a Independência do Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Índice&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL    3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia    8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ANEXOS    9&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BIOGRAFIAS    9&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dom Pedro I    10&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joaquim Gonçalves Ledo    12&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;José Bonifácio de Andrada e Silva    14&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Instrução sobre a Fundação do GOB    17&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Notas Interessantes    21&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde sua descoberta em 1500, o Brasil foi uma colônia Portuguesa, sendo explorada desde então pela sua metrópole. Não tinha, portanto, liberdade econômica, liberdade administrativa, e muito menos liberdade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a exploração metropolitana era excessiva e os colonos não tinham o direito de protestar, cresceu e descontentamento dos brasileiros. Iniciam-se então as rebeliões conhecidas pelo nome de Movimentos Nativistas, quando ainda não se cogitava na separação entre Portugal e Brasil. Estampava-se em nosso país o ideal da liberdade. A primeira delas foi a Revolta de Beckman em 1684, no Maranhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do século XVIII, com o desenvolvimento econômico e intelectual da colônia, alguns grupos pensaram na independência política do Brasil, de forma que os brasileiros pudessem decidir sobre seu próprio destino. Ocorreram, então, a Inconfidência Mineira (1789) que marcou a história pela têmpera de seus seguidores; depois a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817), todas elas duramente reprimidas pelas autoridades portuguesas. Em todos estes movimentos a Maçonaria se fez presente através das Lojas Maçônicas e Sociedades Secretas já existentes, de caráter maçônico tais como: Cavaleiros da Luz, na Bahia e Areópago de Itambé, na divisa da Paraíba e Pernambuco, bem como pelas ações individuais ou de grupos de maçons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1787, com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com jurisdição nacional, exatamente com a incumbência do levar a cabo o processo de emancipação do país. 1800/1801 - Maçons portugueses fundam no Rio de Janeiro a Loja "União", que mais tarde passou a denominar-se "Reunião" por terem a ela filiado outros maçons.&lt;br /&gt;Com as Lojas "Constância" e "Filantropia", filiou-se em 1800 ao Grande Oriente Lusitano. Separou-se, porém, por terem surgido discórdias e filiando-se ao Grande Oriente da França, adotando o rito Moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1802 é instalada na Bahia a Loja "Virtude e Razão", da qual saíram, em 1807, a Loja "Humanidade" e, em 1813, a Loja "União".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 03 de março 1807, ressurge a Maçonaria no Brasil com a instalação da Loja "Virtude e Razão Restaurada", na Bahia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1808, D. João e toda família real, refugia-se no Brasil em decorrência da invasão e dominação de Portugal por tropas francesas, incitadas pelo jugo napoleônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fato trouxe um notável progresso para a colônia, pois esta passou a ter uma organização administrativa idêntica à de um Estado independente. D. João assina o decreto da Abertura dos Portos, que extinguia  o monopólio português sobre o comércio brasileiro. O Brasil começa a adquirir condições para ter uma vida política independente de Portugal, porém sob o aspecto econômico, passa a ser cada vez mais controlado pelo capitalismo inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1809, D. João, Príncipe Regente, ao receber uma longa lista de nomes de maçons, para serem presos, respondeu nesses termos: "Foram estes que me salvaram".&lt;br /&gt;Também em 1809 funda-se em Pernambuco uma Loja da qual fizeram parte os padres Miguel Joaquim de Almeida e Castro, João Ribeiro Peixoto e Luiz José Cavalcante Lins. Esta Loja teve intuitos puramente políticos e os padres que faziam parte do seu Quadro tinham sido iniciados em Lisboa em 1807.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1810 – Ocorre a expulsão dos franceses por tropas inglesas, que passam a governar Portugal com o consentimento de D. João.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1812 funda-se, na freguesia de São Gonçalo, Niterói, a Loja "Distintiva". Essa Loja tinha sinais, toques e palavras diferentes das outras Lojas, tendo por emblema um índio vendado e manietado de grilhões e um gênio em ação de o desvendar e desagrilhoar. Era ela republicana e revolucionária. Denunciada, foi dissolvida, sendo lançados no mar, nas alturas da ilha dos Ratos, seus arquivos e alfaias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1813, na Bahia, é fundado o primeiro Grande Oriente com as Lojas "Virtude e Razão", "Humanidade" e "União", que adormeceu devido a desastrosa revolução de 1817.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1815, D. João, adotando medidas progressistas, põe fim na situação colonial do Brasil, criando os Reinos Unidos de Portugal, Brasil e Algarve, irritando sobremaneira os portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 12 de dezembro de 1815, na residência do Dr. João José Vahia, é instalada a Loja "Comércio e Artes", que logo depois adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existia no Recife, em 1816, uma Grande Loja Provincial reunindo as Lojas "Pernambuco do Oriente", "Pernambuco do Ocidente", "Restauração e Patriotismo" e "Guatimozim".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ano de 1820 – Cansados da dominação e da decadência econômica do país, os portugueses iniciam uma revolução na cidade do Porto culminando com a expulsão dos ingleses. Estabelecem um governo temporário, adotam uma constituição provisória e impõem sérias exigências a . João (agora já com o título de rei e o nome de D. João VI), ou seja:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aceitação da constituinte elaborada pelas cortes,&lt;br /&gt;- nomeação para o ministério e cargos públicos,&lt;br /&gt;- sua volta imediata para Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano de 1821 começara para D.João VI como principiara o de 1807. O Grande Oriente Lusitano levara-o, quinze anos antes, a transferir a sede do governo monárquico da Nação Portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro. Decorrido três lustros, esse mesmo grande Oriente obrigá-lo-ia a retransferir a sede do seu governo do Rio de Janeiro para Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com receio de perder o trono e sem alternativa, face às exigências da Corte (Parlamento português), D.João VI regressa a Lisboa (Portugal) em 26 de abril de 1821, deixando como Príncipe Herdeiro, nomeado Regente do Brasil pelo Decreto de 22 de abril de 1821, o primogênito com então 21 anos de idade – PEDRO DE ALCANTARA FRANCISCO ANTÔNIO JOÃO CARLOS XAVIER DE PAULA MIGUEL RAFAEL JOAQUIM JOSÉ GONZAGA PASCOAL CIPRIANO SERAFIM DE BRAGANÇA E BOURBON. O Príncipe Dom Pedro, jovem e voluntarioso, aqui permanece, não sozinho, pois logo se viu envolvido por todos os lados de homens de bem, Maçons, que constituíam a elite pensante e econômica da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ver ser aceitas suas reivindicações, os revolucionários portugueses não estavam satisfeitos. As cortes de Portugal estavam preocupadas com as perdas das riquezas naturais do Brasil e previam sua emancipação, como ocorria em outros países sul-americanos. Dois decretos, em 29 de setembro de 1821, de números 124 e 125 emanados das Cortes Gerais portuguesas são editados na tentativa de submeter e inibir os movimentos no Brasil. Um reduzia o Brasil da posição de Reino Unido à antiga condição de colônia, com a dissolução da união brasílico-lusa, o que seria um retrocesso, o outro, considerando a permanência de D. Pedro desnecessária em nossa terra, decretava a sua volta imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os brasileiros reagiram contra os decretos através de um forte discurso do Maçom Cipriano José Barata, denunciando a trama contra o Brasil. O Maçom, José Joaquim da Rocha, funda em sua própria casa o Clube da Resistência, depois transformado no Clube da Independência. Verdadeiras reuniões maçônicas ocorrem na casa de Rocha ou na cela de Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, Frei Sampaio, no convento de Santo Antônio, evitando a vigilância da polícia. Várias providências foram tomadas, dentre elas: consultar D. Pedro; convidar o Irmão, Maçom, José Clemente Pereira, Presidente do Senado a aderir ao movimento e enviar emissários aos maçons de São Paulo e Minas Gerais. Surge o jornal, “Revérbero Constitucional Fluminense”, redigido por Gonçalves Ledo e pelo Cônego Januário, que circulou de 11 de setembro de 1821 a 08 de Outubro de 1822, e que teve a mais extraordinária influência no movimento libertador, pois contribuiu para a formação de uma consciência brasileira, despertando a alma da nacionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente a 29 de julho de 1822 passa a ser editado o jornal – “Regulador Brasílico-Luso”, depois denominado, “Regulador Brasileiro”, redigido pelo Frei Sampaio, que marcou também sua presença e atuação no movimento emancipador brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na representação dos paulistas, de 24 de dezembro de 1821, redigida pelo Maçom José Bonifácio de Andrada e Silva, pode-se ler o seguinte registro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É impossível que os habitantes do Brasil, que forem honrados e se prezarem de ser homens,  possam consentir em tais absurdos e despotismo... V.Alteza Real deve ficar no Brasil, quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes, não só para  o nosso bem geral, mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo. Se V. Alteza Real estiver (o que não é crível) deslumbrado pelo indecoroso decreto de 29 de setembro, além de perder para o mundo a dignidade de homem e de príncipe, tornando-se escravo de um pequeno grupo de desorganizadores, terá que responder, perante o céu, pelo rio de sangue que, decerto, vai correr pelo Brasil com a sua ausência...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, funcionavam no Rio de Janeiro, a Loja Maçônica “Comércio e Artes”, da qual eram membros vários homens ilustres da corte como o Cônego Januário da Cunha Barbosa, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira entre outros. Esses maçons reunidos e após terem obtido a adesão dos irmãos de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, resolveram fazer um apelo a D. Pedro para que permanecesse no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 09 de janeiro de 1822, na sala do trono e interpretando o pensamento geral, cristalizando nos manifestos dos fluminenses e dos paulistas e no trabalho de aliciamento dos mineiros, o Maçom José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, antes de ler a representação, pronunciou inflamado e contundente discurso pedindo para que o Príncipe Regente Permanecesse no Brasil. Após ouvir atentamente, o Príncipe responde: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alusão às hostes maçônicas era explícita e D. Pedro conheceu-lhe a força e a influência, entendendo o recado e permanecendo no Brasil. Este episódio, conhecido como o Dia do Fico, marcou a primeira adesão pública de D. Pedro a uma causa brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 13 de maio de 1822 – os Maçons fluminenses, sob a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo, e por proposta do brigadeiro Domingos Alves Branco, da loja “Comércio e Artes”, resolvem outorgar ao Príncipe Regente o título de “Príncipe Regente Constitucional e Defensor Perpétuo do Reino Unido do Brasil”, oferecido pela Maçonaria e pelo Senado, que acabou por acirrar ainda mais os ânimos entre os portugueses e nativistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do seu aniversário (12 de outubro), D. Pedro foi aclamado Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil.&lt;br /&gt;(Prancha de Dedret. Biblioteca Nacional/Rio).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ainda em maio de 1822 – aconselhado pelo então seu primeiro ministro das pastas do Reino e de Estrangeiros, o Maçom, José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro assina o Decreto do Cumpra-se, segundo o que só vigorariam no Brasil as Leis das Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do príncipe regente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 21 de maio, em plena sessão das Cortes, em Lisboa, o Maçom Monsenhor Muniz Tavares diz que - talvez os brasileiros se vissem obrigados a declarar sua independência de uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 26 de maio, José Bonifácio é iniciado na Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em 02 de junho de 1822 – em audiência com D. Pedro, o Irmão José Clemente Pereira leu o discurso redigido pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, que explanavam da necessidade de uma Constituinte. D. Pedro comunica a D. João VI que o Brasil deveria ter suas Cortes. Desta forma, convoca a Assembléia Constituinte para elaborar uma Constituição mais adequada ao Brasil. Era outro passo importante em direção à independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 2 de junho, José Bonifácio, com outros maçons, funda a sociedade secreta "Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz", melhor conhecida com o nome de "Apostolado", da qual fez parte D. Pedro, com o título de Arconte-Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 17 de junho de 1822 – a Loja Maçônica, “Comércio e Artes” em sessão memorável, resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro de Obreiros, através de sorteio, surgindo assim as Lojas “Esperança de Niterói” e “União e Tranqüilidade”, se constituindo nas três Lojas Metropolitanas e possibilitando a criação do “Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano”, que depois viria a ser denominado de “Grande Oriente do Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Da Constituição do Grande Oriente do Brasil temos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Art. 8º Parágrafo 1º&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constituem patrimônio histórico do Grande Oriente do Brasil as três Lojas Simbólicas legítimas, regulares e perfeitas que lhe deram origem: “Comércio e Artes”, “União e Tranqüilidade” e “Esperança de Nictheroy”, as quais não poderão abater colunas; “)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Bonifácio de Andrada e Silva (O Patriarca da Independência) é eleito primeiro Grão-Mestre, tendo Joaquim Gonçalves Ledo como 1º Vigilante e o Padre Januário da Cunha Barbosa como Grande Orador. O objetivo principal da criação do GOB foi de engajar a Maçonaria como Instituição, na luta pela independência política do Brasil, conforme consta de forma explícita das primeiras atas das primeiras reuniões, onde só se admitia para iniciação e filiação em suas Lojas, pessoas que se comprometessem com o ideal da independência do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 02 de agosto (13º do 5º mês maçônico, conforme o historiador Hélio Viana) – por proposta do Grão-Mestre da Maçonaria, José Bonifácio, foi D.Pedro,  o Príncipe Regente, aprovado e recebido maçom, no primeiro grau na forma regular e prescrita pela liturgia, adotando o nome histórico de Guatimozim (último imperador Asteca morto em 1522), e passa a fazer parte do Quadro de Obreiros da Loja Comércio e Artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 05 de agosto – por proposta de Joaquim Gonçalves Ledo, que ocupava a presidência dos trabalhos, foi aprovada a exaltação ao grau de Mestre Maçom, com a dispensa do interstício, que possibilitou, posteriormente, em 04 de outubro de 1822, numa jogada política de Ledo, o Imperador ser eleito e empossado no cargo de Grão-Mestre, do GOB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, foi no mês de agosto de 1822 que o Príncipe, agora Maçom, tomou a medida mais dura em relação a Portugal, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil sem o seu consentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 14 de agosto parte em viagem, com o propósito de apaziguar os descontentes em São Paulo, acompanhado de seu confidente Padre Belchior Pinheiro de Oliveira e de uma pequena comitiva. Faz a viagem pausadamente, percorrendo em 10 dias, 96 léguas entre Rio e São Paulo. Em Lorena, a 19 de agosto, expede o decreto dissolvendo o governo provisório de São Paulo. No dia 25 de agosto chega a São Paulo sob salva de artilharia, repiques de sino, girândolas e foguetes, se hospedando no Colégio dos Jesuítas. De São Paulo se dirige para Santos em 5 de setembro de 1822, de onde regressou na madrugada de 7 de setembro. Encontrava-se na colina do Ipiranga, às margens de um riacho, quando foi surpreendido, pelo Major Antônio Ramos Cordeiro  e por Paulo Bregaro, correio da corte, que lhes traziam noticias enviadas com urgência pelo seu primeiro ministro José Bonifácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro, após tomar conhecimento dos conteúdos das cartas e das notícias trazidas pelos emissários, pronunciou as seguintes palavras: “As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal. Independência ou Morte! ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A independência do Brasil foi realizada à sombra da acácia, cujas raízes prepararam o terreno para isto. A Maçonaria teve a maior parte das responsabilidades nos acontecimentos literários. Não há como negar o papel preponderante desta instituição maçônica na emancipação política do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 1815, com a fundação da Loja Maçônica “Comércio e Artes”, que daria origem as Lojas União e Tranqüilidade e Esperança de Niterói e a posterior constituição do Grande Oriente do Brasil em 17 de Junho de 1822, o ideário de independência se fazia presente entre seus membros e contagiava os brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À frente do movimento, enérgica e vivaz, achavam-se a Maçonaria e os Maçons. Entre seus principais Obreiros, pedreiros livres, de primeira hora podemos destacar: Joaquim Gonçalves Ledo, José Bonifácio da Andrada e Silva, José Clemente Pereira, Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Joaquim da Rocha, Padre Belchior Pinheiro de Oliveira, Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho, Jacinto Furtado de Mendonça, Martim Francisco, Monsenhor Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-se necessário também alçar a figura do personagem que se destacou durante todo o movimento articulado e trabalhado pela Maçonaria, o Príncipe Regente, Dom Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciado Maçom na forma regular prescrita na liturgia e nos rituais maçônicos, e nesta condição de pedreiro livre no grau de Mestre Maçom, aos 24 anos de idade, proclama no 07 de setembro a nossa INDEPENDÊNCIA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, no dia 04 de Outubro de 1822, D. Pedro comparece ao Grande Oriente do Brasil e toma posse no cargo de Grão-Mestre (havia sido investido no cargo de Grão Mestre no dia 14 de setembro), sendo na oportunidade aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.&lt;br /&gt;Neste mesmo dia, D. Pedro oferece a Gonçalves Ledo o título de marquês da Praia Grande que é por este recusado, com a declaração de ser muito mais honroso o de brasileiro patriota e de homem de bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo dia, Joaquim Gonçalves Ledo, redigiu uma nota patriótica ao povo Brasileiro, a primeira divulgação, depois da independência, que dizia: “Cidadãos! A Liberdade identificou-se com o terreno; a natureza nos grita Independência; a razão nos insinua; a justiça o determina; a glória o pede; resistir-lhe é crime, hesitar é dos covardes, somos homens, somos Brasileiros. Independência ou Morte! Eis o grito de honra, eis o brado nacional...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 21 de outubro, D. Pedro, Grão-Mestre, manda a Gonçalves Ledo que suspenda os trabalhos no Grande Oriente. A 25, em decreto, D. Pedro determina o encerramento das atividades maçônicas. Diversos maçons são presos. Ledo consegue fugir para a Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1823, a 25 de março o Apostolado aprova o projeto da Constituição Brasileira. A 23 de julho, o Apostolado é violentamente fechado. A 20 de outubro, D. Pedro, Imperador proíbe as sociedades secretas do Brasil, sob pena de morte ou de exílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 23 de novembro de 1831, o Grande Oriente do Brasil restabelece suas atividades, adormecidas desde 1822, sendo reeleito José Bonifácio de Andrada e Silva para o cargo de Grão-Mestre. Nesta oportunidade é lançado um manifesto a todos os Corpos Maçônicos Regulares do mundo contendo subsídios de extraordinária importância para a História do Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;FILHO, Theobaldo Varoli. Curso Maçonaria Simbólica 1º Tômo (Aprendiz)  2ª edição, São Paulo, SP – Brasil, Editora A Gazeta Maçônica S.A.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    CASTELLANI, José - Os Maçons na Independência do Brasil &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    FAGUNDES, Morivalde Calvet - A Maçonaria e as Forças Secretas da Revolução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    PINTO, Teixeira - A Maçonaria na independência do Brasil&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    FERREIRA, Tito L. e Manoel Rodrigues - A Maçonaria e a independência Brasileira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    Livro Constituição do Grande Oriente do Brasil - Capítulo II – Art. 3º (página 3)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.maconariadobrasil.org.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.gentree.org.br/historia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.resenet.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.inteligencia.org.br/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.lojasacademicas.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.harmonia08.hpg.ig.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.deltadonorte.kit.net&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.grandeloja-pb.org.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.enciclopedia.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.samauma.com.br/portalmaconico/&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://historianet.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;·    http://www.expo500anos.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANEXOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIOGRAFIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               &lt;br /&gt;                 D.Pedro I                        Gonçalves Ledo                   José Bonifácio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Pedro I&lt;br /&gt;1798 - 1834&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro de Alcantara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, Pod. Ir.  "Guatimozim", Grão-Mestre da Ordem no período de 5 de agosto a 25 de outubro de 1822, primeiro imperador do Brasil, nasceu em Lisboa a 12 de outubro de 1798.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua fé de ofício maçônica é pequena. Tendo sido tão rápida sua passagem pela Maçonaria, pouco há referir a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proposto em 02 de agosto de 1822, sua iniciação teve lugar ao mesmo dia. Submetido a todas as provas do Ritual, adotou o nome de Guatimozim, com o qual escreveu a música do hino maçônico, ainda em vigor. Aclamado, a 5 de agosto, Grão-Mestre da Ordem, em 4 de outubro tomou posse de seu cargo, que exerceu até o dia 25 do mesmo, quando houve a interrupção, dos trabalhos do Gr:. Or:.do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas com 10 anos de idade, veio para o Brasil em companhia de seu pai, o príncipe regente D. João, que não podendo resistir em Portugal à coluna francesa comandada por Junot, emigrou para a sua colônia na América.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conquanto herdeiro presuntivo da coroa, porque com a enfermidade da rainha D. Maria I era seu pai quem reinava, o príncipe D. Pedro não teve uma educação condigna à elevada missão que o aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1818 casou-se com a archiqueza d’Austria, D. Maria Leopoldina, de cujo consórcio nasceu D. Pedro II, que foi o seu sucessor no trono do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução de Portugal de 1820, veio quebrar a monotonia da vida colonial no Brasil, cujas províncias aderiram ao regime constitucional, enquanto que o rei, pouco disposto a voltar para metrópole, publicava o decreto de 18 de fevereiro de 1821, em virtude do qual era o príncipe D. Pedro mandado para Lisboa; mas em razão dos graves acontecimentos que sobreviveram, foi o próprio D. João VI com a sua família quem, pesaroso, abandonou o seu doce remanso, aí deixando por lugar-tenente o príncipe D. Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, pouco inclinado à causa da independência, tornou-se posteriormente o chefe da revolução e o fundador do império do Brasil, em razão da desastrosa política que exerceram as cortes portuguesas. Após sucessivos decretos, nos quais revelavam a insistente preocupação em amesquinhar a florescente colônia, surgiram as determinações de conformidade com as quais deveriam ser abolidos os tribunais mais importantes do reino do Brasil, e também pelas quais o príncipe regente recebia ordens de seguir para a Europa, afim de aí aprimorar a sua educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi este último decreto o preponderante, senão a principal, causa da proclamação da independência do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao conhecimento dos mais exaltados patriotas que o príncipe se preparava para dar cumprimento as ordens recebidas, começaram a conspirar em sociedade secretas, promovendo representações populares com o fim de solicitar-lhe que permanecesse no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses esforços foram coroados do mais feliz resultado e a data de 9 de Janeiro de 1822 soleniza o alvorecer de mais uma nação livre na carta do universo. (Dia do Fico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delirantemente secundado pelos brasileiros, pode o genuíno representante da aspiração nacional vencer os vãos esforços do elemento português que tentou sufocar o brado patriótico de – independência ou morte, - soltado em S. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 12 de Outubro foi D. Pedro solenemente proclamado no Rio de Janeiro Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, efetuando-se a 1º de dezembro a cerimônia da sua coroação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1825 reconhecia D. João VI a independência desse adolescente império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a curta administração do jovem monarca, grandemente perturbada com as contínuas dissenções de partidos, onde predominava o ressentimento entre português e brasileiros e até com lutas contra países vizinhos, jamais conseguiu ele sufocar a impetuosidade do seu gênio e precaver-se dos conselhos de desleais e apaixonados cortesãos, circunstâncias que muito concorreram para exacerbar o espírito de dedicados patriotas, com medidas extremas, que comprometeram-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falecendo D. João VI em 1826, a coroa de Portugal tocava a D Pedro, que abdicou-a na sua filha D. Maria da Glória ; esta deliberação não logrou resultados satisfatórios, porque a revolução de Portugal colocou no trono o príncipe D. Miguel, como rei absoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A 17 de Outubro de 1829 foi celebrada no Rio de Janeiro a cerimônia das bênçãos nupciais do imperador com a sua Segunda esposa D. Amélia de Leuchteanberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusado pelo partido liberal de aspirar ao poder absoluto, e continuamente comprometido pelos seus ministros, sentiu D. Pedro 1º dia a dia perder a sua popularidade, seriamente ameaçada com a bandeira da federação das províncias, alçada pelos ânimos com efervescentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só muito tarde foi que se esforçou por conquistar a adesão e amizade dos descontentes, e a sua viagem a Minas Gerais, empreendida nesse sentido, seguida das luctosas noites das garrafas, deixou a mais triste impressão no ânimo do monarca. Desde então acentuaram-se cada vez mais os projetos de conspiração, que eram alimentados com as suas desacertadas resoluções, até que grave ocorrências coagiram-no abdicar a coroa em filho menor, e no dia 13 de Abril de 1831 deixava para sempre o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por essa época fazia Portugal sob o jugo cruel e sanguinário do usurpador D. Miguel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o simples título de duque de Bragança e á testa do movimento liberal, passou-se D. Pedro do Açores para o continente, e sempre de vitória em vitória conseguiu, após as batalhas de Almastir e da Assieira, firmar o trono de sua filha Dona Maria II com o governo monárquico constitucional ; e a 24 de Setembro de 1834 faleceu em Lisboa, legando a sua memória gloriosa as páginas da história de dois mundos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído do Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil – 1822.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Gonçalves Ledo&lt;br /&gt;1781- 1847&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joaquim Gonçalves Ledo nasceu em 11 de dezembro de 1781, no Rio de Janeiro, filho de Dª Maria dos Reis Ledo e Antônio Gonçalves ledo, comerciante abastado, e já destinado a ser doutor em Leis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1795, com apenas 14 anos, parte para Portugal, indo estudar em Coimbra, sendo que, por força da morte de seu pai, em 1808, volta para o Brasil, interrompendo seus estudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 15 de novembro de 1815 é instalada no Rio de Janeiro a Loja Comércio e Artes, sendo certo que, em 1808, havia enviado carta a seu irmão, afirmando sua intenção de fundar, no Brasil, a primeira Loja, “que será o centro de propaganda liberal no Brasil”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi iniciado na Loja Comércio e Artes, a Primaz do Grande Oriente do Brasil, não podendo haver uma precisão de datas em virtude da destruição de documentos à época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ledo,como jornalista, foi um dos articuladores das manifestações para a permanência de D.Pedro no Brasil, culminando com o Fico (09 de janeiro de 1822).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 30 de março de 1818, D.João VI, por decreto, proíbe a existência das “sociedades secretas” e, com isso, são encerradas as atividades da Loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de problemas nacionais e outros envolvendo irmãos, aos 24 de junho de 1821 é reinstalada a Loja Comércio e Artes, tendo como Venerável Mestre o Ir:. Ledo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundou juntamente com Cônego Januário da Cunha Barbosa, em julho de 1821, o jornal Revérbero Constitucional Fluminense, que passou a estar na vanguarda da libertação do país, e seria o clarim das idéias de liberdade nacional.&lt;br /&gt;O primeiro número do periódico, quinzenal, surge em 15 de setembro de 1821, com redação de Ledo e do Cônego Januário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 16 de fevereiro de 1822 Ledo é nomeado Conselheiro e Secretário de Estado e, aos 30 de abril, novo exemplar do Revérbero Constitucional é lançado elogiando D.Pedro e clamando pela independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 20 de maio de 1822, saúda D.Pedro, o nosso irmão Ledo, com uma oração, sendo brilhante este trecho: “A América deve pertencer à América, a Europa à Europa; porque não debalde o Grande Arquiteto do Universo meteu entre elas o espaço imenso que as separa...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1º de junho é eleito Procurador Geral pela província do Rio de Janeiro e, no dia seguinte, instalado o Conselho de Estado, fazendo parte dele Ledo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É requerida pelos Procuradores Gerais uma Assembléia Constituinte ao Príncipe D.Pedro, que não agrada muito a José Bonifácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 17 de junho de 1822 é fundado o Grande Oriente Brasiliense, tendo sido seu primeiro Grão-Mestre José Bonifácio, por nítida influência de Ledo, que seria seu 1º Vigilante e verdadeiro dirigente da Instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redigiu o manifesto de D.Pedro aos brasileiros em 1º de agosto de 1822. Este considerava como inimigas qualquer tropa portuguesa enviada ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 14 de outubro D.Pedro oferece a Ledo o título de Marquês da Praia Grande, mas este recusa a honraria, posto entender que não poderia aceitá-lo, mas aceitaria de grande prazer o título de patriota brasileiro.&lt;br /&gt;Dom Pedro, como era de costume em momentos de ira, desferiu palavras ásperas a Ledo, afirmando que o mesmo não tomaria assento a Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maior parte de sua carreira política encontrava-se em disputa com José Bonifácio, desde a nomeação deste último, como Ministro do Reino e do Estrangeiro em 16 de janeiro de 1822. No seio da disputa encontra-se a questão de influência pessoal sobre a figura do imperador, além da questão das vaidades pessoais dentro da maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas questões da influência sobre D.Pedro fizeram com que, em 27 de outubro de 1822, José Bonifácio, e seu irmão Martim Francisco (ministro da fazenda), contrariados em suas decisões pelo imperador, pedissem demissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D.Pedro não consegue organizar o poder. Três dias depois, os Andradas são reconduzidos ao governo, ordenando o fechamento da maçonaria, prisões e deportações.&lt;br /&gt;Ledo foge para Buenos Aires, pois a “tarja” de republicano, de que lhe atacavam, poderia levar-lhe a própria vida. Por certo Ledo jamais fora um republicano, mas defendia a monarquia constitucionalista, como sendo a melhor forma para o Brasil. Por isso, mesmo sendo eleito para a constituinte, não pôde exercer seu mandato, mesmo porque tal assembléia foi fechada em 12 de novembro de 1823 por D.Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolvido das acusações à ele impostas, Ledo retorna ao Brasil, em 1823, tendo sido agraciado, em 17 de fevereiro de 1824, pelo imperador, com a Dignatária da Ordem do Cruzeiro do Sul, mas, assim como o título de Marquês, ele recusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1835, abandona a política e a Maçonaria, indo recolher-se em sua fazenda em Cachoeiras de Macacú (RJ), vindo a falecer em 19 de maio de 1847, aos 65 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Bonifácio de Andrada e Silva&lt;br /&gt;1763 - 1838&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído do Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil de 1922 – Preservada a grafia da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podíamos fugir ao dever de estampar nas colunas do "Boletim", neste numero em que modesta, mas sinceramente, comemora ele o Centenário da Independência do Brasil, a efígie veneranda do Pod. Ir. Dr. José Bonifácio de Andrade e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que com isso queiramos lhe ratificar a cognominarão de Patriarca da libertação da partia, quem documentadamente, lhe é contestada pelos modernos historiógrafos, como, entre outros, o professor Assis Cintra, em artigos por nós transcritos nos meses de Dezembro de 1920 e Fevereiro e Março do corrente ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para testemunhar o apreço da Ordem ao homem ilustre que, em 1921, Ledo já se esforçava para chamar ao nosso grêmio e que, uma vez figurando no quadro dos OObr. da Commercio e Artes, foi escolhido, pelo seu valor pessoal e posição social, para ocupar o Grão Mestrado, na ocasião de se fundar, em 17 de Junho de 1822, o Gr. Or. do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, também, com a intenção de relembrar o distinto brasileiro que, arrefecidas as paixões políticas no pais e restabelecidos os trabalhos do Gr. Or., em 23 de Novembro de 1831, os Maçons reconduziram no cargo de Grão Mestre da Ordem, que José Bonifácio só deixou por morte, a 6 de Abril de 1838.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dizer de José Bonifácio? E’ bastante citar o ato de D. Pedro 1º, que, não obstante separado, politicamente, dele, o nomeou tutor de D. Pedro 2º, por Decreto de 1831, uma das maiores honras da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual o melhor elogio do velho paulista sinão estas palavras, com que Ledo, apesar de todos os pesares, se referiu a ele, no dia de seu falecimento, em carta a Clemente Pereira, pedindo a este para ir á Maçonaria falar :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"... sobre esse grande espirito que se apagou... sobre esse ilustre brasileiro... que... não deixou de prestar serviços ao pais com a sua grande inteligência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sessão de reorganização do Gr. Or. do Brasil, José Bonifácio invocou a proteção do Gr. Arch. do Univ. para nossa Ord., com a seguinte peça de arquitetura, mandada imprimir e transcrever na respectiva ata :&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;" Gr. Arch. do Univ.! Penetrados de profundo respeito e gratidão para contigo, hoje que, inesperadamente para mim, se acha reinstalado o Gr. Or. Brasileiro; e adormecidas como é de esperar as paixões violentas e desacordadas, que tantos males trouxeram á Maçonaria e ao Estado, Entre Supremo, cumpre-nos principiar nossos trabalhos, encaminhando-te fervorosamente nossas orações, nossos votos e homenagens. Ah! possamos nós alcançar, ao menos, um pequeno signal daquela complacência que sempre reservaste aos homens de bem, que te procuram. Sim nós esperamos merecer de ti o teu amor paternal, de que tanto precisam os Maçons Brasileiros em nossas tristes circunstancias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tua angustia presença, Gr. Arch. do Univ., nós sentimos o nosso nada; e reconhecemos humildemente o quanto ainda nos aviltam o orgulho ou a vaidade ; confessamos que ainda estamos muito apartados da moral universal, da virtude e da concórdia, de que tanto precisamos para sermos homens bons e cidadãos honrados. Hoje, porém, reunidos, em fim, o único fim e honra a que aspiramos é ser úteis a nossos semelhantes, praticando a moral e contemplando religiosamente as obras primas de tua mão criadora e onipotente, que a todo o instante nos oferece novos objetos á nossa admiração e ao nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digna-te, pois, Gr. Arch. do Univ., lançar sobre nós uma vista de olhos de bondade e de misericórdia! Dá-nos a força e os meios para assegurarmos á Justiça e á Verdade um triunfo glorioso e duradouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo de tua agite tutelar neste novo Templo sagrado, onde nos ajuntamos para celebrar teus benefícios e praticar a virtude, ajuda-nos a combater as trevas com a tua radiosa luz, a trabalhar com novo afinco na felicidade dos Maçons e dos homens em geral e a pregar como convém o amor, respeito e confiança que devem Ter os governos si desejam conservar-se e prosperar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem aos serviços que José Bonifácio prestou á partia e á Maçonaria, publicamos abaixo sua biografia, extraída do livro "Galeria dos Homens Célebres":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Bonifácio de Andrade e Silva, o Patriarca da independência do Brasil, teve por berço a outrora vila de Santos, no atual e florescente Estado de S. Paulo, a 13 de Junho de 1763.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo iniciado os seus estudos em S. Paulo na idade de 17 anos, seguiu para Coimbra, em cuja Universidade conquistou, no fim de seis anos e com grande brilhantismo, o grau de bacharel em filosofia natural e direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 1819 ocupou-se José Bonifácio em aperfeiçoar os seus conhecimentos viajando por toda a Europa, colaborando nas principais revistas com a publicação de interessantes memorais sobre vários assuntos e desempenhando importantes comissões em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1807 a invasão dos franceses veio despertar-lhe os sentimentos patrióticos e distrai-o de suas lides cientificas. Á frente de um batalhão de estudantes conquistou o posto de tenente-coronel, batendo-se contra as tropas invasoras em prol da independência portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando ao Rio de Janeiro, deu-se pressa em volver para o seu berço natal, do que ausentara-se havia trinta e nove anos ; e ali, no seu retiro de Outeirinhos, redobrou de atividade, procurando em longas excursões estudar a mineralogia de S. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revolução de Portugal de 1820, fazendo repercutir os seus efeitos no Brasil com medidas opressivas, provocou a reação da parte dos naturais, e desde então salientou o vulto do eminente patriota José Bonifácio, que, chegando de S. Paulo á frente duma deputação que vinha pedir ao príncipe que não deixasse o Brasil, foi a 16 de Janeiro nomeado ministro dos negócios do reino e dos estrangeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde essa época a biografia desse grande varão tornou-se intimamente ligada á historia da revolução da independência do Brasil O seu acendrado patriotismo teve que pagar o tributo peculiar aos grandes heróis : envolvido nas lutas políticas, teve em breve tempo a recompensa dos seus serviços com o desterro para a França, em companhia de seus dois irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volvendo á partia, resolveu recolher-se á obscuridade, procurando modesto refugio na graciosa ilha de Paquete, quando os acontecimentos políticos de 1831 exigiram a sua interferência nos negócios da nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a abdicação de D. Pedro 1º, a 7 de Abril, foi o benemérito patriota nomeado tutor do jovem monarca e de suas irmãs. Suas posteriores agitações políticas concorreram para a destituição desse elevado cargo, que tão contiguamente exercia no seu modesto retiro de Paquete, onde passando a residir em Niterói, ali faleceu a 6 de Abril de 1838.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém a posteridade soube recompensar os serviços do Washington brasileiro erigindo-lhe uma estatua na praça de S. Francisco de Paula, na cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto extraído do Boletim Oficial do Grande Oriente do Brasil de 1922 – Preservada a grafia da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instrução sobre a Fundação do GOB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FUNDAÇÃO DO GOB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre (0)    Meus Irmãos, nesta instrução vamos conhecer a história do Grande Oriente do Brasil. O G:.O:.B:.,Criado nas asas dos ideais emancipadores e libertários que empolgavam os brasileiros, nos primeiros anos do Século XIX, o Grande Oriente do Brasil, a partir das três Lojas que lhe deram sustentação inicial e apesar de alguns percalços, não parou mais de crescer e de acolher homens de valor e de destaque nas letras, nas artes, nas ciências e nas armas do Brasil, os quais teriam atuação marcante em muitos episódios sociais e políticos do país, a ponto de se poder dizer, sem medo de errar, que não se pode escrever a história do Brasil independente, sem entrar na história do GRANDE ORIENTE DO BRASIL.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir:.1º. Vig:.        Como ocorreram os primeiros movimentos para a criação de um Grande Oriente nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º. Vigilante        Aos 28 dias do terceiro mês do Ano da Verdadeira Luz de 5.822 (17.06.1822), em sessão da Loja Comércio e Artes, ao Oriente do Rio de Janeiro, presidida pelo Irmão Graccho (Ir.: João Mendes Viana), criou-se e inaugurou-se o Grande Oriente Brasiliano e, por aclamação, nomeou-se como Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira o Ir.: José Bonifácio de Andrada e Silva, do que foi participado pelos IIr.: Diderot (Joaquim Gonçalves Ledo) e Demétrio (Antonio dos Santos Cruz), que voltaram à Loja com a  notícia de que o Andrada aceitava o encargo . Esta sessão abrangia todo o povo maçônico brasileiro porque esta era a única Loja existente e regular no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Ir:. 2º. Vig:. como ficou constituída a primeira diretoria do recém   fundado Grande Oriente Brasiliano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º. Vigilante        Ven:. Mestre, nessa mesma sessão elegeu-se a primeira Diretoria do Grande Oriente Brasiliano, sendo 1° Vig. o Ir.: Joaquim Gonçalves Ledo, 2° Vig. o Ir.: João Mendes Viana, Grande Orador o Ir.: Januário da Cunha Barbosa, Grande Secretário o Ir.: Manoel José Oliveira, Promotor o Ir.: Francisco Luiz Pereira da Nóbrega e sendo Chanceler o Ir.: Francisco das Chagas Ribeiro, que tomaram posse imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre    Ir:. Orador, o que mais ocorreu nessa sessão de fundação do Grande Oriente Brasiliano?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orador        Foi nessa mesma sessão, que criaram outras duas Lojas, também metropolitanas e eleitas as respectivas Diretorias, ficando os IIr.: Manoel dos Santos Portugal, Pedro José da Costa Barros e Albino dos Santos Pereira, respectivamente, como Veneráveis das Lojas Comércio e Artes, Esperança de Niterói e União e Tranqüilidade. O Grande Oriente do Brasil começou já sob a influência dos ideais de emancipação política, uma vez que a sessão de fundação foi encerrada com os presentes prometendo que o Grande Oriente teria, como meta específica, a independência do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Meus Irmãos, agora se faz necessário que conheçamos dois maçons cuja história se entrelaça com a história do nosso país. São eles: Joaquim Gonçalves Lêdo e José Bonifácio de Andrada e Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir:. Secretário, falai-nos sobre Joaquim Gonçalves Lêdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário    Joaquim Gonçalves Lêdo, nascido no Rio de Janeiro em 1781 e morto em 1847, foi seguramente o maior maçom brasileiro de sua época de atividade. Chegou a iniciar o curso de medicina em Coimbra, em Portugal e, antes de concluir os estudos, retornou ao Brasil e assumiu um emprego de escriturário da contadoria dos Arsenais do Exército. Abraçou a causa da emancipação política e lutou, desabridamente, pela independência e fez da Maçonaria o centro incrementador das idéias de liberdade. A 15 de setembro de 1821 fundou, junto com o cônego Januário da Cunha Barbosa, o “ Revérbero Constitucional Fluminense”, jornal que teve a mais extraordinária influência no movimento libertador, pois contribuiu para a formação de uma consciência brasileira, despertando a alma da nacionalidade. Trabalhou pela reinstalação da Loja Comércio e Artes, em 1821. Em 1822, em 13 de maio, por obra do grupo de Ledo, através de proposta de Domingos Alves Branco Muniz Barretto, o príncipe regente D. Pedro recebia o título de Defensor Perpétuo do Brasil. Já o “Fico”, de 9 de janeiro de 1822, fora obra exclusiva da Maçonaria, através de Clemente Pereira, José Joaquim da Rocha e de Ledo. Foi um dos fundadores do Grande Oriente do Brasil, em 1822, ocupando o cargo de 1º Grande Vigilante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        O que podeis acrescentar, Ir:. 1° Vig:.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° Vigilante        Foi também sob sua influência, que o Grão-Mestrado do Grande Oriente, no final de setembro, foi entregue a D. Pedro. Graças ‘a rivalidade de seu grupo com José Bonifácio, foi processado por este, então Ministro de Estado, a 30 de outubro de 1822, após o fechamento do Grande Oriente, tendo de fugir, para não ser preso e deportado, como Januário, Clemente e Alves Branco. Com a queda dos Andradas, em julho de 1823, ele voltou ao Brasil, assumindo a cadeira de Deputado, para a qual tinha sido eleito em 1822. Viria, ainda a participar da reinstalação do Grande Oriente (1831/1832). Permaneceu na Câmara até 1834, afastando-se, depois, de tudo e vindo a falecer em 19 de maio de 1847. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Dizei-nos agora, Ir:. 2° Vig:., sobre a vida de José Bonifácio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2° Vigilante        José Bonifácio de Andrada e Silva, nasceu em Santos, SP, em 13 de junho de 1763 e foi cientista, político, ministro de Estado, e primeiro – além de terceiro – Grão-Mestre do Grande Oriente. Estudou ciências Naturais em Coimbra, especializou-se em metalurgia. Pertencente a diversas entidades científicas da Europa, descreveu doze novos minerais e, em sua homenagem, foi dado o nome de andradita a uma variedade cálcio-ferrosa de granada. Muito culto, era poliglota, falando e escrevendo francês, grego, latim, alemão e inglês. Como soldado, foi tenente-coronel do Corpo Acadêmico de resistência a Napoleão. Em 1819 regressou ao Brasil, ingressando na política e, em 1821, foi Vice-Presidente da Junta Governativa de São Paulo. A 18 de janeiro de 1822, José Bonifácio chegava ao Rio para assumir o Ministério do Reino e de Estrangeiros. Por ser o homem de maior expressão na política nacional no momento e por estar profundamente envolvido na luta pela independência, em 17 de junho de 1822 foi escolhido para ser o Grão-Mestre do Grande Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Ir:.Orador, como foi a atuação política de José Bonifácio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orador        Como ministro ele conseguiu o reconhecimento e o apoio internacional à causa da emancipação política do Brasil, sendo que, a 21 de janeiro de 1822, ele ordenou ao Chanceler-Mór (equivalente a Ministro da Justiça) que não publicasse nenhuma lei vinda de Portugal, sem a sua prévia aprovação e do príncipe. Discordava do grupo de Ledo porque pregava uma Independência com união brasílico-lusa, ao invés de rompimento definitivo. Na luta por maior prestígio político e influência sobre D. Pedro, desencadearam-se hostilidades entre os dois grupos, culminando com o processo de outubro de 1822, contra o grupo de Ledo, conhecido como “Bonifácia”. A 17 de julho de 1823, ocorreu a sua queda, seguida de prisão e desterro. Só voltaria ao país em 1829 e, após a abdicação de D. Pedro I e a pedido deste, tornou-se tutor do futuro D. Pedro II. Ainda, em 1831, participaria da reinstalação do Grande Oriente, voltando a ser o seu Grão-Mestre. Em 1823 foi destituído da tutoria, processado, preso e absolvido posteriormente. Morreu em 6 de abril de 1838, em Niterói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Qual foi a conseqüência das discordâncias entre as idéias de Gonçalves Ledo e José Bonifácio, Ir:. Secretário? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário        Ocorreu o fechamento do G:.O:.B:., Ven:. Mestre. Isso porque grande número de maçons, principalmente o grupo de Ledo, no Rio, além de outros espalhados pelo Brasil, professava idéias republicanas, além de estar o Imperador, por razões políticas, agastado com a disputa entre os grupos de Ledo e José Bonifácio. D. Pedro I, enviou ao seu 1º Grande Vigilante, a seguinte ordem: “Meu Ledo: Convindo fazer certas averiguações, tanto públicas como particulares na M.:, mando primo como Imperador, secundo como G.: M.:, que os trabalhos se suspendam até Segunda ordem Minha. É o que tenho a participar-vos agora. Resta-me reiterar os meus protestos como Ir:. Pedro Guatimozin G:. M:. - S. Cristóvão, 21 de Obro. 1822. P. S. – Hoje mesmo deve ter execução e espero que dure pouco tempo a suspensão porque em breve conseguiremos o fim que deve resultar das averiguações”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Ir:. 1º.Vig:., como ocorreu a reinstalação do G:.O:.B:.? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º. Vigilante        Após a abdicação de D. Pedro I, em 07 de abril de 1831, os maçons começaram a se reagrupar, percebendo a existência de um clima mais liberal, o qual seria propício aos trabalhos maçônicos. Por isso, que os remanescentes do primeiro Grande Oriente brasileiro, em outubro de 1831, reuniram-se, reinstalando os três primeiros quadros. E, para que fosse legal esse ato, os primeiros oficiais da Obediência instalada em 1822, juntaram-se em Grande Loja, juntamente com o primeiro Grão-Mestre nomeado, sob a determinação de que todos só serviriam provisoriamente, até que fosse concluída a Constituição do Grande Oriente do Brasil, sucessor do Grande Oriente Brasiliano. Logo depois que foi reinstalado, o Grande Oriente publicou um manifesto dirigido a todos os maçons brasileiros e às Obediências estrangeiras, anunciando que seus trabalhos retomavam força e vigor. Dessa foram, o Grande Oriente do Brasil, que se considerava sucessor do Grande Oriente Brasílico (ou Brasiliano), de 1822, seria reinstalado a 23 de novembro de 1831.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Ir:. 2º. Vig:., falai-nos sobre o Abolicionismo, movimento esse com forte apoio da maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º. Vigilante        Venerável Mestre, o movimento abolicionista tornou-se mais intenso a partir de 1870, embora houvesse a atitude pioneira da República Riograndense, originária da Revolução Farroupilha, liderada pelos maçons Bento Gonçalves e Davi Canabarro, fazendo libertar, de acordo como decreto de 11 de maio de 1839, os escravos aptos para a profissão das armas, oficinas e colonização. Depois da Lei Eusébio de Barros, de 1850, que extinguia o tráfico, a escravatura continuou a ser mantida, no Brasil, pela reprodução. O governo francês, em 1867, solicitou a libertação total dos escravos no Brasil. Mas as Lojas já se encontravam em plena efervescência abolicionista, além de republicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        E como foi a participação das Lojas Maçônicas, Ir:. Orador?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orador        O final da década seria de intenso trabalho maçônico, surgindo, então, as duas primeiras propostas de Lojas a tratar da libertação dos escravos. A primeira surgiu em 7 de agosto de 1869, na Loja Perseverança III, de Sorocaba, SP, apresentada por Ubaldino do Amaral e José Leite Penteado e que criava um caixa para libertação de meninas. O segundo projeto foi apresentado em 4 de abril de 1870, por Ruy Barbosa, que então cursava o 5º ano na Academia de Direito de S. Paulo, ‘a apreciação de Loja América, de S. Paulo, para ser encaminhada ao Grande Oriente dos Beneditinos, ao qual esta Loja se filiara. O projeto de Ruy Barbosa, constituiu-se mais como uma apresentação de uma idéia, porque não foi aprovado pela Loja América e terminou arquivado no Grande Oriente dos Beneditinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Irmão Secretário, dizei-nos dos maçons e das idéias republicanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Secretário        Venerável Mestre, a campanha abolicionista foi feita por maçons que, também, sonhavam com a república e, enquanto defendiam a primeira, não descuidavam de disseminar as idéias republicanas. Ao mesmo tempo que a política nacional da época se via ‘as voltas com a Questão Militar, que resultou na fundação de muitos clubes republicanos de inspiração maçônica, destacaram-se muitos maçons civis, que seriam chamados de republicanos históricos: Quintino Bocaiúva, Campos Salles, Prudente de Moraes, Silva Jardim, Rangel Pestana, Francisco Glicério, Américo de Campos, Pedro de Toledo, Américo Brasiliense, Ubaldino do Amaral, Aristides Lobo, Bernardino de Campos e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Contai-nos Ir:. 1° Vig:., como os maçons influenciaram a proclamação da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1° Vigilante        Várias Lojas aprovavam propostas contrárias ao advento de um terceiro reinado e pela implantação da república. Assim é que, a 21 de fevereiro de 1887, na Loja VIGILÂNCIA E FÉ, de S. Borja, RS, era aprovada proposta do Ir.: Aparício Mariense da Silva, no sentido de que se evitasse a implantação do Terceiro Reinado. As Lojas INDEPENDÊNCIA  e REGENERAÇÃO III, ambas de Campinas, SP, a 20 de junho de 1888, enviavam prancha a todas as Lojas solicitando apoio para uma conspiração que impedisse o Terceiro Reinado. Estas tratativas culminaram na preparação de um levante que deveria ocorrer a 20 de novembro de 1899, sempre tendo maçons à frente, sendo certo que, numa reunião na casa de Benjamin Constant, em 10 de novembro de 1899, presentes Francisco Glicério e Campos Salles, decidiu-se pela queda do Império. Benjamin Constant foi incumbido de persuadir o Marechal Deodoro, já que este era muito afeiçoado ao Imperador. Por fim, Deodoro assumiu o comando do movimento e proclamou a República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:.Mestre        Esta é a história do G:.O:.B:.. É a soma da história dos maçons. Os maçons combateram o colonialismo porque acreditavam na autodeterminação dos povos. Combateram a escravidão porque acreditavam que todos são iguais dentro de uma sociedade igualitária e justa. Combateram o regime imperial, porque acreditavam na República democrata como instrumento para permitir a representatividade de todos, no comando do destino de cada um, como cidadãos. Combateram a ditadura porque não aceitavam a usurpação política. Estes eram os principais inimigos da sociedade naquela oportunidade, e portanto eram também os principais inimigos da Maçonaria.. Em todos os momentos em que não houve prevalência da Verdade, possibilitando o avanço da Injustiça, a história nos mostra a presença de um maçom pronto ao combate, para restabelecer a Ordem e o domínio do Justo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:. Mestre    Para que nos preparamos, Irmão 2° Vig:.? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2° Vigilante        Nós fomos, durante todo o nosso aprendizado maçônico, preparados para agir como aqueles que tiveram a perspicácia de reconhecer no seu devido tempo os problemas sociais, que deviam ser enfrentados e resolvidos, e por isso, hoje são lembrados e exaltados.  Devemos ter os mesmos atos individuais de coragem que tiveram os maçons que hoje fazem parte da história da Humanidade. Temos a obrigação de agir para que, no futuro, sejamos citados pelos maçons que nos sucederem, e que, da mesma forma, os nossos nomes fiquem registrados, como cidadãos atuantes, na memória histórica de cada rua, cada bairro, cada cidade, cada Estado, por toda a Nação. E que esses maçons do futuro tenham em nós, como tivemos nos maçons do passado, o exemplo motivador da defesa da cidadania como instrumento de busca de uma sociedade mais igualitária, mais justa e fraterna, portanto mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:. Mestre    E neste começo de século, qual é o grande inimigo que os maçons devem combater, Ir:. 1º. Vig:.? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º. Vigilante        O principal inimigo da sociedade chama-se IMPUNIDADE. Combater a impunidade, eis o grande chamamento do nosso tempo. A IMPUNIDADE é a causadora dos maiores problemas da sociedade atual: a corrupção e a falta de segurança. Só é corrupto, seja ativa ou passivamente, quem tem a certeza de estar impune. Onde o braço da lei não chega é possível o domínio da violência. Neste momento o maçom deve estar consciente dos problemas da sua época, para não passar omisso pelo seu tempo. Temos a obrigação, por formação e compromissos juramentados, de defender os mais fracos  e de não conviver com  atitudes desonestas, buscando trazê-las à transparência necessária a que as  leis possam atingi-las. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ven:. Mestre    Maçons, só através da participação direta nos destinos da sociedade poderemos construir o mundo que desejamos. Os irmãos devem assumir as entidades civis e assistenciais; e a Maçonaria deve votar em maçons, para que possamos atingir os nossos objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(0)- Está encerrada a instrução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas Interessantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra "Grito do Ipiranga" de Pedro Américo , uma imensa tela a óleo (medindo 6m 56cm x 4m 10cm) foi pintada em Florença, Itália, entre os anos 1886 e 1888, por encomenda da Comissão Oficial incumbida da construção do Monumento do Ipiranga, em São Paulo. Esta tela, é uma imitação da Batalha de Friedland (entre o exército de Napoleão e tropas russas, ocorrida em junho de 1807) retratada por Ernest Meissonier. Para diferenciá-la da obra original, o pintor paraibano acrescentou à cena um carro de bois e uma choça. O “produto” final sairia bem diferente da realidade histórica: quando encontrou os dois mensageiros da Corte, D. Pedro não usava roupa de gala, O vale do Ipiranga, vira colina; a mula de D.Pedro, um belo cavalo zaino; roupas simples de viagem, trajes de gala; o grupo que acompanhava o Príncipe, afastado, aparece unido na sua retaguarda; os dois mensageiros que traziam as cartas, são transformados em mais de trinta guerreiros militarmente uniformizados, montando cavalos castanho-escuros e brancos. Do artificialismo, restou algo real: um assustado caboclo a frente de um carro-de-bois , às margens de cá; um humilde casebre, às margens de lá. D.Pedro estava acompanhado apenas da guarda de honra e de um pequeno grupo de seis pessoas, o padre Belchior Pinheiro de Oliveira, o secretário Luís Saldanha da Gama, futuro marquês de Taubaté, o secretário particular Francisco Gomes da Silva apelidado Chalaça, o major Franciso de Castro Canto e Melo e os criados João Carlota e João Carvalho, todos vestindo roupa simples de viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra-prima (ou melhor a cópia-prima) de Pedro Américo pode ser vista e elogiada no Museu Paulista, São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro país a reconhecer oficialmente a Independência do Brasil foi os EUA, em julho de 1824. Seguiram-se o México e a Argentina, em 1825. Na Europa, a França foi a primeira a dar o seu aval. Com suas afiadas garras, o leão britânico aproveitou a oportunidade, pra mais uma vez montar na cacunda dos Braganças (e dos brasileiros): para o seu reconhecimento oficial exigiu, além da manutenção dos privilégios da época joanina, que o "herói" libertador pagasse uma conta de dois milhões de libras esterlinas que Portugal devia aos bancos ingleses. Para cumprir a exigência, o Brasil recorreu à Inglaterra e ela própria emprestou o dinheiro pra si mesma. Resultado: o Brasil não viu a cor do dinheiro, e ficou na obrigação de pagar juros leoninos por décadas e décadas. Outros dois extorsivos empréstimos foram contraidos (em 1829 e 1859), por imposição da "amiga e protetora nação" para saldar restos da duvidosa conta portuguesa. E mais: uma cláusula do contrato do dito empréstimo (artigo 3º) "mandava contar os juros a partir de outubro de 1824" (o empréstimo foi lançado em janeiro de 1825).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-2101482411504202223?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/2101482411504202223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=2101482411504202223' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/2101482411504202223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/2101482411504202223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/maonaria-e-independncia-do-brasil.html' title='A Maçonaria e a Independência do Brasil'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-1582701710254326626</id><published>2007-07-22T03:35:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:35:25.863-07:00</updated><title type='text'>Trabalho: FRATERNIDADE</title><content type='html'>R:.E:.A:.A:.&lt;br /&gt;À Glória do Grande Arquiteto do Universo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FRATERNIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Encontramo-nos unidos na perseguição do sonho da fraternidade entre os homens. Frente aos embates entre pessoas e nações, temos absoluta necessidade de difundir e até encarnar o conceito da fraternidade como um valor superior da humanidade e da instituição maçônica. Mas, estranhamente, não nos tem sido fácil encarná-lo e difundi-lo ao longo da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A aspiração da fraternidade tem sido ponto essencial de todas as escolas filosóficas religiosas e o conselho constante de homens santos e sábios. Vamos relembrá-los, transcrevendo-os aleatoriamente, sem ordem cronológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No BRAMANISMO, no livro Mahabharata, 5,1517,  encontramos a máxima: “Esta é a súmula do dever: Não faças nada a outrem que te causaria dor se fosse feito a ti.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Também no BUDISMO, em Udanavarga 5,18, encontraremos a busca da fraternidade nas palavras: “Não ofendas os outros por formas que julgarias ofensivas a ti mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Voltaremos a encontrar semelhante conselho no livro Analecto, 15,23, do CONFUCIONISMO: “Existe máxima pela qual devemos reger-nos durante toda nossa vida? Sem dúvida, é a máxima da bondade e do amor: Não faças aos outros o que não quererias que eles fizessem a ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Encontraremos no TAOÍSMO outra sentença com força de lei moral: “considera o ganho do próximo como teu próprio ganho e a perda do próximo como tua própria perda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No livro Sunan, do ISLAMISMO, encontraremos o ensinamento da Fraternidade: “Nenhum de vós será crente, enquanto não desejar para seu irmão o que deseja para si mesmo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    No Talmude, Sabbat 31ª, o JUDAÍSMO nos ensina: “O que é odioso para ti não o faças ao teu próximo. Essa é toda a Lei; todo o resto é comentário.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O Cristianismo, pensamento filosófico mais próximo de nós, é pródigo em ensinamentos para a fraternidade. Em Matheus 7,12, encontramos: “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também vós, porque esta é a Lei e os Profetas.” Lucas, na parábola do Amor ao Próximo, capítulo III, 6, reproduz as palavras do próprio Cristo: “Mas eu vos digo, a vós que me escutais: amai os inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, falai bem dos que vos maldizem e orai por quem vos calunia. A quem te ferir numa face, oferece-lhe a outra; e a quem te tomar o manto, não impeças de levar também a túnica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Também na Maçonaria, que não é uma corrente filosófica, mas a escola do filosofar, em cada sessão do grau de aprendiz, o Irmão Orador é conduzido ao Altar dos Juramentos e, diante do Livro da Lei, solenemente nos lê o Salmo 133, do Velho Testamento, e nos lembra o conceito de valor superior: “Oh! Quão bom e quão suave é que os Irmãos vivam em união.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Tantas palavras sábias, de tão confiáveis fontes, não têm produzido o resultado que aspiramos. Não, o mundo ainda não conhece em sua plenitude a fraternidade como nos aconselham homens santos e sábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em Lucas, IV, 10, na parábola do Mandamento Principal, encontramos o contraste entre o conselho de Cristo e a incredulidade do doutor da Lei:&lt;br /&gt;    “Levantou-se um doutor da lei e para o tentar perguntou: Mestre, o que farei para alcançar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: O que está escrito na lei? Como é que tu lês? Ele respondeu dizendo: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, com toda a alma, com todas as forças, e com toda a mente, e o próximo como a ti mesmo”. Falou-lhe então Jesus: “Respondeste bem. Fazei isto e viverás. ”Mas querendo justificar-se, perguntou a Jesus: “E quem é meu próximo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Voltemos ao conceito de valores.&lt;br /&gt;    Os valores são sempre metas em nossa vida, sinalizando nosso caminho, mas a palavra valor designa realidades múltiplas, como nos ensina o Professor Moisés Mussa Battal. “Temos que uma estátua, uma sinfonia, que um quadro se diz que é belo, dando-lhe um valor. Uma propriedade tem um valor nominal ou um valor comercial. As obras literárias ou as filosóficas têm um inegável valor cultural. A planta valoriza a água ou os sais minerais ou o calor. O Homem tem uma noção muito complexa das necessidades, desde as mais baixas até as supremas”. Dessas necessidades surgem os valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Na elaboração deste trabalho, nós, os aprendizes, descobrimos que damos valor inestimável às demonstrações de fraternidade que recebemos dos Queridos Irmãos Mestres, à genuína alegria que percebemos neles quando nos recebem para as sessões rotineiras ou atividades festivas da Respeitável e Augusta Loja Aurora Lemense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sentimos imperiosa necessidade de retribuição e esta é, dentro do objetivismo,  a mecânica do estabelecimento de valores. “Se a água está fresca e eu estou sedento, então o valor da coisa está em ser água e fresca e a conseqüência desta, que eu aprecio, é que necessito satisfazer minha sede”, exemplifica o professor Mussa Battal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Estamos sedentos de fraternidade e não nos cabe perguntar, como o doutor da lei na parábola do Evangelista Lucas, “quem é meu próximo?” Porque há aqueles que pregam a fraternidade, a moral, a justiça, mas não são fraternos, nem moralistas, nem justos. São como os postes que indicam o caminho, mas não o percorrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Sejamos peregrinos, percorramos o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Para tanto, é preciso desfazer-se do peso dos preconceitos, reviver e incorporar ao comportamento o simbolismo da cerimônia de iniciação, tornar-nos leves para que possamos elevar a fraternidade como valor superior. Somente então poderemos reconhecer nossos queridos Irmãos como nosso próximo e expandir o sentimento e as ações de fraternidade para fora dos templos e vê-la, finalmente, triunfando como principio recomendado por tantos homens sábios e santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Então, quando o Irmão Orador proferir as palavras do Salmo 133, possamos ouvi-las ecoando no Templo e nos corações, vibrando como notas de violinos sobre a comunidade, a Nação e o Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Oh! Quão bom e quão suave é que os Irmãos vivam em união.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BATTAL, Moisés Mussa, “Lições de Filosofia Geral e Maçônica”, Editora A Gazeta Maçônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Roberto Louzã, “Pequena História do Pensamento Religioso”, Ensaio inédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASLAN, Nicola,     “Estudos Maçônicos sobre Simbolismo”, Edições GOB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BÍBLIA SAGRADA, Editora Vozes e Editora Santuário, 40ª ed.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-1582701710254326626?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/1582701710254326626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=1582701710254326626' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1582701710254326626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/1582701710254326626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/trabalho-fraternidade.html' title='Trabalho: FRATERNIDADE'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-2317474339729419216</id><published>2007-07-22T03:34:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:34:54.299-07:00</updated><title type='text'>AS FERRAMENTAS DO GRAU DE COMPANHEIRO</title><content type='html'>AS FERRAMENTAS DO GRAU DE COMPANHEIRO&lt;br /&gt;NAS VIAGENS DA ELEVAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Aprendiz, ao completar seus três anos de trabalho, é de se supor que tenha aprendido o significado da posição vertical ou perpendicular, ou seja, a reta que ascende para o reino dos céus, e portanto aproxima-se daquele ser humano hígido, de pé e ativo.&lt;br /&gt;A perpendicular tem sua representação no prumo, que é a jóia do segundo vigilante e é a medida de retidão. Estar a prumo significa estar de forma correta e precisa em qualquer posição na vida, quer familiar, quer profissional ou ainda fraternal.&lt;br /&gt;Nessas condições, o Aprendiz  deverá passar ao nível,  se comprovadamente tais propósitos foram cumpridos, ou seja, se ele se considera um, homem hígido,  de pé e ativo.  Pois o nível, simbolicamente, nos ensina que devemos pautar nossa vida dentro do equilíbrio,  a fim de que nossas ações se ajustem à perfeição do desejo, dando o equilíbrio necessário para que nossa obra seja permanente e estável, na medida justa e satisfatória. Assim, o nível e o prumo formam o dualismo perfeito e conduzem à sabedoria.&lt;br /&gt;No ritual de elevação, o candidato é informado pelo Venerável que irá passar do número três ao número cinco e,  para tal, deverá realizar cinco viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolvimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Síntese da Cerimônia de Elevação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1 - O Exp.:, chegando à porta do templo e conduzindo o candidato, bate à porta como no 1º grau.  O Cobr.: Int.: comunica ao Ven.: e este manda verificar quem bate.  Por sua vez, o Cobr.: Int.: informa que é o Exp.: conduzindo um&lt;br /&gt;Ap.: que deseja passar da Perpendicular ao Nível.&lt;br /&gt;À ordem do Ven:., o candidato entra como Apr.:, coloca-se entre colunas, à direita do Exp.:, faz a saudação às&lt;br /&gt;Luzes e permanece à ordem e com a régua ( não graduada) na mão esquerda (apoiada no ombro esquerdo que é o símbolo da Lei da Ordem e da Inteligência, que deve nortear as atividades dos Maçons e os estudos do Companheiro.  Ressalte-se que a Sessão foi aberta ritualisticamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            2 - A seguir, o Ven.:  explica, ao candidato, que ele irá passar do  número TRÊS ao número CINCO e que deverá realizar cinco viagens, em alusão aos cinco anos de trabalhos e de estudos, que era, primitivamente, a exigência para que os obreiros aspirassem à ascensão dentro da Ordem. Hoje não se trata de uma graça especial o fato de serdes elevado após um estágio simbólico, o que contudo não é feito indistintamente.Por isso, aquele que é privilegiado, deve tornar-se digno de tal graça, trabalhando com todo zelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O próprio Ven.: ou o Orad.: explica, a seguir, o significado da Régua de 24 polegadas  que o candidato leva no ombro.   - Todos os sinais maçônicos devem ser feitos com a mão e jamais com instrumento de trabalho como: malhetes, bastões, espadas, sacolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;A RÉGUA DAS 24 POLEGADAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    A polegada é uma medida antiga que se afastou do sistema métrico francês; contudo, ainda é usada, posto que esporadicamente,  é utilizada por nós brasileiros.&lt;br /&gt;    A Maçonaria a adota porque simboliza o dia com as suas 24 horas.&lt;br /&gt;    Assim, a régua maçônica mede 0,66 (sessenta e seis centímetros - a polegada é a 12ª parte do pé, ou, 0,0275).&lt;br /&gt;    O tamanho da régua já sugere que é um instrumento destinado à construção.&lt;br /&gt;    Filosoficamente, o maçom deve pautar a sua vida dentro de uma determinada medida, ou seja, deve programá-la  corretamente e não se afastar dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    3- A Primeira viagem; antes, a uma ordem do Ven.:, o Exp.: substitui, na mão esquerda do  Aprendiz, a Régua pelo&lt;br /&gt;                                       Maço e pelo Cinzel.&lt;br /&gt;     Depois disso ele toma a mão direita do candidato, do Norte e do Sul, mas só no espaço entre as Colunas do Norte  para o Sul, passando-se, depois, entre colunas e à ordem, sem fazer qualquer sinal, a não ser inclinar ligeiramente a cabeça em sinal de respeito ao Venerável. É  comunicado  que foi concluída a primeira viagem.&lt;br /&gt;O Ven.: então fala sobre o significado dessa viagem e sobre o Simbolismo do Maço e do Cinzel  - É mister que  ressaltar que todos os Irmãos, ao adentrarem o templo, durante a sessão, devem fazê-lo com as devidas formalidades, ou seja:  deverá entrar com a marcha do grau&lt;br /&gt;                                Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Meu Ir.: , esta primeira viagem simboliza o período de um ano, que o Comp.: deve empregar em aperfeiçoar-se na prática de cortar e lavrar a P.: B.: que aprendeu a desbastar, quando Apr.:, com o maço e o Cinzel. Por muito perfeito que seja o Apr.: lembrai-vos que sozinho não pode terminar a sua obra, visto como os molhes (paredão, que se constrói nos portos de mar em forma de cais, para protege-lo da violência das águas; quebra-mar) de pedras do Templo que se  eleva a Glória do Gr.: Arq.: do Univ.: exigem, um duro e penoso trabalho no Maço, e da firme e aplicada direção do Cinzel, não se desviando do que  pelos Mestres lhe foi traçado (pequena pausa).&lt;br /&gt;Dai-me o Sin.: de Apr.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolismo do Maço e Cinzel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maço -  O maço é uma espécie de martelo,  de maiores proporções,  servindo para construir ou para destruir.&lt;br /&gt;              Maçonicamente, o maço é a ampliação do malhete, instrumento empunhado pelo Venerável Mestre e pelos Vigilante, representando a  força e vigor&lt;br /&gt;                  O maço sugere duas situações, uma ativa, outra passiva; a ativa é quando bate, e passiva quando o objeto batido sofre o choque.&lt;br /&gt;             O que nos lembra o maço, senão que o usamos na iniciação apenas uma vez, dando três pancadas na pedra bruta?&lt;br /&gt;            Podemos tirar uma boa lição desse instrumento tão contundente, usando-o em nós mesmos  para retirar as arestas de nossa pedra bruta, objetivado o auto aprimoramento.&lt;br /&gt;             A maçonaria é uma escola, mas há viabilidade de uma auto-educação, pois, ao invés de esperarmos que alguém nos bata para aparar nossas arestas, podemos fazer isso nós mesmos, em uma atitude mais suave e precisa.&lt;br /&gt;                      Reconhecer os próprios erros já é uma prática de desbastamento do espirito, ainda embrutecido da  inteligência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinzel - Instrumento do grau de Aprendiz, que, com o malho, serve para desbastar simbolicamente a  pedra bruta, esta um emblema da personalidade não educada e polida. Representa o intelecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 -  A Segunda Viagem -  Inicia-se pela substituição do Maço e o Cinzel, pelo Compasse e pela Régua  de 24&lt;br /&gt;                                         Polegadas. O trajeto é o mesmo da primeira,  terminando entre colunas, ficando, o candidato, à direita do Exp.:. Depois da comunicação do término da viagem, o Vem.: explica o significado dela e o do Compasso e da Régua de 24 polegadas  - Arrastar os pés no chão, para as delegações de Lojas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Meu Ir.:, esta Segunda viagem nada mais é do que o símbolo&lt;br /&gt;                                                                               do segundo ano, no qual o Apr.: deve adquirir os elementos práticos da Maçonaria, isto é, a arte de traçar linhas sobre materiais desbastados e aplainados, o que só se consegue com a Régua e o Compasso. (pequena pausa)&lt;br /&gt;Vem.: - Meu Ir.: , daí o sinal do Toq.: de Apr.: ao Ir.: 2º Vig.:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolismo do Compasso&lt;br /&gt;O Compasso  Filosoficamente, o homem constrói a si próprio, e para que resulte um templo apropriado a glorificar o&lt;br /&gt;                        grande arquiteto do universo torna-se indispensável saber usar cada um dos principais instrumentos da construção.&lt;br /&gt;           Dos alicerces ao teto, todos eles são indispensáveis, e quando surgir em nosso caminho algo com aparência de incontornável, lançamos  mão da alavanca. Removido o obstáculo, teremos uma edificação gloriosa que nos honrará.&lt;br /&gt;                          O compasso mede os mínimos valores  até completar ao circunferência e o círculo onde fixamos uma das hastes do compasso  e, girando sobre nós próprios, executaremos com facilidade o projeto perfeito.&lt;br /&gt;                          O entrelaçamento do compasso  com o esquadro será o distintivo permanente da maçonaria. Nossa vida é uma prancheta onde grafamos os projetos que, estudados, calculados os seus valores resultará no caminho completo para a construção de nosso ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 - A Terceira viagem; para isso, é substituído, na mão esquerda do candidato, o Compasso pela Alavanca,&lt;br /&gt;                                      continuando a Régua de  24 polegadas. A viagem é igual às anteriores e, no final o Vem.: dá as explicações sobre ela e sobre a Alavanca. - Trata-se do terceiro ano de estudos. A alavanca é o símbolo da Força , servindo para erguer os mais pesadas fardos; moralmente, ela representa a firmeza de caráter, a coragem indomável do homem independente e o poder do amor à Liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Meu Ir.: , esta terceira viagem simboliza o terceiro ano, no qual se&lt;br /&gt;                                                                                confia ao Apr.: a direção, transporte,  colocação dos materiais trabalhados, o que se alcança com a Régua e a Alavanca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alavanca, em lugar do Compasso, é o emblema do poder que, junto às nossas forças individuais, multiplica a potência do esforço e possibilita o desempenho de grandes tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolismo da Alavanca&lt;br /&gt;A Alavanca - Trata-se de  um instrumento utilizado que representa simbolicamente a força. Seu formato, de per si,&lt;br /&gt;                       sugere essa referida  força; basta-lhe um ponto de apoio para erguer um peso enorme sob a simples pressão muscular de um braço.&lt;br /&gt;                        Arquimedes dizia: " Dai-me um ponto de apoio que erguerei o mundo" , manifestação filosófica no sentido de valorizar o " ponto de apoio" .&lt;br /&gt;                       Em nossa vida quando no deparamos com algum obstáculo a ser removido e que exp0ressa um esforço impossível, o maçom deve evocar a alavanca e buscar esse "ponto de apoio".&lt;br /&gt;                        Às vezes , a solução está perto de nós e não visualizamos porque nossa atenção  está voltada para o grande obstáculo.&lt;br /&gt;                         A lição da alavanca é que não há peso que não possa ser removido e, assim, os obstáculos serão removidos, embora ultrapassados , pois a alavanca apenas suspende e, desequilibrando o peso, faz com que este se mova.&lt;br /&gt;                          Existindo o problema, ao lado estará a solução, basta encontrá-la, o que não é tarefa ingente.&lt;br /&gt;                          O) "!ponto de apoio" é quem suporta todo o peso do obstáculo e, assim, revela-se a parte mais importante.&lt;br /&gt;                         Numa fraternidade, cada irmão constitui um "ponto de apoio", que unidos representa a alavanca, devemos aprender a usar esse poder que só a maçonaria propicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - A Quarta Viagem - Inicia-se com a substituição da alavanca pelo Esquadro, continuando a Régua de 24 Polegadas.&lt;br /&gt;                                    O trajeto é o mesmo das viagens anteriores e , no final da viagem., o Vem.: dá a explicação sobre os símbolos.  - Esta viagem representa o estudo da Natureza, cujo conhecimento nos leva construção do edifício na direção de seu todo, simboliza ainda  . S Explicação do Vem.: ao Candidato:&lt;br /&gt; - Meu Ir. , nos tempos primitivos da nossa Ordem era mister que o Apr.: trabalhasse, sem interrupção durante cinco anos, para ser Elevado à Comp.: . Não quero, com isso, dizer que seja uma graça especial o fato de serdes Elevado hoje, após um estágio simbólico, o que , contudo , não é feito indistintamente.&lt;br /&gt;] dizendo pelas ciências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Esta quarta viagem, meu Ir.:, simboliza o quarto ano de um Apr.:, no&lt;br /&gt;                                                                                qual ele deve ocupar-se, principalmente, na construção do edifício, na direção de seu todo, verificando a colocação dos materiais reunidos dando continuidade  da obra do Grande Arquiteto do Universo . Esse conhecimento nos traduz que com a aplicação do zelo e da inteligência    mostrado no trabalho constante, comedido e aprimorado   pode nos permitir orientar nossos  IIr.: menos instruídos.:&lt;br /&gt;                                                                             - Meu Ir. , nos tempos primitivos da nossa Ordem era mister que o Apr.: trabalhasse, sem interrupção durante cinco anos, para ser Elevado à Comp.: . Não quero, com isso, dizer que seja uma graça especial o fato de serdes Elevado hoje, após um estágio simbólico, o que , contudo , não é feito indistintamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simbolismo do Esquadro&lt;br /&gt;O Esquadro -  Somente quem souber esquadrejar poderá transformar a pedra bruta em pedra angular e devidamente&lt;br /&gt;                        desbastada, visando - num trabalho - poli-la e burila-la parta ser transformada em pedra de adorno na construção.&lt;br /&gt;                          O Esquadro que forma um ângulo reto nos ensina a retidão de nossas ações; o maçom em sua linguagem simbólica diz que pauta a sua vida "dentro do esquadro"&lt;br /&gt;                            Tudo está na dependência da retidão , tanto na horizontalidade como na verticalidade.&lt;br /&gt;                           Seguindo-se as hastes do esquadro, teremos dois caminhos que vão se afastando, quando mais distantes seguirem; isso nos ensinará que se nossa vida se pautada de forma correta, encontraremos o caminha da verticalidade espiritual e o da horizontalidade material..&lt;br /&gt;                           Esse instrumento é imprescindível na construção; caso não for usado, teremos uma obra torcida, sem equilíbrio e pronta para ruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - A Quinta Viagem -  O Exp.: retira o Esquadro e a Régua da mão do candidato, pois, nesta viagem, ele nada leva. O&lt;br /&gt;                                       Exp.:, então encosta a ponta de uma espada sobre o peto ( lado esquerdo, região cordial) do Aprendiz, que com o polegar e o indicador da mão direita, segurará a ponta da arma, fixando-as. E assim é feita a circulação. - A Quinta viagem significa que, tendo, o candidato terminado a sua aprendizagem material, representada pelas quatro viagens, em que ele conduziu instrumento de trabalho, ele pode aspirar a alguma coisa além do que pode ser percebido no plano físico do Aprendiz. Ou seja, ele está pronto para a transição do plano físico ao plano espiritual, ou plano cósmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Terminada, o Vem.: transmitirá  o seu significado.&lt;br /&gt;                                                                                Esta quinta viagem mostra que o Apr.: suficientemente instruído nas práticas manuais, deve, durante o quinto e último ano, aplicar-se ao estudo teórico.                 &lt;br /&gt;                                                                               Meu Ir.:, não basta estar no caminho da Virtude, para nela nos conservamos; parta chegarmos a Perfeição,   são necessários muitos esforços.   Segui, pois o objetivo traçado e tornai-vos digno de conhecer os altos trabalhos maçônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - Considerações finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Observando-se o painel do grau de companheiro vê-se  as 09 seguintes ferramentas::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;              Alavanca, Cinzel; Compasso, Esquadro, Maço, Nível, Prumo, Régua, e a  Trolha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O que tem haver  6 destas 9  ferramentas quanto ao desejo do candidato passar da Perpendicular ao nível ?&lt;br /&gt;              A perpendicular representa o ser humano hígido, de pé e ativo, é a reta que ascende para o reino dos céus; é a escada de Jacó que na sua verticalidade rompe as nuvens do firmamento. &lt;br /&gt;          Observa-se ainda outros dísticos, porem não é o caso a ser discutido no momento.&lt;br /&gt;           Assim das  ferramentas enumeradas, apenas :&lt;br /&gt;            O maço, o cinzel,  o compasso,  a régua, a alavanca e o  esquadro serão utilizados na cerimonia de elevação.,    &lt;br /&gt;            Embora, use-se também a espada na 5ª viagem,  esta não é ferramenta do grau de companheiro, mas representa a proteção do sigilo que o agora companheiro deverá conservar consigo, ou partilhar com irmãos do mesmo grau ou superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Concluindo, de todo os conhecimentos transmitidos,  entedemos, que não basta estar-mos no caminho da virtude, e nela nos conservar-mos,; para chegarmos  à perfeição, são necessários ainda muitos esforços. estudo e pesquisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A atuação do maçom não se restringe a loja, pois é seu dever é exercer a verdadeira postura maçônica no mundo profano, agindo com tolerância, prudência e respeito pelo ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritual - Rito Escocês Antigo e Aceito - 2º Grau - Companheiro - Grande Oriente do Brasil - 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAMINO, R - Breviário Maçônico - Para o dia-a-dia do Maçom - Madras Editora Ltda. São Paulo,&lt;br /&gt;       1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTEZLLANI, J. Liturgia e Ritualística do Grau de Companheiro Maçom ( em todos os Ritos)&lt;br /&gt;        A Gazeta Maçônica. S Significado dessa viagem - palavras do Ven.: - Paulo ,1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIGUEREDO, J.G. - Dicionário de Maçonaria - Seus mistério, Seus ritos, Sua filosofia , Sua história. Editora&lt;br /&gt;       Pensamento Ltda, São Paulo, 1996-97-98.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-2317474339729419216?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/2317474339729419216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=2317474339729419216' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/2317474339729419216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/2317474339729419216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/as-ferramentas-do-grau-de-companheiro.html' title='AS FERRAMENTAS DO GRAU DE COMPANHEIRO'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-8973563660813893701</id><published>2007-07-22T03:33:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:34:08.830-07:00</updated><title type='text'>INTUIÇÃO E MAÇONARIA, ÉTICA E INTUIÇAO</title><content type='html'>Eis aqui uma bela parceria, Intuição e Maçonaria. Quando se busca autoconhecimento, a Filosofia e o desconhecido se unem de mãos dadas com os Símbolos e com tudo aquilo que conhecemos. No entanto, muito do que nos surge em pensamento ou palavras, e que nos faz reconhecer aquilo que há muito já sabíamos ou ainda sensações que nos surgem quando precisamos de respostas internas rápidas, nada mais são do que nuances da tão propalada Intuição.&lt;br /&gt;    No princípio do século passado, expoentes das ciências fizeram uma desconcertante afirmação: A maioria de nós passa a vida e morre sem haver desenvolvido mais que 10% da nossa capacidade mental.&lt;br /&gt;    O objetivo deste trabalho é trazer algumas reflexões sobre a iluminadora capacidade mental, o dom chamado Intuição, analisada no ambiente de conhecimento das instituições iniciáticas, dando aos nossos Irmãos a oportunidade, quer seja através de debates, de reflexões ou estudos sistemáticos. Isso é Maçonaria, pensar e estimular o outro a também pensar.&lt;br /&gt;    A intuição humana é matéria altamente instigante, maravilhosa e ao mesmo tempo importantíssima para o desenvolvimento do homem no encontro com seu verdadeiro destino.&lt;br /&gt;    Ela parece trazer as mesmas características do ar: é eflúvia, fluídica, é impossível de se tocar com a mão. Nós a sentimos, mas não podemos ver, é transparente e sutil como uma leve brisa. Por isso abordar este assunto é trabalho relativamente delicado, visto que se pode vaguear para o campo da imaginação.&lt;br /&gt;    Despido de seu traje supersticioso, a léxica intuição não é somente uma ferramenta no caminho da sabedoria emanada do coração-consciência, mas uma atualíssima matéria no mundo do gerenciamento dos altos negócios, um precioso instrumental nas mais variadas áreas de pesquisas e nas descobertas e invenções mais avançadas das ciências modernas.&lt;br /&gt;    Não é sem razão que a intuição é hoje objeto de altos estudos em centros avançados do primeiro mundo, como o IMD (International Institute for Management Development) da Suissa, ou da Stanford Busines Scool, ou do Instituto de Tecnologia de New Jérsei, ou a Koestler Fundation de Londres, só para citar alguns exemplos.&lt;br /&gt;Cientistas e pensadores sérios e do mais alto quilate se debruçam sobre esta realidade em todo o mundo, revitalizando um saber que os antigos mestres já haviam utilizado. Por tudo isso não é sem propósito prognosticar que após a era da razão estaríamos entrando na era da intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é intuição&lt;br /&gt;A primeira coisa que vamos fazer é desmistificar a intuição. Devemos tratar essa poderosa capacidade sem preconceitos e sem superstição. Clarividência, premonição, psicofonia, daemon, musas, visões, misticismo, percepção extra-sensorial, tais termos, na maioria das vezes insuficientes, procuram denominar as potencialidades intuitivas e necessitam ser desmistificados, estudados e encorajados em nós.&lt;br /&gt;É um fenômeno psíquico muito natural e presente no cotidiano de nossas vidas. A palavra “intuição” é derivada do termo latino intueri (in+tueri), que significa “olhar para dentro”. É sempre uma linguagem interna que facilita o “insight” (inspiração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Conhece-te a ti mesmo e aumentarás a tua intuição”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mergulho interior é uma forma de ampliar a intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode complicar uma coisa simples, porém, regra geral, quando se aborda esta esplêndida dimensão humana nos flagramos a utilizar palavras com significados obscuros e muitas vezes ambivalentes como, por exemplo: intuição é revelação, metafísica, fé, êxtase, premonições, sexto sentido, percepção extra-sensorial, clarividência etc.&lt;br /&gt;O sistema intuitivo é como uma grande antena, que recolhe informações não-verbais. É importante entendermos desde já que a intuição se expressa por uma linguagem não-verbal, isto é, geralmente sua comunicação não se faz através de palavras, mas de símbolos e sensações.&lt;br /&gt;Qual de nós já não teve uma premonição que nos salvasse de cometer algum erro; que não se sentiu inspirado a escrever uma poesia, um texto ou uma pintura? Qual de nós já não descobriu a solução de um problema por pura intuição; que percebeu uma coincidência que teve dificuldade de atribuí-la ao acaso? Qual de nós que não ouviu aquela voz interna que nos impeliu em algum momento de nossa vida e, depois de agir sem ter uma explicação lógica, viu que foi acertado?&lt;br /&gt;A intuição de algo é um conhecimento que parece chegar até nós sem sabermos de onde vem. É uma percepção súbita. A intuição nunca adormece.&lt;br /&gt;O átomo, por exemplo, foi intuitivamente conhecido na Grécia há milhares de anos e só há algumas décadas passou a ser objeto de experiências dos cientistas.&lt;br /&gt;Einstein já afirmara que as verdades elementares do universo somente são alcançadas através de nossa intuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE ÉTICA&lt;br /&gt;A ética é uma característica inerente a toda ação humana e, por esta razão, é um elemento vital na produção da realidade social. Todo homem possui um senso ético, uma espécie de “consciência moral”, estando constantemente avaliando e julgando suas ações para saber se são boas ou más, certas ou erradas, justas ou injustas.&lt;br /&gt;Existem sempre comportamentos humanos classificáveis sob a ótica do certo e errado, do bem e do mal. Embora relacionadas com o agir individual, essas classificações sempre têm relação com as matrizes culturais que prevalecem em determinadas sociedades e contextos históricos.&lt;br /&gt;A ética está relacionada à opção, ao desejo de realizar a vida, mantendo com os outros, relações justas e aceitáveis. Via de regra está fundamentada nas idéias de bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz.&lt;br /&gt;Em nossas relações cotidianas estamos sempre diante de problemas do tipo: Devo sempre dizer a verdade ou existem ocasiões em que posso mentir? Será que é correto tomar tal atitude? Devo ajudar um amigo em perigo, mesmo correndo risco de vida? Existe alguma ocasião em que seria correto atravessar um sinal de transito vermelho? Os soldados que matam numa guerra podem ser moralmente condenados por seus crimes ou estão apenas cumprindo ordens?&lt;br /&gt;    Diante dos dilemas da vida, temos a tendência de conduzir nossas ações de forma quase que instintiva, automática, fazendo uso de alguma “fórmula” ou “receita” presente em nosso meio social, de normas que julgamos mais adequadas de serem cumpridas, por terem sido aceitas intimamente e reconhecidas como válidas e obrigatórias. Fazemos uso de normas, praticamos determinados atos e, muitas vezes, nos servimos de determinados argumentos para tomar decisões, justificar nossas ações e nos sentirmos dentro da normalidade.&lt;br /&gt;    Conclusão: O que é Ética?   ÉTICA É ALGO QUE TODOS PRECISAM TER.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÈTICA E INTUIÇÃO NA MAÇONARIA&lt;br /&gt;    Se os segredos menores são acessíveis a qualquer um, bastando a utilização da capacidade racional, sem a consideração ética do caráter do homem que busca, o mesmo parece não acontecer com os grandes segredos atingidos pela nossa capacidade intuitiva.&lt;br /&gt;    A falta de ética é um obstáculo intransponível para quem quer atingir as verdades somente visíveis através do olho intuitivo. A imoralidade é uma venda negra que encobre a visão do homem impuro.&lt;br /&gt;    Sem ética não há intuição, sem intuição não há revelação.&lt;br /&gt;    Nesse caminho há um lema: Antes de tudo honestidade consigo mesmo e para com os outros!&lt;br /&gt;    Se há um ponto em comum entre todas as grandes doutrinas sapienciais e as milenares religiões são a insistente pregação da sensibilidade e prática do bem por parte do homem.&lt;br /&gt;    Nas instituições místicas filosóficas não poderia ser diferente. Não é sem razão que as escolas de ensinamentos reservados em círculos restritos, após um julgamento do Profano, introduz o iniciado no estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. E para tal mister se utiliza também da sua intuição, quando lança mão de Ritos e Símbolos, portadores de maravilhosas mensagens como o esquadro e a pedra bruta, só para exemplificar.&lt;br /&gt;    Para poder evoluir nos mistérios, o Iniciado precisa ter o espírito sensível ao bem, entendido como uma qualidade atribuída a ações e a obras humanas que lhes confere um caráter moral.&lt;br /&gt;    Esta qualidade se anuncia através de fatores subjetivos, como o sentimento de altruísmo, fraternidade, utilidade, o sentimento de dever, a disposição da alma que nos induz a praticar o bem, o combata constante ao vício e o trabalho para acostumar o nosso espírito a curvar-se às grandes afeições e a não conceber senão idéias sólidas de Bondade e de Virtude. Bem como incentivando o conjunto das nossas faculdades morais, brio, vergonha e bons costumes. Isto porque é só regulando os nossos costumes pelos princípios eternos da moral, que poderemos dar à nossa alma esse equilíbrio de força e de sensibilidade que constitui a sabedoria, ou antes, a ciência da vida, como ensinam as lições das veneráveis instituições.&lt;br /&gt;    Esta é uma das condições sine qua non  para o desenvolvimento de uma ampla visão por parte do Iniciado, um vaticínio terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se praticares a honestidade da mente, a sinceridade do espírito e o desapego, conhecerás o teu Ser, conhecerás a Mim, conhecerás ao Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do livro “INTUIÇÃO E MAÇONARIA” de Fernando César Gregório – Editora “A TROLHA”&lt;br /&gt;Do livro “O QUE É ÉTICA” de Álvaro L.M. Valls – 7ª edição - Editora Brasiliense.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-8973563660813893701?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/8973563660813893701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=8973563660813893701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8973563660813893701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8973563660813893701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/intuio-e-maonaria-tica-e-intuiao.html' title='INTUIÇÃO E MAÇONARIA, ÉTICA E INTUIÇAO'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-9222119735527942670</id><published>2007-07-22T03:32:00.002-07:00</published><updated>2007-07-22T03:33:14.197-07:00</updated><title type='text'>DUQUE DE CAXIAS</title><content type='html'>BICENTENARIO DE NASCIMENTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DUQUE DE CAXIAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Patrono do exercito brasileiro e Grão-Mestre de Honra do Grande Oriente do Brasil, Luiz Alves de Lima e Silva nasceu na Fazenda Taquaruçu, Porto de Estrela, hoje município de Caxias – na Província do Rio de janeiro, no dia de São Luis, 25 de agosto de 1803, numa família de militares.&lt;br /&gt;    Neto, filho e irmão de militares, logo aos cinco anos.a 22 de novembro de 1808, era reconhecido cadete, segundo o costume da época, nas famílias militares. Aos 14 anos, entrou para o serviço efetivo do Exercito e, um ano depois, já era alferes, tendo sido transferido para a Academia Real Militar, que fora criada em 1814, pelo príncipe regente D João, o futuro D João VI, de Portugal.&lt;br /&gt;    A 2 de janeiro de 1821 era promovido a tenente e em dezembro do mesmo ano, concluía o curso de oficial, incorporando-se ao Primeiro Batalhão de Fuzileiros.&lt;br /&gt;Em 1822 ocorria a Independência do Brasil e a reação portuguesa, na Bahia. Era então, chamado a enfrenta esta reação, incorporando-se  ao recém criado Batalhão do Imperador, sob o comando de seu tio Jose Joaquim de Lima e silva, recebendo seu batismo de fogo, quando, num ataque frontal, conquistava uma posição fortificada a 28 de março de 1923. Em julho do mesmo ano, com o termino da refrega ele voltava ao RJ, coberto de glória, sendo promovido a capitão.&lt;br /&gt;Em 1924, com apenas 21 anos de idade recebia do Imperador D Pedro I, a Imperial Ordem do Cruzeiro. Em 1825 partia, para servir na Guerra da Cisplatina, que se estendeu até 1828, tendo sido citado por bravura, três vezes, promovido a major e recebido comendas da Ordem de São Bento de Avis e Hábito de Rosa.&lt;br /&gt;Após a abdicação de D Pedro I, a 7 de abril de 1831 ele era encarregado pelo Ministro da Justiça (que foi maçom) de organizar uma unidade de 400 oficiais, o Batalhão Sagrado, para manter a ordem e evitar a anarquia, competindo também a ele, organizar a Guarda Municipal Permanente, hoje Policia  Militar, que a 3 de abril de 1832, derrotaria as forças do Major Miguel Frias de Vasconcelos, que sublevara seus companheiros de prisão, na Fortaleza de Villegaignon, pretendendo derrubar a regência.&lt;br /&gt;A 2 de fevereiro de 1833, o Major Lima e Silva se casava com Ana Luisa, na Igreja da Candelária, no RJ. Em 1837 era promovido a Tenente Coronel e em 1839, seguia-se para o RS, sacudido pela Revolução Farroupilha, em viagem de inspeção, como conselheiro militar, na comitiva do Ministro da Guerra, Sebastião de Rego Barros. Ao voltar ao RJ, ele recebia do Regente Araujo Lima, que sucedera Feijó, a oferta para comandar as forças do Sul, ele se recusaria a isso, porém, porque era tenente coronel e havia muitos generais na região.O rígido respeito à hierarquia seria uma tônica em sua vida.&lt;br /&gt;Ainda em 1839 era nomeado presidente e comandante geral das forças militares do Maranhão, para por fim à rebelião conhecida por “a balaiada”, que tinha esse nome, por ser liderada pelo fabricante de balaios Manoel Francisco dos Anjos Ferreira, que se opunha o governo provincial. A 4 de fevereiro de 1840 ele chegava a São Luis e em março libertava a cidade de Caxias, dando por encerrada a sua missão, em janeiro de 1841, com o esmagamento da revolta e a anistia a cerca de 12 mil rebeldes.&lt;br /&gt;A 13 de maio do mesmo ano, retornava ao RJ, sendo a 18 de julho, promovido a general-brigadeiro. Na mesma época, recebia o título de Barão de Caxias, referência à cidade em que derrotara os balaios.&lt;br /&gt;A 21 de março de 1842 era nomeado comandante da Armas da Corte, ao tempo em que irrompia a Revolução Liberal, em SP e MG, tendo Feijó como um de seus líderes.&lt;br /&gt;A 17 de maio, Caxias era nomeado comandante-chefe das forças em São Paulo e vice-presidente da Província. A tomada de Sorocaba, a 20 de junho, e o cerco a Santa Luzia, a 20 de agosto, decidiram a  sorte dos revoltosos. A essa altura dos acontecimentos, já era maçom, época em que permaneceu mais tempo sediado no RJ.&lt;br /&gt;Em setembro de 1842 reassumia o Comando das Armas da Corte, sendo cognominado o Pacificador, pois já pacificara três províncias, restando apenas a do RS. Mas já a 9 de novembro de 1842, ele era nomeado Comandante de Armas e Presidente dessa Província, para acabar com a Revolução Farroupilha – ou Guerra dos Farrapos – o que conseguia somente dois anos após, em janeiro de 1845, completando a obra pacificada e garantindo a unidade nacional. Era, então, promovido a marechal-de-campo, agraciado com o título de Conde e indicado para o Senado.&lt;br /&gt;Em 1852, partiria novamente para o sul, para participar da Campanha contra Oribe e Rosas, encerrando sua missão a 4 de junho de 1852. A26 de julho ele recebia o título de Marquês. Em 1855 era convidado a ocupar  a pasta da Guerra, no Gabinete presidido pelo Marques do Paraná (maçom). Após o falecimento deste, ele era indicado para a presidência do conselho de Ministros, anos depois, em 1861 a 1862, voltaria a ocupar a chefia do Gabinete conservador.&lt;br /&gt;Em 1865 ao se iniciar a Guerra do Paraguai, Caxias era mantido fora da luta, já que o gabinete Liberal, presidido por Zacarias de Goes, não simpatizava com a sua posição política conservadora. Todavia a 10 de outubro de 1866, com o general Osório (maçom,) ferido e fora de combate e diante do rumo que tomava a guerra, Zacarias rendia-se a evidencia e nomeava  Caxias para a chefia das tropas brasileiras.&lt;br /&gt;Assim, em 22 de julho de 1867, com 64 anos de idade ele reiniciava sua luta, reorganizando o Exercito combalido Começavam então, a partir daí a surgir vitórias Tuiu-Guê, Membuci, Potrero Obella, Taq e Humaitá. Todavia, sentindo que lhe faltava apoio moral do governo, ele apresentava seu pedido de exoneração, após a passagem de Humaitá. O Conselho de Estado, porém, acabaria optando pela retirada do ministério liberal, prestigiando a Caxias, que fortalecido, prosseguia numa série de vitórias – Itororó, Avaí e Lomas Valentias – até a entrada triunfal em Assumpção, a 5 de janeiro de 1869.&lt;br /&gt;Retornando ao RJ era coberto de honrarias e medalhas, sendo agraciado com o título de Duque, o mais alto de toda hierarquia da nobreza, abaixo apenas da Realeza (foi o único Duque da história do Brasil Imperial).&lt;br /&gt;A 25 de junho de 1875 o imperador D Pedro II o nomeava Presidente do Conselho de ministros, para, mais uma vez, pacificar a nação ao fim da tormentosa questão religiosa. Dois anos depois, ele deixava o ministério, retirando-se para a fazenda de seu genro, barão de Santa Mônica, aonde viria a falecer, 20:30 hs do dia 7 de maio de 1880.&lt;br /&gt;Foi iniciado Maçom, provavelmente em 1841, numa das Lojas do Grande Oriente Brasileiro, no RJ. Depois do período de inatividade da Maçonaria brasileira, forçado pelo fechamento do Grande Oriente Brasílico (25 outubro de 1822), a Maçonaria ressurgia, em 1830 com a criação do Grande Oriente Nacional Brasileiro, que só foi instalado a 14 de junho de 1831, apenas como Grande Oriente Brasileiro, que se tornou mais conhecido, historicamente, como Grande Oriente de Passeio, em alusão ao local em que se instalou, no RJ, depois de ficar algum tempo na rua Santo Antonio, desaparecendo no início dos anos 60. No mesmo ano de 1831, em outubro, os remanescentes do primeiro Grande Oriente reuniram-se e reinstalaram as três Lojas que o haviam fundado: Comércio e Artes, União e Tranqüilidade e Esperança de Niterói, para a, 23 de novembro reinstalar, sob o título de Grande Oriente do Brasil, o Grande Oriente Brasílico de 1822.&lt;br /&gt;    Em 1832 era fundado o Supremo Conselho para o Império do Brasil do REAA, por Francisco GÊ Acayaba de Montezuma, (originalmente Francisco Gomes Brandão); era uma obediência autônoma a qual, inclusive, criava suas próprias Lojas.Em 1835, Montezuma era demitidos do cargo de Soberano Grande Comendador e excluído do Supremo Conselho, por sua truculência e malversação dos metais da Obediência, sendo substituído por José Bonifácio de Andrada e Silva. Com a morte deste, em 1838, assumiria o cargo de seu irmão Antonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado e Silva.Em 1840, a 1 de dezembro – e esse é um fato importante para o Supremo Conselho e para Caxias – tornava-se o Soberano Grande Comendador o conde – depois marques – de Lages , João Vieira de Carvalho.&lt;br /&gt;Nessa época o Grande Oriente de Passeio começava a conhecer um período de declínio, o que faria perder diversas lojas para o Grande Oriente de Brasil. Esse fato o teria levado a uma maior aproximação, com o supremo conselho, que também estava em fase de declínio, o que precipitaria a fusão entre as duas obediências, acontecia a  5 de dezembro de 1842, quando o supremo.&lt;br /&gt;Conselho ratificava o texto do tratado apresentado pelo Passeio, a 4 de novembro. Depois de uma época de marasmo e sem grandes perturbações, as duas Obediências então fundidas, iriam conhecer uma fase de grande agitação, a qual seria iniciada em 1846, com uma série de defecção em suas fileiras: o Grão Mestre Candido José de Araújo Viana, futuro visconde e marques de Sapucaí, deixava o cargo e, com diversos outro membro, proeminentes do supremo conselho, filiava-se ao Grande Oriente do Brasil, em vista do movimento subterrâneo, liderado pelo Grande Secretário do Passeio Brito Sanches, para empalmar o poder, com o apoio ou conivência de membros do Supremo conselho. Araújo Lima foi substituído pelo Senador Manoel Alves Branco, que entraria em choque com o supremo Conselho, chegando a fundar outra Oficina chefe do rito, irregular, em janeiro de 1847.&lt;br /&gt;Diante de tais fatos, o conde de Lages, já doente e sem condições de enfrentar essa dura batalha, entregava a direção do supremo conselho a Luis Alves de Lima e silva, então conde de Caxias, o qual, pelo prestígio que já desfrutava era, certamente, o único capaz  de salvar a obediência, tirando-a Ada crítica situação. Assumindo, Caxias, imediatamente, declarava independente o supremo conselho, saindo da sede do |Passeio e mantendo o título que a obediência tinha, desde a fusão: Muito poderoso Conselho do REAA do GOB. Tornava-se  ele,  assim,  Grão Mestre desse Grande Oriente, que passaria à história como “Grande Oriente de Caxias”, o qual iria criar diversas lojas importantes, entre as quais a tradicional Loja Piratininga, da província de São Paulo. Caxias, todavia, devido a sua intensa vida política militar, pouco podia se dedicar à obediência maçônica, que era bastante frágil, o que fez com que ele começasse a planejar sua fusão com o Grande Oriente do Brasil, que era o círculo maçônico de maior proeminência. Em julho de 1849, ele encarregava João Francisco Tavares Carvalho, membro proeminente da obediência, de proceder aos estudos necessários para a planejada fusão. Mesmo arquitetando a fusão, não deixava Caxias de criar novas lojas simbólicas, pois além da já citada Piratininga, foram criadas, também na província de SP, as Lojas Firmeza, em Itapetininga e a Fraternidade, de Santos, em 1852 e 1853, respectivamente.&lt;br /&gt;Com o prosseguimento dos entendimentos com o GM do GOB, o visconde e futuro marques de Abrantes, foi incluída, na Constituição do GOB, a 15 de setembro de 1852, a clausula que previa a incorporação do Supremo conselho a um mandado de cinco anos par a Alta Administração da Obediência.&lt;br /&gt;Essa constituição, porém, iria provocar uma grande crise no GO. Ela substituía a constituição de 1842, que era muito liberal e atrativa para os que desejassem solicitar filiação do GOB e que trouxera, para este, muitos refugos do GOP, os quais criariam, depois, muitos problemas. Um dos problemas que aconteceu quando a Carta Magna de 1852 colocou fim  a liberalidade, que permitia que o GO fosse tomado de assalto por elementos perniciosos: os interessados rebelaram-se criando o GO Revolucionário, o que provocou o imediato pedido de demissão do visconde de Abrantes e do dois GM Adjunto, João Pereira Faro, barão do Rio Bonito, passando, o GOB a ser dirigido, interinamente por Manoel Joaquim Menezes. Como, todavia, a maioria das lojas não aceitou a situação, os lideres da revolta acabaram ficando numa situação insustentável, a ponto de terem de solicitar a volta de Abrantes, o qual, esquecendo-se de todas as ofensas que recebera dos revoltosos e no intuito de salvar o GO de uma situação caótica, concordou em voltar, sendo reempossado em 5 de novembro de 1853. E a instalação oficial, do Supremo conselho, trazido com a incorporação do GO de Caxias, acontecia em  1854, sendo ratificada pela constituição de fevereiro de 1855, que substituía da de 1852. Essa carta magna, entre outras coisas, separou os ritos, destacando o REAA com a afetiva incorporação do legítimo Supremo conselho de Caxias. Os outros dois ritos praticados no Brasil na época – moderno e adoniramita – que ainda continuava a fazer parte do Grande Colégio de Ritos, reorganizado por Manoel Joaquim Menezes, em 1842, foram acomodados, com a extinção do Grande Colégio, no Sublime Grande Capítulo dos Ritos Azuis, cujo regulamento geral seria aprovado a sete de maiom1 858.&lt;br /&gt;Não desejando Caxias continuar no cargo de Soberano Grande Comendador do Supremo Conselho, este passou a ser exercido pelo GM, assim se mantendo numa situação que, posteriormente, seria considerada irregular e condenada pela Conferência de Supremos conselhos, em Lausanne, em 1922. Mas continuou com um dos baluartes do Supremo conselho: vinte anos de pois, em 1874, ainda era o quarto, na hierarquia da obediência, tendo à sua frente, apenas os dignitários do GOB: O Grão Mestre e Conselheiro de Estado, visconde do Rio Branco, o Conselheiro de Guerra, barão de Angra e o Conselheiro Joaquim Marcelino de Brito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-9222119735527942670?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/9222119735527942670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=9222119735527942670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/9222119735527942670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/9222119735527942670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/duque-de-caxias.html' title='DUQUE DE CAXIAS'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-5615761900912359149</id><published>2007-07-22T03:32:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:32:36.354-07:00</updated><title type='text'>Dia das Mães</title><content type='html'>Oração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, Grande Arquiteto do Universo, Mestre de todos os Mestres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortalece a minha fraca inteligência para que eu tudo compreenda e não canse de enaltecer a Tua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor Deus das montanhas, dos mares e das matas: o tamanho do Teu templo é do tamanho do infinito e o alicerce é do tamanho da Tua glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, Ente Supremo: orienta-me nas minhas horas de indecisão sobre qual caminho devo seguir. Alarga a minha estrada e conserva sempre vivas as flores que a margeam. Não deixa faltar em meu coração a humildade, a compreensão e a paciência com aqueles que me cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu veja no sol, na brisa e nas cores, a imagem perfeita de Tua obra. Que eu veja no andarilho a Tua semelhança, na criança o futuro, no velho o presente e na bondade a chave da vitória. Que de uma lasca da pesada lenha que Teu dileto filho conduziu nos ombros, eu faça a parede e o teto para o meu abrigo; que dos cravos que transpassaram os Seus pés, eu faça um ponto de reflexão e de penitência. Que da palha e da serragem que na mangedoura Lhe serviram de berço, eu faça o meu leito, lugar de descanso e de reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh, Deus, eu sou pequeno demais perante a tua majestade, mas quero que saibas que a minha fé é grande em Teu poder. Por isso confio em Ti e Te consagro em todos os cantos e recantos da minha Vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amém!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudação ao V\M\, IIr\Vig\, etc.etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez perguntaram a uma mãe qual era o seu filho preferido, aquele a quem ela mais amava. E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:&lt;br /&gt;"O meu filho dileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o meu filho doente, até que sare completamente!&lt;br /&gt;É o meu filho que está cansado, até que ele descanse e&lt;br /&gt;se recupere!&lt;br /&gt;É o meu filho que está com fome, até que ele se&lt;br /&gt;alimente!&lt;br /&gt;É o meu filho que está com sede, até que se sacie!&lt;br /&gt;É o meu filho que está estudando, até que aprenda e se&lt;br /&gt;consagre!&lt;br /&gt;É o meu filho que está nu e com frio, até que se vista!&lt;br /&gt;É o meu filho que não trabalha, até que se empregue e&lt;br /&gt;se sinta útil;&lt;br /&gt;É o meu filho que namora, até que se case!&lt;br /&gt;É o meu filho que se casa, até que transforme o seu&lt;br /&gt;casamento em uma verdadeira união!&lt;br /&gt;É o meu filho que se torna pai, até que crie seus filhos!&lt;br /&gt;É o meu filho que me prometeu, até que cumpra sua&lt;br /&gt;palavra;&lt;br /&gt;É o meu filho que deve, até que pague!&lt;br /&gt;É o meu filho que chora, até que sequem suas    lágrimas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o meu filho que me deixou, até que o re-encontre!&lt;br /&gt;É o meu filho que se perdeu, até que Deus o traga de&lt;br /&gt;volta para mim!&lt;br /&gt;É o meu filho que partiu, até que ele me acolha na paz&lt;br /&gt;do Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, o que é ser mãe? Só mesmo quem é mãe saberá responder a essa pergunta. Mas certamente, qualquer uma a que se lhe pergunte, responderá sem hesitar: “Ser mãe é amar incondicionalmente os filhos, sobre todas as coisas e em qualquer circunstância. É viver para que eles nasçam e cresçam, e é morrer, se preciso for, para que eles vivam e sejam felizes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um episódio bíblico conta que o Rei Salomão, que nos é tão caro nesta Ordem, diante de duas mulheres que afirmavam que uma mesma criança lhes pertencia, determinou que se dividisse ao meio o menino, usando, para isso, um golpe de espada, e que cada uma ficasse com uma metade. Uma delas, então, desistiu da contenda e disse que preferia perder o filho a vê-lo morto. Salomão, em sua sempre infinita sabedoria e bondade, concluiu rapidamente que aquela era a verdadeira mãe da criança, porque só o Amor de mãe é capaz de uma renúncia como essa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     A mais antiga comemoração do Dia das Mães é mitológica. Na Grécia antiga, a entrada da primavera era festejada em honra de Rhea, a Mãe dos Deuses. O próximo registro está no início do século XVII, quando a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães.&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foram dadas em 1872 por Julia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadélfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão.&lt;br /&gt;Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a homenagem fosse extensiva a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Wilson: dia 9 de maio.&lt;br /&gt;No Brasil, a data é celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado em 1932 pelo presidente Getúlio Vargas. O primeiro Dia das Mães brasileiro foi promovido pela Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, no dia 12 de maio de 1918. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara, Cardeal-Arcebispo do Rio de Janeiro, determinou que essa data fizesse parte também no calendário oficial da Igreja Católica.&lt;br /&gt;A Mulher compõe com o Homem a mais perfeita e harmônica obra Divina, pois é através dessa união que todos os seres ganham o direito a Vida, mas é a Mãe, e ninguém mais, qual fera feroz, mas ao mesmo tempo terna e doce, que protege os filhos de todos os perigos e que lhes assegura a dose necessária de carinho e de Amor, que lhes construirá o alicerce psicológico para toda a Vida.&lt;br /&gt;Disse Vitor Hugo, em um momento de rara inspiração:&lt;br /&gt;O homem é a mais elevada das criaturas;&lt;br /&gt;A mulher é o mais sublime dos ideais;&lt;br /&gt;O homem é o cérebro, a mulher, o coração;&lt;br /&gt;O cérebro fabrica a luz, o coração, o amor;&lt;br /&gt;A luz fecunda; o amor ressuscita.&lt;br /&gt;O homem é forte pela razão;&lt;br /&gt;A mulher invencível pelas lágrimas;&lt;br /&gt;A razão convence; as lágrimas comovem.&lt;br /&gt;O homem é capaz de todos os heroísmos;&lt;br /&gt;A mulher de todos os martírios;&lt;br /&gt;O heroísmo enobrece, o martírio sublima.&lt;br /&gt;O homem é um código, a mulher é sacrário;&lt;br /&gt;O código corrige, a doutrina aperfeiçoa.&lt;br /&gt;O homem é um templo, a mulher um santuário;&lt;br /&gt;Diante do templo, descobrimo-nos;&lt;br /&gt;Diante do santuário ajoelhamo-nos.&lt;br /&gt;O homem pensa, a mulher sonha;&lt;br /&gt;Pensar é ter no crânio uma larva;&lt;br /&gt;Sonhar é ter na testa uma auréola.&lt;br /&gt;O homem é um oceano, a mulher é um lago;&lt;br /&gt;O oceano tem a pérola que adorna;&lt;br /&gt;O lago, a poesia que deslumbra.&lt;br /&gt;O homem é a águia que voa, a mulher o sabiá que  canta;&lt;br /&gt;Voar é dominar o espaço, cantar é conquistar a alma.&lt;br /&gt;Enfim, o homem está onde termina a terra;&lt;br /&gt;A mulher, está onde começa o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Vinícius, outro artista iluminado, escreveu:&lt;br /&gt;Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo&lt;br /&gt;Tenho medo da vida, minha mãe.&lt;br /&gt;Canta a doce cantiga que cantavas&lt;br /&gt;Quando eu corria doido ao teu regaço&lt;br /&gt;Com medo dos fantasmas do telhado.&lt;br /&gt;Nina o meu sono cheio de inquietude&lt;br /&gt;Batendo de levinho no meu braço&lt;br /&gt;Que estou com muito medo, minha mãe.&lt;br /&gt;Repousa a luz amiga dos teus olhos&lt;br /&gt;Nos meus olhos sem luz e sem repouso&lt;br /&gt;Dize à dor que me espera eternamente&lt;br /&gt;Para ir embora.  Expulsa a angústia imensa&lt;br /&gt;Do meu ser que não quer e que não pode&lt;br /&gt;Dá-me um beijo na fonte dolorida&lt;br /&gt;Que ela arde de febre, minha mãe.&lt;br /&gt;Aninha-me em teu colo como outrora&lt;br /&gt;Dize-me bem baixo assim: — Filho, não temas&lt;br /&gt;Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.&lt;br /&gt;Dorme. Os que de há muito te esperavam&lt;br /&gt;Cansados já se foram para longe.&lt;br /&gt;Perto de ti está tua mãezinha&lt;br /&gt;Teu irmão, que o estudo adormeceu&lt;br /&gt;Tuas irmãs pisando de levinho&lt;br /&gt;Para não despertar o sono teu.&lt;br /&gt;Dorme, meu filho, dorme no meu peito&lt;br /&gt;Sonha a felicidade. Velo eu&lt;br /&gt;Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo&lt;br /&gt;Me apavora a renúncia. Dize que eu fique&lt;br /&gt;Afugenta este espaço que me prende&lt;br /&gt;Afugenta o infinito que me chama&lt;br /&gt;Que eu estou com muito medo, minha mãe.&lt;br /&gt;Não importa cor ou credo...&lt;br /&gt;Rica ou pobre...&lt;br /&gt;Mãe é sempre mãe...&lt;br /&gt;Sempre presente&lt;br /&gt;Na dor,na doença, na alegria,&lt;br /&gt;Em cada momento da nossa vida&lt;br /&gt;Lá está ela já com algo em mente&lt;br /&gt;Mãe querida, amada, sofrida...&lt;br /&gt;Ignora as discriminações da sociedade&lt;br /&gt;Em prol do seu amor e se preciso for&lt;br /&gt;Da a sua própria vida&lt;br /&gt;Esquece-se de si mesma&lt;br /&gt;Por desejar a vitória do filho&lt;br /&gt;E ao vibrar com as vitórias alcançadas&lt;br /&gt;Nem se lembra de seu próprio mérito&lt;br /&gt;Mãe é como uma flor...&lt;br /&gt;É carinho, cuidado, proteção,&lt;br /&gt;Compreensão, doação, perdão...&lt;br /&gt;Mãe resume tudo o que é amor!&lt;br /&gt;Mãe é a própria canção de amor,&lt;br /&gt;Tocada suavemente em nossos corações...&lt;br /&gt;Agradeço a você mãe&lt;br /&gt;Todo o amor por minha vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Loja Maçônica FRATERNIDADE ESTRELA DO SUL está muito feliz de receber e de homenagear as mães aqui presentes e todas as mães do mundo, ainda aqui neste Planeta de provas e de expiações ou já no regaço do Senhor, no Oriente Eterno.&lt;br /&gt;E minha amada Adriana, preparou para todas as Mães esta mensagem, que em seu nome leio, com todo o carinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, oh! Minha querida mãe!&lt;br /&gt;O que seria de mim sem o teu ventre?&lt;br /&gt;Como eu viria a este mundo e conheceria&lt;br /&gt;as maravilhas da Vida?&lt;br /&gt;Como receberia o Amor puro e divino do teu&lt;br /&gt;coração?&lt;br /&gt;    De que forma eu poderia me alimentar sem&lt;br /&gt;teu leite, que me transferiu o mais terno&lt;br /&gt;amor e que deu base à minha Vida?&lt;br /&gt;    Mãe, tu és a Luz Divina, a fonte da Vida, és o&lt;br /&gt;Amor caridoso, és o perdão e a resignação, com teus filhos tão amados.&lt;br /&gt;Benditas são todas as Mães que tiveram a&lt;br /&gt;suprema graça de parir.&lt;br /&gt;Deu o fruto e hoje dele se alimenta, tem forças e&lt;br /&gt;acredita.&lt;br /&gt;Porque a força do teu Amor é a mais verdadeira e&lt;br /&gt;intensa da Terra.&lt;br /&gt;Parabéns, por seres essa criatura de Deus, mãe!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-5615761900912359149?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/5615761900912359149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=5615761900912359149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/5615761900912359149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/5615761900912359149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/dia-das-mes.html' title='Dia das Mães'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-3697401632089223151</id><published>2007-07-22T03:31:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:31:58.415-07:00</updated><title type='text'>DEVERES    MAÇÔNICOS</title><content type='html'>Introdução&lt;br /&gt;Em 1986 ao visitar a A.·.R.·L·.S.·. Francesco Guardabassi, no Oriente de Perugia-It conheci o Ir.·. Augusto Megni que, na época, exercia o cargo de "Sovrano Gran Commendatore del Supremo Consiglio d’Italia del Rito scozzese Antico ed Accettato", pessoa que, alem de grande cultura maçônica, um Ir.·. simples e cordato. Nas conversas que tivemos mostrou-me um discurso que proferiu em uma solenidade daquela Loja. Posteriormente ao lê-lo notei sua profundidade e pertinência. Desde então senti uma grande vontade de trazer suas palavras para minha Loja e dividir suas posições e ensinamentos para com meus IIrr.·. no Brasil. Mas o tempo e minhas atribuições profissionais foram postergando tal disposição. Há algum tempo "viajando" pela internet deparei com um trabalho preparado pelo Ir.·. Dario Veloso denominado "A sombra da Acacia" que, de volta me levou àquela disposição nascida em Perugia. Isto  porque este trabalho complementava de maneira muito interessante as palavras do Ir.·. De Megni. Desta forma resolvi traduzir para o português e adaptar as palavras daquele discurso para a realidade da maçonaria no Brasil e acrescentar alguns conceitos e colocações do Ir.·. Dario neste trabalho. Assim reeditei o “Deveres Maçônicos” para as nossas realidades.&lt;br /&gt;Nossos velhos estatutos definem  “Pedreiro Livre” ou  “Maçom” como o amigo fiel de sua Pátria e de todos os homens que, despojando-se, com sua Iniciação, de todas as distinções profanas e de tudo aquilo que o homem tem de vulgar, se ornamenta com o doce titulo de Irmão.&lt;br /&gt;Outro preceito, dos mesmos Estatutos, ressalta que a Ordem dos Pedreiros Livres é indestrutível  porque é forte;  é forte  porque é unida;  é unida  porque a Pátria dos Maçons é o Mundo; porque seus compatriotas são todos os homens virtuosos e porque seus princípios são a voz a Natureza.&lt;br /&gt;A Maçonaria teve a sua origem quando o Homem se refugiou em si mesmo e descobriu o próprio estado existencial.&lt;br /&gt;Um nascimento, uma vida e uma morte dedicados ao ensino da solicitude, é quando se sente impelido pela necessidade de uma fraternidade, de um legado mais vinculado e sacro do que aquele social de sangue e de interesse.&lt;br /&gt;Uma fraternidade mais de alma do que de corpo, uma corrente que tem em uma extremidade o Grande Arquiteto do Universo, o Operário Invisível, e na outra o Homem com sua divindade interior, com a conseqüente consciência do dever de uma elevação própria e dos outros, sobretudo pautando a não prevaricar, porque ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de sobrepor-se ao Irmão.&lt;br /&gt;As Normas que definem nossos deveres, que é a base orgânica da moderna Maçonaria, são reportados da Constituição de Anderson. Os deveres pessoais dos Maçons são os seguintes:&lt;br /&gt;- Aquele que aspira ser Maçom deve saber usar a própria virtude, evitando qualquer forma de intemperança e de excessos que o impeçam atender os louváveis deveres da Arte e também levá-lo a cometer ações quer possam macular a reputação de nossa antiga Irmandade.&lt;br /&gt;- Ele deve ser diligente na sua profissão e fiel ao Mestre que o orienta.&lt;br /&gt;- Deve trabalhar animado do senso de justiça e não deve comer a traição o pão de outrem, mas deve pagar honestamente o que come e bebe.&lt;br /&gt;- As horas de ócio, que seu trabalho lhe concede, devem ser diligentemente dedicados ao estudo da Arte e das Ciências para ficar mais bem preparado aos seus deveres para com Deus, a Pátria e a si mesmo.&lt;br /&gt;- Ele deve, a medida do possível, adquirir um espírito de paciência, mansidão, sacrifício e abnegação,  para saber a dominar a si mesmo e a guiar a própria família com afeto, dignidade e prudência.&lt;br /&gt;- Ao mesmo tempo deve saber reprimir qualquer disposição nociva aos seus semelhantes procurando promover entre eles o amor e a cooperação que sentem os membros de uma família.&lt;br /&gt; Ajudar os desventurados, dividir o nosso pão com os trabalhadores mais pobres, indicar o caminho certo aos viajantes perdidos são os deveres da nossa Arte que alem de refletir a sua nobreza  exprime a sua utilidade. Apesar de o Maçom jamais deixar de dar atenção aos seus semelhantes, quando é um seu Irmão que sofre ou é oprimido, ele deve, de maneira especial, abrir-lhe todo o seu coração com amor e paixão e ajudá-lo sem nenhum prejuízo, conforme a sua capacidade.&lt;br /&gt;Os Pedreiros Livres e Aceitos sempre tem a obrigação de proteger da calunia um Irmão leal e verdadeiro, e não devem nutrir sentimentos injustos ou malignos ou criticar maldosamente um Irmão ou a seus atos. Nem devem permitir a divulgação de censuras injustas ou calunias contra um Irmão ausente ou que seus bens sofram danos; deverão defendê-lo, mantê-lo informado de qualquer perigo ou dano que o possa ameaçar e ajudar a evitá-los, porquanto o permitam a honra, a prudência e o resguardo da religião, da moralidade e do Estado; porem não devem ir alem&lt;br /&gt;É necessário também, para aquele que aspira a ser Maçom, aprender de abster-se de toda a maldade, maledicência ou calunia; de evitar o falar ofensivo, reprovável ou ímpio e possuir uma palavra de boa reputação.&lt;br /&gt;Um Maçom deve aprender a obedecer aqueles que estão em Grau superior ao seu, porquanto possam parecer inferiores pelo aspecto ou pela condição social, pois, não tendo a Maçonaria privado ninguém de seus títulos e de suas honrarias, em Loja, é a excelência na virtude e no conhecimento da Arte que nos dá a verdadeira fonte de nobreza, de comando e de governo.&lt;br /&gt;A virtude indispensável exigida ao Maçom é o segredo; essa é a guarda de sua segurança e a segurança de sua confiança. Tal é a importância dada ao segredo que este é pedido com forte promessa e, no entender dos Maçons, nenhum homem é julgado sábio se não tem força e habilidade mental suficiente para guardar, assim como seu mais sério afazer pessoal, aquele honesto segredo que lhe possam confiar. É, incontestavelmente, o sigilo, pedra de toque inestimável que dá com segurança o caráter do maçom. Não que o sigilo seja sempre necessário pela natureza dos assuntos tratados em Loja; mas, porque habitua o M\ a circunspeção, corrige a leviandade e a tagarelice.&lt;br /&gt;    Pitágoras exigia dos postulantes longos mutismos, de anos por vezes. Era maneira de corrigir o pendor natural das palavras irrefletidas.&lt;br /&gt;    Pensar com segurança, meditar com paciência, julgar com imparcialidade, agir com firmeza: são preciosas qualidades que todo maçom se esforçara em adquirir, infatigavelmente.&lt;br /&gt;As recompensas não existem para o M\; trabalha por um grato e salutar dever consciente; não pede aplausos, não almeja agradecimentos. Suas ações generosas esquece-as; não as proclama.    Mesmo, e principalmente,  os  atos de beneficência fica entre o que dá e o que recebe.&lt;br /&gt;    Sabe o M\ que ficará ignorado pois é o bem, e  não a vaidade,  o móvel de suas ações.&lt;br /&gt;    Guardar sigilo, e poupar ao indigente o rubor da esmola é merecer para a Ordem a confiança e as bênçãos das vitimas do infortúnio.&lt;br /&gt;    O sigilo é também um degrau de honra&lt;br /&gt;E alem disso o Maçom é um cidadão pacifico; não deve jamais tomar parte em complot ou conspiração contra a paz e o bem estar da Pátria, nem deve agir de forma indevida frente a Autoridade. Ele deve sempre aceitar de bom animo as ordens legalmente emanadas, sustentar em todas as ocasiões os interesses a comunidade e zelar para promover a fortuna da Pátria.&lt;br /&gt;A Maçonaria é sempre florida em tempos de paz e sempre sofre danos em época de guerra, de revoluções e de perturbações: nossos sentimentos pacíficos e leais são a nossa maneira de responder sutilmente aos nossos adversários e de ter em alta honra a nossa Fraternidade.  Aos nossos Obreiros são legados os vínculos especiais de proclamar a paz,  cultivar a concórdia  e viver em harmonia e amor fraterno.&lt;br /&gt;Os Maçons devem ser homens com moral:  bons maridos, bons genitores, bons filhos e bons vizinhos. Devem evitar qualquer excesso que possa trazer dano a si mesmo e a sua família.&lt;br /&gt;Os nossos adversários desejam evidentemente ignorar que somos admitidos unicamente pelas qualidades e pelos merecimentos morais e que cada mundana distinção de status, de nacionalidade, de raça e de religião não tem para nós importância capital. Quando avaliamos um estranho, o que nós consideramos exclusivamente é o homem com suas intenções e seu intelecto.&lt;br /&gt;Se alguém bate as portas de nosso Templo e conduz-se retamente na própria vida privada e publica, se é sensível aos males, as necessidades e aos sofrimentos de seu semelhante e, se tem sensatez e der provas de equanimidade ao julgar;  se amar a verdade e observa todos os deveres de um cidadão honesto e laborioso, nós o consideramos digno de participar de nossa Fraterna  União. A solidariedade e a fraternidade existem sempre que há compreensão de deveres.&lt;br /&gt;Para a boa compreensão de deveres e necessário CARATER.&lt;br /&gt;Porém, o escrúpulo nas iniciações impõem-se.&lt;br /&gt;Não é o numero que faz a força; mas a QUALIDADE.&lt;br /&gt;Poucos e bons, tal é a divisa, quanto aos M \ ;   poucas e boas, quanto as Off \&lt;br /&gt;    Ao contrario, a porta da Loja é rigorosamente fechada e barrada aos amorais, aos intrigantes de qualquer espécie e a quem especula das desventuras de outros.&lt;br /&gt;Nós todos desenvolvemos e devemos desenvolver, agimos e devemos agir nos campos mais diversos, segundo as nossas capacidades, segundo as circunstancias e segundo os meios de que podemos dispor,  nas obras mais idôneas para tornar melhor a vida social.&lt;br /&gt;O único cimento capaz de manter unidos por recíproca estima e amizade, homens bons e sábios, é o amor fraterno reforçado pela comunhão de um alto sentimento de dever e com a  participação em um assíduo trabalho diligente, paciente e, freqüentemente, árduo e penoso.&lt;br /&gt;Tais sentimentos levam-nos naturalmente a pratica da ajuda recíproca, pronta e eficaz, em tudo aquilo em que as leis morais consentem ao homem honesto.&lt;br /&gt;É o amor fraterno que nasce da simpatia e da confiança que nutrimos uns pelos outros que assegura a permanência das mais altas virtudes sociais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A HOSPITALIDADE SIMPLES E CORDIAL,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CIVISMO ATIVO E DESINTERESSADO,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A BENEFICIENCIA ILUMINADA E PREVIDENTE,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CONSTANCIA NO EXERCICIO DA NOSSA MISSÃO DE HOMENS LIVRES.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar sustentação moral e material aos infelizes é um sacrossanto dever que cabe a cada homem e para nós, que somos ligados por uma cadeia indissolúvel de fraterno afeto, é uma obrigação rigorosa.&lt;br /&gt;É por isso que somos considerados, alem de consolar os aflitos, a dividir com simpatia as suas penas, ter compaixão das misérias dos outros, restabelecer a paz nas mente perturbadas, ocupar-se incansavelmente a fazer o bem no sentido mais amplo da palavra a fim de eliminar, ou ao menos aliviar as causas da imperfeição da vida profana, porque a nossa Instituição foi exclusivamente criada para servir a toda a Pátria e ao gênero humano.&lt;br /&gt;Como conseqüência cada Irmão, no campo de sua própria e normal atividade, deve colocar em pratica todos os ensinamentos a que foi convidado a meditar no dia de sua Iniciação.&lt;br /&gt;E não é suficiente, porque as nossas ações devem ser desenvolvidas na pesquisa da verdade, através do estudo e da aplicação pratica em cada campo da cultura,  da ciência,  da filosofia,  da disciplina econômica,  jurídica e social,  da literatura e das artes,  afim de que todos os trabalhos, todos os discursos, todas as experiências, todas as invenções e todas as descobertas de laboratório sejam de valor e concreto auxilio a elevação espiritual e moral e para o bem da Humanidade, para a prosperidade da Pátria e para a defesa e garantia da dignidade e da liberdade.&lt;br /&gt;Quem sabe compreenderemos: o bom Maçom é fator de progresso da terra onde habita, é fator de progresso humano; assim, deve saber sacrificar-se a bem da coletividade: Não se pertence; é obreiro da humanidade.&lt;br /&gt;Quando as forças se esgotarem no labor insano; quando esmagados pela fatalidade, vencidos pelos anos, já não podermos sopesar o montante ou sustentar a trolha: devemos dizê-lo com franqueza em L\, restituindo aos Ir:. as Armas e Instrumentos que recebemos puros e entregaremos sem nodoas.&lt;br /&gt;Então, o Mestre nos dará o amplexo que conforta; e partiremos, contentes e satisfeitos, a consciência tranqüila, volvendo ao lar e aos carinhos da família e dos amigos e levando na alma o jubilo do dever cumprido.&lt;br /&gt;No lar, na paz confortável, a conduta continuará a mesma que, nem nos umbrais da Morte, deveremos abdicar das convicções conscientes que a Iniciação nos proporcionou: da Justiça, da Razão, da Verdade e do Bem.   &lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de Megni, Augusto: Discurso proferido na Risp\L\Francesco Guardabassi  Or\       di Perugia - It . 1976                                                                          &lt;br /&gt;Veloso, Dario:  A Sombra da Acácia  Or\&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-3697401632089223151?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/3697401632089223151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=3697401632089223151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/3697401632089223151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/3697401632089223151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/deveres-manicos.html' title='DEVERES    MAÇÔNICOS'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-7859598844914017379</id><published>2007-07-22T03:30:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:31:25.115-07:00</updated><title type='text'>O LIVRO DAS CONSTITUIÇÕES DE ANDERSON (1723)</title><content type='html'>A Grande Loja de Londres adotou em 1717 os rituais de Elias Ashmole e pediu ao pastor Jacob Anderson, em 1721, para fazer uma compilação dos antigos preceitos e regulamentos gerais da Massonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor Jacob Anderson era um doutor em filosofia e um pregador presbiteriano em Londres.  Teve alguns colaboradores de grande expressão como Payne e  Desaguilliers, que haviam sido respectivamente, o segundo e o terceiro Grão Mestres da Grande Loja de Londres (o primeiro, em 1717,  fora Antony Sawyer).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho foi revisto por uma comissão de 14 doutores, e, com algumas pequenas modificações foi  publicado em 1723.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas partes fundamentais do assim chamado Livro das Constituições de Anderson são “ As Antigas Leis Fundamentais (Old Charges) “ , e “ As Antigas Obrigações ou Regulamentos Gerais de 1721 “ .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos reproduzir a primeira, isto é, As Antigas Leis Fundamentais (Old Charges).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Antigas Leis Fundamentais (Old Charges)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraídas dos antigos documentos das Lojas de Ultramar, da Inglaterra, da Escócia e da Irlanda, para uso das Lojas de Londres, as quais devem sempre ser lidas nas cerimônias de recepção de novos irmãos, e sempre que o venerável mestre o ordene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I – O que se refere a Deus e à Religião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maçom está obrigado, por vocação, a praticar a moral;  e se compreender seus deveres, nunca se converterá em um estúpido ateu nem em irreligioso libertino.  Apesar de nos tempos antigos os maçons estarem obrigados a praticar a religião que se observava nos países em que habitavam, hoje crê-se mais conveniente não lhes impor outra religião senão aquela que todos os homens aceitam, e dar-lhes completa liberdade com referência às suas opiniões particulares.  Esta religião consiste em ser homens bons e leais, quer dizer, homens honrados e justos, seja qual for a diferença de nome ou de convicções.  Deste modo a Maçonaria se converterá em um centro de união e é o meio de estabelecer relações amistosas entre pessoas que, fora dela, teriam permanecido separadas (ou não se conheceriam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II – Da autoridade civil, superior e inferior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maçon deve ser pessoa pacífica, submeter-se às leis do País onde estiver e não deve tomar parte nem deixar-se arrastar nos motins ou conspirações deflagradas contra a paz e a prosperidade do povo, nem mostrar-se rebelde à autoridade inferior, porque a guerra, o derramamento de sangue e as perturbações da ordem, têm sido sempre funestas para a Maçonaria.  Assim é que na antiguidade, os reis e os príncipes se mostraram muito bem dispostos para com a Sociedade, pela submissão e fidelidade de que os maçons deram constantes provas no cumprimento de seus deveres de cidadão e em sua firmeza em opor sua conduta digna a caluniosas acusações de seus adversários:  esses mesmos reis e príncipes não se recusaram a proteger os membros da Corporação e defender a integridade da mesma, que sempre prosperou em tempo de paz.  Segundo estas doutrinas, se algum Ir\se convertia em um perturbador da ordem pública, ninguém devia ajudá-lo na realização de seus propósitos e pelo contrário devia ser compadecido por ser um desgraçado.  Mas por este fato e ainda que a Confraria condenasse sua rebelião, para se evitar dar ao governo motivo de alguma suspeita ou de descontentamento, sempre que o rebelado não pudesse ser censurado por outro crime, não podia ser excluído da Loja, permanecendo invioláveis suas relações com esta, bem como os direitos de que  como maçom gozava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III – Das Lojas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Loja é o lugar onde os maçons se reunem para trabalhar, e por extensão, se dá esse nome a toda assembléia de maçons regularmente constituída;  todos os IIr\ devem fazer parte de uma Loja e submeter-se aos seus regulamentos particulares e às leis gerais.  As lojas são individuais ou gerais e a melhor maneira de distinguir estas distintas formas é visitá-las e estudar os atuais regulamentos da Loja Geral ou Grande Loja a este anexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente os Mestres e os membros dessas Lojas não podiam se ausentar nem deixar de assistir aos seus trabalhos quando convocados, sem incorrer em um severo castigo, a menos que dessem ciência aos Veneráveis e Vigilantes das causas que os haviam impedido de cumprir com este dever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas admitidas na qualidade de membros das Lojas devem ser homens bons e leais, de nascimento livre, de idade madura e razoável, de boa reputação;  é proibido admitir na Maçonaria, escravos, mulheres e homens imorais, cuja conduta seja motivo de escândalo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV – Dos Veneráveis, Vigilantes, Companheiros e Aprendizes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os maçons a preferência não se pode basear senão exclusivamente no verdadeiro merecimento pessoal, deve-se cuidar com especial atenção que os proprietários que ordenam as construções, sejam servidos à sua completa satisfação;  deve-se procurar que os IIr\ não tenham de se envergonhar de sua obra e que a Real Associação (Royal Craft) não perca a consideração de que goza.  Por esta razão os Veneráveis e Vigilantes devem ser eleitos tendo em conta, mais que sua idade, seus méritos pessoais.  É impossível tratar todas essas coisas por escrito.  Cada Ir\ deve estar em seu lugar e aprender estes princípios, segundo o método adotado em cada confraria:  deve-se entretanto, ter em conta, pelos Aspirantes, que nenhum Mestre pode aceitar um Aprendiz, se não tem trabalho para ele, se não é um jovem perfeito, sem deformidade alguma física, e sem nenhum defeito que o torne incapaz de instruir-se em sua arte, de servir ao seu Venerável e de chegar a ser por sua vez Ir\ e Mestre, quando tenha decorrido o tempo de seu aprendizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser também filho de pais honrados para que, se possuir outras qualidades, possa chegar e obter o posto de Vigilante, de Venerável de uma Loja, de Grande Vigilante e de Grão-Mestre de todas as Lojas, segundo os seus méritos e virtudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Vigilantes têm de ser membros da Corporação e os Veneráveis devem ter desempenhado antes o cargo de Vigilantes;  os Grandes Vigilantes devem ter sido antes Veneráveis de Lojas e por fim o Grão-Mestre deve ser membro da Confraria antes da eleição e possuir o caráter perfeito de maçon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Grão-Mestre deve ser nobre de nascimento, ou então ocupar uma posição excepcional, uma educação perfeita ou sábio distinguido, um arquiteto hábil, filho de pais honrados e ainda as Lojas devem reconhecer nele um valor real:  e, para que possa preencher os deveres de seu cargo de um modo mais perfeito, autoriza-se-lhe designar e nomear um Deputado, que deve ter sido Venerável de uma Loja.  O Deputado do Grão-Mestre tem o dever de realizar todos os atos que são de competência do Grão-Mestre, seu superior, nos impedimentos deste ou por sua ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os IIr\ das antigas Lojas estão obrigados a prestar obediência a todas estas determinações e a todos os governantes superiores e subalternos, em seus diversos cargos, de acordo com as antigas leis e regulamentos e executar as ordens com humildade, amor, reverência e alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V – Do regulamento da corporação durante os trabalhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os dias de trabalho todos os maçons devem trabalhar lealmente, para que melhor desfrutem o dia de festa.  O Companheiro de mais conhecimento e experiência deve ser eleito na qualidade de Mestre ou Superintendente dos trabalhos da construção, coordenados pelo proprietário, e os que trabalham sob suas ordens devem chama-lo Mestre.  Os companheiros devem evitar toda inconveniência desonesta e linguagem pouco decente e se chamarão mutuamente IIr\ ou Companheiros e devem se conduzir cortesmente, tanto dentro, como fora da Loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Venerável deve empreender os trabalhos do proprietário nas condições mais justas e equitativas e empregar o que a este pertença como se se tratasse de seus próprios bens:  e não dar a cada Aprendiz ou Companheiro mais salário do que realmente mereça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venerável e maçons todos devem ser fiéis ao proprietário que os empregue e lhes pague religiosamente o seu salário, bem como executar os trabalhos com consciência, quer trabalhe por diária ou contratos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhum Ir\ deve mostrar-se enciumado da prosperidade do outro, nem atormenta-lo ou procurar tirar-lhe seu trabalho, quando for capaz de executa-lo:  porque ninguém poderá terminar um trabalho começado por outro em condições tão vantajosas como o que começou, a não ser que possua um conhecimento profundo dos planos e desenhos da construção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um Vigilante é eleito entre os Companheiros, deve ser fiel ao Venerável e aos Companheiros:  na ausência do Venerável velará cuidadosamente no interesse do proprietário pela boa execução dos trabalhos e seus IIr\ devem obedecer-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os maçons receberão seu salário com reconhecimento, sem murmúrio nem observações e não abandonarão o seu Venerável sem que a obra esteja terminada.  Deve-se ensinar a obra aos IIr\ jovens para que aprendam a empregar bem os materiais para que por meio desta fraternal ensinança se consolide entre eles a mais estreita amizade;  todos os utensílios empregados nos trabalhos devem ser aprovados pela Grande Loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos trabalhos exclusivos da Maçonaria não se deve empregar nenhum operário: e também os maçon não devem trabalhar senão com os seus companheiros, a não ser que se vejam obrigados a isto por uma necessidade premente:  tampouco poderão comunicar seus ensinamentos a obreiros, que não pertençam à Fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI – Da conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º -    Na Loja organizada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se deve instituir comissão particular alguma nem realizar reuniões sem ter obtido autorização do Venerável;  não se deve tratar nenhuma questão inoportuna ou inconveniente nem interromper a palavra do Venerável ou dos Vigilantes ou de qualquer Ir\, que esteja falando com o Venerável.  Tampouco se deve empregar frases jocosas enquanto a Loja se ocupe de assuntos sérios, nem usar em caso algum linguagem pouco honesta, e em todas as ocasiões deve-se dar ao Venerável, Vigilantes e Companheiros o testemunho de respeito que merecem e que todos lhes devem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for apresentada uma queixa contra um Ir\, o acusado deve submeter-se ao juízo e decisão da Loja, que é o tribunal real, regularmente chamado a julgar estas diferenças, a menos que caiba à Grande Loja tomar conhecimento.  Em tais casos deve-se cuidar em que não se interrompam por estas ocasiões os trabalhos do proprietário e se chegar a haver uma suspensão forçada deve-se tomar uma decisão de acordo com as circunstâncias.  Tampouco se deve recorrer aos tribunais de justiça profana para ventilar assuntos de Maçonaria, a não ser que a Grande Loja reconheça e declare ser de absoluta necessidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º -    Conduta que se deve observar depois que a Loja é fechada, porém reunidos ainda os IIr\:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os IIr\ podem dedicar-se a prazeres inocentes e recrear-se segundo os meios de cada um, porém procurando evitar os excessos de todo gênero, especialmente na mesa.  Também devem abster-se de dizer ou fazer alguma coisa que possa ferir ou romper a boa harmonia, que deve sempre reinar entre todos;  por esta razão não se deve levar a estas reuniões ódios privados, nem motivo algum de discórdia e sobretudo, deve-se evitar discussões sobre religião e política, sobre nacionalidade, posto que os Maçons, como anteriormente dissemos, não professam outra religião, que a universal e pertencem a todos os povos, a todas as línguas e são inimigos de toda empresa contra o governo constituído;  a inobservância destes preceitos tem sido e será sempre funesta à prosperidade das Lojas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todo o tempo a observância deste artigo do Regulamento tem sido imposta com grande serenidade e mais especialmente depois da reforma da Igreja Anglicana, quando o povo inglês se separou da comunhão da Igreja Romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º -     Regras de conduta quando os IIr\ se encontrem fora da Loja, sem presença de profanos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem saudar-se amistosamente e, conforme está disposto, dar-se o nome de IIr\, comunicar-se reciprocamente as notícias que possam lhes ser úteis, tendo o cuidado de não serem observados nem ouvidos;  devem evitar toda a pretensão de elevar-se sobre os demais, e dar a cada um a manifestação de respeito que se outorgaria a qualquer um, mesmo que não fosse Maçom;  porque ainda quando todos os Maçons, na qualidade de IIr\, estejam na mesma altura, a Maçonaria não despoja ninguém das honras de que gozava antes de ser Maçom, até pelo contrário, aumenta estas honrarias, principalmente quando forem merecidas, pelo bem da Confraria, que deve honrar aqueles que merecem e condenar os maus costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º -    Conduta que se deve observar diante daqueles que não são Maçons:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem ser os Maçons circunspectos em suas palavras e obras, a fim de que os profanos, ainda os mais observadores, não possam descobrir o que não seja oportuno que aprendam;  algumas vezes deve-se aproveitar o rumo que toma a conversação para faze-la recair na Confraria e fazer com tal motivo seu elogio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5º -    Regras de conduta que se deve observar em sua própria casa e na vizinhança:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Maçons devem conduzir-se como convém a um homem prudente e de boa moral, não se ocupar de assuntos da Loja com sua família, com os parentes e com os amigos, e não perder de vista, em nenhum caso, que o mérito próprio e o da Confraria estão unidos;  isto por motivo que não podemos expor aqui.  Não se devem descuidar dos próprios interesses, permanecendo ausentes de sua casa depois das horas da Loja;  evitem-se igualmente a embriaguez e os maus costumes, para que não se vejam abandonadas as próprias famílias, nem privadas daquilo a que tem direito de esperar dos maçons, e para que estes não se vejam impossibilitados para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º -    Da conduta que se deve observar com um Ir\ estrangeiro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso interroga-lo com precaução e do modo que a prudência recomenda, a fim de não ser enganado pela falsa aparência e pela ignorância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se entender que alguém deseja lhe deseja enganar, rechaçai-o com desprezo e tenha cuidado de não fazer nenhum sinal de reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se descobrir, porém, que é um verdadeiro Ir\, deve tratá-lo como tal e se tem necessidade deve proporcionar-lhe socorros ou indicar-lhe os meios de obte-los;  deve dar-lhe alguns dias de trabalho ou recomenda-lo para que se possa instalar;  mas não está obrigado a fazer por ele mais do que seus recursos permitam, devendo tão somente preferir um Ir\ pobre que seja um homem honrado a outra qualquer pessoa que se encontre em iguais condições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, deve conformar-se a todas estas prescrições, assim como a quantas lhes sejam comunicadas por outros meios;  deve praticar a caridade fraternal, que é a pedra fundamental, a chave, o cimento e a glória de nossa antiga Confraria:  deve evitar toda discussão, toda discórdia e todo propósito calunioso, toda maledicência;  não permitir que em sua presença se ataque a reputação de um Ir\ respeitável e, em tal caso, deve defende-lo, prestando-lhe tal serviço tanto quanto permitam seu valor e seu interesse e se algum Ir\ lhe prejudicar de qualquer modo deve levar sua queixa a sua Loja ou a do dito Ir\ apelando, se for preciso, à Grande Loja em sua assembléia trimestral e em último caso à assembléia anual, segundo o bom e antigo costume observado por nossos antepassados em todos os países.   Não deve intentar processo algum, a menos que o caso não possa ser resolvido de outra forma, e deve acolher com deferência os conselhos amistosos do Venerável e de seus Companheiros, se tratarem de evitar que compareçam em juízo diante de estranhos.  Em todo caso, deve procurar oferecer todos os meios para facilitar a ação da justiça, para que possa ocupar-se com toda a tranquilidade dos assuntos da Confraria.  Quanto aos IIr\ e Companheiros, que tenham entre si algumas divergências, o Venerável e os Companheiros pedirão conselho aos IIr\ que conheçam o direito, para propor uma solução amistosa, que as partes em litigio aceitem com agradecimento.  Se estes meios não produzirem resultados, aceitar-se-á que entrem em questão, porém, reprimindo toda a cólera, abstendo-se de fazer ou dizer coisa alguma que possa ferir a caridade fraternal ou interromper a reciprocidade das boas relações e isto com o objetivo de que todos sintam a influência benéfica da Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta maneira tem seguido sempre desde o princípio do mundo todos os bons e fiéis maçons e assim seguirão os que nos sucederem para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUMÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS TÍTULOS GERAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I.    O que se refere a Deus e à Religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II.     Da autoridade civil , superior e inferior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III.    Das Lojas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV.    Dos Veneráveis, Vigilantes, Companheiros e Aprendizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V.    Do regulamento da corporação durante os trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.    Na Loja organizada.&lt;br /&gt;2.    Depois que a Loja é fechada e os Irmãos ainda não sairam.&lt;br /&gt;3.    Quando os Irmãos se encontram sem a presença de profanos mas fora de Loja.&lt;br /&gt;4.    Em presença  de profanos.&lt;br /&gt;5.    Em sua própria casa e na vizinhança.&lt;br /&gt;6.    Na presença de um Irmão estrangeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-7859598844914017379?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/7859598844914017379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=7859598844914017379' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7859598844914017379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7859598844914017379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/o-livro-das-constituies-de-anderson.html' title='O LIVRO DAS CONSTITUIÇÕES DE ANDERSON (1723)'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-6137844491845926877</id><published>2007-07-22T03:29:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:30:09.107-07:00</updated><title type='text'>Câmara de Reflexões</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Câmara de Reflexões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este trabalho tem o objetivo de esclarecer sobre os significados da Câmara de Reflexões, local esse que somos recolhidos logo após a nossa chegada a Loja, quando temos os nossos olhos vendados. A Câmara de Reflexões por sua decoração se torna um ambiente apropriado ao recolhimento e a introspecção, sendo esse um dos seus principais objetivos, ou seja, fazer com que o candidato reflita sobre sua vida passada, o momento que está vivendo e sua nova vida após ser aceito na Maçonaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No intuito de reforçar esse momento e marcar essa “passagem” é solicitado ao candidato que preencha um testamento, fato esse que caracteriza a morte próxima ou seja, morrer para dar início a uma nova fase, e esse testamento moral e filosófico que o candidato deve preencher, que é ao final assinado por ele, contem as seguintes questões:&lt;br /&gt;Quais os deveres do Homem para com Deus?&lt;br /&gt;Quais os deveres do Homem para com a Humanidade?&lt;br /&gt;Quais os deveres do Homem para com a Pátria?&lt;br /&gt;Quais os deveres do Homem para com a Família?&lt;br /&gt;Quais os deveres do Homem para consigo mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente para o candidato esse local pode se mostrar um pouco assustador, mas após receber a “Luz” e com os ensinamentos que serão recebidos, percebe então que essa foi uma das principais fases de sua Iniciação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma iniciação maçonica é uma morte simbólica e um renascimento, ou, um novo nascimento. Por isso, o candidato fica encerrado durante algum tempo, num compartimento isolado, como uma caverna, de onde ele sai, num determinado momento do ritual iniciático, como se saísse do útero para a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Maçonaria , esse compartimento recebe o nome de Câmara de Reflexões, onde o candidato permanece em meditação, antes de ser conduzido ao templo, para a cerimônia de iniciação. Tudo nessa Câmara lembra a morte , a enfermidade da matéria e a eternidade do espírito. Assim se desconsiderarmos as pequenas diferenças entre os ritos, uma Câmara contém:&lt;br /&gt;Um esqueleto humano, a mostrar que todos ficam reduzidos a mesma condição, após a morte, sendo, portanto, vãs e fúteis as distinções feitas em vida.&lt;br /&gt;Uma ampulheta, ou relógio de areia, que, por registrar pequenos espaços de tempo, mostra que a vida é efêmera e deve ser usada na concretização das grandes obras do espírito humano.&lt;br /&gt;Sal, enxofre e mercúrio, os três elementos necessários à grande Obra da Alquimia – que é a transmutação dos metais inferiores em ouro, sendo também chamada de Arte Real, graças à lenda segundo a qual o rei Midas teria recebido, do deus grego Dionísio, o poder de transformar em ouro tudo o que tocasse. A Grande Obra, para a alquimia oculta, consiste no constante renascer, para que o iniciado percorra o caminho do conhecimento e do aperfeiçoamento, até chegar a comunhão com a divindade. Assim, os metais inferiores simbolizam as paixões humanas e os vícios, que devem ser combatidos e transformados em ouro do espírito, que é o objetivo da Grande Obra, ou Arte Real.&lt;br /&gt;Um pedaço de pão de trigo que simboliza o alimento da fertilidade da terra, fecundada pelo Sol, e uma bilha com água que simboliza o alimento do espírito, por ser o símbolo da purificação mostrando que é importante o nutrimento do corpo, sendo o do espírito tão importante quanto ou até mais.&lt;br /&gt;O galo, em posição de canto, saudando a nova aurora, o renascer do candidato, para uma nova existência com uma ampulheta abaixo com as palavras - Vigilância e Perseverança.&lt;br /&gt;Uma taça de líquido doce e uma de líquido amargo, simbolizando que a vida é feita de altos e baixos, de bons e maus momentos e que o homem deve acatar sua sorte, resignadamente.&lt;br /&gt;A palavra VITRIOL , que é a sigla de uma máxima alquímica: Visita Interiore Terrae Rectificando que Invenies Ocultum Lapidem           ( Visitar o interior da Terra e, seguindo em linha reta, encontrarás a pedra oculta), a qual alude a procura da pedra filosofal da Alquimia. Para a alquimia mística, porém, a frase é um convite a introspecção, à procura do eu interior, como a expressão inscrita&lt;br /&gt;no frontispício do templo de Apolo, em Delfos: Nosce te ipsum  ( Conhece-te a ti mesmo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as paredes deve haver, em caracteres legíveis, as inscrições que seguem:&lt;br /&gt;Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te.&lt;br /&gt;Se queres bem empregar a tua vida, pensa na morte.&lt;br /&gt;Se tens receio que se descubram os teus defeitos, não estarás bem entre nós.&lt;br /&gt;Se és apegado às distinções mundanas, retira-te; nós aqui, não as conhecemos.&lt;br /&gt;Se fores dissimulado, serás descoberto.&lt;br /&gt;Se tens medo, não vás adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse renascer constante, a partir da morte simbólica, associado a toda  escalada iniciática , no caminho que vai das trevas à luz, pode ser assimilado às sucessivas mortes e ressurreições da natureza, mostrada pelo ciclo imutável dos vegetais, em todos os anos. E esse ciclo é mostrado pelos signos zodiacais, que simbolizam todo o aperfeiçoamento do candidato, desde que ele é encerrado na Câmara de Reflexão, até que, como iniciado, ele percorre o caminho do conhecimento, que o leva à visão da Luz total, simbolizada pelo Sol, no Oriente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os signos zodiacais relacionados com o grau de Aprendiz Maçom são: Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão e Virgem; relacionado com o grau de Companheiro Maçom , está o signo de Libra; e os inerentes ao grau de Mestre Maçom são os signos de Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Assis Carvalho - Caderno de estudos maçônicos (O Aprendiz Maçom Grau 1)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;José Castellani  - Maçonaria e Astrologia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;José Castellani - O Grau de Aprendiz Maçom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Rizzardo da Camino - O Aprendiz Maçom&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Edição 1999 - Ritual do Grau de Aprendiz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-6137844491845926877?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/6137844491845926877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=6137844491845926877' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/6137844491845926877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/6137844491845926877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/cmara-de-reflexes.html' title='Câmara de Reflexões'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-7147498594159553741</id><published>2007-07-22T03:28:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:29:10.211-07:00</updated><title type='text'>“As luzes da loja”</title><content type='html'>“O poder de iluminar seus obreiros conseguido e mantido pelas luzes da loja, estas vivas que incansavelmente deverão erguer-se do Oriente para iluminar com saber os obreiros indicando-lhes os caminhos a serem seguidos até o Ocidente. Desta iluminação abundante e profusa é que se fundamenta a loja, que é a célula viva do grande corpo chamado Maçonaria.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    As luzes da loja estão divididas em dois “grupos”, que são eles. As três luzes da oficina e as três luzes emblemáticas da maçonaria, que passam a ser descritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três luzes do templo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São respectivamente o V\M\, o 1º Vig\ e o 2º Vig\, sendo nesta ordem as maiores autoridades na direção dos trabalhos. Cada um com suas atribuições, formando um todo harmônico. No que tange a hierarquia, um precede o outro, cada qual possui sua simbologia, suas jóias e responsabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        V\M\:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Assimilado ao planeta Júpiter, que, no panteão dos deuses babilônicos, simbolizava a sabedoria, além de rei dos deuses.&lt;br /&gt;    O V\M\ se afigura como o referencial moral e intelectual da loja, é o guardião do equilíbrio que deve reinar entre os irmãos.&lt;br /&gt;    A jóia do V\M\ é o Esq\, símbolo da retidão de suas ações, pautadas na justiça. O mesmo tem um ramo mais curto que o outro, na razão de três para quatro, justamente a razão dos catetos no triângulo de Pitágoras. O ramo mais longo, deverá estar voltado para o lado direito no peito do V\ para salientar a preponderância do ativo(direito) sobre o passivo(esquerdo). Ele também tem o significado de eqüidade, de equilíbrio e de justiça. O esquadro transmite a idéia da imparcialidade e da inteireza de caráter.&lt;br /&gt;    O V\M\ é o guia, o referencial, o primeiro oficial em loja, é a primeira luz. Suas ações e características influenciarão, certamente, na aprendizagem e na vida maçônica daqueles que estão nos primeiros degraus de sua ascendência em loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        1º Vig\:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Associado ao planeta Marte, que era o senhor da guerra, simbolizando a força.&lt;br /&gt;    Em ordem hierárquica, ele precede o V\M\, podendo em alguns ritos o substituir em seus impedimentos. Em regra, o 1º Vig\ se senta ao Ocidente da loja e ao norte e tem a seu cargo a inspeção e vigilância dos companheiros, além de seus deveres fundamentais, que são dois, verificar se o templo está coberto e se todos os presentes são maçons.&lt;br /&gt;    A sua jóia é o Nív\, representa a igualdade. Como instrumento, ferramenta do construtor, do pedreiro medieval, sempre foi de fundamental importância. O nível maçônico é diferente do nível de pedreiro. Ele tem a forma de um triângulo, saindo uma perpendicular do ápice, ficando solta no espaço, com um pequeno cilindro de chumbo na ponta, dividindo o triângulo em dois esquadros.&lt;br /&gt;    O 1º Vig\ é a segunda luz em loja, é constantemente solicitado pelo V\M\, esclarecendo muitos mistérios, orientando e ensinando os demais irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        2º Vig\:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Associado ao planeta Vênus, feminilizado na mitologia babilônica e que, sendo a deusa mágica da fertilidade e do amor, simboliza a beleza. Ele também simboliza a concórdia.&lt;br /&gt;Em loja, está sentado ao Ocidente e ao sul, a sua função é observar o sol no meridiano e chamar os obreiros ao trabalho, além de cuidar dos aprendizes. É ele que responde ao V\M\ quais os três pilares básicos de apoio da loja, que são, Sabedoria, Força e Beleza, que correspondem as três luzes do templo, tão necessárias a iluminação do caminho que nos torna maçons na concepção maior do espírito, V\M\, 1ºVig\ e 2º Vig\.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As três luzes emblemáticas da maçonaria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São elas, o L\ da L\, o Esq\ e o Comp\, eles devem estar sempre sobre o A\ dos Jur\ em loja aberta. O Comp\(espírito) encontre-se coberto pelo Esq\(matéria), que significa no grau de aprendiz ainda matéria bruta, que o espírito ainda não conseguiu libertar-se do domínio da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O L\ da L\:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representa o código moral e ética que cada um de nós respeita e segue, a filosofia de vida que cada um adota e a fé que nos governa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O Comp\:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Significa a justa medida de nossos atos e a justiça exigida nas ações que praticamos. É um instrumento de dois ramos de madeira ou metal, unidos pôr uma de suas extremidades de maneira a poder afastar-se ou aproximar-se uma da outra para medir ângulos, traçar círculos de dimensões diferentes. Estes diversos círculos nos dão a idéia do pensamento nos vários círculos de raciocínio que podem atingir, ora largas e abundantes posições, ora raras e estreitas conclusões, mas todas elas sempre claras e positivas. O Compasso da Justiça é a própria razão que determina, não só a origem, mas ainda a legitimidade do direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    O Esq\:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Esq\ é o símbolo da justiça e da gratidão, seu ângulo reto simboliza a conduta irrepreensível que o maçom sempre deverá manter perante a sociedade, pautando todos os seus atos e decisões dentro da mais absoluta retidão e eqüidade no trato de seus semelhantes. Em conjunto com o Comp\ representa o "Escudo Maçônico", signo mais conhecido da maçonaria. É composto de dois ramos de comprimento igual e provém da metade de um quadrado que é o símbolo da terra onde se desencadeiam as paixões humanas e, o verdadeiro maçom encontrando-se entre o Esq\ e o Comp\, está entre o céu e a terra, ou ainda, entre a matéria e o espírito.&lt;br /&gt;Sendo o Esq\ o instrumento que se destina a dar forma regular a todo material, serve simbolicamente, para indicar ao maçom que sob o ponto de vista moral, deve ser empregado para corrigir as falhas e as desigualdades do caráter humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações Finais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando da iniciação em loja, ouviu-se a seguinte frase: “No princípio do mundo, disse o G\A\D\U\, faça-se a luz ... e a luz foi feita.” E foi concebido ver a luz, mas não aquela que rodeia os irmãos em loja e que ilumina os trabalhos, mas sim aquela emanada da suprema e eterna fonte que deve orientá-lo para a verdade e a retidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;·CAMINO, Rizzardo da. simbolismo do 1º grau / ritualística maçônica.&lt;br /&gt;·CASTELLANI, Jose. Liturgia  e ritualística do grau de A\M\.&lt;br /&gt;·CASTELLANI,José. Dicionário Etimológico Maçônico. Ed. A Trolha.&lt;br /&gt;·“A TROLHA” Revista Maçônica.&lt;br /&gt;·Dicionário Maçônico.&lt;br /&gt;·Sites: www.geosites.com/profano/html&lt;br /&gt;    www.futura-webdesign.com/portal/simbolos.shtml&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-7147498594159553741?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/7147498594159553741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=7147498594159553741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7147498594159553741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7147498594159553741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/as-luzes-da-loja.html' title='“As luzes da loja”'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-7698263683908049720</id><published>2007-07-22T03:27:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:28:08.130-07:00</updated><title type='text'>As Ferramentas</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; As Ferramentas do Grau de Aprendiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Introdução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é o aprendiz? O aprendiz é a pedra bruta que foi escolhida na pedreira para ser  desbastada e se tornar uma pedra de forma cúbica. A pedra bruta representa a natureza humana no estado primitivo, ainda bruta, rude, rústica, não trabalhada, imperfeita e cheia de arestas. É a imagem do homem sem introdução, com defeitos, vícios e paixões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprendiz é simbolicamente comparado à pedra bruta antes de ser instruído nos mistérios maçônicos, devendo estudar para adquirir o simbolismo do seu grau, sua aplicação e interpretação filosófica. Deverá trabalhar constantemente para aperfeiçoar-se assimilando novos conhecimentos e conseqüentemente buscando auto conhecer-se, aparando as arestas do seu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como maçom, desvencilhando-se dos defeitos e paixões, para tornar-se pedra cúbica ou polida e concorrer à construção moral da humanidade que é a verdadeira obra da maçonaria. Quando conseguir desbastar a pedra bruta, o aprendiz terá vencido a primeira batalha da sua carreira templária, vencendo a si mesmo e desfraldando a bandeira de sua evolução interior sem perder de vista aquele fosco pedaço de granito e com o fito de diminuir as suas imperfeições, o neófito se propõe a descobrir, de vez, seus defeitos, suas fraquezas seus deslizes e suas vaidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identifica-se, então, com o período de lapidação do seu ego, adaptando-se melhor aos costumes observados nas reuniões de seus irmãos e vai tornando-se mais puro e mais apto para pugnar pela felicidade do gênero humano. É para realizar esta tarefa que ele trabalha com as ferramentas do aprendiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Ferramentas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ferramentas do aprendiz são três:&lt;br /&gt;O esquadro, o maço e o cinzel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquadro serve para verificar a exatidão dos ângulos retos da pedra cúbica. Além disto o tem um significado simbólico muito importante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquadro é um quarto de cruz, justa posta a outros três, formam uma cruz. Jesus na cruz, representa Deus no aspecto material na terra. Esotericamente representa a matéria ou o corpo físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquadro simboliza a eqüidade, a justiça, a retidão de caráter.&lt;br /&gt;A retidão é a qualidade do que é reto, tanto no sentido físico, quanto no moral ou ético.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a retidão física evidente no corpo do esquadro corresponde simbolicamente à retidão moral, caracterizada pelas ações que estão de acordo com a lei, com o direito, com o dever, e pela intenção de seguí-los retamente, sem desviar da direção indicada pela eqüidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças a isso é que o esquadro é a jóia-símbolo do V\ M\ por que um M\, elevado ao cargo de dirigente máximo de uma Loj\, deve manter-se inflexível no cumprimento do seu dever e ter sempre em alta o sentido de eqüidade, ou seja, de igualdade entre todos os seus IIr\, perante a lei e o direito.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Como tiramos a imperfeição da pedra bruta?&lt;br /&gt;Utilizando o maço e o cinzel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maço e o cinzel são imprescindíveis para transformar a P\ B\ em P\ C\, que, no entanto sempre estará longe de ser perfeita. O maço é o símbolo da vontade de trabalhar. Esta vontade, guiada pela inteligência, habilita-nos a desejar o bom e o justo, impulsionando-nos à ação. O maço representa a força de vontade necessária para dominar as paixões e submeter à vontade de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cinzel representa a inteligência, pois é o cinzel que direciona a força do maço rumo às imperfeições da P\ B\. Só a força não consegue tirar com perfeição os defeitos da mesma. È necessário que o cinzel encaminhe esta força ao ponto exato e arranque, com sua ponta contundente, a imperfeição percebida pelo aprendiz. O cinzel significa o livre arbítrio que é dotado o homem, manifestando-se nele na proporção do seu desenvolvimento espiritual. O homem se comporta de acordo com as concepções formadas em seu coração, e recebe o fruto de seus pensamentos e de suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o trabalho do aprendiz para transformar de P\ B\ em P\ C\. Estas são suas ferramentas e suas aplicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; - O Aprendiz de Maçom – Assis de Carvalho – Ed. A Trolha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; - Curso de Maçonaria Simbólica – Theobaldo Varoli Filho - Gazeta  Maçônica&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; - Cartilha do Aprendiz - José Castelani&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; - Maçonaria,  um Estudo Completo – Júlio Doin Vieira&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-7698263683908049720?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/7698263683908049720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=7698263683908049720' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7698263683908049720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/7698263683908049720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/as-ferramentas.html' title='As Ferramentas'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-6798370696942319197</id><published>2007-07-22T03:26:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:27:07.578-07:00</updated><title type='text'>AS SETE ARTES LIBERAIS</title><content type='html'>Considerando que objetivo primordial da educação é dotar o homem de instrumentos culturais capazes de impulsionar as transformações materiais e espirituais exigidas pela dinâmica da sociedade e que a educação aumenta o poder do homem sobre a natureza, temos ao mesmo tempo, a busca constante em conformá-lo aos objetivos de progresso e equilíbrio social da coletividade a que pertence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, as Sete Artes Liberais são um conjunto de sete matérias – sobre as quais falaremos mais adiante – desenvolvidas até o final de Idade Média e que assumiram um papel de suma importância pedagógica na época e ainda podemos dizer que, foram à base do desenvolvimento e consolidação do nosso atual sistema educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação ou desenvolvimento das Sete Artes Liberais, citada por alguns historiadores teve inicio na Grécia antiga. Dada a supremacia do estado, a educação visava preparar os jovens para as relações com a cidade-estado. Cada estado tinha suas características e os sistemas educacionais deviam adaptar-se a elas para preparar adequadamente a juventude. Daí decorrem as concepções de Platão e de Aristóteles, de uma educação uniforme, regulamentada em seus mínimos detalhes pela autoridade estatal e compulsória para todos os homens livres. Platão, na República e nas Leis, mostra a que extremos pode chegar à educação quando extrapola os aspectos essenciais da vida. O cidadão-guarda do estado ideal não tem direito à vida doméstica e aos laços familiares. Aristóteles não chega a esse exagero, mas considera a educação familiar prejudicial à criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema educacional que mais se aproximou dessa concepção foi o adotado por Esparta, onde os jovens eram preparados sob a supervisão direta do estado, numa espécie de acampamento militar: os rapazes tornavam-se guerreiros e as moças preparavam-se para se tornarem mães de futuros guerreiros. Em Atenas havia leis que dispunham sobre a freqüência às escolas dos filhos dos cidadãos livres e os estabelecimentos de ensino eram regulamentados por legislação especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os instrumentos de educação mais em harmonia com a concepção e a cultura gregas eram a música, a cultura literária e artística nacionais, para desenvolver o espírito de lealdade à pátria; e a ginástica para o corpo. Esta era individual e só indiretamente visava estreitar os laços sociais. À medida que a cultura ateniense avançava, os estudos de natureza intelectual assumiam maior importância e a educação física entrava em decadência. Essa tendência provocou críticas, segundo as quais os jovens efeminavam-se pelo excesso de conforto. Mas uma força desintegradora, a que inutilmente se opuseram Platão e Aristóteles, já comprometera o sistema educacional: a retórica dos sofistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cidade-estado democrática, o orador facilmente se tornava um demagogo, pois a oratória abria caminho à ambição pessoal e induzia os jovens às escolas dos sofistas. As relações cada vez mais estreitas entre os estados gregos aproximaram os ideais cívicos e trouxeram uma concepção mais cosmopolita da educação. O processo completou-se com a perda da independência das cidades-estado, sob domínio macedônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universidade de Atenas, por exemplo, foi o resultado de uma fusão das escolas filosóficas privadas com a organização estatal para a educação dos rapazes. Existiram outros centros de alta cultura, sobretudo em Alexandria, onde o contato do pensamento grego com as religiões e filosofias do Egito originou as filosofias místicas, que culminaram no neoplatonismo. Em Atenas, a educação transformou-se numa retórica vazia, até que a universidade foi fechada por Justiniano, no ano 529.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os romanos conquistaram a Grécia, já encontraram um sistema educacional decadente. No início da república, a educação romana era ministrada na família e na vida social. O pai tinha poder ilimitado sobre os filhos e era publicamente censurado quando fracassava no ensino dos preceitos morais, cívicos e religiosos. Ainda não havia escolas, mas o jovem aprendia a reverenciar os deuses, a ler e a conhecer as leis do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a importação da cultura grega, a literatura helênica tornou-se o principal instrumento de educação. Surgiram as escolas de gramática, mais tarde suplementadas pelas de retórica e filosofia. Estas ofereciam meios de cultura mais elevados a quem não podia estudar em Atenas e Alexandria. No império, as escolas de retórica foram organizadas pelo sistema estatal. A concepção da cultura retórica é mostrada por Quintiliano, no ano 95 da era cristã, em sua Instituição de Oratória, o mais sistemático tratado de educação do mundo antigo. Para ele, o orador deveria ser a síntese do homem culto, sábio e honrado. Com o advento da autocracia, que logo descambou para a tirania do império, a retórica deixou de representar uma preparação para a vida. As condições da sociedade não admitiam mais tal tipo de educação. Os costumes se corromperam e renasceu o paganismo. Nessas circunstâncias históricas surgiu o cristianismo, que trouxe um renovado sopro de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude geral dos cristãos para com a educação tradicional evidenciou-se no protesto contra o edito de Juliano que os proibiu de ensinar nas escolas públicas. Estabeleceu-se um conflito: enquanto a educação pagã consistia numa ética individualista e orgulhosa, a cristã exaltava a humildade como uma das mais elevadas virtudes e considerava o orgulho um pecado mortal. Para o cristianismo, o estado supremo era o êxtase amoroso da contemplação mística de Deus. A vida monástica passou a ser vista como ideal cristão. Tais concepções, seguidas por várias gerações, reduziram o valor da cultura clássica, que já na época de São Gregório o Grande, entre 590 e 604, estava superada como meio de educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todos esses séculos, a gradual penetração dos bárbaros no Império Romano ajudou a desintegrar a cultura, e muitas escolas públicas desapareceram. Embora os bárbaros absorvessem parcialmente a velha cultura, imperou a obscuridade intelectual. Logrou-se apenas a preservar parte da herança do passado, na obra de filósofos como Boécio, Cassiodoro e Isidoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um melhor entendimento das evolução do desenvolvimento das Sete Artes Liberais, vamos dividir a Idade Média em dois períodos. No primeiro, correspondente à Baixa Idade Média, o registro pedagógico está ainda ao serviço da conservação do patrimônio cultural romano, da tentativa desesperada de evitar o seu afundamento e, simultaneamente, já dá conta da necessidade de construção de um novo mundo cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de partida é o programa agostiniano de purificação das almas pelo exercício da inteligência. Se Cícero (Marcus Tullius Cicero,106-43 a.c.) queria formar o orador instruído capaz de aprender rapidamente qualquer assunto e falar dele com uma eloqüência desenvolta, se Quintiliano (Marcus Fabius Quintilianus, 35-95) queria formar o homem de bem que põe a eloqüência ao serviço da virtude, entendida sob o modelo da sabedoria estóica de Santo Agostinho (354-430), obra esta que dominará toda a cultura cristã medieval e que terá como objetivo formar o cristão que põe ao serviço da interpretação dos textos sagrados todos os recursos da cultura antiga e que, pela aquisição conjugada de sabedoria e habilidades retóricas, se torna capaz de explicar, ensinar e pregar a doutrina cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que antecipadamente traçando o caminho ao enciclopedismo medieval cristão que se vai seguir, St. Agostinho aponta mesmo, explicitamente, a necessidade de reunir, numa só obra, todos os conhecimentos necessários à interpretação e ensino dos textos sagrados: informações relativas à história, à geografia dos lugares, aos animais, plantas e metais mencionados na Bíblia, à medicina, agricultura, navegação e astronomia, à aritmética e às suas aplicações às figuras (geometria), aos sons (música) e aos movimentos (física), à dialética, necessária para discutir as questões que os textos sagrados colocam à eloqüência posta ao serviço da salvação.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cassiodoro (490-580/3) será o primeiro a corresponder ao apelo de St. Agostinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última resposta direta ao apelo de St. Agostinho será do frade dominicano Thomas de Cantimpré que, quase mil anos depois, reúne ainda, explicitamente, todos os conhecimentos relativos à natureza das coisas necessárias para a interpretação dos textos sagrados, nomeadamente animais, plantas, minerais, cosmologia e astronomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thomas de Cantimpré é considerado como "o último dos romanos", ele é, simultaneamente, a figura que inaugura o programa cultural do monarquismo letrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As suas Instituitiones divinarum et saecularum litterarum fazem jus ao título constituindo, ao mesmo tempo, uma obra secular, destinada a permitir a conservação, em tempos de crise, do profano patrimônio cultural romano, espécie de testamento espiritual de um mundo irremediavelmente perdido e, simultaneamente, uma obra sagrada, um programa de formação moral, intelectual e religiosa para uso de monges e progresso das suas almas, um programa de leituras, um receituário de trabalhos manuais diversos, uma iniciação ao comentário das escrituras e um encaminhamento para a vida contemplativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Em especial o livro II, intitulado De artibus ac disciplinis liberalium litterarum, constituiu durante séculos um verdadeiro manual das escolas monásticas, oferecendo uma síntese de tudo o que era considerado necessário e suficiente à formação intelectual de um monge. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro está dividido em sete partes consagradas, cada uma delas, às sete disciplinas que Cícero considerara dignas do homem livre, ou seja: As Sete Artes Liberais.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo por base uma perspectiva neoplatônica da ordem dos saberes orientados para a contemplação, Cassiodoro começa pela gramática, retórica, dialética, três artes que podem permitir aceder à compreensão dos autores latinos e passam posteriormente à aritmética, à música e à geometria e termina com a astronomia, metáfora da ascensão da terra aos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por seu lado, as Etimologias de St. Isidoro (560-636), bispo de Sevilha, foram consideradas como a primeira grande enciclopédia cristã. Embora fundada nos saberes antigos, a obra persegue, em obediência ao preceito agostiniano, uma finalidade exegética construída com o objetivo de servir para a formação cristã dos clérigos, bem como, da população da península recentemente convertida.&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande novidade desta obra reside no fato de, pela primeira vez, estar construída sob a forma de um léxico. A idéia, que terá desenvolvimentos e ramificações de insuspeitada importância no pensamento posterior, é a de que a essência das coisas se dá a ver na etimologia dos nomes que as designam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo as palavras sido dadas às coisas por Adão de acordo com o conhecimento completo da sua natureza, seria possível penetrar no conhecimento das suas propriedades mais ocultas encontrando o sentido primitivo das suas designações originais. Seguindo este método, St. Isidoro vai apresentando a totalidade dos saberes sob a forma de um imenso conjunto de definições, construídas a partir das etimologias dos termos definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etimologia desempenha, pois um duplo papel, teológico e epistemológico: ela é, simultaneamente, a forma de reconduzir os nomes e as coisas até ao criador e o método de unificação do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As definições relativas às Sete Artes Liberais, a gramática latina (livro I), a retórica e a dialética (livro II), a aritmética, a geometria, a música e a astronomia (livro III), logo seguidas da medicina (livro IV) do direito e cronologia (livro V). Vêm depois as ciências sagradas: história da criação, escrituras, liturgia, nomes de deuses e de santos, personagens bíblicos, funções eclesiásticas, heresias, filósofos, poetas, sibilas, magos, pagãos, deuses dos gentios, etc. (livros V a VIII). O livro IX ocupa-se dos grupos humanos, dos diferentes povos e das suas línguas, o X apresenta um glossário e o XI ocupa-se da anatomia humana. Seguem-se os animais (livro XII), cosmografia (livro XIII), geografia da terra (XIV), cidades, agrimensura e estradas (livro XV), pedras e metais (livro XVI), agricultura, horticultura (XVII), armas, guerra e jogos (livro XVIII), navegação, monumentos e vestuário (livro XIX) alimentação, utensílios domésticos e rurais (livro XX). Como diz Gilson (1962: 152) o sucesso desta obra tem a ver com o fato de ela ocupar, numa biblioteca medieval, "o mesmo lugar que a Enciclopédia Britânica ou a Larousse ocupam numa biblioteca moderna", pondo á disposição do público uma soma de informações fiáveis sobre praticamente todos os assuntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdadeiras ou falsas, engenhosas ou risíveis, estas etimologias  foram-se transmitindo de geração em geração durante toda a Idade Média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua contribuição para a configuração medieval da idéia de uma enciclopédia universal e a sua influência no enciclopedismo posterior foi decisiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo: Raban Maur, teólogo e enciclopedista alemão de língua latina e discípulo de Alcuíno, constituem uma cópia quase literal dos livros VI-IX e XI-XX das Etimologias de St. Isidoro. Com magníficas ilustrações, a obra é constituída por 22 livros que retomam as etimologias submetendo-as, no entanto, a uma diferente estruturação (primeiro Deus, depois a Igreja, finalmente os homens, a terra e as artes e técnicas) e retirando-lhes todas as referências à antiguidade e mitologia clássicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo período, correspondente à Alta Idade Média, as escritas ganham autonomia relativamente à necessidade de conservação do mundo antigo e passam a estar postas ao serviço do incipiente renascimento cultural a que os povos da Europa, saindo lentamente da convulsão e da barbárie, se vão doravante dedicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um primeiro impulso dado pelas reformas do ensino levadas a cabo por Carlos Magno e Alcuíno (738-804), face ao florescimento das escolas monacais e catedrais nos séculos X e XI, ao desenvolvimento do movimento copista e de tradução de textos árabes e antigos, nomeadamente Aristóteles (até então quase exclusivamente conhecido enquanto sistematizador da Lógica) e, posteriormente, ao aparecimento das primeiras universidades, em Bolonha, Oxford, e Paris, surge uma nova criatividade cultural que se põe em marcha da qual decorrerá, em paralelo com grandes transformações demográficas, sociais e políticas, uma rápida evolução científica e técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Sete Artes Liberais aproximam-se então daquilo que, no século XIII, virá a ser a Summa, não no sentido da exposição completa de uma doutrina teologicamente fundada, mas enquanto totalidade aditiva de conhecimentos parcelares relativos às várias regiões da realidade e, portanto, às disciplinas que as tratam. Disciplinas que, sendo definidas pelos seus objetos, têm o mundo - objeto ultimo da criação - como sua referência primeira. Nesse sentido, títulos como a Philosophia mundi de Guillaume de Conches (1080-1145) ou o De Imagine mundi de Honorius d'Autan (Honorius Augustodunensis)  são eloqüentes: eles procuram constituir-se como imagem do mundo. Como perceberá Vincent de Beauvais (1190-1264), a enciclopédia é, doravante, o espelho maior - Speculum Majus - de uma época e dos conhecimentos que dela têm os seus espíritos mais cultivados, a projeção, no espaço limitado de algumas páginas, da totalidade do mundo e da cultura. Estamos aqui em face de um dos traços mais característicos do ensino medieval tardio - a procura de uma correspondência especular entre o corpo da enciclopédia e a ordem do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos nomes mais importantes dos escritores da era medieval deste segundo período é Hugues de St. Victor (1096-1141), que apresenta dois aspectos profundamente inovadores. Em primeiro lugar, o fato de uma organização sistemática do saber humano unificado, não já pela teologia, mas pela filosofia que é subdividido em quatro grandes ramos: filosofia teórica ou Speculativa (teologia, matemática e física), filosofia prática ou Activa, privada (ética e moral) e pública (economia e política), filosofia Mechanica (lanifícios, balística, navegação, agricultura, caça e pesca, medicina, tecelagem, teatro) e Lógica ou Sermonialis (gramática, retórica e dialética). O segundo aspecto significativo diz respeito ao fato de, num mundo em plena evolução científica e técnica, todo esse conjunto de livros se fazer eco da importância crescente das ciências profanas e proceder, rapidamente, à integração do fenômeno técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo-se nos livros antigos a concepção da ciência como a unidade do percurso da formação educativa ordenada pelo modelo circular da Paidéia, isto é, dando a cada área do saber um valor idêntico, o medieval apontava para uma concepção hierárquica dos saberes teologicamente fundada. Ao contrário dos ensinamentos gregos e latinos que não prestavam muita atenção a questões religiosas, e embora a religião continue a não ser o tema dominante da enciclopédia, ela passa a determinar a forma de todo o seu conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorde-se, por exemplo, o caso já referido de Cassiodoro que estrutura a sua enciclopédia de forma ascensional, partindo da ordem humana, em que inclui a medicina e as disciplinas do trivium, para a divina em que inclui as disciplinas matemáticas e a astronomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro traço característico da época medieval diz respeito ao seu caráter compendial. Quer isto dizer que as descrições que as enciclopédias medievais apresentam, não têm por base a observação do mundo, dos seus seres e acontecimentos, mas a erudição, a reunião e compilação de informações provenientes dos autores clássicos e cristãos. Reunindo e ordenando um corpus textual preexistente que traduz uma concepção estática do conhecimento, insensível às discrepâncias resultantes da variedade e multiplicidade das fontes. Tal vai implicar que, contribuindo embora para a preservação dos escritos clássicos cujos extratos seleciona, transcreve e compila, o mundo natural que a enciclopédia agora descreve, apareça sobre determinado pela presença de tópicos como a magia e a astrologia e por elementos fantásticos repescados nas autoridades antigas e bíblicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acresce que, pelo fato de ser invariavelmente escrita em latim, e, portanto numa língua universalmente conhecida pelo público a que se destina (ou que o próprio latim seleciona), esses livros conhecem antecipadamente os seus leitores, na esmagadora maioria dos casos, elementos da igreja. Os seus autores podiam, portanto, restringir ao mínimo os comentários pessoais e o caráter moralizador do texto, limitar-se a oferecer passagens úteis à vida dos seus leitores que delas retirariam os ensinamentos convenientes de acordo com o seu juízo. No fundo esperavam que o efeito cumulativo dos conteúdos da enciclopédia fosse suficiente para garantir a moral e a religiosidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente tendo como características gerais teríamos, em primeiro lugar, o fato de as Sete Artes Liberais estar organizada de forma disciplinar, de acordo com a estrutura do trivium e do quadrivium na qual, irá ser recortada a organização curricular, hierárquica e teologicamente fundada, da universidade medieval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez abordada a história da educação, seus registros, livros e enciclopédias, desde a época que se tem conhecimento até a Idade Média e que deram origem as Sete Artes Liberais, a seguir vamos apresenta-las detalhadamente, inclusive fazendo alusão aos períodos e considerações que cada uma dessas Sete Artes requer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Sete Artes Liberais estão divididas em dois grupos, sendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trivium        gramática, retórica e dialética&lt;br /&gt;Quadrivium        aritmética, geometria, astronomia e música&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gramática        A arte de escrever ou ler.&lt;br /&gt;É o conjunto das regras que presidem a correção, a norma da língua escrita ou falada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gramática Comparada: que, a partir das séries de correspondências rigorosas entre várias línguas, procura depreender as relações genealógicas existentes entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gramática Descritiva: que examina uma língua como sistema de meios de expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gramática Gerativa  e Transformacional: que procura explicar os fatos lingüísticos atuais pelo modo como teriam sido originariamente engendrados.(criada entre 1960 e 1965, por Chomsky e pelos lingüistas do Massachussets Institute of Technology (MIT)).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gramática Histórica  ou Diacrônica: que se ocupa  da evolução  dos fatos de uma língua.&lt;br /&gt;Gramática Normativa: que apoiada no uso idiomático das classes cultas, estabelece regras para a utilização de uma língua como código de bem falar e escrever.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reflexão gramatical dos filósofos gregos parte, na obra de Platão, da distinção lógica, sujeito, predicado, artigo, nome comum, nome próprio, adjetivo, preposição e a conjunção, categorias fundadas por sua vez em critérios formais. Estas classificações foram adotadas pelos romanos e em seguida pelos gramáticos medievais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII, a gramática geral e racional de Port Royal reafirmou a universidade dos princípios que estão subentendidos nas línguas, enquanto outros gramáticos, como Vaugelas, se dirigiam a um público preocupado com o bom uso da língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beauzée, no século XVIII, diferenciou a “gramática geral”, ciência racional dos princípios imutáveis das línguas faladas e escritas, e a “gramática particular”, arte de conciliar as instituições arbitrárias e usuais de uma língua particular com os princípios gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta dupla tradição (normativa e filosófica) perpetuou-se até o século XIX, enquanto surgia um interesse cada vez maior pelas línguas particulares, consideradas como sistemas complementares de sons, de palavras, de formas, de construções, das quais se pode descrever a evolução e o estado em uma dada época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retórica    Arte de bem falar e escrever. A arte de bem falar com o propósito de convencer e persuadir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito da retórica surgiu intimamente ligado à sofística, a ponto de alguns estudiosos acreditarem que uma parte significativa dos trabalhos destes pensadores tinha apenas intenção oratória, sendo, portanto, destituída de conteúdo objetivo. O certo é que, como arte da eloqüência, a retórica foi ensinada pelos sofistas do século V a.C, e um deles, Górgias de Leôncio, exaltou-a como atividade fundamental do homem. Sócrates e Platão criticaram a retórica dos sofistas acusando-os de converter o “bem dizer” em mera técnica de persuasão, independente do conteúdo.  Aristóteles, que também criticou os sofistas, subordinou a retórica ao conhecimento da verdade, atribui-lhe uma função moral ou social e colocou-a a serviço da virtude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os estóicos, a retórica constituía, junto com a dialética, uma das partes da lógica: por dialética entendiam a ciência do bem relacionar; por retórica, e a do bem falar. Dentre os epicuristas, muitos viam na retórica a ciência do provável, em oposição às ciências exatas. Outras escolas da antiguidade consideraram a retórica uma atividade imprópria ao filósofo, sobretudo quando se acentua o aspecto emocional da arte de falar. Tal não foi o caso de Cícero, que, ao contrário, associou-a intimamente à filosofia: chamou-a de ratio dicendi (razão que diz), deixando claro sua opinião de que a arte retórica exige sólidos conhecimentos, não se reduzindo à mera aplicação mecânica de regras de eloqüência. Apesar disso só no final da antiguidade é que a retórica como um conjunto de regras mecanicamente utilizáveis, teve maior repercussão. E, assim elaboravam-se cada vez com mais detalhes os aspectos puramente técnicos do discurso tendo em vista o virtuosismo verbal. A Quintiliano deve-se um rigoroso tratado sobre as regras retóricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na idade média, sendo a retórica uma das artes liberais, compunha assim, com a gramática e a dialética o chamado trivium. Como arte do discurso e da persuasão, relacionava-se a tudo o que fosse considerado matéria de opinião. Mas, devido à existência    de uma verdade religiosa absoluta, a retórica se viu reduzida, em grande parte, a puro virtuosismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Renascimento renovou-se o interesse pela retórica grega mantendo-se aceso até o período barroco. Estreitamente ligado ao humanismo renascentista, reassumiu o caráter de atividade constitutiva e aperfeiçoadora de opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XVII, o cartesianismo e o impressionismo por se fundamentarem em evidências “intelectual ou empírica”, levaram ao descrédito da retórica. No romantismo, porém, ela voltou a ser valorizada a partir da influência de Rousseau, de cujo pensamento foi o eixo construtivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XX, manifestou-se um novo interesse pela retórica por parte de pensadores que novamente colocaram o problema do seu conteúdo e sua finalidade. Essa recente reabilitação se deu sobre tudo com a nova retórica ou teoria da argumentação, de Chaim  Perelman e L.  Olbrechts-Tyteca. Segundo esses pensadores, o objeto da retórica é o estudo dos meios de argumentação que escapam à lógica formal e que permitem convencer, obter a adesão de outra pessoa. O campo de atuação da retórica abrange, portanto, todos os ramos do conhecimento (como ética, o direito, a Política e grande parte da filosofia), que se constituem apenas de opiniões plausíveis e que não só podem ser defendidas por meio de argumentos igualmente e tão somente plausíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dialética    Arte de argumentar ou discutir. Raciocínio que consiste em analisar a realidade, evidenciando suas contradições e buscando superá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Platão, a dialética, em virtude de opor dois objetos ou duas maneiras de ver um objeto, é aparentada ao diálogo; consiste em ir do visível ao invisível. Põe assim, em evidência uma progressão do seio do confronto de duas tomadas de posição. Permite ir ao inteligível, que constitui a própria essência das coisas. Em Hegel, a dialética é uma realidade que tem um aspecto objetivo (exprime a estrutura contraditória de toda a realidade e seu movimento essencial de determinação por si) e um aspecto subjetivo, enquanto é um modo de conhecimento. Constitui, nisso, a história do conceito, ou a história do espírito. A dialética marxista é herdeira da filosofia de Hegel. É um pensamento da contradição; concebe a identidade da identidade e da diferença, a ser o nada, etc. Para a dialética hegeliana, as contradições se resolvem na filosofia; para a dialética marxista só podem se resolver na atividade histórica e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aritmética    Estudo das propriedades do conjunto dos números racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde a antiguidade, os matemáticos interessam-se pela pesquisa das propriedades dos números. Para os babilônicos e os egípcios, os números inteiros e fracionários estavam, estreitamente ligados a necessidades práticas. O caráter abstrato dos números só foi admitido explicitamente pela escola grega dos pitagóricos em 500 a.C. Já os matemáticos de Alexandria operavam com os números irracionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sábios da Índia introduziram os números negativos e o zero. Por intermédio dos árabes o sistema de numeração posicional na base decimal com zero, provavelmente originário da Índia, difundiu-se no ocidente por volta dos séculos XI e XII. A aritmética desenvolveu-se sobre a pressão das necessidades práticas do comércio, das finanças e da astronomia.  Napier (1594) e depois Bürgi (por volta de 1600) inventaram, independentemente, os logaritmos. Pascal inventou uma verdadeira máquina aritmética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pierre de Fermat (1601-1665), foi o primeiro matemático dos tempos modernos a se interessar pela ciência dos números. Os matemáticos do século XVIII tentaram demonstrar os teoremas de Fermat, que se revelaram corretos, a exceção de um erro e de um “teorema” até hoje não demonstrado. Apesar dos trabalhos importantes de Euler e de Legendre, a teoria dos números permaneceu, durante o século XVIII, um amontoado de propriedades isoladas. As Disquistiones Arithmeticae (1801) de C.F. Gauss, sistematizando a teoria então existente e estendendo-a inauguraram uma nova era (teoria dos números).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geometria    Ciência das figuras do espaço. Estudo das invariantes de um grupo de transformações do espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As origens da Geometria remontam a Mesopotâmia e ao Egito antigos, mas são os que rompem o pragmatismo das civilizações anteriores (600 a 300 a. C). Os elementos de Euclides constituem a exposição mais completa e bem acabada de geometria da Antiguidade. São apenas abordados problemas cujas soluções podem ser obtidas através de régua e compasso. Os postulados que embasam o edifício geométrico euclidiano asseguram a existência deste e, ao mesmo tempo, determinam as propriedades do que chamamos de espaço euclidiano. Na escola de Alexandria, o rigor euclidiano e as técnicas babilônicas e egípcias aliam-se para formar uma geometria mais voltada às aplicações. Os árabes se apropriam dos conhecimentos gregos, criticando-os e estendendo-os sem, entretanto, inovar a geometria helênica. A Europa medieval, por intermédio dos árabes, toma conhecimento dos textos gregos. No século XV, o Ocidente acolhe com entusiasmo a herança grega conservada por eruditos bizantinos. A integração de métodos projetivos no corpo da geometria é a primeira contribuição de matemáticos da Renascença ao desenvolvimento dessa disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XIII, aparecem os métodos da geometria analítica nas obras de Descartes e de Fermat. Em sua Geometria (1637), Descartes aplica os métodos algébricos ao estudo das curvas; pouco a pouco, aparece a idéia de equação de uma curva. As idéias do cálculo infinitesimal permitem examinar as propriedades que variam de um ponto a outro de uma curva. A criação, por Monge, da geometria descritiva, que representa os pontos do espaço por suas projeções ortogonais sobre dois planos perpendiculares, dá um novo impulso à geometria projetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o século XIX, a geometria euclidiana foi considerada plenamente capaz de dar conta do mundo sensível e seus resultados foram considerados absolutamente verdadeiros. Na virada do século alguns sábios entreviram a possibilidade de construir novas geometrias (ditas não euclidianas) logicamente coerentes sobre o sistema de axiomas euclidiano, mas substituindo o quinto postulado de Euclides por sua negação N.I. Lobachevski (1826) e J. Bolyaal (1832-1833) fazem as primeiras exposições sistemáticas de uma geometria fundamentada sobre a hipótese de que por um ponto exterior a uma reta dada passam uma infinidade de paralelas a ela (geometria hiperbólica), A geometria elíptica, deduzida da hipótese de que não há nenhuma paralela à reta, é estudada por B. Riemann (1826-1866). A concepção riemanniana do espaço já prefigura a concepção da teoria da relatividade geral. Klein, no programa de Erlangen (1872), propõe-se a estabelecer um princípio geral a partir do qual seja possível edificar as duas geometrias: métrica e projetiva. Ele caracteriza cada geometria por um grupo de transformações e a identifica com o estudo dos invariantes desse grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Klein propõe assim a seguinte hierarquia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geometria projetiva    estudo dos invariantes pelo grupo projetivo das homografias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geometria afim    estudo dos invariantes pelo grupo afim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geometria métrica    estudo dos invariantes pelo grupo das isometrias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geometria euclidiana    estudos dos invariantes pelos grupos de transformações rígidas (rotação, translação, reflexão); situadas no mesmo nível em que a geometria afim: a) geometria não-euclidianas, chamada por Klein de geometria métrica hiperbólica (estudos dos invariantes por um subgrupo particular do grupo das projeções, aquele que deixa invariante uma cônica real); b)geometria métrica parabólica, na qual há conservação da medida dos ângulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XX, a geometria ligada à álgebra por intermédio das coordenadas toma a forma da geometria algébrica, enriquecida pela análise e pela topologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   &lt;br /&gt;Astronomia    Ciência que estuda as posições relativas, os movimentos, a estrutura e a evolução dos astros. Conjunto de conhecimentos astronômicos de um povo ou de uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os antigos possuíam apenas conhecimentos astronômicos limitando-se à observação dos fenômenos celestes visíveis a olho nu, geralmente com finalidades práticas ou religiosas. Aristóteles (século IV a. C) difundiu a crença da imobilidade da terra. O maior astrônomo observador da antiguidade foi Hiparco (fim do século II a. C); sua obra foi transmitida através de Ptolomeu (fim do século II), cuja versão árabe, representa uma vasta compilação dos conhecimentos astronômicos da Antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A astronomia clássica surgiu no século XVI, graças a Copérnico, que propôs, em 1543, um sistema de mundo heliocêntrico. Depois, Kepler estabeleceu, de 1609 a 1619, com a ajuda das observações de Ticho Brahe, as leis do movimento dos planetas. Nessa época, Galileu fez as primeiras observações do céu com luneta, descobrindo as manchas solares, o relevo lunar, as fases de Vênus, os satélites de júpiter, etc. Em 1687, Newton estabeleceu as leis fundamentais da mecânica celeste, deduzindo das leis de Kepler, e da mecânica de Galileu o princípio da gravitação universal. A partir de então, pode-se calcular com precisão os movimentos da lua, dos planetas e dos cometas.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos séculos XVIII e XIX, a mecânica celeste tornou-se cada vez mais precisa, permitindo, em 1846 a descoberta do planeta Netuno, na posição prevista pelo cálculo. Na segunda metade do século XIX, o uso da fotografia e da espectroscopia no estudo dos corpos celestes permitiu o desenvolvimento da astrofísica. A teoria da relatividade geral de Einstein, em 1916, renovou a cosmologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A astrometria ou astronomia de posição determina, com maior precisão possível, as coordenadas das estrelas    e define com precisão uma escala de tempo uniforme. Os modernos métodos de observação (astrolábio, impessoal, telemetria, lazer, técnicas especiais), as medidas precisas dos intervalos de tempo através da aferição de freqüência e a construção de uma escala de tempo atômico (TAI) permitiram consideráveis progressos nessa área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mecânica celeste estuda os movimentos dos planetas e dos seus satélites, com todas as complexidades introduzidas pelas perturbações provocadas pelas interações dos diferentes corpos do sistema solar. Aplicada a grupos de estrelas, dos quais se conhecem simultaneamente, à distância e o movimento, permitiu e evidenciar a rotação do conjunto da nossa galáxia em torno do seu núcleo central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A astronomia e a mecânica celeste permitem avaliar também as massas estelares pela análise das órbitas das estrelas duplas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, as técnicas espaciais desempenham um papel fundamental no estudo do universo: as sondas espaciais sobrevoam a pequenas distâncias, os planetas do sistema solar e seus satélites,  em certos casos, pousam na sua superfície, enquanto satélites na órbita  da terra trazem uma importante contribuição à astrofísica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música    Arte que permite ao homem exprimir-se por meio de sons. Iniciada em diferentes épocas e em diversas regiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minhas buscas, com relação a essa arte, considerei o mais interessante a música grega antiga. Sua história pode ser dividida em três períodos: a era pré-histórica, lendária, que termina no século VIII a.C; o apogeu da arte solista; e finalmente a era da arte  e do lirismo coral, que também correspondem ao tempo  dos filósofos (Pitágoras, Platão , Aristóteles) dos  teóricos  (Aristoxeno, Alípio) e a relação da música com os números e ao seu poder  ético e educativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música grega popular tem suas raízes na Antiguidade e na Idade Média bizantina. Intimamente ligada à poesia e as danças populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na música brasileira, que embora isoladamente existam práticas musicais indígenas, destaca-se a influência e a combinação das culturas européia e africana. Em 1549 jesuítas implantaram na Bahia um curso de música, generalizando a partir do século XVII, o ensino musical por toda costa do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerações Finais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, podemos concluir que dentre as Sete Artes Liberais, as três primeiras estão próximas umas das outras e todas elas reforçam o sentido da verdade. Uma após a outra, complementam-se e ensinam transmitir novos conteúdos que se centram na utilização da palavra como instrumento da verdade. A gramática corrige a comunicação; a retórica indica e eloqüência, enquanto a lógica ou dialética pauta o discurso, sempre mostrando o método adequado. Sendo que, todas essas etapas devem ser percorridas pelo Aprendiz Maçom para o seu crescimento e progresso, pois o mesmo ainda não sabe ler e nem escrever a linguagem da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simbolismo aritmético eleva o nosso espírito a unidade Divina, ao conhecimento da dualidade dos opostos, mas também a trilogia temporal do que foi, é e será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da Musica, podemos apreciar a grandeza da obra do Grande Arquiteto do Universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aplicação dos conhecimentos geométricos, no sentindo de contribuir de algum modo, empunhando o esquadro e o compasso, mesmo que singelo, para o aperfeiçoamento das irregularidades com que nos deparamos no nosso quotidiano profano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através da astronomia podemos potencializar a nossa capacidade de observação e entendimento de tudo que nos cerca, mesmo não sendo tangíveis, assim como a Simbologia Maçônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, a somatória dos conhecimentos adquiridos em nossa Augusta Ordem, seu entendimento, propagação e sua divulgação fará com o que os preceitos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade sejam praticados a todo o momento em todos os lugares, na busca de ser ter uma sociedade, Maçônica e profana, Justa e Perfeita em seu mais amplo sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;Enciclopédia Larousse&lt;br /&gt;Revista 7º Milênio – As Sete Artes Liberais&lt;br /&gt;Reflexões de um Companheiro – Internet, porem sem autor&lt;br /&gt;Educação – Site Cola Web&lt;br /&gt;Enciclopedismo Medieval – Olga Pombo&lt;br /&gt;Astrocaracterologia – Edil de Carvalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-6798370696942319197?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/6798370696942319197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=6798370696942319197' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/6798370696942319197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/6798370696942319197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/as-sete-artes-liberais.html' title='AS SETE ARTES LIBERAIS'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-3746209897731081306</id><published>2007-07-22T03:24:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T03:25:56.408-07:00</updated><title type='text'>Akhenaton.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Faraó Monoteísta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Grau de Aprendiz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Bibliografia: História da Civilização - diversos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;                       Faraós – Reis do Sol   - Rick Gore&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À   G\D\G\A\D\U\&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Akhenaton&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O Faraó Monoteista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Evolução Histórica do Egito-&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por  volta de 5000 antes de Cristo os povos do Egito viviam ao longo do vale do Nilo, organizados em pequenos agrupamentos chamados nomos, cada qual com seu chefe. Os nomos do Norte e os nomos do Sul acabaram formando dois reinos rivais entre si, o do Alto Nilo (vale) e o do Baixo Nilo (delta).&lt;br /&gt;Cerca de 3000 antes de Cristo esses dois reinos foram unificados por um príncipe do Alto Egito, Ménes, intitulado Faraó, tornando-se a suprema autoridade do país, rei e deus ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;A partir de Ménes a história do Egito se desenrolou cobrindo aproximadamente 3000 anos, dividida segundo as várias dinastias de reis, em três períodos conhecidos por Antigo Império, Médio Império e Novo Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigo Império – de 2800 a 2200 antes de Cristo, da I a VI dinastias: teve por capital  Mênfis na abertura do delta. Nesse período os egípcios apenas transpuseram suas fronteiras em busca de matérias-primas que não possuíam, como ouro (Núbia), cobre (Sinai), madeira de cedro (Líbano). O Antigo Império terminou em consequencia do rompimento da unidade política, causado pelo enfraquecimento da autoridade do Faraó, por lutas entre vários nomos em disputa de poder, por agitações  internas.&lt;br /&gt;Segui-se um período intermediário que durou cerca de 150 anos (da VII a X dinastias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Médio Império – de 2050 a 1750 antes de Cristo, da XI a XII dinastias: príncipes do Alto Egito restauraram a unidade política do Império, transformando Tebas em capital do país  e dando ao mesmo uma administração sólida e grande prosperidade. O Médio Império se dissolveu em conseqüência de novas agitações políticas internas que enfraqueceram o país, permitindo fosse invadido pelos Hicsos, povo semita, nômade de origem asiática. Dominaram facilmente a região do delta, graças ao seu poderio militar, possuindo armas muito eficientes e carros de combate puxados a cavalo. Com a ocupação do Baixo Egito pelos Hicsos começou o segundo período intermediário, que durou aproximadamente 150 anos (da XIII a XVII dinastias).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo Império – de 1580 a 1090 antes de Cristo, da XVIII à XX dinastias: mais uma vez príncipes do Tebas, no Alto Egito, restabeleceram a unidade do império. Os Hicsos foram expulsos e os egípcios, sob Tutmósis III e Ramsés II, expandiram-se territorialmente, assegurando com isso ao país uma fase de extraordinária riqueza e prosperidade. Todavia novas agitações internas e novas ondas de povos invasores provocaram o declínio do Império Egípcio, que entrou em decadência e foi conquistado pelos Assírios (670 antes de Cristo). Após breve reerguimento – Renascença Saíta – sob os príncipes da cidade de Saís, que expulsaram os Assírios, o Egito foi conquistado sucessivamente pelos Persas (525 antes de Cristo), pelos Gregos (332 antes de Cristo) e pelos Romanos (30 antes de Cristo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faraó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Faraó para seus súditos era filho de deuses e deus ele próprio. Tinha poder absoluto,  dispensava justiça, era o administrador supremo do país. Com a ajuda de funcionários por ele escolhidos, zelava pela unidade e pela defesa do Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacerdotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formavam a camada mais culta do país; encarregavam-se das cerimônias religiosas e da transmissão da cultura; constituíram uma classe extremamente poderosa e rica, sobretudo durante o Novo Império, quando os templos receberam grandes extensões de terras e parte das riquezas conquistadas a outros povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os egípcios eram politeístas, isto é, acreditavam em vários deuses, alguns representados por cabeças de animais. Cada cidade tinha seus deuses particulares e, quando se tornava capital do Império, esses deuses passavam a ser adorados em todo o Egito.&lt;br /&gt;No Antigo Império adorou-se Rá, Deus sol, e seus descendentes Osíris, Deus da morte, com a sua esposa Ísis e seu filho Hórus. Os Faraós intitulavam-se filhos de Rá. Durante o Médio e o Novo Império adorou-se Amon, protetor da cidade de Tebas, que passou a chamar-se Amon-Rá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Akhenaton.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à 18ª dinastia.  O Faraó Amenófis III morrera e seu filho adolescente conquistava o poder do Egito. Em pouco tempo elevou Aton, o deus-sol, como o supremo deus criador.&lt;br /&gt;Ele e sua célebre rainha, Nefertiti, investiram contra a arraigada estrutura religiosa do Egito. Esses soberanos, conhecidos como “Faraós do Sol”, desencadearam uma revolução religiosa sem cuidar da continuidade e expôs o Império egípcio à ameaças militares externas.&lt;br /&gt;Desconsideraram antigos deuses venerados por sacerdotes poderosos, deixando-os tão furiosos que ajudaram os Faraós posteriores a destruir as estatuas  e os templos de Aton.&lt;br /&gt;Desse modo, Amenófis IV mudou seu nome para “Akhenaton – o que bem serve a Aton”, e elevou Aton acima de todos os outros deuses do panteão egípcio – até mesmo acima de Amon, que por centenas de anos prevalecera em Tebas como deus soberano. E o Faraó também abandonava Tebas para construir uma nova capital. Em 1348 antes de Cristo, as margens do Nilo, esse Faraó ergueu Akhetaton  “origem de Aton” uma belíssima cidade para “Aton, seu único deus”, hoje conhecida como Amarna..&lt;br /&gt;Akhenaton, Nefertiti e o Faraó-menino Tutankhamon tiveram um reinado breve. Governaram apenas 17 anos e pouco tempo depois da morte de Akhenaton, em 1336 antes de cristo, a velha ortodoxia estava restaurada e os inimigos deles rapidamente despedaçaram suas estátuas, demoliram seus templos e trataram de apagar dos registros históricos do Egito, tudo o que testemunhassem a sua existência.&lt;br /&gt;Segundo Rita Freed, egiptóloga do Boston Museum of Fine Arts, “poderíamos compará-lo ao líder de uma seita religiosa. Os especialistas continuam a debater sobre a possibilidade de ele ter sido o primeiro líder monoteísta do mundo. Akhenaton insistia em um deus supremo, um criador onipotente que se manifestava à luz do Sol. Mais: via a si mesmo e a Nefertiti como extensões desse deus e, portanto, também dignos de veneração”.&lt;br /&gt;Na verdade, esse pensamento de endeusamento havia começado com seu pai, Amenofis III, que reinou por 37 anos numa era de esplendor. Usou ele a riqueza do império para construir um conjunto de monumentos sem precedentes em Karnack e Luxor, centros religiosos do deus Amon, o patrono de Tebas. Depois que essa cidade recuperou o controle do Egito, por volta de 1520 antes de Cristo, Amon tornou-se cada vez mais venerado. Seu nome significa “oculto” e, no seu templo em Karnack, sacerdotes cultuavam sua estátua. Amon logo se fundiu ao antigo deus-sol  Rá, tornando-se Amon-Rá.&lt;br /&gt;Em seu reinado, Amenófis III, já havia determinado que ele não só era o filho de Amon, mas também a encarnação de Rá. Começou então a erigir monumentos à sua própria divindade, incluindo um vasto templo funerário, que contemplava Tebas da margem oposta do Nilo.&lt;br /&gt;Talvez, espelhando-se em seu pai, Akhenaton revolucionou a religião antiga. Por um breve período, os egípcios acreditaram que o deus-sol voltara à Terra na forma da família real. Houve um entusiasmo coletivo que se torna tangível na arte e na arquitetura. Todo o país celebrou aquela volta. Foi um dos períodos mais admiráveis da historia egípcia.&lt;br /&gt;Ninguém sabe ao certo ate onde ia a popularidade de Akhenaton. Para alguns estudiosos, Akhenaton pode ter sido um visionário, um profeta cuja modalidade de monoteísmo de alguma forma inspirou Moisés, que viveu um século mais tarde.&lt;br /&gt;Seja pela fé, seja pela força, Akhenaton revolucionou Tebas em seus quatro primeiros anos de reinado, mandando construir quatro novos templos para Aton em Karnack. Como necessitava de rapidez para construir esses edifícios seus engenheiros recorreram a uma nova técnica de construção. Como os templos de Aton não tinham teto, as paredes podiam ser menos resistentes. Por isso, em vez de grandes blocos de pedras, cortavam pequenos blocos de pedras que podiam ser carregados por uma única pessoa, os famosos “talatat” (de talata – em árabe significa três palmos).&lt;br /&gt;Tutankhamon assumiu o poder cerca de quatro anos após a morte de Akhenaton. A maioria dos especialistas imaginam que ele estava com dez anos de idade na época.&lt;br /&gt;Com a morte de Akhenaton, os Faros posteriores expandiram os templos, resgatando a soberania dos antigos deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Akhenaton fracassou ao tentar mudar para sempre a religião egípcia. Mas êxitos menores lhe proporcionaram a imortalidade que reivindicou em vida. Promoveu um vibrante movimento artístico que gerou quadros realistas da vida cotidiana na época. Seus engenheiros criaram blocos de construção que se tornaram materiais úteis para estruturas posteriores, permitindo que as narrativas neles inscritas sobrevivessem por milênios. E, hoje, Amarna, sua capital abandonada, é o único local onde visitantes podem caminhar pelas ruas de uma antiga cidade egípcia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-3746209897731081306?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/3746209897731081306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=3746209897731081306' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/3746209897731081306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/3746209897731081306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/akhenaton.html' title='Akhenaton.'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-8265167480857276166</id><published>2007-07-22T03:22:00.002-07:00</published><updated>2007-07-22T03:24:28.369-07:00</updated><title type='text'>A RITUALÍSTICA</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqMwOoWU-QI/AAAAAAAAABM/QUCb2v7EREU/s1600-h/oeil+avec+ailes.png"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqMwOoWU-QI/AAAAAAAAABM/QUCb2v7EREU/s320/oeil+avec+ailes.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089965031766161666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A RITUALÍSTICA NO GRAU DE APRENDIZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rito é um procedimento que, determinado por uma autoridade competente, deve ser seguido para celebrar-se um cerimonial religioso. O rito é formal, podendo ser verbal, transmitido oralmente ou escrito em um livro, manual ou código, formando assim o Ritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ritual contém o conjunto de ordens, regras, orações, símbolos  e formas de realizar o rito .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ritos Maçônicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maçonaria conta hoje com cerca de 154 (cento e cincoenta e quatro)  ritos  reconhecidos no mundo, sendo que no Brasil destacam-se os ritos York, o Escocês Antigo e Aceito,  o Francês ou Moderno, o Schroeder e o Adonhiramita . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crê-se que tanta diversidade tem por motivo interpretações e análises diferentes dos textos históricos, das práticas esotéricas, ou mesmo influências religiosas, sociais, políticas e até mesmo a posição geográfica.  Tanta diversidade não conduziu a cisão da maçonaria, chegando mesmo a sugerir a coexistência pacífica das diversas correntes de pensamento, que por fim, dirigem-se sempre, sem qualquer incoerência, para um ponto comum a todos os agrupamentos maçônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primórdios, o ritual maçônico era transmitido verbalmente e deveria  assim, ser decorado.  Resguardava-se assim o sigilo maçônico e a perpetuação do rito .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a formalização do rito escrito, ocorrera sim a quebra do sigilo, além da  deturpação ritualística, chegando mesmo a ser incomparável com o rito primitivo .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, a proliferação de ritos maçônicos, a par da riqueza intelectual, gera hoje práticas heterogêneas, ou seja, outros ritos estão a incrementar a deturpação do rito original .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Origens do Rito Escocês Antigo e Aceito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rito Escocês, segundo se tem notícia, nasceu em 1.689 na França, fruto da reunião dos jacobistas (partidários do Rei da Inglaterra, Carlos I, pertencente a dinastia dos Stuart) que adotaram um rito distinto da Grande Loja Londrina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rito Escocês não teve precedente na Escócia, devendo-se a adoção do nome  unicamente ao fato de boa parte dos jacobinos serem de origem escocesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1758 o Conselho de Imperadores do Oriente e Ocidente instituiu a "Ordem de Heredon" (Casa Santa ou Templo), cujo Rito de Perfeição ou Rito de Heredon, era composto de 25 graus. No ano de 1761 foi outorgado a Etienne Morin o título de Grande Inspetor do Rito de Perfeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morin, estando autorizado, fundou Loja nos Estados Unidos e em 31 de maio de 1801 foi criado em Charleston (Carolina do Sul) o primeiro "Supremo Conselho dos Grande Inspetores Gerais para os Estados Unidos da América", elevando-se em oito os graus do Rito. Contando com 33 graus Altos Graus, realizou-se, de modo definitivo, o objetivo das Grandes Constituições de Frederico II, ou seja, a primeira a praticar o Escocismo como é hoje conhecido. Antigo e Aceito fora a denominação de protesto que o escocismo adotou em 1.786 em oposição ao Grande Oriente Francês, que decidira diminuir o número de graus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucessivamente foram fundados outros Supremos Conselhos em muitos países da Europa e na maior parte dos da América, formando hoje o Escocismo e o Rito Escocês Antigo e Aceito, que é o Rito maçônico mais praticado no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente a hierarquia do Rito Escocês Antigo e Aceito é dividido em 33 graus e assim distribuídos: Graus Simbólicos, também chamado de graus dogmáticos ou fundamentais (do grau 1º ao 3º, aprendiz, companheiro e mestre); Graus Inefáveis (do 4º ao 14º); Graus Capitulares (do 15º ao 18º); Areópagos ou Graus Filosóficos ( do 19º ao 30º) e Graus Administrativos (do 31º ao 33º).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Análise Ritualística no Grau de Aprendiz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrada no Templo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a organização do Mestre de Cerimônias, devem os obreiros do quadro da loja dirigirem-se ao átrio e lá, vestidos e trajados, organizarem-se em fileiras das Colunas do Norte e do Sul, respeitando-se ainda a ordem de entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre de Harmonia e o Cobridor alcançarão o interior do templo antecipadamente, sendo que aquele soará a melodia apropriada enquanto da entrada dos obreiros, e este, portando a espada á ordem, aguardará a oportunidade para abrir a porta, franquear a entrada das fileiras, e após o Venerável Mestre, fechar a porta do templo . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre de Cerimônias, a frente das fileiras, com a mão direita, dará as três pancadas do grau e o Cobridor franqueará a entrada dos obreiros,  mantendo-se ao lado da porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os obreiros, tomarão diretamente seus lugares, conservando-se em pé, sem sinal e voltados para o eixo do templo, aguardando a ordem do V.M. O Mestre de Cerimônias aguardará a entrada do V.M. para conduzí-lo, e este, observando o sentido horário, alcançará o trono, mantendo-se em pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cobridor fecha a porta do templo e alcança seu lugar, aguardando em pé e armado .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três batidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Representam as três promessas de todos os tempos e de todas as crenças, sendo elas : Batei e abrir-se-vos-á  - Pedi e obtereis – Buscai e achareis .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja para o grau de aprendiz, bem como aos demais, há uma marcha particular acompanhada dos respectivos sinais especiais, obrigatórios para todos os maçons que entram no templo quando os trabalhos são abertos. O sentido maçônico da marcha corresponde ao rito adotado no grau simbólico. A perfeição caminha do ocidente para o oriente, isto é, das trevas para a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marcha do aprendiz é composta de três passos iguais e retilíneos, formando uma esquadrilha, começando com o pé esquerdo e apoiado pelo direito, porque ele foi colocado no “caminho certo”, porque foi “iniciado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esquadro representa fundamentalmente a faculdade do juízo que nos permite comprovar a retidão ou a sua falta. É por intermédio do esquadro que nossos esforços para realizar o ideal ao qual nos propusemos podem ser constantemente comprovados e retificados. Isto é feito de maneira que estejam realmente encaminhados na direção do ideal e que a cada passo do pé esquerdo (passividade, inteligência, pensamento), deve corresponder um igual passo do pé direito (atividade, vontade, ação) em esquadro, ou seja, em acordo perfeito com o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reportando-se ao zodíaco os seus três passos correspondem aos três signos, carneiro, touro e gêmeos. No primeiro passo correspondente ao signo do carneiro, que está sob a influência de Marte, evoca a idéia de “luta”. Touro, que inspira o segundo passo, exprime o trabalho perseverante e desinteressado. Quanto a gêmeos, que está sob a influência de mercúrio, é considerado signo da fraternidade. Se nos reportarmos aos elementos, o carneiro é o signo do fogo, touro o signo da terra e gêmeos o signo do ar, indicando o primeiro passo o ardor, o segundo a concentração e o terceiro a inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui citar o axioma hermético da "câmara de reflexões": visita interiora terrae: retificando invenies occultum lapidem - VITRIOL. Devemos adentrar a realidade do próprio mundo objetivo, e não contentar-nos com seu estudo ou exame puramente exterior. Então, retificando constantemente nossa visão e os esforços de nossa inteligência como demonstra a cuidadosa retidão dos três passos da marcha do Aprendiz atingiremos o conhecimento da verdade que nos liberta da ilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aprendiz, deve saudar as três luzes da loja com  o sinal gutural. Este sinal forma três ângulos retilíneos e tem seus respectivos significados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro formado pelos dedos polegar e indicador significa "que mais fácil ser degolado do que revelar os segredos maçônicos"; o segundo formado pelo braço indica "que a sua força, naquele momento, representado pelo braço direito, está toda a serviço da Sublime Ordem”, porque, estando naquela posição de respeitoso acatamento ao Venerável Mestre, somente terá livre os movimentos quando lhe for permitido; e terceiro o dos pés, "que indica que o maçom deve ter sempre uma vida reta, assentando todos os seus atos sobre a esquadria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abertura  da Sessão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trabalhos somente se iniciam ao meio-dia porque é a hora de sol a pino, ou seja ninguém faz sobra a ninguém, portando induz a igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abertura somente ocorre quando as três luzes emblemáticas estiverem devidamente postadas (livro da Lei, Esquadro e Compasso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro da Lei ficará disposto sobre um altar sagrado (correspondente ao Santo dos Santos de Jerusalém) e sua abertura significa a invocação do auxílio da divindade . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna do Aprendiz (força)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os lugares do maçons no templo imitam a disposição existente no parlamento britânico. O presidente e seu assento de encosto alto e destacado está ladeado pelos líderes do governo e pela oposição, sentados frente a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a sala dos passos perdidos imita o anexo do parlamento inglês .&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Circulação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A circulação é feita no sentido horário, ou seja da esquerda para a direita, contornando o Painel da Loja, simbolizando, a marcha do sol e significando que o maçom caminha em direção a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante ressaltar que, desde a era dos metais (5000 A.C.) o homem acreditara na força dos astros, desenvolvendo assim um misticismo, uma teologia cósmica, cujo sol era sempre elevado a posição de destaque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol é o centro do nosso sistema planetário enosso planeta Terra movendo-se constantemente ao redor de seu eixo e, achando-se a maçonaria universalmente espalhada sobre a superfície do globo, resulta deste fato que o sol se acha sempre no meridiano, em relação a Maçonaria .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tronco de Beneficência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A circulação do Tronco de Beneficência deve levar em consideração a hierarquia dos cargos em loja e os graus simbólicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São atendidos pela ordem o Venerável Mestre, o 1º Vigilante, o 2º Vigilante, o Orador, o Secretário, o cobridor Interno, os irmãos postados no Oriente, os mestres da Coluna do Sul, os mestres da Coluna do Norte, os companheiros e os Aprendizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta circulação forma uma estrela de seis pontas, ora associada a Estrela de Davi, ora associada a relação espírito-matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao metal, este somente se presta à beneficência, nunca podendo ser tirado, mas somente engrossado.  Deve ser depositado sempre com a mão fechada e ao retirá-la, deverá estar aberta .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavra Sagrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a verificação simbólica da exatidão, onde se declara que tudo está justo e perfeito. Tem origem na verificação que os construtores antigos efetuavam quanto à exatidão das construções, utilizando-se do prumo e do nível para declararem a perfeição das construções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constata-se a justeza e perfeição de uma Loja quando a palavra vem do Oriente, passa pelo Sul e vai ao Ocidente .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadeia de União&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formada exclusivamente para a transmissão da palavra semestral aos obreiros da Loja, onde todos cruzam o antebraço direito sobre o esquerdo, dando-se as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Venerável Mestre ocupa o lugar mais ao Oriente da Cadeia, ladeado pelo Orador e pelo Secretário, ao passo que o Mestre de Cerimônia ocupará o lugar mais ao Ocidente, ladeado pelos Vigilantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Venerável Mestre balbuciará a palavra nos ouvidos do Orador e do Secretário, que por sua vez, repetirá o ato a quem os ladear, até que o Mestre de Cerimônia receba as palavras, de ambos os lados, e as leve ao conhecimento do Venerável Mestre que a declara correta ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperamos que as informações deste documento sirvam de referência para os IIr.’. Aprendizes acompanharem os trabalhos em Loja. Lembramos que a ritualística pode sofrer revisões e que as orientações finais devem partir do Grande Oriente de São Paulo, no caso das Lojas de nossa Região Maçônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;Informações dos websites do Grande Oriente do Brasil (www.gob.org.br) e do GOSP (www.gosp.org.br)&lt;br /&gt;Estudos Maçônicos- Zeldis, Leon, A Trolha&lt;br /&gt;Simbologia e Simbolismo da Maçonaria – Theobaldo Varoli Filho, A Trolha&lt;br /&gt;Iniciação Maçônica – Rizzaro da Camino, Madras&lt;br /&gt;Ritual do Aprendiz Maçom, GOB, 2001&lt;br /&gt;A Simbólica Maçônica, Jules Boucher, Ed. Pensamento&lt;br /&gt;Manual do Aprendiz Maçom: Introdução ao estudo da Ordem e da Doutrina Maçônica, Aldo Lavagnini&lt;br /&gt;Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom, Ed. A Gazeta Maçônica - 1a. ed.  1985&lt;br /&gt;Curso Básico de Liturgia e Ritualística, Ed. A Trolha - 1a. ed. 1991 - 2a. ed. 1997&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4815337019651926870-8265167480857276166?l=cidademaconica.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cidademaconica.blogspot.com/feeds/8265167480857276166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4815337019651926870&amp;postID=8265167480857276166' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8265167480857276166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4815337019651926870/posts/default/8265167480857276166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cidademaconica.blogspot.com/2007/07/ritualstica.html' title='A RITUALÍSTICA'/><author><name>cidademaçonica</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13639686960526107302</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_9ig0nRXyn7A/RqMwOoWU-QI/AAAAAAAAABM/QUCb2v7EREU/s72-c/oeil+avec+ailes.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4815337019651926870.post-1328398330820422938</id><published>2007-07-22T03:22:00.001-07:00</published><updated>2007-07-22T03:22:40.029-07:00</updated><title type='text'>A RAZÃO</title><content type='html'>OS VÁRIOS SENTIDOS DA PALAVRA RAZÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É salutar agora discorrermos um pouco sobre a razão. Erroneamente a razão poderia ser entendida como contrária à intuição, sendo um erro bastante comum cometido pelos menos avisados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A razão é a capacidade mental complementar da intuição. É sua irmã gêmea, e a tolerancia é a virtude que nos permite enxergar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A razão é uma forma de saber classificadora que tem o poder de análise, isto é, tem o poder de dividir um assunto em muitas partes para melhor compreender sua natureza e suas relações. É a faculdade do raciocínio, do pensar, do especular e sistematizar conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Por outro lado, dizia Parmênides (Eléia – séc. VI a. C.) a razão é o segundo e importantíssimo caminho da verdade. A faculdade racional exorta a não se deixar enganar pelos nossos sentidos, que é o caminho do erro, contrapondo assim à verdade alcançada pela razão aos erros ocasionados pelos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Devemos sim, confiar na poderosa virtude do raciocínio, porém a prudência não aconselha ter uma confiança ingênua e exclusivista, pois estáriamos mais uma vez criando mitos e dogmas supremos através de uma capacidade que, paradoxalmente, é o  contraponto deste fenômeno. Ou seja, estaríamos endeusando a razão como única fonte de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Enfim, devemos fazer o uso crítico e construtivo da razão, a iluminadora faculdade que nos leva às descobertas, à aquisição da verdade e à sua determinação através da profunda decomposição de tudo em seus simples componentes e suas consequências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Ao par disso, devemos buscar criar as condições propícias para o desenvolvimento da intuição, sistematizando e clarificando as revelações, para a perfeita conciência do homem. Eis aqui um verdadeiro e fecundo ato de generosidade quando a razão valoriza o poder cognoscitivo da intuição: um enorme passo ao verdadeiro auto-mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Em nossa vida cotidiana usamos a palavra razão em muitos sentidos. Dizemos, por exemplo, “eu estou com a razão”, ou “ele não tem razão”, para significar que nos sentimos seguros de alguma coisa ou que sabemos com certeza alguma coisa. Também dizemos que, num momento de fúria ou de desespero, “alguém perde a razão”, como se a razão fosse alguma coisa que pode ter ou não ter, possuir e perder, ou recuperar, como na frase: “Agora ela está lúcida, recuperou a razão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Falamos também frases como: “Se você me disser suas razões, sou capaz de fazer o que você me pede”, querendo dizer com isso que queremos ouvir os motivos que alguém tem para querer ou fazer alguma coisa. Fazemos perguntas: “Qual a razão disso?”, querendo saber qual a causa de alguma coisa e, nesse caso, a razão parece ser alguma propriedade que as próprias coisas teriam, já que teriam uma causa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2&lt;br /&gt;          Assim, usamos “razão” para nos referirmos a “motivos” de alguém, e também para nos referirmos a “causa” de alguma coisa, de modo que tanto nós quanto as coisas parecemos dotados de “razão”, mas em sentido diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Esses poucos exemplos já nos mostram quantos sentidos diferentes a palavra razão possui: certeza, lucidez, motivo, causa. E todos esses sentidos encontram-se presentes na filosofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Por identificar razão e certeza, a Filosofia afirma que a verdade é racional; por identificar razão e lucidez (não ficar ou não estar louco), a Filosofia chama nossa razão de luz e luz natural; por identificar razão e motivo, por considerar que sempre agimos e falamos movidos por motivos, a Filosofia afirma que somos seres racionais e que nossa vontade é racional; por identificar razão e causa e por julgar que a realidade opera de acordo com relações causais, a Filosofia afirma que a realidade é racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          É muito conhecida a célebre frase de Pascal, Filósofo do século XVII: “O coração tem razões que a razão desconhece”. Nessa frase, as palavras razões e razão não têm o mesmo significado, indicando coisas diversas. Razões são os motivos do caração, enquanto razão é algo diferente de coração; este é o nome que damos para as emoções e paixões, enquanto “razão” é o nome que damos à consciência intelectual e moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Ao dizer que o coração tem suas próprias razões, Pascal está afirmando que as emoções, os sentimentos ou as paixões são causas de muito do que fazemos, dizemos, queremos e pensamos. Ao dizer que a razão desconhece “as razões do coração”, Pascal está afirmando que a consciência intelectual e moral é diferente das paixões e dos sentimentos e que ela é capaz de uma atividade própria não motivada e causada pelas emoções, mas possuindo seus motivos ou suas próprias razões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Assim, a frase de Pascal pode ser traduzida da seguinte maneira: Nossa vida emocional possui causas e motivos (as “razões do coração”), que são as paixões ou os sentimentos, e é diferente de nossa atividade consciente, seja como atividade intelectual, seja como atividade moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A consciência é a razão. Coração e razão, paixão e consciência intelectual ou moral são diferentes. Se alguém “perde a razão” é porque está sendo arrastado pelas “razões do coração”. Se alguém “recupera a razão’ é porque o conhecimento intelectual e a consciência moral se tornaram mais fortes do que as paixões. A razão, enquanto consciência moral, é a vontade racional livre que não se deixa dominar pelos impulsos passionais, mas realiza as ações morais como atos de virtude e de dever, ditados pela inteligência ou pelo intelecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Além da frase de Pascal, também ouvimos outras que elogiam as ciências, dizendo que elas manifestam o “progresso da razão”. Aqui a razão é colocada como capacidade puramente intelectual para conseguir o conhecimento verdadeiro da Natureza, da sociedade, da História e isto é considerado algo bom, positivo, um “progresso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Por ser considerado um “progresso”, o conhecimento cientifico é visto como se realizando no tempo e como dotado de continuidade, de tal modo que a razão é concebida como temporal também, isto é, como capaz de aumentar seus conteúdos e suas capacidades através dos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3&lt;br /&gt;          Algumas vezes ouvimos um professor dizer a outro: “ Fulano trouxe um trabalho irracional; era um caos, uma confusão. Incompreensível. Já o trabalho de beltrano era uma beleza: claro, compreensível, racional”. Aqui, a razão, ou racional, significa clareza das idéias, ordem, resultado de esforço intelectual ou da inteligência, seguindo normas e regras de pensamentos e de linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Todos esses sentidos constituem a nossa idéia de razão. Nós a consideramos a consciência moral que observa as paixões, orienta a vontade e oferece finalidades éticas para a ação. Nós a vemos como atividades intelectual de conhecimento da realidade natural, social, psicológica, histórica. Nós a concebemos segundo o ideal da clareza, da ordenação e do rigor e precisão dos pensamentos e das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Para muitos Filósofos, porém, a razão não é apenas a capacidade moral e intelectual dos seres humanos, mas também uma propriedade ou qualidade primordial das próprias coisas, existindo na própria realidade. Para esses filósofos, nossa razão pode conhecer a realidade (Natureza, sociedade, História) porque ela é racional em si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Fala-se, portanto, em razão objetiva (a realidade é racional em si mesma) e em razão subjetiva (a razão é uma capacidade intelectual e moral dos seres humanos). A razão objetiva é a afirmação de que o objeto do conhecimento ou a realidade é racional; a razão subjetiva é a afirmação de que o sujeito do conhecimento e da ação é racional. Para muitos Filósofos, a Filosofia é o momento do encontro, do acordo e da harmonia entre as duas razões ou racionalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ORIGEM DA PALAVRA RAZÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Na cultura da chamada sociedade ocidental, a palavra razão origina-se de duas fontes: a palavra latina ratio e a palavra grega logos. Essas duas palavras são substantivos derivados de dois verbos que têm um sentido muito parecido em latim e em grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Logos vem do verbo legein, que quer dizer: contar, reunir, juntar, calcular. Ratio vem do verbo reor, que quer dizer: contar, reunir, medir, juntar, separar, calcular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Que fazemos quando medimos, juntamos, separamos, contamos e calculamos? Pensamos de modo ordenado. E de que meios usamos para essas ações? Usamos palavras (mesmo quando usamos números estamos usando palavras, sobretudo os gregos e os romanos, que usavam letras para indicar números).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Por isso, logos, ratio ou razão significam pensar e falar ordenadamente, com medida e proporção, com clareza e de modo compreensível para outros. Assim, na origem, razão é a capacidade intelectual para pensar e exprimir-se correta e claramente, para pensar e dizer as coisas tais como são. A razão é uma maneira de organizar a realidade pela qual esta se torna compreensível. É, também, a confiança de que podemos ordenar e organizar as coisas porque são organizáveis, ordenáveis, compreensíveis nelas mesmas, isto é, as próprias coisas são racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Desde o começo da Filosofia, a origem da palavra razão fez com que ela fosse considerada oposta a quatro outras atitudes mentais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4&lt;br /&gt;ao conhecimento ilusório, isto é, ao conhecimento da mera aparência das coisas que não alcança a realidade ou a verdade delas; para a razão, a ilusão provém de nossos costumes, de nossos preconceitos, da aceitação imediata das coisas tais como aparecem e tais como parecem ser. As ilusões criam as opiniões que variam de pessoa para pessoa e de sociedade para sociedade. A razão se opõe à mera opinião:&lt;br /&gt;às emoções, aos sentimentos, às paixões, que são cegas, caóticas, desordenadas, contrárias umas às outras, ora dizendo “ sim” a alguma coisa, ora dizendo “não” a essa mesma coisa, como se não soubéssemos o que queremos e o que as coisas são. A razão é vista como atividade ou ação (intelectual e da verdade) oposta à paixão ou à passividade emocional;&lt;br /&gt;à crença religiosa, pois, nesta, a verdade nos é dada pela fé numa revelação divina, não dependendo do trabalho de conhecimento realizado pela nossa inteligência ou pelo nosso intelecto. A razão é oposta à verdade e por isso os filósofos cristão distinguem a luz natural – a razão – da luz sobrenatural – revelação;&lt;br /&gt;ao êxtase místico, no qual o espírito mergulha nas profundezas do divino e participa dele, sem qualquer intervanção do intelecto ou da inteligência, nem da vontade. Pelo contrário, o êxtase místico exige um estado de abandono, de rompimento com a atividade intelectual e com a vontade, um rompimento com o estado consciente, para entregar-se à fruição do abismo infinito. A razão ou consciência se opõe à inconsciência do êxtase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS PRINCÍPIOS RACIONAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Desde seus começos, A Filosófia considerou que a razão opera seguindo certos princípios que ela própria estabelece e que estão em concordância com a própria realidade, mesmo quando os empregamos sem conhecê-los explicitamente. Ou seja, o conhecimento racional obedece a certas regras ou leis fundamentais, que respeitamos até mesmo quando não conhecemos diretamente quais são e o que são. Nós as respeitamos porque somos seres racionais e porque são princípios que garantem que a realidade é racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Que princípios são esses? São eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Princípios da identidade, cujo enunciado pode parecer  &lt;br /&gt;            surpreendente: “A é A” ou “Oque é , é”. O princípio da identidade é &lt;br /&gt;            a condição do pensamento e sem ele não podemos pensar. Ele&lt;br /&gt;            afirma que uma coisa, seja ela qual for (um ser da Natureza, uma&lt;br /&gt;            figura geométrica, um ser humano, uma obra de arte, uma ação), só&lt;br /&gt;            pode ser conhecida e pensada se for percebida e conservada com&lt;br /&gt;            sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Por exemplo, depois que um matemático definir o triângulo como figura de três lados e de três ângulos, não só nenhuma outra figura que não tenha esse número de lados e de ângulo poderá ser chamada de triângulo, só poderão ser demonstrados se, a cada vez que ele disser “triângulo”, soubermos a qual ser ou a qual coisa ele está se referindo. O princípio da identidade é a condição para que definamos as coisas e possamos conhece-las a partir de suas definições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5&lt;br /&gt;            Princípio da não-contradição (também conhecido como princípio da&lt;br /&gt;            contradição), cujo enunciado é: “A é A e é impossível que seja, ao    &lt;br /&gt;            mesmo tempo e na mesma relação, não-A”. Assim, é impossível que a&lt;br /&gt;            árvore que está diante de mim sejá e não seja uma  mangueira; que o&lt;br /&gt;            cachorrinho de dona Filomena seja e não seja branco; que o triângulo tenha   &lt;br /&gt;            três lados e três ângulos; que o homem seja e não seja mortal; que o       &lt;br /&gt;            vermelho seja e não seja vermelho, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Sem o princípio da não-contradição, o princípio da identidade não poderia funcionar. O princípio da não-contradição afirma que uma coisa ou uma idéia que se negam a si mesma se autodestroem, desaparecem, deixam de existir. Afirma, também, que as coisas e as idéias contraditórias são impensáveis e impossíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Princípios do terceiro-excluído, cujo enunciado é: “Ou A é x ou é y &lt;br /&gt;            e não há terceira possibilidade”. Por exemplo: “Ou este homem é&lt;br /&gt;            Sócrates ou não é Sócrates’. Ou faremos a guerra ou faremos a&lt;br /&gt;            paz”. Este princípio define a decisão de um dilema – “ou isto ou&lt;br /&gt;            aquilo” – e exige que apenas uma das alternativas seja verdadeira.&lt;br /&gt;            Mesmo quando temos, por exemplo, um teste de múltipla escolha,&lt;br /&gt;            escolhemos na verdade apenas entre duas opções – “ou está certo ou&lt;br /&gt;            está errado”- e não há terceira possibilidade ou terceira alternativa,&lt;br /&gt;            pois, entre várias escolhas possíveis, só há realmente duas, a certa&lt;br /&gt;            ou a errada.&lt;br /&gt;             Princípio da razão suficiente, que afirma que tudo o que existe e&lt;br /&gt;            tudo o que acontece tem uma razão (causa ou motivo) para existir&lt;br /&gt;            ou para acontecer, e que tal razão (causa ou motivo) pode ser&lt;br /&gt;            conhecida pela nossa razão. O princípio da razão suficiente costuma&lt;br /&gt;            ser chamado de princípio da causalidade para indicar que a razão&lt;br /&gt;            afirma a existência de relação ou conexões internas entre as coisas,&lt;br /&gt;            entre fatos, ou entre ações e acontecimentos. Pode ser enunciado da&lt;br /&gt;            seguinte maneira: “Dado A, necessariamente se dará B”. E também:&lt;br /&gt;            “Dado B, necessariamente houve A”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Isso não significa que a razão não admita o caso ou ações e fatos acidentais, mas sim que ela procura, mesmo para o caso e para o acidente, uma causa. A diferença entre a causa, ou razão suficiente, e a causa casual ou acidental está em que a primeira se realiza sempre, é universal e necessária, enquanto a causa acidental ou casual só vale para aquele caso particular, para aquela situação específica, não podendo ser generalizada e ser considerada válida para todos os casos ou situações iguais ou semelhantes, pois, justamente, o caso ou a situação são únicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A morte, por exemplo, é um efeito necessário e universal (válido para todos os tempos e lugares) da guerra e a guerra é a causa necessária e universal da morte de pessoas. Mas é imprevisivel ou acidental que esta ou aquela guerra aconteçam. Mas, se uma guerra acontecer, terá necessáriamente como efeito mortes. Mas as causas dessa guerra são somente as dessa guerra e de nenhuma outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Diferentemente desse caos, o princípio da razão suficiente está vigorando plenamente quando, por exemplo, Galileu demostrou as leis universais do movimento dos corpos em queda livre, isto é, no vácuo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6&lt;br /&gt;          Pelo que foi exposto, podemos observar que os princípios da razão apresentam algumas características importantes:&lt;br /&gt;          . não possuem um conteúdo determinado, pois são formas: indicam&lt;br /&gt;            como as coisas devem ser e como devemos pensar, mas não nos&lt;br /&gt;            dizem quais coisas são, nem quais os conteúdos que devemos ou&lt;br /&gt;            vamos pensar;&lt;br /&gt;          . possuem validade universal, isto é, onde houver razão (nos seres&lt;br /&gt;            humanos e nas coisas, nos fatos e nos acontecimentos), em todo o&lt;br /&gt;            tempo e em todo lugar, tais princípio são verdadeiros e empregados&lt;br /&gt;            por todos (os humanos) e obedecidos por todos (coisas fatos,&lt;br /&gt;            acontecimentos);&lt;br /&gt;          . são necessários, isto é, indispensáveis para o pensamento e para a&lt;br /&gt;            vontade, indispensáveis para as coisas, os fatos e os&lt;br /&gt;            acontecimentos. Indicam que algo é assim e não pode ser de outra     &lt;br /&gt;            maneira.&lt;br /&gt;            Necessário significa: é impossível que não seja dessa maneira e que&lt;br /&gt;            pudesse ser outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AMPLIANDO NOSSA IDÉIA DE RAZÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          A idéia de razão que apresentamos até aqui e que constitui o ideal de racionalidade criado pela sociedade européia ocidental sofreu alguns abalos profundos desde o início do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Aqui, vamos apenas oferecer alguns exemplos dos problemas que a Filosofia precisou enfrentar e que levaram a uma ampliação da idéia da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Um primeiro abalo veio das ciências da natureza ou, mais precisamente, da física e atingiu o princípio da terceiro-excluído. A física da luz (ou óptica) descobriu que a luz tanto pode ser explicada por ondas luminosas quando por partículas descontínuas. Isso significou que já não se podia dizer: “ou a luz se propaga por ondas contínuas ou se propaga por partículas descontínuas”, como exigiria o princípio do terceiro-excluído, mas sim que a luz pode propagar-se tanto de uma maneira como de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          Por sua vez, a física atômica ou quântica abalou o princípio da razão suficiente
